
Rogues En Vogue CD
Gun Records/BMG
Moda do thrash metal... moda do power metal... moda do black metal... moda do metal industrial... os Running Wild assistiram, em 22 anos de carreira, a muitas voltas e reviravoltas no mar tempestuoso do heavy metal, mas o seu barco-pirata de quatro mastros mantém o rumo, firme e forte, nunca cedendo a correntes, ventos, nortadas ou marés. Se os Running Wild chegaram ao 13.º álbum de originais, tal longetividade deve-se ao pulso firme do seu capitão - Rock'n'Rolf Kasparek, que muitas vezes foi o único a recusar-se a abandonar o barco, acabando sempre por fazê-lo sobreviver às mais ameaçadoras tempestades. Não se pense, no entanto, que nestes 22 anos os Running Wild permaneceram imutáveis. A evolução da banda acontece numa escala muito própria, exclusivamente dentro da sua sonoridade, e sem ceder a outros estilos. Talvez por isso comece a ser 'bem' de novo elogiar a banda de Rock'n'Rolf, depois de alguns anos negros em que se tratou os Running Wild como se eles fossem uma aberração saída dos anos 80 e que devia estar morta há muito tempo. «Rogues En Vogue» prova o contrário, mas não é com isso que Rock'n'Rolf e os seus piratas estão preocupados. A procupação da banda foi em fazer um álbum variado e muito orientado para as músicas, sem perder a imagem de marca de Running Wild - aposta que se pode considerar ganha. Arriscando um tema a meio tempo - «Draw the Line» - como abertura do disco, e partindo daí para um dos mais versáteis conjuntos de temas da carreira da banda, os Running Wild não apenas demonstram que continuam bem vivos, como constituem uma alternativa bastante válida para os fãs de heavy metal que procuram uma sonoridade diferente e - espantem-se! - nova. Porque o som das guitarras de Running Wild é, hoje, único. A voz de Rock'n'Rolf é muito própria. A imagem de piratas e os temas épicos algo de inimitável na cena de hoje. Por isso, e para pessoas que há pouco tempo tenham tomado contacto com o estilo, isto é efectivamente algo de novo e nunca ouvido. Melódico, pesado e com um sabor especial. Apesar de reduzido a uma tripulação constituída pelo capitão Rock'n'Rolf e o imediato Matthias Liebetruth, que trata da bateria, o navio de Running Wild continua a disparar a sua artilharia e a afundar a concorrência, mantendo um rumo firme. Quantas bandas conhecem vocês que o podem dizer, após 22 de carreira? (8/10)
«Rogues En Vogue» é editado no dia 21 de Fevereiro
é assim mesmo, Jolly Roger Rules!! Viva o ESTORIL-PRAIA! Carquistão Jolly Rogerz.
Afixado por: Tupamaros Estoril-Oriental em janeiro 30, 2005 01:15 PM