Regresso dos Thy Primordial para o sexto álbum de originais, em que pouco volta a mudar no Black Metal da banda sueca excepto a evolução em termos técnicos e de produção. Os Thy Primordial conhecem apenas um tipo de Black Metal: o mais violento, mais rápido e mais obscuro. Ainda assim, o colectivo tem registado francas melhorias na maneira como apresenta o seu som, com um extremo cuidado na produção e uma consequente melhoria a nível técnico na interpretação da sua música. «Pestilence Upon Mankind» foi gravado no Abyss Studio, para garantir uma clareza no som de Thy Primordial que rivalize com as melhores produções do estilo. E rivaliza. Não usando teclados ou vozes femininas e com o pomo da sua música bem enraizado no mais unholy dos sub-estilos Black Metal, os Thy Primordial parecem seguir o caminho pré-traçado, não se desviando um milímetro, com uma consciência férrea. Ao passo que os Marduk, com uma produção deste calibre, já estariam a brincar aos canhões e os Dimmu Borgir e Cradle Of Filth têm mais ênfase nos teclados, os Thy Primordial mantêm-se fiés às raízes, na onde de uns Enthroned ou, se quisermos, numa versão honesta e não-corrompida de uns Satyricon. Ainda assim, há aspectos a melhorar na música de Thy Primordial. Apesar de primoroso em termos de produção e execução técnica - o que resulta numa sonoridade brutal e muito bem conseguida - a banda sueca não se esforça minimamente por escrever músicas, e limita-se a debitar tema atrás de tema, com as variações reduzidas ao mínimo na sua receita musical pré-concebida. Uma vez ultrapassado este obstáculo, mais psicológico que técnico ou de talento, os Thy Primordial conseguirão finalmente atingir o máximo de toda a sua potencialidade, conseguida com 10 anos de trabalho árduo no Underground. (3/5)
Publicado por BillLaswell em maio 28, 2004 12:30 AM