fevereiro 28, 2005

RHAPSODY - NOVO SINGLE

Os italianos Rhapsody editam o single «Magic Of A Wizard's Dream», tema em que contam com a participação do veterano actor britânico Christopher Lee, no dia 29 de Março. O single vai ter duas edições: uma normal e uma limitada, em digipack e com alguns extras.

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MNEMIC NO JAPÃO

Os Mnemic estreiam-se, em Março, nas digressões japonesas. A banda dinamarquesa vai fazer parte do cartaz do festival Independence-D, que vai acontecer entre 11 e 13 de Março em Tóquio, em que também vão aparecer os Dillinger Escape Plan, Heaven Shall Burn, Loudness, The Misfits e Visions Of Atlantis, entre outros.

Publicado por BillLaswell em 10:29 PM | Comentários (0)

MORBID DEATH - CONCERTO EM LISBOA

A digressão pelo continente dos açorianos Morbid Death já tem uma data em Lisboa confirmada. É no dia 5 de Março, e acontece no Bar Junx, no Bairro Alto, a partir das 22.00h. A noite vai ter também concertos de Desire e StoneRiders, e a entrada vai custar Eur 6,00. Por outro lado, o concerto de Morbid Death no bar Le Son, de Coimbra, que estava previsto para o dia 4 de Março, foi cancelado, devido ao encerramento do Le Son.

Publicado por BillLaswell em 10:27 PM | Comentários (0)

MARDUK - EDIÇÃO ESPECIAL EM ABRIL

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No dia 11 de Abril sai uma edição especial de «Plague Angel», o novo álbum dos suecos Marduk. Esta edição especial vem em digipack, conta com um booklet extra-largo de 20 páginas e tem o vídeo-clip «Conquer All», em secção multimédia, como extra. Esta edição é limitada a 3.000 cópias.

Publicado por BillLaswell em 10:26 PM | Comentários (0)

CALIBAN E HEAVEN SHALL BURN - NOVO SPLIT

Cinco anos depois do impressionante split-CD «The Split Program», que mostrou os Caliban e os Heaven Shall Burn ao mundo, as duas bandas preparam-se agora para um novo split-CD, que vai chamar-se «The Split Program II», e que deverá sair no dia 26 de Julho, pela Lifeforce Records. Os Caliban entraram em estúdio hoje para gravar a sua parte do disco, o que vão fazer nas próximas semanas. Os Heaven Shall Burn deverão entrar em estúdio durante o mês de Março. O resultado das gravações vai ser misturado e masterizado por Tue Madsen no estúdio The Antfarm, na Dinamarca.

Publicado por BillLaswell em 10:24 PM | Comentários (0)

JADIS - DIGRESSÃO CANCELADA

Os Jadis cancelaram a digressão europeia com Enchant que tinham prevista para as próximas semanas. Devido a alguns problemas em encontrar datas para a digressão, a banda tocou apenas dois concertos em Fevereiro, na Bélgica e Holanda. Entretanto, hoje saiu a reedição do álbum de estreia «More Than Meets The Eye», remisturado e com um disc-bónus.

Publicado por BillLaswell em 10:22 PM | Comentários (0)

HEAVENWOOD - RICARDO DIAS DE FORA

Depois de 10 anos como membro e principal compositor da banda original, o guitarrista Ricardo Dias decidiu abandonar os Heavenwood. Eis o comunicado oficial de Ricardo: "Senti necessidade de respirar, assumindo o abandono de todos os projectos envolvidos como músico ou convidado. Quero deixar o meu sincero agradecimento a todas as pessoas envolvidas nos Heavenwood e, o mais importante de tudo... os fãs de Heavenwood. Terão notícias sobre um novo projecto em mente num futuro breve, com membros de outras bandas."

Publicado por BillLaswell em 04:04 PM | Comentários (0)

DISSECTION - CRÍTICA

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The Past Is Alive: The Early Mischief CD
Karmageddon Media/Recital

À medida que os anos vão passando sobre álbuns como «Storm Of The Light's Bane» e «The Somberlain», vai aumentando o culto sobre os Dissection 'originais'. Não admira, pois, que este tipo de lançamentos floresça como cogumelos. «The Past Is Alive», no entanto, é considerado o disco 'oficial' pré-álbuns de Dissection, simplesmente porque foi compilado com auxílio e autorização da banda, usando inclusivamente material do arquivo pessoal dos elementos. Sendo assim, o que este disco reúne são os dois temas da rehearsal-tape de Sodomized, a banda pré-Dissection, bem como temas das demos «The Grief Prophecy» e «The Somberlain» e do EP «Into Infinite Obscurity», juntamente com uma versão mais lenta do tema «Where Dead Angels Lie» e da versão de «Elizabeth Bathory» que os Dissection gravaram para o tributo a Bathory. Material que, na sua maioria, data dos primeiros anos da década de 90, e que pode efectivamente constituir um documento interessante para quem pretende conhecer as raízes de uma das mais criativas e revolucionárias bandas suecas que explodiram na cena nessa década. Esta reedição da Karmageddon da compilação, que foi originalmente lançada em 1997 pela Necropolis, inclui as letras da maioria dos temas, bem como as notas originais que a banda escreveu para a compilação, bem como de Typhon, patrão da Necropolis. Vale a pena, portanto, para os mais distraídos que ainda não possuem esta obra de colecção. (7/10)
«The Past Is Alive: The Early Mischief» é editado no dia 7 de Março

Publicado por BillLaswell em 12:33 AM | Comentários (0)

STEVE HACKETT CLÁSSICO DE NOVO

Setve Hackett edita, no dia 29 de Março, um novo disco de peças para guitarra clássica e orquestra, chamado «Metamorpheus». Este é já o quinto disco do género do ex-guitarrista de Genesis, que conta nesta obra com o irmão John Hackett (flauta) e com o teclista Roger King, entre outros. Hackett vai cumprir também uma série de concertos acústicos em Março, na Bélgica, Inglaterra, Itália e Espanha.

Publicado por BillLaswell em 12:30 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Edição de «On The Edge», de Sandalinas
- Edição de «Walking On Mindfields», de Ivanhoe
- Edição de «Stabbing The Drama», de Soilwork
- Edição de «Picture», de Kino
- Edição de «Free Fall Into Fear», de Trail Of Tears (comprar aqui)
- Edição de «Pedal To The Metal», de Impellitteri

Publicado por BillLaswell em 12:27 AM | Comentários (0)

fevereiro 27, 2005

EQUILIBRIUM - ENTREVISTA

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O mercado alemão não tem por hábito esconder muitas bandas do resto da Europa, mas com os Equilibrium, isso aconteceu. Quando a generalidade dos jornalistas da imprensa especializada local começou a entrar em histeria por esta, até aqui, desconhecida banda ter lançado o álbum de estreia, é que o público de fora da Alemanha se apercebeu que algo se passava com este colectivo. «Turis Fratyr» é, pura e simplesmente, um dos melhores discos de estreia do metal alemão dos últimos anos, e coloca o metal pagão, folkish e épico dos Equilibrium ao lado de bandas como Moonsorrow, Nokturnal Mortum ou Finntroll. O guitarrista e membro fundador René Berthiaume explicou-nos como a banda ultrapassou com distinção esta prova de fogo, e levantou-nos um pouco o véu em relação ao futuro dos Equlibrium.

Ao ler o press-release e a vossa biografia, fiquei com ideia que foi tudo muito rápido para vocês até chegarem ao primeiro álbum. Podes-nos explicar esse percurso?
Bem, nós começámos em 2001, quando um organizador de uma festa que procurava algumas bandas para tocarem lá, me abordou. Nesse momento eu não tinha uma banda, mas achei que era uma boa oportunidade de começar um novo projecto. Fundei então os Equilibrium com alguns outros músicos, mas para esse concerto nós tocámos principalmente versões de outras bandas de metal, como Dimmu Borgir e Hypocrisy. Esse concerto correu muito bem. As pessoas gostaram e o concerto foi porreiro. Então pensámos em continuar a banda, e em compormos as nossas próprias músicas, e não apenas tocar versões. E essa parte também correu bem, por isso produzimos a nossa primeira demo-CD, com cinco músicas. Com essa demo conseguimos um contrato com uma editora, e imediatamente começámos a trabalhar em mais músicas para produzirmos um álbum inteiro, que é o álbum que saiu agora.

Não achas que foi tudo demasiado rápido... em quatro anos passaram várias fazes que há bandas que demoram muitos mais anos a atravessar, até chegar a um contrato discográfico.
Talvez tenhas razão. Se calhar tivemos sorte com o timing, talvez tenhamos apresentado a música certa no sítio certo e à editora certa. Tens razão... foi tudo muito rápido para nós.

Qual é a tua opinião sobre o álbum agora, quando comparado com a demo?
O álbum é o que mais importa. A demo foi apenas um passo em frente, mas o álbum satisfaz-me totalmente, até agora. É o primeiro pedaço oficial de música que nós propomos ao público. Porque nem toda a gente teve acesso à demo. E agora, com este acordo com a editora e com o disco, toda a gente tem possibilidade de comprar o nosso álbum. A demo era, como o próprio nome indica, uma demonstração da nossa música, mas o álbum representa totalmente, neste momento, tudo o que os Equilibrium são, com todos os elementos musicais e todos os músicos.

Gostas tanto das músicas novas, que compuseram especialmente para este álbum, como das músicas que tinham estado presentes na demo e também fazem parte deste disco?
Nós colocámos as músicas da demo no álbum para que fosse possível a mais pessoas ouvi-las. Eu gosto muito das músicas antigas, mas acho que as músicas novas têm mais elementos novos, são um pouco mais pesadas, mais rápidas e maiores. Nós regravámos as músicas antigas e colocámos alguns elementos adicionais para que se encaixassem melhor nas faixas novas... para que tantos as músicas antigas como as novas tivessem a mesma qualidade de som e ficassem bem juntas num só disco. Agora, quando escuto todo o disco, do início ao fim, encaro-o como um álbum só, e não penso em termos de músicas novas ou músicas da demo. Para mim, as músicas da demo têm, no álbum, o formato certo, e gosto de todas e de cada uma delas. Para além disso, na demo houve algumas coisas que não tivemos possibilidade de fazer... coisas que agora fizemos no álbum «Turis Fratyr».

Vocês agora têm um baterista no line-up. O que é que ele acrescentou à vossa música?
Normalmente nós compomos a música da seguinte maneira: eu componho a estrutura principal da música, e o nosso vocalista escreve a letra. Depois damos o esboço da música aos outros elementos e toda a gente dá a sua opinião sobre a música e acrescenta as suas próprias partes. Nesse sentido o baterista é especialmente importante, porque pode colocar as suas próprias ideias, discuti-las connosco, e assim a música sai reforçada.

A vossa música é muito influenciada pelo folk e pelo paganismo, e vocês já fizeram saber que é este o estilo que vão praticar no futuro também. Vocês são inteiramente devotados ao pagan-metal, ou gostam de outros estilos musicais também?
Todos nós gostamos muito de rock, gostamos muito de metal claro, mas também gostamos de world music, de música clássica, de bandas sonoras... eu especialmente, sou um grande fã de bandas sonoras. Gostamos de todos os estilos de músicas que nos toquem de alguma forma. Acho que isto está bastante evidente no álbum; nós temos muitas influências, não apenas no metal, mas também em outras formas de música.

Se fossem convidados para fazer uma banda sonora de um filme e vos pedissem uma coisa mais jazz, faziam-na?
Acho que sim. Quando era mais novo toquei jazz também, quando estava a aprender guitarra. Eu lembro-me que pratiquei escalas de jazz e toquei alguns clássicos do estilo. Eu pessoalmente gosto de muitos estilos de música... é claro que há alguns estilos que não me dizem tanto, mas gosto de tocar todos os estilos de música. Para além da banda, eu trabalho num estúdio, onde temos que tocar para todos os tipos de bandas... desde música electrónica a música acústica. Mas Equilibrium, para mim e para os outros músicos da banda, é a nossa música de eleição, aquela de que gostamos mais. É claro que se alguém nos convidasse para compor uma banda-sonora jazz para um filme nós o faríamos, porque é divertido. Mas Equilibrium é música que vem do nosso coração.

Vocês têm os instrumentos tradicionais que aparecem no álbum, ou tocam-nos no sintetizador?
A maior parte dos instrumentos foram tocados no sintetizador ou com samplers. Nós não temos instrumentistas folk na banda, mas espero que no próximo álbum nós possamos usar mais instrumentos reais, para que o som fique um pouco mais realista. Mas hoje em dia, com a tecnologia, é muito mais fácil fazer o som dos instrumentos com computadores. Mas acho que é muito mais interessante quando tens um instrumentista que acrescenta o seu próprio sentimento e arte à música. Nós vamos possivelmente tentá-lo no próximo álbum.

O que achas que vai ser mais difícil: encontrar ou construir os instrumentos, encontrar quem os toque ou gravá-los apropriadamente em estúdio?
Eu sou um grande fã de alaúdes e de alguns instrumentos de sopro de madeira, e também os colecciono. Estou sempre à procura no e-bay de instrumentos como flautas de bambu. Eu tenho alguns, e talvez os gravemos no próximo disco. No entanto, não tenho conhecimentos para construir esses instrumentos. Não faço ideia de como fazê-lo (risos).

Mas vais ter que experimentar muito, porque é muito diferente tocares um instrumento como esses acusticamente, em casa, de gravares o som num estúdio...
Sim, claro. Quando gravas o que tocas, é como se te visses num enorme espelho... ouves muitos dos erros que fazes. Acho que é interessante. Até foi interessante gravar a guitarra, por exemplo, e depois ouvi-la... há muitos erros que não se notam lá, na altura. Estar em estúdio e gravar é sempre uma óptima experiência para os músicos, que lhes permite ficarem muito melhores e mais coesos. É muito bom para aperfeiçoares a actuação ao vivo também.

Como é que vocês chegaram à Black Attakk?
Quando auto-produzimos a demo, enviámo-la para uma série de editoras. A Black Attakk foi, nessa altura, a única editora que se mostrou interessada em nós. As outras editoras todas nos deram respostas de que não estavam interessadas ou não podiam assinar-nos. A Black Attakk foi a única que tinha possibilidade e vontade de assinar-nos. O ano passado tocámos alguns concertos, um deles num grande festival aqui na Alemanha. Depois dessa actuação apareceram outras editoras a perguntarem-nos se estaríamos interessados em assinar por eles... e eram editoras às quais nós tínhamos enviado a demo-CD. Mas nessa altura já tínhamos o contrato com a Black Attakk, por isso já estávamos servidos de editora, obrigado.

Que reacções têm tido ao disco, até agora?
Até agora lemos algumas críticas, e a maioria delas são muito encorajadoras. Eu não sabia o que esperar, porque a demo tinha conseguido muito boas críticas o ano passado. Mas não sabia se as pessoas iam gostar da diferença quando comparassem a demo ao álbum... as músicas estão um pouco diferentes, embora em minha opinião estejam muito melhor produzidas. Por isso estava um pouco inseguro em relação às reacções, mas até agora têm sido muito boas. Algumas pessoas dizem que o disco não é tão bom como a demo, outras dizem que tem demasiados teclados, mas essas são opiniões minoritárias, que respeitamos. Em termos gerais, acho que temos tido muita sorte com as reacções, com as críticas e com os resultados.

Que assuntos abordam vocês nas letras das músicas?
As letras são escritas pelo nosso vocalista Helge, e são muito inspiradas pela mitologia, lendas e mitos alemães e nórdicos. Mas o nosso vocalista também se deixa inspirar por um bom livro ou filme. Mas muitas letras são também objecto da imaginação dele. As letras do álbum são uma mistura das histórias dele, que ele escreve, ou histórias directamente adaptadas da mitologia nórdica.

O facto da maior parte das letras ser em alemã foi algo que vocês discutiram todos em conjunto, ou foi uma opção dele?
Nas primeiras músicas que escrevemos, as letras surgiram sem qualquer tipo de discussão - ele simplesmente escreveu-as. A primeira música que compusemos foi, julgo eu, a «Met», e essa é uma música de festa, em que se bebe muito álcool... e para nós pareceu-nos lógico cantá-la em alemão, para que as pessoas pudessem mais facilmente compreendê-la quando a tocássemos ao vivo. Gostámos muito do resultado, e por isso as músicas seguintes também tiveram letras em alemão. Mas o próprio Helge diz que gosta mais do alemão, porque é a língua em que ele consegue escrever melhor.

Publicado por BillLaswell em 02:25 PM | Comentários (0)

FREEDOM CALL - NOVO DISCO A CAMINHO

«The Circle Of Life», o próximo disco da banda de power metal germânica Freedom Call, é editado no dia 21 de Março.

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MARTIN KESICI - NOVO ÁLBUM

«So What...?!» é o nome do novo disco de Martin Kesici, que está disponível no mercado desde o início da semana passada, sendo que o músico alemão de hard rock está em digressão desde hoje por Alemanha e Suíça. O primeiro single extraído de «So Waht...?!» é «Leaving You For Me», e conta com a participação especial de Tarja Turunen, vocalista de Nightwish.

Publicado por BillLaswell em 02:21 PM | Comentários (0)

PSYCHOSIS DEATH WEB-ZINE ACTUALIZADA

A web-zine brasileira Psychosis Death foi actualizada, com entrevistas a Funerus, Carve e Paganizer e mais algumas críticas a novos discos. Visitem-na aqui.

Publicado por BillLaswell em 02:20 PM | Comentários (0)

METAL MORFOSE TEM NOVO HORÁRIO

O programa de metal Metal Morfose, transmitido na Rádio Vouzela em 94.6 FM, tem um novo horário, passando de terça-feira para domingo, das 21.00h às 00.00h e ganhando, assim, uma hora. O horário de quinta-feira das 19.00h às 21.00h mantém-se.

Publicado por BillLaswell em 02:18 PM | Comentários (0)

WINTER SOLSTICE - CRÍTICA

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The Fall Of Rome CD
Metal Blade/Recital

Não há muito a dizer sobre os americanos Winter Solstice. Será talvez exagerado considerá-los uma banda de metalcore, mas a divisão quase milimétrica de hardcore e thrash metal que a sua música ostenta obriga-nos a isso. O grande trunfo desta banda é, no entanto, a abordagem técnica que tem à sua música. Os ritmos são complexos, o que confere aos temas de «The Fall Of Rome» uma terceira dimensão, contrastante com a vocalização directa do hardcore. Os riffs também estão, em termos gerais, bem conseguidos, assim como a concepção lírica, que faz um paralelo entre a queda do império romano e a queda da sociedade ocidental que a banda prevê para breve. Hardcore metaleiro ou metal com influências hardcore, este segundo disco pode, com os seus breaks e riffs cromos, conquistar quem gosta de metal equilibrado entre técnica, melodia e frontalidade. Boa receita, boa interpretação, bom equilíbrio. O problema é não fugir mais do espectro metalcore que os dois lados do oceano Atlântico parecem querer fixar, com tantas bandas deste género, com maior ou menor qualidade, a editarem discos hoje em dia. Pesa no caso dos Winter Solstice a competência e a qualidade da proposta. (8/10)
«The Rising Tide Of Oblivion» é editado no dia 7 de Março

Publicado por BillLaswell em 03:03 AM | Comentários (0)

ORATORY LANÇAM INTERLÚDIO

«Interludium», o próximo disco dos portugueses Oratory, não é um álbum de originais. Reúne três temas inéditos, três temas gravados ao vivo, duas versões e dois vídeo-clips, em secção multimédia. Este disco destina-se a abrir o apetite aos fãs da banda de Barcelos, que no Verão começam as gravações do sucessor de «Beyond Earth».

Publicado por BillLaswell em 03:01 AM | Comentários (0)

KAMELOT - NOVO ÁLBUM EM MARÇO

Já há data de lançamento para «The Black Halo», o novo álbum de Kamelot. O disco sai no dia 14 de Março pela Steamhammer/SPV, e vai ter direito a duas edições distintas: uma normal e uma limitada.

Publicado por BillLaswell em 03:00 AM | Comentários (0)

IN FLAMES COM JUDAS PRIEST

Os suecos In Flames vão fazer as primeiras partes das datas escandinavas e alemãs da digressão de reunião dos Judas Priest. Os In Flames foram também, no dia 7 de Fevereiro, galardoados com um Grammy sueco na categoria de "Melhor Banda Hard Rock". Os outros nomeados para esta categoria eram os Europe, Dismember, Entombed e The Hellacopters.

Publicado por BillLaswell em 03:00 AM | Comentários (0)

EXILIA - NOVO SINGLE

Depois de terem feito uma digressão europeia o ano passado ao lado dos Rammstein, os italianos Exilia voltaram imeditamente ao estúdio e gravaram um novo single, chamado «Can't Break Me Down». Esta nova faixa vai ser usada como banda sonora da série de acção Der Clown, que estreia no dia 24 de Março na Alemanha.

Publicado por BillLaswell em 02:59 AM | Comentários (0)

EVERGREY - CD DUPLO AO VIVO

No dia 14 de Março as estrelas suecas de heavy metal gótico progressivo Evergrey editam o seu primeiro disco oficial ao vivo. «A Night To Remember» vai sair em CD duplo, e contém um concerto gravado em Gotemburgo, a cidade-natal da banda, em 2004. Mais tarde, sairá um DVD com o mesmo concerto, com o sistema 5.1 surround e alguns bónus. Em Abril os Evergrey vão andar na estrada com o vocalista de Dream Theater James LaBrie, que está quase a editar o seu álbum a solo, «Elements Of Persuasion».

Publicado por BillLaswell em 02:58 AM | Comentários (0)

AGENDA

- TwentyInchBurial, Larkin e Deeperfall ao vivo no Centro Cultural de Santo Adrião (Braga) - 15.30h
- Vanishing ao vivo no Lisboa Bar (Lisboa - Chiado) - 20.00h

Publicado por BillLaswell em 02:57 AM | Comentários (1)

fevereiro 26, 2005

SCAR SYMMETRY - ENTREVISTA

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A primeira grande surpresa oriunda da Suécia deste ano já é conhecida. Chama-se Scar Symmetry e junta na sua formação os guitarristas Jonas Kjellgren (Carnal Forge, Centinex, World Below) e Per Nilsson (Altered Aeon), o baterista Henrik Ohlsson (Theory In Practise, Mutant, Altered Aeon), o vocalista Christian Älvestam (Unmoored, Incapacity, Torchbearer) e o baixista Kenneth Seil. Esta autêntica selecção sueca musical compôs, gravou e agora apresenta um disco, «Symmetric In Design», que mistura em doses iguais death metal, metal melódico e metal progressivo, com laivos geniais e técnicos sem perder, no entanto, um sentido de metal extremo. Já há quem fale em estreia do ano. O guitarrista Jonas Kjellgren explicou-nos como surge um álbum como «Symmetric In Design», e abriu-nos alguns dos planos futuros de Scar Symmetry.

Esta é banda é, hoje em dia, aquilo que pensaste que seria quando a formaram?
Sim.

A ideia que tinhas da banda e de como seria o primeiro álbum, nessa altura, é exactamente como saíram as coisas?
Não. Não exactamente. Não tínhamos ideia de como iria soar, mas sabíamos que iria ser algo deste género. Nós nunca tínhamos tocado juntos antes, por isso não tínhamos ideia de como iria sair. Para além disso não tivemos tempo para ensaiar. Nós, os guitarristas, limitámo-nos a gravar as músicas num gravador, e depois o Henrik - o baterista - veio ao estúdio e deu algumas sugestões. Foi muito divertido ouvir o resultado final depois, com os sintetizadores. Para além da guitarra, o Per acrescentou muitas partes de sintetizadores, que acabaram por levar as músicas numa direcção musical interessante, julgo eu. Para mim isto é muito interessante com teclados, porque nunca os tinha utilizado nas minhas músicas. É divertido.

Achas que o mesmo tipo de espontaneidade vai surgir quando fizerem o segundo álbum?
Não. Nós já falámos sobre isso, porque já estamos a escrever algumas músicas novas. Nós tentamos fazer o nosso melhor, e não ficar agarrados a uma receita fixa. Podemos ter uma música que tenha apenas voz limpa, ou uma música que tenha apenas voz gutural. Mas o próximo material vai ser mais progressivo, vai ser mais técnico, julgo eu. Porque agora sabemos aquilo que cada membro da banda é capaz de fazer, e vamos usá-lo ao máximo (risos).

Há alguma hipótese de vocês perderem alguma melodia, com essa abordagem mais técnica?
Sim, vamos abandonar a melodia totalmente. Não (risos), estava a brincar. Vamos tentar manter a melodia, mas não vai ser a coisa mais importante. Acho que as músicas não têm que ser melódicas; basta serem interessantes para quem as ouve. E também devem ser divertidas de tocar ao vivo, e não uma chatice.

Provavelmente vocês têm que ter um equilíbrio entre as duas coisas... se vocês fizerem uma música muito complexa em termos de ritmo e estrutura e depois a tocarem ao vivo quando abrirem para uma banda maior, provavelmente o público não vai percebê-la, e até a pode achar desinteressante.
Sim, nós tentamos equilibrar um pouco as coisas. Se a música for demasiado estranha... eu sei pela minha experiência; se eu for a um concerto e a música for totalmente estranha, eu não gosto. Porque não a compreendo. Podes ter elementos muito progressivos na música, mas julgo que também tens que ter melodias para as pessoas se lembrarem. Algumas melodias viciantes são importantes.

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Estás totalmente satisfeito com o álbum? Achas que vais ser capaz de ouvi-lo de vez em quando para o resto da tua vida?
Sim, acho que sim. Mas nunca o escuto.

Não?
Não. Eu raramente ouço a minha música. Quando recebo o CD normalmente escuto-o uma vez e retiro as minhas conclusões. Depois começo imediatamente a trabalhar em novas faixas (risos).

E depois de 10 anos, ainda és capaz de o ouvir?
Não sei (risos). Sei que, de qualquer modo, fizemos o nosso melhor agora. Espero que seja um guitarrista melhor dentro de 10 anos, por isso quem sabe se não me vou rir do disco (risos).

Quando ouviste pela primeira e única vez o álbum, notaste algumas coisas que gostarias de ter feito de modo diferente?
Não. Fiquei realmente satisfeito. Havia mesmo algumas coisas que eu não me lembrava de ter gravado. "O que era aquilo?! Oh merda! Já me lembro!". Coisas desse género.

...É o que acontece quando as coisas acontecem com muita espontaneidade...
Exacto. E foi muito divertido... acho que a música deve ser divertida, tanto a criar como a tocar, e também a ouvir. É por isso que eu toco guitarra. É porque é divertido, e não por outra razão qualquer. Porque se quisesse ganhar dinheiro, devia fazer outra coisa, acho eu (risos). Começar uma editora e rippar todas as bandas. Talvez faça isso (risos). "Quanto é que vendemos?"; "Nada"; "Então porque é que tens um carro novo?"; "mmm... mmm... ganhei a lotaria". É uma grande ideia.

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Como é que vocês compõem este tipo de música?
Bem, para este álbum eu fiz todos os riffs de guitarra e coisas desse género para sete das músicas, e o Per fez as guitarras para cinco das músicas. Depois enviei os riffs de guitarra para o Henrik, o nosso baterista, para que ele pudesse criar os ritmos e experimentar as músicas em casa dele. O Henrik também escreveu todas as letras. Ele escreveu as letras de todas as músicas, e depois enviou-as ao nosso vocalista, porque ele vive muito longe do sítio onde nós vivemos. Ele colocou algumas linhas vocais para nos mostrar o que podia fazer, e nós sugerimos-lhe algumas coisas. Foi algo deste género. Nós não fizemos jams das músicas. Mas vamos tentar fazê-lo para o próximo disco, porque ensaiámos este fim-de-semana inteiro, e tentámos algumas coisas diferentes... vai ser muito porreiro, acho eu. Muito melhor do que este álbum.

Vocês vão então mexer numa equipa ganhadora e mudar a receita que vos proporcionou fazer um álbum como o «Symmetric In Design»?
Sim. Vamos afastar-nos dessa receita. Nós queremos tentar alguma coisa nova. Talvez vá soar igual a toda a gente que escute mas tarde... mas desde que tenha um sentimento fresco para nós, é bom.

Eu notei, na voz mais melódica do Christian, que ele tem umas certas semelhanças com Nightingale?
Pois tem. Nós também notámos.

Nightingale é uma influência para ele?
Não me parece. Acho que ele tem uma voz similar ao Dan Swäno, mas acho que é coincidência. Acontece que ele soa assim quando canta; não tenta conscientemente soar como ele. Acho que têm uma voz similar.

É porreiro ter um estilo de vocalização assim, quase num estilo hard rock progressivo, num álbum de música extrema.
Pois é. É isso que eu gosto nele. Ele sugeriu-nos a maior parte das linhas vocais, e eu fiquei tão surpreendido quando ouvi as melodias... nunca tinha pensado naquele tipo de melodias para este tipo de riffs. Acho que o Christian é muito bom... gostamos muito de tê-lo na banda.

O Per também vai tocar as partes de teclados no próximo disco?
Sim. E eu também vou fazer umas partes de teclados.

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E quando tocarem ao vivo? Como vão fazer?
Nós temos os teclados gravados num gravador midi... basta reproduzi-los para uma faixa click quando tocarmos ao vivo. Nós não conhecemos teclistas, por isso é impossível termos um. Não há muitos tipos a tocar teclados por aqui.

Então não é o caso de vocês gostarem tanto de tocarem teclados que não permitem que entre nenhum teclista na banda...
Não, seria agradável ter também um teclista na banda, que pudesse sugerir as partes dele, de teclados. Gostaria disso. Mas não conheço nenhum teclista, por isso é impossível. Por isso temos que fazê-lo nós mesmos.

E em relação aos tópicos das letras do Henrik... vocês estão por dentro dos assuntos que ele escreve nas letras, ou não se importam, desde que as linhas vocais funcionem?
(risos) Não sei. Eu acho que as letras deste álbum são muito boas, e eu sabia o que ele ia fazer com as letras. E nós apoiamos totalmente as letras dele. No entanto, eu não sou assim tão bom no inglês, e ele escreve de uma forma complicada. Mas acho que as compreendo perfeitamente, e apesar de serem um pouco estranhas, gosto delas (risos). Não compreendo exactamente cada palavra, mas gosto delas. Há algo como um conceito por detrás das letras, mas não compreendo muito bem qual (risos).

É algo do género de Vintersorg. Achas que ele gosta de Vintersorg?
Não sei. Eu fiz algumas perguntas ao Henrik sobre as letras, ele explicou-me e eu fiquei tipo "Uau! Porreiro!". E agora não me lembro... são tão complicadas para a minha cabeça pequena (risos).

Todos vocês têm outras bandas e outros projectos em que estão envolvidos. Isso não é um problema para Scar Symmetry?
Não. Não é problema nenhum. Porque as outras bandas em que eu toco, por exemplo, não são assim tão grandes ou famosas. Então não fazemos muitas digressões, e não há problemas. Seria muito diferente se eu fosse guitarrista de Iron Maiden... mas nós somos apenas bandas underground, por isso temos tempo para tudo.

Eu não diria que Centinex é exactamente uma banda underground... está um pouco acima da linha de água.
Sim, mas não fazemos muitas digressões. Talvez façamos uma ou duas digressões por ano actualmente. Sem ser isso, tenho montes de tempo livre.

E com os outros membros da banda passa-se o mesmo?
Sim. Eles também não tocam muito ao vivo.

Então dirias que os Scar Symmetry é a prioridade de todos vocês neste momento?
Não sei. Todas as minhas bandas são prioritárias, quando estou a escrever e a gravar os álbuns. Mas esta é a banda em que eu me divirto mais neste momento, porque é nova... é novidade para mim tocar com estes tipos. É muito divertido, e nós damo-nos todos muito bem. Somos bons amigos. Por isso espero que tenhamos muitas digressões, porque acho que nos vamos divertir muito na estrada. Para além disso, todos eles são muito bons músicos. Eu fico impressionado quando nós ensaiamos. Eu olho para o Per quando ele está a fazer algum solo de guitarra, e fico tipo "oh, uau! É fixe estar na mesma banda que este tipo" (risos).

Serias um fã de Scar Symmetry se não fizesses parte da banda?
Sim, julgo que sim. Seria.

Vocês já têm alguma digressão planeada para promover o álbum?
Não. Nada que eu saiba. Temos alguns espectáculos marcados para a Suécia e possivelmente alguns festivais, mas ainda não temos nada confirmado.

Se a editora não vos arranjar uma digressão europeia, achas que o álbum e as faixas são demasiado boas para a vossa editora?
Não, daria um pontapé no cu da editora, e dir-lhes-ia para se irem foder (risos). Não, mas eu acho que vamos arranjar uma digressão. Espero que sim. Mas, mesmo que não entremos numa digressão, vamos tocar os nossos concertos de qualquer modo, marcando nós próprios os espectáculos... talvez toquemos um ou dois espectáculos em Portugal, quem sabe? Nós queremos tocar ao vivo.

Achas que na 'cena' de hoje, que se chama cada vez mais 'mercado', a música não conta tanto para o estatuto de uma banda como a promoção e marketing feitos pela editora?
Sim, talvez. Acho que é isso que se passa. Se quiseres abrir para uma banda grande, digamos os Morbid Angel, a editora tem que pagar uns Eur 5.000 ou qualquer coisa do género, para que entres na digressão. E se for uma editora pequena, não terão o dinheiro. E isso é mau.

Conheces grandes bandas que sejam ainda desconhecidas por estarem em editoras pequenas?
Nada que eu possa mencionar, mas existem muitas bandas nessa posição, julgo eu. E ao contrário também... acho que há bandas que não são assim tão boas e que têm muito sucesso. É estranho o modo como isso funciona. Têm vídeos nas televisões e passam em todo o lado... mas quando ouves a música deles, não sentes nada.

Comprar o disco aqui.

Publicado por BillLaswell em 11:20 AM | Comentários (0)

UMPHREY'S MCGEE - CRÍTICA

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Anchor Drops CD
InsideOut Music/Recital

Para cortar já aqui uma série de retórica inútil e pseudo conhecimento de bandas, começo por dizer que os Umphrey's McGee são os Mr. Bungle do rock progressivo ou, se quiserem, soam como se os franceses Carnival In Coal só ouvissem bandas progressivas. Sim, estes americanos são assim tão malucos. A primeira música não deixa dúvidas: a velocidade com que os seis elementos mudam de padrões rítmicos complicados para partes calmas com harmonias vocais ultra-melódicas e, depois, para solos e riffs de guitarra intrincadíssimos, deixa qualquer fã de rock progressivo sem respiração. À medida que «Anchor Drops» se vai desenvolvendo e os Umphrey McGee nos revelam as suas influências jazzísticas, contemporâneas, blues e até... bossa nova, numa mistura híbrida e muito moderna de rock progressivo, tal e qual como ele deve ser tocado e ouvido no século XXI... apenas com súbidas mudanças de ambientes e estilos a uma velocidade impressionante, apercebemo-nos que esta é uma banda muito especial. Afinal, «Anchor Drops» é já o quinto álbum de originais deste grupo que começou a sua discografia com um disco chamado «Greatest Hits Vol. III», e a experiência, entrosamento, técnica e composição só podiam mesmo ser de um conjunto de músicos com oito anos de carreira musical e estrada juntos. Mais do que uma amálgama de excelentes momentos musicais, «Achor Drops» revela-nos excelentes músicas, como a épica «Wife Soup», que é candidata a canção do ano na categoria de rock progressivo devido a um solo de guitarra simples mas genial, a melodias simplesmente desarmantes e a uma vocalização que pode ser descrita como uma mistura de The Beatles com Dixie Dreggs. Nem todas as músicas do álbum soam tão coesas e brilhantes como esta, mas «Anchor Drops» é fértil e surpresas, em bom rock verdadeiramente progressivo e em música honesta. Primeira grande surpresa do ano no campo do rock progressivo! (8/10)
«Anchor Drops» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 11:13 AM | Comentários (0)

ASIA - SUPRESA NOS CONCERTOS

Tem havido uma enorme surpresa nos concertos da digressão que os Asia têm cumprido actualmente por Itália. Exceptuado o concerto de Veneza, todos os concertos têm contado com o baterista e membro fundador Carl Palmer (Emerson, Lake & Palmer) como convidado nas faixas «Heat of the Moment» e «Only Time Will Tell». A última vez que Palmer tinha estado em palco com Asia tinha sido há 12 anos.

Publicado por BillLaswell em 11:11 AM | Comentários (0)

SHAMAN - NOVO DISCO PRONTO

«Reason», o novo álbum de Shaman, está já totalmente completo, depois da mistura completa e de Sascha Paeth ter masterizado o material no Heaven's Gate Studio, em Wolfsburg, na Alemanha. A data de saída do disco ainda não foi anunciada.

Publicado por BillLaswell em 11:10 AM | Comentários (0)

VISCERAL BLEEDING - REEDIÇÃO AMERICANA

A Neurotic Records vai reeditar o álbum de estreia dos suecos Visceral Bleeding, «Remnants Of Deprivation», para o território americano, com o título «Remnants Revived». Para esta reedição, os temas foram remasterizados por Scott Hull, e o disco vai ainda conter três faixas-extra e quatro vídeos em secção multimédia.

Publicado por BillLaswell em 11:10 AM | Comentários (0)

MELODIC ROCK - NOVA EDIÇÃO

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Já está disponível a mais recente edição da Melodic Rock fanzine, uma publicação dedicada ao AOR e hard rock, editada pela Frontiers Records, e disponível nas lojas e mailorders especializadas numa base gratuita. Esta sexta edição contém entrevistas com Joe Lynn Turner, Thunder, Arena, Shy, Glenn Hughes, Astral Doors, Cloudscape, Voyager, Last Autumn's Dream, Metal Majesty, Seven Witches, Tommy Funderburk e alguns mais. Façam download de uma versão em pdf da fanzine aqui.

Publicado por BillLaswell em 11:09 AM | Comentários (0)

PRIME - VÍDEO-CLIP E ÁLBUM QUASE

Os alentejanos Prime estão finalmente prestes a lançar o seu novo disco, «The Third Parabola», depois de sucessivos adiamentos relacionados com problemas de agenda do engenheiro de som Mário Pereira. Entretanto, a banda vai gravar um vídeo-clip para o tema «Apparel».

Publicado por BillLaswell em 11:07 AM | Comentários (0)

SOUNDZONE - FESTA DE 2.º ANIVERSÁRIO

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No dia 5 de Março a fanzine açoriana Soundzone dá uma festa para celebrar o seu 2.º aniversário de existência. A festa acontece no Bar Caldeiras, em Fuanas, Açores, e começa às 21.30h.

Publicado por BillLaswell em 11:06 AM | Comentários (0)

MALEDICTIVE PIGS - NOVO DISCO

«Soul Surgery», o quarto álbum de originais da banda de death metal alemã Maledictive Pigs, acaba de ser editado pela Cudgel Agency, e está disponível para encomendas online. Escutem samplers aqui.

Publicado por BillLaswell em 11:04 AM | Comentários (0)

OLD TEMPLE - NOVO ÁLBUM

O novo álbum dos polacos Old Temple já se encontra disponível. Chama-se «Black Metal Complete», e tem 31 minutos daquilo que o próprio título indica. A banda está a vender a edição, que é numerada à mão, por Eur 10,00 no seu site.

Publicado por BillLaswell em 11:03 AM | Comentários (0)

MOB RULES - CD E DVD AO VIVO

A banda de metal melódico alemã Mob Rules prepara-se para editar um DVD e CD gravados ao vivo, sob o título de «Signs Of The Time - Live», já no dia 25 de Abril próximo. A gravação decorreu o ano passado, num concerto de promoção do álbum «Among the Gods» na sala Pumpwerk, na cidade-natal da banda Wilhelmshaven. O DVD vai incluir, para além do concerto, alguns bónus como entrevistas com os músicos, uma história detalhada da banda com fotos e música, o vídeo-clip «Black Rain», discografia, etc. O CD vai incluir, para além do concerto, duas faixas-bónus que não vão estar incluídas no DVD. Quando estas duas edições saírem, os Mob Rules regressam à estrada, juntamente com Domain e outra banda ainda a designar.

Publicado por BillLaswell em 11:01 AM | Comentários (0)

RAMP - EP EM ABRIL

1 de Abril foi o dia escolhido para a edição do novo EP de Ramp, chamado «Planet Earth». O EP estará apenas disponível nos sites oficiais da banda e da editora, e custará Eur 5,00.

Publicado por BillLaswell em 11:00 AM | Comentários (0)

GAZUA - REGRESSO AOS CONCERTOS

Os Gazua, banda de punk-rock nacional liderada por Little John (ex-Corrosão Caótica, ex-Carbon H), regressam aos concertos no dia 17 de Março, no Seixal, num espectáculo incluído na iniciativa Março Jovem.

Publicado por BillLaswell em 10:59 AM | Comentários (2)

LINEA 77 EM GRAVAÇÃO

Os italianos Linea 77 começam, já na segunda-feira, as gravações para aquele que será o seu quarto álbum de originais. O disco vai ser gravado em Los Angeles, no Paramount Studio, com produção de Dave Dominguez. Este é o estúdio usado por Linkin' Park, Fear Factory, Depeche Mode, Monster Magnet e Zak Wylde, entre outros, por isso é de esperar que o sucessor de «Numb», ainda sem título provisório, tenha uma boa sonoridade. A masterização do álbum vai ser feita por Dave Collins.

Publicado por BillLaswell em 10:58 AM | Comentários (2)

COMMUNIC EM DIGRESSÃO

Os Communic, nova sensação do metal noruguês, vão fazer parte da digressão europeia de Graveworm, que também contará com os Ensiferum. A digressãp decorre entre o dia 1 e 17 de Março e, apesar de contar com três datas em Espanha, não conta com nenhuma em Portugal. Os Communic também gravaram recentemente um vídeo-clip para o tema-título do seu álbum de estreia, «Conspiracy In Mind». Vejam-no aqui.

Publicado por BillLaswell em 10:58 AM | Comentários (0)

AFTER ALL - TEMA ONLINE

«Forgotten», o tema de abertura do álbum de estreia dos belgas After All, está disponível para dowload na página da banda. O disco «The Vermin Breed» é editado no dia 21 de Março pela Dockyard 1.

Publicado por BillLaswell em 10:56 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Eternal Mourning ao vivo no Auditório da Biblioteca de Santiago do Cacém - 21.30h
- Made In Madness, Machina, Embracing Darkness e Solid Impact ao vivo no Encontros Bar, em Oliveira do Arda (Castelo de Paiva) - 21.30h
- Hyubris ao vivo na Sociedade Artística Tramagalense (Tramagal) - 22.00h
- TwentyInchBurial, On Equal e Larkin ao vivo no Café-Teatro de Viana do Castelo - 22.30h
- Acromaníacos ao vivo no Toma Bar, em Vila Franca de Xira - 23.00h
- Pintarolas, Defying Control e Prowlers ao vivo em Portével (Cartaxo) - 23.00h
- Phantom Vision, Disclosure e Kronos ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h
- Ho-Chi-Minh, Birth Strings, One Hundred Steps e Switchtense ao vivo na Casa da Cultura de Beja
- Synergy Night na discoteca Swing (Porto)

Publicado por BillLaswell em 10:55 AM | Comentários (2)

fevereiro 25, 2005

HAND TO HAND - CRÍTICA

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A Perfect Way To Say Goodbye CD
Lifeforce Records/Recital

Nesta história do metalcore eu sempre tive uma banda favorita que, pela sua originalidade e unicidade, nunca chegou a ter paralelo: os earthtone9. Poucas bandas se aproximaram do estilo dos ingleses, excepto claro a nova banda do vocalista Karl, mas agora eis que a concorrência chega de onde menos se espera. Do outro lado do Atlântico, mais concretamente de Orlando, Estados Unidos, os Hand To Hand, cujo primeiro argumento de venda é terem na sua formação um elemento de As Friends Rust, conseguem chegar onde mais ninguém chegou no caminho para a genialidade de earthtone9. Esta virtude surge em consequência de um cuidado equilíbrio entre uma voz mesmo muito melódica a contrastar com uma voz mesmo muito gritada, e de uma sonoridade a que não falta peso, mas que assume uma postura pop e rock sempre que é preciso, e se sabe submeter à estrutura para privilegiar cada uma das músicas. O que temos, na prática, é um emo-core de dois vocalistas, com a típica dualidade grito/melodia usada de uma maneira muito própria, com a tal entoação extremamente melódica e emotiva na voz limpa e uma abordagem quase Medulla Nocte na voz gritada. Os riffs são melódicos, mas não têm demasiado açúcar - nem precisam, depois da melodia vocal entrar em cena - mas o peso das duas guitarras está lá, e entra em todo o seu potencial sempre que o momento é de intensidade. Talvez a música de Hand To Hand precise de um pouco mais de originalidade para além das duas vozes de serviço, mas deixemos isso para outro disco que não esta estreia. Porque «A Perfect Way To Say Goodbye» acaba, ironicamente, por ser uma boa maneira da banda americana se apresentar, de cabeça bem erguida, a uma cena que pensava que já tinha ouvido tudo. (8/10)
«A Perfect Way To Say Goodbye» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 01:43 AM | Comentários (0)

CHRIS CAFFERY EM ESTÚDIO

Chris Caffery, de Savatage, está neste momento em estúdio a gravar alguns temas para juntar aos sete temas-extra que tinham saído o ano passado no seu trabalho a solo, «Faces». O novo disco de Caffery com esses dois conjuntos de temas vai ser lançado no Verão pela Black Lotus Records.

Publicado por BillLaswell em 01:41 AM | Comentários (0)

DESENSITISED - ÁLBUM TERMINADO

Os holandeses Desensitised terminaram as gravações do seu álbum de estreia, «Virus Of Violence». O próximo fim-de-semana da banda vai ser passado no Stage One Studio, na Alemanha, a masterizar o CD com Andy Classen.

Publicado por BillLaswell em 01:39 AM | Comentários (0)

AGENDA

- TwentyInchBurial, Streak, W.A.K.O. e Hepatite P ao vivo no Clube de Castelo Branco (Castelo Branco) - 21.00h
- For The Glory, 100 Surrados, Get Lost e Highest Cost ao vivo na Associação R. C. Músicos de Faro - 21.00h
- Infernal Kingdom, Underneath, Labianca e The Ransack ao vivo no Luana Bar, Centro Comercial Stop (Porto) - 22.00h
- Invoke ao vivo + DJ António Freitas no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h

Publicado por BillLaswell em 01:37 AM | Comentários (0)

fevereiro 24, 2005

AGENDA

- Embracing Darkness, Aphelion's Aphrodites e Full Speed Love ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Prime, Pluto e Fonzie ao vivo no Jardim do Paço, em Évora

Publicado por BillLaswell em 12:22 AM | Comentários (1)

fevereiro 23, 2005

BY NIGHT - CRÍTICA

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Burn The Flags CD
Lifeforce Records/Recital

Os suecos By Night ficaram conhecidos como 'a outra banda' do split-CD que deu os Cipher System a conhecer ao mundo. Agora, o grupo tem aqui direito à sua estreia em longa-duração, e a mostrar um pouco mais da sua mistura de hardcore com metal extremo sueco. Desde os primeiros minutos, «Burn The Flags» revela-se um disco apenas de uma direcção. O hardcore, na música de By Night, marca apenas presença nas vocalizações de Adrian Westin (também de Aggressive Serpent), enquanto que, musicalmente, o colectivo sueco envereda por um caminho entre o death e o thrash metal técnico, com laivos de Machine Head. A mistura funciona bem, mas os By Night carregam pouco na tecla da variação e todas as músicas, tirando a instrumental e mais melódica «At the end of the day», acabam por soar mais ou menos ao mesmo, e tendem a tornar o disco um pouco chatinho, sobretudo depois da uma primeira impressão tão boa como a que a sonoridade da banda consegue provocar. Por enquanto, a mistura muito própria e metaleira de metalcore dos By Night resulta melhor em split-CD's, em que a banda tem apenas 20 minutos para preencher e, aí, a intensidade, peso e argumento técnico do colectivo sueco pode causar estragos. Num álbum inteiro causa apenas uma boa primeira impressão. Ainda assim, com maturidade, os By Night poderão tornar-se uma banda bem poderosa. (7/10)
«Burn The Flags» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 11:30 PM | Comentários (0)

LUX FERRE - ENTREVISTA

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Os Lux Ferre são a mais recente sensação da cena black metal nacional, que teima em produzir bandas que rivalizam com o que de melhor se faz na europa em termos de extremismo e violência. «Antichristian War Propaganda», o álbum de estreia do duo constituído por Baal Sabbath e Devasth, que contou com a participação do baterista Lord Mantus, foi editado por uma das mais emergentes editoras do estilo - a alemã Ketzer Records - e começa a fazer virar algumas cabeças na Europa central e Escandinávia. O vocalitsta Devasth esclareceu-nos os contornos da concepção, desenvolvimento e objectivos por detrás de Lux Ferre.

Estás totalmente satisfeito com o resultado final de «Antichristian War Propaganda»? Saiu exactamente como esperavas que saísse?
Este álbum foi composto durante dois anos desde o lançamento da primeira demo tape. Enquanto o compunhamos íamos compondo também para outros lançamentos - segunda demo tape, 3-way split, compilação. Tentamos que tivesse alguma união entre as faixas devido ao facto de ter sido composto com alguma dispersão. Acho que conseguimos isso, acho que está um trabalho que funciona como uma unidade. Tentámos também dar algumas variações de ambientes assim como variações de velocidade. Isso foi igualmente conseguido embora haja uma aparente predominância do rápido. Pode-se dizer que a nível musical os objectivos foram compridos. A nível de produção é que não ficámos 100% satisfeitos. Fui praticamente eu quem produziu a totalidade deste álbum e consegui o melhor que pude quer ao nível de ambiente, quer ao nível de agressividade. A única coisa com a qual fiquei insatisfeito, e isso o problema já vem da origem, foi com o som dos timbalões. Estão com pouca força, o som deles não me agrada, e as duas pistas onde eles foram captados apanhavam muito dos pratos de choque. Deu-me imenso trabalho cortar tudo o que estava a mais nessas pistas e o resultado está muito longe daquilo que eu queria. No entanto fiz o melhor que pude e acabei por conseguir dar o ambiente que queria. O trabalho do Necromorbus foi crucial para tudo isto também. Verdadeiramente recomendável!

Musicalmente, vocês praticam black metal extremo. A banda nasceu com esse propósito firme, ou primeiro nasceu o projecto e só depois decidiram, quando começaram a tocar, que iam praticar black metal?
A ideia de criar uma banda/projecto de black metal já vinha de há muitos anos. Eu e o Baal Sabbath já falavamos nisso há varios anos e como nós ouvimos muito black metal extremo e rápido logicamente essa seria a vertente que iríamos seguir. A intenção foi mesmo fazer algo de extremo mas agora acho que o objectivo está cumprido e vamos começar a explorar outras variantes. Aliás, no nosso próximo 4-way split-CD com Daemonlord, Malleus e Mortinatum vamos demostrar uma outra variante daquilo do que é Lux Ferre. Muito mid-tempo e muito groove, acho que está algo de verdadeiramente diferente daquilo que fizemos até hoje e a meu ver muito grandioso. Acredita que vais ficar surpreendido!

Como é que surge um baterista brasileiro na banda?
Eu conheci o Lord Mantus devido ao projecto Darkest Hate - agora Darkest Hate Warfront. Foi tudo à base de conversas e trocas de ideias através da internet. Os ideais dele são em vários aspectos semelhantes aos meus. Ele convidou-me para ingressar em Darkest Hate e eu claro que aceitei, pois era um projecto que eu respeitava e apreciava muito. Houve um dia que ele me mostrou uma gravação de um ensaio da banda dele, Mysteriis. Eu ouvi bem aquilo e fiquei surpreendido com a velocidade a que ele tocava. Depois foi só convidá-lo!

Com as possibilidades a nível técnico que a internet abriu, achas que ainda é possível falar de "bandas" no sentido mais romântico das palavra - três ou quatro tipos juntos na mesma sala todas as semanas a tocarem. Ou é mais justo falar de "projectos", quando falamos de uma entidade como Lux Ferre?
Agora que finalmente consegui arranjar elementos para tocar ao vivo já se poderá falar em "banda" propriamente dita. Lux Ferre inicialmente era só um projecto de duas pessoas. Não era através da internet pois nós somos amigos de longa data e fazemos tudo na minha casa, no meu computador. O factor da internet aqui funciona só para o caso de ter conhecido o baterista e manter contacto mais fácil com os outros elementos ao vivo de Lux Ferre. Todo o processo de envio de pistas, envio de sons que sejam para uso em produções é todo feito através de correio normal pois eles têm que vir no máximo de qualidade sonora possível. Salvo raras excepções é que existe intercâmbio de ficheiros sonoros. É só naquelas situações para ver se o outro gosta do trabalho que está a ser feito. Lux Ferre tem como núcleo criativo eu e o Baal Sabbath, portanto acho que não nos podemos considerar uma "banda de internet". Eu pessoalmente não gosto de chamar nem "banda" nem "projecto" a Lux Ferre. A definição mais adequada é: congregação.

Mas achas que uma banda como, por exemplo, os Motörhead, teria o mesmo tipo de abordagem à música se as ideias principais fossem sendo enviadas entre os elementos por e-mail?
Os Motörhead existem antes da era dos e-mails... logo acho isso inconcebível. Mas quem sabe... talvez eles agora até troquem ideias por e-mail!

Como é que vocês chegaram à Ketzer Records?
O Alex - dono da Ketzer - andava à procura de uma nova banda. Pelo que sei, ele em conversa com o dono de uma webzine disse que andava à procura de uma banda. O dono dessa webzine tinha feito uma crítica de um dos nossos lançamentos há bem pouco tempo e recomendou-nos. O Alex sacou os MP3 que estavam no nosso site - a faixa «Nebelwerfer» e a cover de Impaled Nazarene - e ao que pareçe gostou muito. Por coincidência a cover de Impaled Nazarene que fizemos - «Zum Kotzen» - era a faixa favorita dele desta banda. Imediatamente contactou-nos para assinarmos.

Vocês encontraram então uma editora sem sequer a procurarem. Acham que foram afortunados nesse sentido, ou que foi o fruto do vosso trabalho anterior?
Sim foi exactamente isso que aconteceu. O álbum estava somente 60% composto nessa altura. Sinceramente acho que o que conseguimos é graças ao nosso trabalho, esforço e dedicação.

Estão contentes com o trabalho deles até agora?
Fizeram muito mais que o que pedimos! Fizeram t-shirts, uma enorme quantidade de flyers e posters, e isqueiros para oferecer com as primeiras cópias vendidas. Para não falar da enorme promoção em revistas do género e da enorme quantidade de pacotes promocionais enviados. Estão inclusive a preparar uma tour europeia com Lux Ferre, Daemonlord e Cirith Gorgor. O que podemos pedir mais?

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Achas que é esse nível de profissionalismo ou algo mais que falta em Portugal para que surja uma editora desse nível?
Nunca na vida poderemos comparar o mercado alemão com o mercado português. Nem a qualidade de vida é a mesma. O dono da Ketzer tem um emprego normal, o que o ajuda a manter a editora. Sei de muitas editoras portuguesa na mesma situação. Eu acho que às vezes não é a falta dedicação. Não há é dinheiro! Não havendo dinheiro não há nada! Não há profissionalismo sem dinheiro. O público português também não ajuda e cada vez se está a dar menos importância ao que é nacional. Muitos preferem sacar os MP3 das bandas nacionais em vez de comprarem os seus CDs a 10 ou 12 Euros. É obvio que assim não há editora underground que resista. Mas isto é só o que eu acho e eu nem tenho a certeza de muita coisa que gira à volta deste assunto...

E qual a tua opinião sobre o black metal que se faz em Portugal actualmente?
O Verdadeiro Black Metal Português tem vindo a crescer muito quer em termos quantidade, quer em termos de qualidade... embora este último factor seja o mais importante. Bandas como Flagellum Dei, InThyFlesh e Malleus, entre outras, são muito dignas de representar o Verdadeiro Black Metal que se faz neste país. Cada vez mais vão surgindo projectos extremamente interessantes como é o caso de Nightrealm e Irae. No entanto, existem muitas intrigas e alguma falta de união. Mas eu já nem me preocupo com isso. É absolutamente normal e em todos os países isto acontece...

Achas que as pessoas do black metal são normalmente sectaristas em relação a outros estilos de música, e nomeadamente de metal?
Eu pessoalmente ouço diversos géneros de metal. Agora até estou a ouvir Amon Amarth! O novo álbum deles é excelente. Mas acontece que 95% daquilo que oiço é black metal. É o género que eu acho que tem mais sentimento. É algo verdadeiramente superior, na minha opinião. Um apreciador de grind pode dizer o mesmo. Isto agora depende do gosto, da personalidade e da filosofia de vida de cada um. Eu tenho esta. Acho que esse sectarismo acontece em quase todos os géneros dentro do metal. Se bem que eu por vezes até tenho uma certa tendência a excluir o black metal do próprio metal... mas isto é outra conversa.

As letras do vosso álbum são marcadamente satânicas... é uma coisa meramente artística, ou trata-se de uma filosofia pessoal dos elementos da banda?É a nossa filosofia de vida reflectida nesta arte que é o Black Metal.

Não sentem que se estão a expor, ao exporem as vossas filosofias de vida a quem quer que compre o disco?
Nem por isso. As letras são feitas com o peso e medida necessários. Nunca têm algo a mais que nos faça sentir desconfortáveis com isso. A parte exposta é parte que achamos necessária ser exposta para exprimir o sentimento desejado.

Até onde pretendem vocês ir com a banda? Existem limites a nível comercial para aquilo que vocês pretendem, ou vão até onde vos deixarem ir a esse nível?
Acho que sempre houve o objectivo de lançar um álbum. Acho que para algumas bandas esse é o desejo supremo. Não sei até onde podemos ir até porque eu faço música para mim e não para os outros. Se os outros apreciarem aquilo que fazemos, porreiro. Se não gostarem, não oiçam e metam à borda do prato. Eu somente - e falo a nível pessoal - quero continuar a fazer os lançamentos de Lux Ferre por uma editora que cumpra com aquilo que promete. Eu até já pensei em lançar mais uma demo tape pelo simples gosto que isso dá! Eu prefiro não falar em limites comerciais, mas sim criativos e nesse aspecto nós somos o limite e não há limite!

Mas concordas que bandas como Satyricon assinem por editoras multinacionais que lhes garantem quantidades astronómicas de dinheiro mas que apenas colocam os discos em cadeias de lojas grandes, não ligando a distribuições ou a promoções alternativas onde o público do black metal está mais concentrado?
Estás a tocar num assunto muito sensível. Ora vejamos esse exemplo que deste e eu vou ainda falar de mais um. Vejamos o caso de Gorgoroth que assinou pela Nuclear Blast há já algum tempo. Eles, com o «Incipid Satan», fizeram um álbum - que eu não gosto - verdadeiramente dificil de aceitar e compreender. Há uns tempos lançaram o - excelente - «Twilight Of Idols (In Conspiracy With Satan)». Tu achas que qualquer um desses álbuns respeitou a estratégia comercial da Nuclear Blast? Eu acho que não. Um pelo facto de ser difícil de aceitar, outro pelo facto de regressar, em certo aspecto, às raízes. O caso de Satyricon é um bocado diferente. Eu gostei de algumas partes do «Volcano» assim como do «Rebel Extravaganza» se bem que prefiro o primeiro devido a alguns pormenores simplesmente geniais... mas isto sou eu. Se eles conseguem viver da música, sorte a deles. Tomara muitos terem esse privilégio em ganhar dinheiro a fazerem aquilo de que gostam... e está descansado que embora os CDs deles não estejam nas mailorders underground, quem o quiser basta ir ali á loja e compra. Eu só não concordo com o facto das bandas mudarem propositadamente o som para atrair mais público e, logo, venderem muito mais. Assim estão-se a vender que nem putas.

Publicado por BillLaswell em 11:25 PM | Comentários (0)

ROB ROCK - NOVO ÁLBUM PRONTO

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Recentemente assinado pela AFM Records, Rob Rock tem já o seu próximo disco, chamado «Holy Hell», pronto. O disco vai agora ser misturado Jacob Hansen e, provavelmente, Roy Z. A edição está prevista para dia 4 de Abril.

Publicado por BillLaswell em 11:20 PM | Comentários (0)

CHUCK SCHULDINER - LUCROS PARA LUTA CONTRA O CANCRO

A Maniac Music, editora do disco duplo «Zero Tolerance», que reúne as gravações não terminadas de Control Denied em que Chuck Schuldiner estava a trabalhar antes da sua morte, vai doar parte dos lucros provenientes das vendas do disco, que saiu ontem para o mercado americano, para a American Cancer Society.

Publicado por BillLaswell em 11:18 PM | Comentários (0)

BURDEN OF GRIEF - NOVO BATERISTA

Os alemães Burden Of Grief recrutaram finalmente um novo baterista. O nome do novo membro é "Rob" Robrecht, e vai tomar o lugar de Carsten Schmerer, que havia abandonado a banda devido a falta de tempo.

Publicado por BillLaswell em 11:16 PM | Comentários (0)

PRIDE OF LIONS EM PALCO

Os Pride Of Lions, banda de Jim Peterik de Survivor e Ides Of March e do vocalista Toby Hitchock, vai dar um concerto único no dia 9 de Agosto na Bélgica, em Lokeren, no Lokerse Feesten. A banda vai tocar com todo o line-up, e promete interpretar temas dos dois álbuns, bem como algumas surpresas.

Publicado por BillLaswell em 11:14 PM | Comentários (0)

ETHEREAL - DISCO ATRASADO

Devido a problemas técnicos da responsabilidade do Estúdio MB, a mistura e consequente lançamento do próximo álbum dos portugueses Ethereal, «Towers Of Isolation», foram adiados por tempo indefinido.

Publicado por BillLaswell em 11:13 PM | Comentários (0)

CONCERTO EM VILA REAL

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No dia 9 de Abril, a partir das 22.00h, há concerto no Bar Académico, em Vila Real, com Fear Thy Name, Encephalon e In Tha Umbra. A entrada custa Eur 2,00.

Publicado por BillLaswell em 04:22 PM | Comentários (0)

INTO THE MOAT - CRÍTICA

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The Design CD
Metal Blade/Recital

Uma das vantagens dos americanos Into The Moat é não terem passado e, consequentemente, apanharem os ouvintes da sua música totalmente desprevenidos em relação àquilo que se preparam para ouvir. Esta banda está para o metal extremo da mesma maneira que os Planet X estão para o rock progressivo. Ou seja, procura apenas fazer os maiores malabarismos técnicos possíveis sacrificando, sempre que é necessário, a estrutura, a melodia e qualquer sombra de coerência da música. No entanto, a febre técnica dos Into The Moat tem uma qualidade superior e convence pela sua originalidade e extremismo. O grosso dos temas é constituído por breaks e contratempos de bateria, acompanhados por riffs de guitarra cortantes e solos mirabolantes, enquanto que a voz oscila entre um death metal mais gutural e um tom mais gritado. Por vezes, a música passa para um ambient-jazz muito calmo, de repente, a meio das músicas, o que contribui para o sentimento de espanto e entusiasmo às primeiras audições do disco, e para um prazer auditivo mais refinado nas audições subsequentes. Desta amálgama técnica, os Into The Moat conseguem retirar um disco coeso e, mais espantoso que tudo, com sentido, como se o grande desenho de que o título do disco fala estivesse apenas na cabeça dos músicos a princípio, mas à medida que vai sendo ouvido, se insinuasse na frente de quem o escuta. Se alguma vez tiveram uma fantasia de como soaria uma jam de Death e The Dillinger Escape Plan, este é o disco certo para vocês. (8/10)
«Design» é editado no dia 7 de Março

Publicado por BillLaswell em 12:34 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Agnostic Front, Diecast e Terror ao vivo no Paradise Garage (Lisboa)

Publicado por BillLaswell em 12:31 AM | Comentários (0)

fevereiro 22, 2005

AT VANCE - NOVO DISCO QUASE PRONTO

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Os At Vance estão a ultimar as gravações do seu novo álbum de originais, que irá chamar-se «Chained», e que deverá ser lançado no dia 11 de Abril. Depois do lançamento o grupo entra em digressão, com Mercenary e Brainstorm, por Dinamarca, Alemanha, Bélgica, Holanda, França, Itália, Eslovénia, Hungria e Suíça.

Publicado por BillLaswell em 09:48 PM | Comentários (0)

NIGHTWISH - DIGRESSÃO AMERICANA ADIADA

Os finlandeses Nightwish adiaram a digressão americana que estava inicialmente marcada para os meses de Abril e Maio. O adiamento foi causado por compromissos inadiáveis que vão prender a vocalista Tarja Turman à Escandinávia nesses meses. A digressão está agora prevista para os meses de Setembro e Outubro.

Publicado por BillLaswell em 09:45 PM | Comentários (0)

ENUFF Z'NUFF NA EUROPA

Os Enuff Z'Nuff vão cumprir, em fins de Março e início de Abril, uma mini-digressão europeia de promoção ao seu mais recente trabalho, «?». O mais perto de Portugal que a digressão chega é nos dias 9 e 10 de Abril, quando a banda toca em Pamplona e Barcelona, respectivamente. Com Enuff Z'Nuff vão andar na estrada os Bang Tango e os Pretty Boy Floyd.

Publicado por BillLaswell em 09:44 PM | Comentários (2)

RECITAL - PRÓXIMOS LANÇAMENTOS

A mais activa editora nacional de heavy metal - a Recital - anunciou já a sua lista de lançamentos para os próximos meses. O destaque vai para o novo disco dos Oratory, «Interludium», que deverá ser gravado no Verão. Para antes disso, teremos «The Third Parabola», o terceiro disco dos alentejanos Prime, os discos homónimos de The Fire e Or Eleven e a estreia dos thrashers Pitch Black, «Thrash Killing Machine».

Publicado por BillLaswell em 09:43 PM | Comentários (0)

CONCERTO DE BENEFICIÊNCIA

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No dia 24 de Março decorre no Hard Club, em Gaia, um concerto de beneficiência para com os sobreviventes do tsunami no sudeste asiático. Pelo palco passarão, a partir das 21.30h, bandas como Oratory, Shadowsphere, Pitch Black, Secrecy e The Fire. A entrada custa eur 5,00 e as receitas revertem a favor da Ami.

Publicado por BillLaswell em 09:42 PM | Comentários (0)

RUNNING WILD - ENTREVISTA

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Se existe alguém na cena com autoridade para falar do que está 'en vogue', esse alguém é Rock'n'Rolf Kasparek, o capitão do navio-pirata Running Wild, que navega nas águas turbulentas do heavy metal há mais de 20 anos, impassível e inalterável a tempestades, correntes e marés. Com o 13.º álbum de originais, «Rogues En Vogue» acabado de editar, conversámos com o mítico guitarrista e vocalista sobre o novo disco, a moda dos piratas e o estatuto da sua banda...

A principal característica deste álbum é que tiveste mais tempo para fazê-lo e, portanto, tiveste tempo para escolher apenas as melhores faixas, certo?
Sim, está correcto.

Porque é que não trabalhas sempre assim?
Quando fizemos o último álbum, «The Brotherhood», eu apercebi-me que se tiveres uma equipa em que trabalhas, e que era a banda Running Wild e toda a gente em estúdio, chegas a um ponto em que tens que passar a outra fase, tens que abrir outra porta. E quando nós acabámos o «The Brotherhood» eu achei que tinha chegado o ponto de fazê-lo. E nesse álbum eu tinha feito muitos dos overdubs de guitarra no meu próprio estúdio, que tinha construído para isso. E o passo seguinte, o próximo nível, seria reconstruir o meu estúdio de uma forma melhor e usar todas as oportunidades para fazer um grande disco no meu próprio estúdio. E foi isso que eu fiz. A bateria foi gravada no estúdio do Matthias, porque ele tem o seu próprio estúdio só para gravar a bateria. Havia também um estúdio, onde tínhamos trabalhado antes, e foi aí que gravei as vozes... porque precisava de um engenheiro de som para as vozes - não queria cantar a gravar ao mesmo tempo. Mas tudo o resto - todas as guitarras, a maior parte do baixo, e a mistura final foram feitos no meu estúdio. Demorei cerca de três meses só a construir o estúdio, e depois mais algum tempo até que ele funcionasse como eu queria. Isso deu-me tempo para trabalhar cada pequeno pedaço de música até à minha total satisfação. Isso quer dizer que, pela primeira vez, tive tempo de trabalhar à vontade nas harmonias vocais, trabalhar o som da guitarra de um modo muito especial para cada música, o que faz com que cada música soe única em si mesma. Pela primeira vez pude demorar o tempo que quis - normalmente são só seis semanas ou algo do género. Tens que ir para estúdio, gravar a bateria, gravar os overdubs, gravar a voz e fazer a mistura final. E durante todo esse tempo tens que olhar para o relógio na parede, porque estás com pressa. Normalmente nunca tens tempo para te sentares e focares-te numa parte especial. Tens pouco tempo e tens que focar-te no trabalho todo em geral. Por isso, e pela primeira vez, foi um período de estúdio muito relaxado para mim. Eu demorei algum tempo... a editora bateu à porta algumas vezes, mas eu dizia-lhes "está pronto quando estiver" (risos). Foi a primeira vez que lhes pude dizer isto, porque das outras vezes havia muito dinheiro a correr. Foi óptimo, e é por isso que este disco tem tantas músicas diferentes. E também, tive um período tão longo durante o qual pude recolher pedaços diferentes de ideias que tive durante os últimos três anos. Foi muito diferente do álbum anterior, que foi composto em cerca de dois meses ou algo do género, e depois tivemos mais dois meses para fazer o disco, por assim dizer.

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Houveram faixas que sobraram deste disco?
Sim. Houve muito material a sobrar deste álbum. Vou usar algumas delas para o próximo disco. Tinha 27 ideias básicas para músicas... não eram músicas completas, mas ideias básicas. E acho que há mais a chegar para o próximo disco.

Então o próximo disco pode vir a ser um pouco na mesma onda...
Não sei. Isto é o que eu penso agora. Mas quando estiver a escrever para o próximo álbum, posso ter muitas mais ideias e pensar que são muito melhores do que as que eu tenho agora guardadas. Mas isso é o futuro. Neste momento estamos a falar deste álbum (risos).

Cada novo álbum que tu editas é uma flecha espetada no coração de todos os que disseram que os Running Wild não passariam dos anos 80, e mais tarde dos anos 90. Sentes-te especialmente orgulhoso destes novos álbuns, ou são apenas novos discos e não pensas nesse tipo de coisas?
Penso. Os Running Wild sempre estiveram na cena, e nós tocámos, penso que foi há dois anos, no Wacken Open Air, na Alemanha... e isso mostrou o status de Running Wild. Nós éramos cabeças de cartaz, e batemos todos os recordes que eles tinham. Tivemos mais de 50.000 pessoas a ver-nos nessa noite. Esse tipo de coisas mostra que esta banda sempre esteve lá, que nunca se foi embora. Houve muitas bandas que começaram quando nós começámos... e elas vão e vêm. Houve algumas que entretanto se reuniram, mas os Running Wild estiveram sempre lá. Nós sempre vendemos discos, nós fizemos sempre digressões e tocámos concertos. E acho que é isso que faz os Running Wild tão fortes enquanto banda.

... Então sentes-te orgulhoso?
Absolutamente. Não existem muitas bandas que possam dizer que têm tantos fãs em todo o mundo, e que falam com a banda, e que a apoiam há mais de 20 anos. É muito tempo.

Quando trabalhas sozinho em estúdio não sentes que precisas de uma segunda opinião, nunca ficas confuso sobre se uma coisa está mesmo a ficar boa ou se é apenas na tua cabeça?
Mas eu tenho sempre muita gente à volta, especialmente a Katharina Nowy, que é a minha assistente de estúdio, e que era uma antiga fã da banda. Ela ia ao estúdio todas as noites, quando eu estava a fazer a mistura final, e dizia-me sempre que achava que as vozes estavam demasiado baixas, ou quando achava que eu estava a colocar demasiados efeitos... o que quer que fosse. Também tenho o impacto de alguns amigos meus que também são produtores ou têm alguma coisa a ver com música... eles vão ao estúdio e falamos sobre o disco. Mesmo quando fizemos a pré-produção da bateria, eu ia ao estúdio do Matthias e nós discutíamos o que ele estava a tocar. Depois quando foi preciso gravar, bastou ele tocar uma vez e nós discutimos como devia a bateria ficar na versão final... foi uma espécie de trabalho de equipa. Aconteceu o mesmo quando o Peter tocou as partes dele do baixo. Foi um trabalho de equipa, porque não acho que faria muito sentido se eu lhes dissesse cada nota que eles tinham que tocar. Porque eles têm a técnica deles, e são grandes músicos - e devem usá-la. Apesar de eu tocar a maior parte do baixo no disco, algumas das faixas - quatro ou cinco - são tocadas pelo Peter. E soam diferentes... e era assim que eu as queriam. Ele tocou as músicas mais rápidas, porque ele é melhor nisso que eu.

Sentes que o assunto dos piratas está, cada vez mais, a ficar uma moda hoje em dia, principalmente por causa do filme Piratas das Caraíbas?
Com certeza que relembrou as pessoas desse assunto, especialmente o filme. Mas os Running Wild sempre falaram nisso. Mesmo que não fosse o assunto do momento, e eu me apetecesse falar nisso, escreveria sobre isso. Se eu estou a meio de uma fase de composição e não tenho uma ideia que ache que seja forte para um título de uma música de piratas, não a faço. Acabo por desistir dessa ideia, porque a coisa mais importante para mim é a qualidade da música, e não o tópico de que ela fala.

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Mas achas que os Running Wild podem ser prejudicados, se as pessoas pensarem que estão apenas a aproveitar esta espécie de nova moda?
Sim. Com certeza. Mas isso acontece sempre que uma coisa começa a ter muito sucesso. É normal. É natural que as pessoas copiem uma coisa que é moda só para estarem na onda, ou para estarem 'en vogue', como diz o título do álbum (risos). Nós temos algo a perder com isso, mas não podemos fazer nada. Fomos nós que começámos isso. Fomos os primeiros a levar o imaginário da pirataria para o heavy metal, o que era muito invulgar quando nós começámos a banda. Muitas pessoas não compreenderam o que queríamos dizer (risos). Mas para mim isso nunca foi um problema; eu só o fazia porque isso melhorava as músicas. Se eu escrever uma música e o tópico que escolhi para ela não se encaixar, escrevo outra letra.

É por isso que não aparecem fotografias tuas desta vez, no disco?
Isso aconteceu porque, quando vi pela primeira vez a capa... a ideia básica era colocar o Adrian, a nossa mascote, de novo na capa, foi minha. Mas tudo o que o rodeia, com os esqueletos e todas aquelas coisas que são excelentes e dão um ar algo futurista... são ideias do artista que desenhou a capa. Porque ele não costuma desenhar capas de discos para bandas... ele fê-la porque eu o conheço, e decidiu experimentar. Ele fê-la, e resultou muito bem. Quando eu vi o primeiro esboço da capa, soube desde logo que não seria necessário colocar fotos no disco. Porque senão poderia baixar a qualidade da capa em si e de todo o trabalho dele. Com a impressão do CD, com o dourado e tudo... ficou muito caro para a editora. Mas encaixa tudo de um modo perfeito, por isso não havia necessidade de colocar fotos.

Estás a pensar em apresentar este disco ao vivo num futuro próximo?
Com certeza. Ainda estou no processo de promoção do disco. Quando o acabar vou entrar em contacto com algumas agências de digressões e escolher a digressão certa para Running Wild. O plano ideal seria fazer uma digressão europeia por volta de Maio. Algo desse género. Mas há muitas coisas a resolver até vermos onde essa digressão nos pode levar. Mas para já é certo que nos leve para fora das fronteiras da Alemanha, numa escala europeia. Também planeamos fazer alguns festivais no Verão - porque pela primeira vez não tenho mais nada para fazer. Então, e pela primeira vez, posso focar-me inteiramente nos concertos. E no ano passado e no ano antes eu estava em estúdio. Mesmo quando tocámos o espectáculo no Wacken, eu ainda estava em pleno processo de estúdio, e tive que me focar em duas coisas ao mesmo tempo. E isso é algo cansativo. Se vais tocar um concerto, o melhor é concentrares-te inteiramente nesse concerto. Ou, se estás a fazer um disco, o melhor que tens a fazer é concentrares-te nesse disco.

Publicado por BillLaswell em 07:29 PM | Comentários (0)

SAXON – DIGRESSÃO ADIADA

Devido a um incêndio que destruiu totalmente a casa do vocalista Biff Byford na Normandia, França, os Saxon viram-se obrigados a adiar a digressão europeia que estavam prestes a iniciar. A esposa e filhos de Biff conseguiram escapar ilesos ao incêndio.

Publicado por BillLaswell em 01:05 PM | Comentários (0)

JACOBS DREAM - NOVO DISCO

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No dia 2 de Maio é editado o novo álbum dos americanos Jacobs Dream, chamado «Drama Of the Ages». Este vai ser o primeiro disco da banda com o novo vocalista Chaz Bond. Para além de Chaz, o regresso dos Jacobs Dream é feito com os membros originais do grupo. No dia 4 de Março a banda actua ao vivo no Alrosa Villa, em Columbos Ohio, onde Dimebag Darrel, juntamente com três outras vítimas inocentes, foi assassinado. Esse concerto terá como objectivo angariar dinheiro para auxiliar as famílias das vítimas. Este concerto memorial acontecerá durante dois dias e conta com outras bandas como Soulless, Capitol Tragedy e algumas outras mais. Encontrem mais informação aqui.

Publicado por BillLaswell em 01:03 PM | Comentários (0)

EVIL MASQUERADE – NOVO DISCO

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Os dinamarqueses Evil Masquerade finalizaram a produção do seu segundo álbum de originais, que vai chamar-se «Theatrical Madness», e que vai conter as seguintes faixas: «When Satan Calls», «Theatrical Madness», «Bozo, The Clown», «Now When Our Stars are Fading», «A Great Day to Die», «Demolition Army», «Snow White», «Witches Chant», «Other Ways to Babylon» e «The Dark Day». O disco vai ser editado pela Frontiers Records no dia 25 de Abril. Escutem samplers aqui, aqui e aqui.

Publicado por BillLaswell em 12:58 PM | Comentários (0)

ANTHRAX - PROBLEMAS NA AMÉRICA DO SUL

Os norte-americanos Anthrax estão a ter alguns problemas na digressão que vão realizar em breve pela América do Sul. A banda viu recusada autorização para tocar em Buenos Aires e Bogotá, capitais da Argentina e Colômbia, respectivamente. O governo argentino proibiu o concerto de Anthrax em consequência do incêndio ocorrido nas festas de fim de ano numa casa nocturna de Buenos Aires. Na Colômbia, o problema teve a ver com a recusa do governo local em dar vistos de entrada à banda. Este último concerto foi transferido para Lima, no Peru.

Publicado por BillLaswell em 12:55 PM | Comentários (1)

ZYKLON EM COMPOSIÇÃO

Os noruegueses Zyklon encontram-se neste momento a compôr música para o próximo álbum de originais, cujo título provisório será «Disintegration», e que deverá ser gravado este Verão. Alguns dos títulos que vão ser incluídos no disco são: «Vulture», «Vile Ritual», «Scum» e «The Four Corners».

Publicado por BillLaswell em 12:54 PM | Comentários (0)

CIRCLE II CIRCLE - NOVO DISCO

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Depois de algumas mudanças de line-up e azares na gravação, os Circle II Circle, banda liderada por Zak Stevens (ex-Savatage), vão finalmente editar o seu novo álbum de originais. «The Middle Of Nowhere» vai ser editado no dia 29 de Março pela AFM Records. Antes disso, saiu o EP «All That Remains», que chegou hoje às lojas. Depois do disco lançado, os Circle II Circle embarcam numa digressão europeia com Masterplan, Rob Rock e Pure Inc.

Publicado por BillLaswell em 12:52 PM | Comentários (0)

AGENDA

- Edição de «A Perfect Way To Say Goodbye», de Hand To Hand
- Edição de «Burn The Flags», de By Night

Publicado por BillLaswell em 12:47 PM | Comentários (0)

fevereiro 21, 2005

KATAKLYSM NOMEADOS PARA PRÉMIO CANADIANO

Os Kataklysm foram nomeados para um Canadian Independent Music Award, na categoria de "Melhor Banda/Artista de Metal". A cerimónia de entrega dos prémios decorre no próximo dia 2 de Março, no Phoenix Concert Theatre, em Toronto, no Canadá. Outros nomeados para a mesma categoria são: The End, Malefaction, The Reason e Three Inches Of Blood. Recorde-se que os Kataklysm estão em digressão americana com Danzig desde dia 18 deste mês.

Publicado por BillLaswell em 08:14 PM | Comentários (0)

AGENDA

- Edição de «Conspiracy In Mind», de Communic
- Edição de «Lost In Time: The Early Years Of Nocturnal Rites», de Nocturnal Rites (comprar aqui)
- Edição de «The Magnificent Seventh», de Thunder (comprar aqui)
- Edição de «The Usual Suspects», de Joe Lynn Turner (comprar aqui)
- Edição de «?», de Enuff Znuff
- Edição de «Long Way Home», de Outland
- Edição de «Rogues En Vogue», de Running Wild
- Edição de «Altered Genesis», de Blood Red Throne
- Edição de «Anchor Drops», de Umphrey's McGee
- Edição de «The Azrael», de Blacksunrise
- Edição do CD e DVD «HMS Live», de Honeymoon Suite
- Edição do DVD «Eye For An Eye - The New Breed Of Hardcore & Metal»

Publicado por BillLaswell em 01:09 AM | Comentários (0)

fevereiro 20, 2005

THE MONOLITH DEATHCULT - CRÍTICA

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The White Crematorium CD
Karmageddon Media/Recital

Não tendo nada no seu death metal que justifique o adjectivo "inovador", que a editora usa no press-release, este segundo disco dos holandeses The Monolith Deathcult consegue encontrar outras formas de convencer os fãs do estilo. Primeiro, pelas letras, que são a verdadeira parte inovadora de «The White Crematorium», com abordagens frias e, por vezes, cruéis dos mais arrepiantes episódios históricos mundiais, que vão desde o holocausto até à explosão da central nuclear ucraniana de Chernobyl. A companhar esta componente lírica interessante, os The Monolith Deathcult servem um death metal técnico, ultra-brutal, extremo e técnico. Apesar de nunca chegarem ao extremismo groovy de uns Blood Reed Throne, os riffs dos temas de «The White Crematorium» são bastante fortes e justificam, por si só, uma chamada de atenção para fãs de bandas como Fleshcrawl ou os mencionados Blood Red Throne. Outro dos argumentos de peso da banda holandesa é a dupla vocalização, que dá à sua música uma dinâmica muito maior do que a da típica banda de death metal, fazendo por vezes lembrar a insanidade vocal de Gorerotted, embora os TMDC não apresentem tanta variedade. O problema de «The White Crematorium» é não estar mais afastado dos clichés do death metal, porque a banda tem uma inegável qualidade na sua música, varia a composição entre o extremismo rítimo e a lentidão mórbida do tema-título e as letras vão muito para além daquilo a que estamos habituados no death metal. Mas continua a apelar aos mesmos fãs de Morbid Angel, Nile e Hate Eternal que todas as outras bandas de death metal apelam. Apenas com mais qualidade. (7/10)
«The White Crematorium» é editado no dia 14 de Março

Publicado por BillLaswell em 07:15 PM | Comentários (0)

EMPIRE OF SOULS - CRÍTICA

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Revenge Circle CD
Nocturnal Age Records/Imperial Records

Os brasileiros Empire Of Souls, que no final deste ano perfazem uma década de carreira, chegam aqui ao álbum de estreia depois de um longo e penoso caminho no underground. Felizmente, a experiência adquirida permite ao quarteto de São Paulo apresentar «Revenge Circle» de cabeça bem erquida, com um black metal que pouco ou nada deve ao melhor que se faz na América do Sul e até na Europa. A sonoridade dos Empire Of Soul é rápida, extrema e pesada na maior parte dos temas, mas equilibra com solos de guitarra massivos e potentes e com solos algo melódicos, não se inibindo de, em temas como «Dark Prophecies of a New Cosmic Cycle», abrandar um pouco as coisas e dar prioridade a riffs mais orelhudos e a leads de guitarra que revelam algumas influências doom. «Revenge Circle» aperfila-se, pois, como um bom disco de black metal, embora o quarteto brasileiro ainda não apresente nenhuma ideia verdadeiramente própria em termos estilísticos. Ainda assim, esse pequeno pormenor é compensado com uma coesão ganha com a tal actividade underground que, apesar de ser intermitente em termos de line-up, já existe há 10 anos, e com uma qualidade de som que, não sendo luxuosa, também não compromete em nada a música de Empire Of Souls. Talvez sete temas sejam curtos para um disco completo, mas a surpresa da qualidade do black metal desta banda, o equilíbrio entre extremismo e melodia e a abertura que lhes permite vocalizar algumas partes em português confere aos Empire Of Soul um estatuto de obrigatoriedade quando se fala de black metal sul-americano. (7/10)
«Revenge Circle» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 01:29 AM | Comentários (0)

fevereiro 19, 2005

DORO NO CINEMA

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Doro, mítica ex-vocalista de Warlock, que actualmente prossegue uma carreira musical em nome próprio, vai ter a sua estreia no grande ecrã. O filme vai ser Anuk - Der Weg des Kriegers (Caminho do guerreiro), realizado pelo suíço Luke Gasser, e Doro vai interpretar um dos papéis principais: o de uma guerreira. Esse papel não lhe deve dar grandes problemas, dado que a cantora já é uma verdadeira guerreira na vida real.

Publicado por BillLaswell em 01:03 PM | Comentários (2)

MEGADETH - FÃS ESCOLHEM FAIXAS

Dave Mustaine está a pedir aos fãs de Megadeth para votarem online quais os temas que devem fazer parte do álbum 'best-of', que vai sair em breve. Para votarem, cliquem aqui.

Publicado por BillLaswell em 01:01 PM | Comentários (0)

BILLY NEWS

É um blog de punk-rock, mas é muito mais que isso. O Billy News revela os pensamentos, angústias, alegrias e a música punk rock que deve ser apoiada por parte de um dos mais antigos e honestos punks da cena nacional. Visitem-no aqui.

Publicado por BillLaswell em 02:15 AM | Comentários (1)

EXILIA - CRÍTICA

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Unleashed CD
Gun Records/Recital

Para quem está a reconhecer este nome e não sabe bem de onde, os Exilia são a banda que fez a primeira parte do último concerto de Rammstein em Portugal. O grupo italiano é liderado por uma senhora, chamada Masha, cuja voz, aparência e agressividade levantam imediatamente comparações com Otep, Manhole ou Tura Satanna. No entanto, em termos de sonoridade, é muito mais justo comparar a sonoridade da estreia «Unleashed» a uns Guano Apes, embora a abordagem de Exilia à sua música seja bem mais pesada quer em termos de guitarra, quer em termos de ritmos. Mas a melodia quase irresistível está lá, bem como as músicas bem construídas com refrões no sítio e repetidos nas quantidades certas. A influência nu-metal dos Exilia não passa de uma sombra em alguns dos temas de «Unleashed» e - a espaços - é mesmo possível vislumbrarmos Otep, como na abertura do tema «Heave's Gate», mas o sentido melódico dos italianos leva-os sempre para terrenos bem mais melancólicos e quase atmosféricos, que resultam particularmente bem quando contrabalançados, ou contra-torpedados, com o peso que a banda não se inibe de usar. Tirando alguns temas abaixo da média de qualidade que a primeira parte do disco apresenta, «Unleashed» é uma estreia promissora de uma banda que tem tudo, musicalmente, para dar certo, e que apenas tem que convencer alguns críticos da praça, no próximo disco, que não são a versão heavy metal dos Guano Apes. (7/10)
«Unleashed» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 02:05 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Morbius, Underneath e La Bianca ao vivo no Duke Bar (Espinho) - 22.00h

Publicado por BillLaswell em 02:02 AM | Comentários (1)

fevereiro 18, 2005

DESTRUCTION NA AFM RECORDS

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Os deuses alemães do thrash metal Destruction assinaram um contrato discográfico com a igualmente alemã AFM Records. A banda já está em pré-produção para o próximo trabalho de originais, que deverá sair no Verão.

Publicado por BillLaswell em 09:32 PM | Comentários (0)

LAMB OF GOD PROIBIDOS

Os Lamb Of God foram proibidos de tocar no clube The Forum, em Los Angeles. A entidade que é dona do clube, a The Faithful Central Bible church, terá tomado essa decisão devido ao nome da banda, e também ao nome que os Lamb Of God teriam antes: Burn The Priest. Esta proibição impede o grupo de fazer a data prevista para Los Angeles na sua digressão com Slipknot e Shadows Fall.

Publicado por BillLaswell em 09:30 PM | Comentários (0)

EVEN VAST FORA DA CRUZ DEL SUR

Os Even Vast rescindiram, por comum acordo, o contrato que os ligava à Cruz Del Sur Music. Aparentemente a decisão terá partido da própria editora, numa altura em que a banda se preparava para entrar em estúdio para gravar o novo álbum, e terá tudo a ver com a dificuldade que as editoras pequenas parecem enfrentar no mercado musical actual.

Publicado por BillLaswell em 09:28 PM | Comentários (0)

THE HAUNTED EM PORTUGAL

Os suecos The Haunted vão actuar em Portugal, juntamente com Moonspell e Cradle Of Filth, nos concertos marcados para os dias 26 (Coliseu do Porto) e 27 (Coliseu de Lisboa) de Março.

Publicado por BillLaswell em 09:28 PM | Comentários (3)

INVOKE AO VIVO

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Eis os próximos concertos agendados para os portugueses Invoke:
25.02.2005 - Rock House Café, Alenquer, com noite animada por DJ António Freitas
12.03.2005 - concerto com VS777 e Opus Draconiis no Palco Oriental (junto do Convento do Beato) - 16.00h
24.03.2005 - concerto com Infernal Kingdom, Opus Draconis, Decayed e Desire no Pavilhão de Exposições da Moita

Publicado por BillLaswell em 09:27 PM | Comentários (0)

OLIVER HARTMANN A SOLO

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Oliver Hartmann, conhecido vocalista de At Vance e voz recorrente de rock-operas como Avantasia, Aina ou Genius, decidiu encetar uma carreira a solo, e vai lançar o álbum de estreia, chamado «Out In The Cold», já no dia 25 de Abril, através da Frontiers Records. Sob produção de Sascha Paeth (Rhapsody, Kamelot, Angra, Edguy, etc), Hartmann produziu um disco de rock 'maduro' com a sua inconfundível voz, com a ajuda dos músicos alemães Bodo Schopf (MSG) na bateria e Armin Donderer (Paradox) no baixo. Escutem samples aqui, aqui e aqui.

Publicado por BillLaswell em 09:25 PM | Comentários (0)

BLACK WITCHERY - CRÍTICA

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Upheaval Of Satanic Might CD
Osmose Productions/Recital

O facto de os Black Witchery nem esperarem pelo fim da primeira faixa, que supostamente seria uma introdução, para autenticamente despejarem o seu speed-death-black metal é sintomático. Esta banda toca com o volume no máximo, o mais rápido que pode e mantém-se o mais afastada possível de qualquer sombra de melodia. Isto conduz, obviamente, a uma variação mínima entre os riffs, ritmos e linhas vocais dos nove temas de «Upheaval Of Satanic Might», e transforma os Black Witchery numa banda unidimensional e chata, que se esforça conscientemente por tocar assim, e não mudar nada na sua receita musical. Muito cru e directo, o som do disco também não é propriamente um prodígio. A gravação caseira do álbum deixou as suas marcas. A bateria está um pouco 'afogada' na mistura final, e falta clareza ao som, mesmo para um disco que é suposto soar 'podre'. Em suma, este segundo álbum dos americanos volta a adiar algum elogio que poderia estar guardado para esta banda com mais um conjunto de temas black metal amorfos e sem ambição, embora tocados nas horas de estalar. É preciso, no entanto, um pouco mais num álbum de black metal do que apenas velocidade. (4/10)
«Upheaval Of Satanic Might» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 01:19 AM | Comentários (0)

AGENDA

- The Strugglers, Destroyer e Frog Eyes ao vivo no Auditório Velho do Orfeão de Leiria - 22.00h
- Mind Probes ao vivo no Centro da Juventude de Caldas da Raínha - 22.00h
- Genocide e Morgue ao vivo no Bar Porto Rio (Porto) - 23.00h

Publicado por BillLaswell em 01:08 AM | Comentários (0)

fevereiro 17, 2005

MARDUK EM PORTUGAL

A digressão europeia dos suecos Marduk tem passagem marcada por Portugal, pelo Le Son (Coimbra), no próximo dia 7 de Março. Com eles, os Marduk trazem os Belphegor e os Wykked Wytch.

Publicado por BillLaswell em 09:43 PM | Comentários (0)

MASTERPLAN NOS TOPS

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«Aeronautics», o novo álbum da super-banda Masterplan, atingiu o 39.º lugar no top de vendas alemão a semana passada, chegando também a 14.º no top oficial sueco. Na Noruega a banda conseguiu entrar também para o top 100 oficial, enquanto que o EP de avanço atingiu o 12.º lugar no top de singles espanhol. O clip de «Back For My Life», que a banda filmou no início de Dezembro, já está a rodar nos programas especializados das televisões europeias. No dia 24 de Março arranca a Flying Aces Tour, que levará os Masterplan, Circle II Circle, Bob Rock e Pure Inc em digressão por vários países europeus. Portugal fica, mais uma vez, de fora. Comprem o «Aeronautics» online aqui.

Publicado por BillLaswell em 09:40 PM | Comentários (0)

CRYPTOSY - GUITARRISTA DE FORA

Depois de 10 anos a tocar em Cryptosy, o guitarrista Jon Levasseur anunciou que vai abandonar a banda. No comunicado do músico lê-se um desejo de "explorar outras coisas na música" como o principal motivo para este abandono. Entretanto, os Cryptosy já anunciaram Dan Mongrain (Martyr) como o segundo guitarrista da banda provisório para as datas ao vivo mais próximas.

Publicado por BillLaswell em 09:36 PM | Comentários (0)

DESASTER NA METAL BLADE

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Os Desaster - uma das mais antigas e honestas bandas de thrash metal da cena alemã - assinaram um contrato discográfico com a Metal Blade. O próximo disco do grupo, «Angelwhore», vai assim sair pela editora americana/alemã no seu formato CD, enquanto que o formato vinil é editado pela Iron Pegasus Records. A banda encontra-se neste momento em fase de composição, e o lançamento do disco está previsto para Agosto deste ano.

Publicado por BillLaswell em 09:33 PM | Comentários (0)

SLOUGH FEG - NOVO ÁLBUM PRONTO

«Atavism», o novo álbum dos americanos Slough Feg, está finalmente pronto. A editora - Cruz Del Sur Music - ainda não anunciou qualquer data de edição, mas espera-se este novo discos dos mestres do 'true' heavy metal para breve. A lista de temas de «Atavism» é a seguinte: Robustus», «I Will Kill You/You Will Die (The Mechanism For What We So Arrogantly Call 'Natural Selection')», «Portcullis», «Hiberno-Latin Invasion», «Climax of a Generation», «Atavism», «Eumaeus the Swineherd», «Curse of Athena», «Agnostic Grunt», «High Season V», «Starport Blues», «Man Out of Time», «Agony Slalom» e «Atavism II». Noutras notícias, o guitarrista John Cobbett (também de Hammers Of Misfortune e Ludicra) abandonou os Slough Feg, sendo substituído por Angelo Tringali (Cold Mourning), que já fez o seu batismo de fogo ao vivo no concerto de 27 de Janeiro que os Slough Feg tocaram em Brocas Elm, E.U.A.

Publicado por BillLaswell em 09:31 PM | Comentários (0)

MOTÖRHEAD - ACE OF SPADES EM DVD

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O mais célebre álbum de Motörhead, «Ace Of Spades», vai chegar ao formato de DVD, 25 anos depois da sua edição original. O DVD «Ace Of Spades - Classic Album» contém os elementos de Motörhead a falar candidamente sobre a composição e composição do álbum, e todos os episódios que se passaram na banda nessa altura. Pode ver-se como "Fast" Eddie Clarke inventou o riff do tema-título e ver o trio composto por Lemmy, "Fast" Eddie e Philip "Philthy Animal" Taylor junto no mesmo palco de novo, com a ajuda de montagem digital. O DVD conta também com entrevistas a Slash (Guns'n'roses, Velvet Revolver), Lars Ulrich (Metallica) e Dave Brock (Hawkwind), entre muitos outros extras.

Publicado por BillLaswell em 09:30 PM | Comentários (0)

END OF GREEN QUASE EM ESTÚDIO

Os alemães End Of Green estão prestes a entrar em estúdio para gravarem o seu quinto álbum de originais, «Dead End Dreaming». A produção vai estar a cargo de Alexander Krull, e as gravações vão decorrer no Mastersound Studio. A edição do álbum está prevista para Agosto via Silverdust Records.

Publicado por BillLaswell em 09:27 PM | Comentários (0)

MIDNATTSOL - LIVRO A CAMINHO

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Os noruegueses Midnattsol vão editar um pequeno livro como complemento da edição do seu álbum de estreia, «Where Twilight Dwells». O livro, que relata um conto fantástico do relacionamento de um troll com uma rapariga norueguesa, vai chamar-se "En Dans I Midnattsol", que significa "Dança ao sol da meia-noite". A primeira edição vai ser feita para o mercado alemão, mas a banda tem planos para, no futuro, traduzir o livro para outros idiomas. Uma cópia do livro vai estar disponível aqui.

Publicado por BillLaswell em 12:42 AM | Comentários (0)

BLOODBATH - PRIMEIRO CONCERTO

Depois de um EP e dois álbuns, o último dos quais, «Nightmares Made Flesh», lançado recentemente, a super-banda sueca Bloodbath vai finalmente tocar o seu primeiro concerto ao vivo, que vai acontecer no Wacken Open Air deste ano.

Publicado por BillLaswell em 12:41 AM | Comentários (0)

PLASTIC EARTH - ÁLBUM DISPONÍVEL

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Os japoneses Plastic Earth, anteriormente conhecidos como Bindweed, lançaram recentemente o álbum «S.E.A.M.-01», através da World Chaos Production. São oito faixas de um death metal melódico que é, por terras nipónicas, considerado a resposta japonesa a Soilwork e Dark Tranquility, numa edição disponível em digipack e em caixa normal.

Publicado por BillLaswell em 12:39 AM | Comentários (0)

SHINING NA OSMOSE PRODUCTIONS

Os Shining assinaram um contrato discográfico com a Osmose Productions, válido por dois álbuns. O primeiro, «V / Besvikelsens Dystra Monotoni», vai ser gravado já em Abril. A Osmose vai ainda reeditar os dois primeiros discos de Shining, «I / Within Deep Dark Chambers» e «II / Livets Ändhallplats» em digipacks luxuosos incluindo faixas-extra exclusivas e, pela primeira vez, com as letras impressas no booklet do CD. Kvarforth tinha anunciado, há cerca de um ano, o fim de Shining devido a dificuldades várias, inclusivamente pessoais, mas agora a banda surge com um line-up totalmente renovado, com Ludvig Hvit (Spiritual Beggars, Firebird) na bateria, John Doe (of Craft, Twin Earth) na guitarra e, neste momento, um membro anónimo na guitarra. A banda ainda está à procura de um substituto para o baixista Phil A. Cirone.

Publicado por BillLaswell em 12:37 AM | Comentários (0)

DAEMONIA NYMPHE - NOVOS PROJECTOS

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Os gregos Daemonia Nymphe vão em breve editar um CD de remisturas, com temas trabalhados por projectos como Von Magnet, Beefcake e Mimetic Mute, através da Palace Of Worms. Entretanto, Nikodemos Triarides, Evi Stergiou e Spyros Giasafakis vão juntar-se à australiana Louisa John Krol num novo projecto chamado Ghost Fish, cujo disco de estreia vai ser editado pela Prikosnovenie.

Publicado por BillLaswell em 12:36 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Solid Impact, Inverse e E.A.K. ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h

Publicado por BillLaswell em 12:34 AM | Comentários (0)

fevereiro 16, 2005

PEST - CRÍTICA

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Vado Mori CD
Ketzer Records

O regresso dos alemães Pest às edições marca, logo desde a primeira faixa depois da introdução algo imbecil, uma evolução inegável quer em termos técnicos, quer em termos artísticos e até a nível de produção. O terceiro álbum do quarteto não foge muito às mais rígidas e tradicionais regras do black metal extremo e é praticado com voz, guitarra, baixo e bateria, versando em termos de letras sobre assuntos obscuros e mórbidos. No entanto - e é aqui que entra a evolução da banda - há uma subtileza em Pest que os leva a usar alguns teclados para criar a atmosfera certa nas faixas, a recorrer ao som ocasional de duas guitarras e, por vezes, de duas vozes, sempre que a criatividade a isso obrigue. Interlúdios instrumentais como o que abre a faixa-título deste disco ou o lentíssimo «Before the Storm» só são possíveis 'nestes' Pest, mais maduros e senhores da sua arte do que a maior parte das bandas de 'true' black metal da cena actual. E fazem-no sem abrir mão da velocidade, peso e extremismo do seu black metal, não colocando o pé em ramo verde e piscando o olho a fãs de bandas tão dispersas como Gorgoroth, Ancient Rites antigos ou Leviathan. A falta de variação de que nos podíamos queixar em «Ära» ou «Ad Se Ipsum» é quase uma miragem em «Vado Mori», e os Pest ganham em coesão, coerência e clareza sonora sem perder em termos de crueza, crueldade e honestidade da sua música. «Vado Mori» é, por isso, um belo exemplo do que a mais obscura arte em termos de metal pode oferecer a quem a procura. (8/10)
«Vado Mori» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 12:20 AM | Comentários (4)

SOILWORK - CRÍTICA

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Stabbing The Drama CD
Nuclear Blast/Recital

O regresso dos Soilwork está envolto numa expectativa absurda, que acompanha o crescimento da banda na cena europeia desde o disco «Figure Number Five». «Stabbing The Drama» não demonstra, no entanto, qualquer permeabilidade do grupo sueco às pressões exteriores, e vê a música da banda esticar-se um pouco, quer em termos de peso, quer em termos de melodia. Aquilo que os fãs vão notar mais, no entanto, é a melodia. Colocada nos temas de um modo que, até aqui, os Soilwork não usavam, a melodia surge em «Stabbing The Drama» principalmente nos refrões, e de um modo quase desarmante, com Bjorn "Speed" Strid a dar boa conta de si quando se trata de passar de vocalizações ultra furiosas - típicas em Soilwork - para linhas vocais muito melódicas e emotivas que surgem nos refrões de quase todos os temas deste álbum. Com esta arma, a banda sueca dá um pontapé na monotonia e transforma a sua música em temas com uma personalidade muito mais marcada, não perdendo nem um pingo do seu extremismo musical, como se pode constatar nos riffs de guitarra, velocidade alucinante de alguns temas e peso geral espalhado pelo disco. Os Soilwork apenas aparecem mais completos, com uma capacidade de composição mais incisiva, a que aliam a tendência para riffs matadores e boa capacidade de fazerem thrash/death metal melódico sueco que haviam demonstrado nos discos anteriores. Melódico, extremo, por vezes atmosfério, «Stabbing The Drama» não precisa de muito para se afirmar como o melhor disco de Soilwork até este momento, e pode conquistar para a banda toda uma nova legião de fãs que precisa de conhecer a música do grupo. (8/10)
«Stabbing The Drama» é editado no dia 28 de Fevereiro

Publicado por BillLaswell em 12:18 AM | Comentários (0)

COMMUNIC - CRÍTICA

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Conspiracy In Mind CD
Nuclear Blast/Recital

Com o núcleo duro de dois elementos de Scariot, os Communic são um pouco mais emotivos e bem menos progressivos que a banda anterior do vocalista e guitarrista Oddleif Stensland e do baterista Tor Atle Andersen. Por outro lado, as estruturas dos temas são tudo menos simples e, juntamente com as melodias e harmonias vocais, é fácil perceber qual é a principal fonte de inspiração desta nova banda norueguesa: Nevermore. «Conspiracy In Mind» é, apesar disso, um disco de música mais subtil do que apenas uma cópia da sonoridade Nevermore/Sanctuary, optando por temas mais complexos, com mais partes diferentes, quase épicos ao estilo de uns Opeth ou Green Carnation recentes, com solos de guitarra igualmente deslumbrantes e uma execução técnica sem mácula. A mistura do peso, melodia, emotividade e primor técnico resulta extremamente bem nesta estreia, o que faz perdoar aos Communic alguma tendência para a sonoridade da sua banda favorita. O cuidado em termos de arranjos, composição e qualidade de gravação também revela que «Conspiracy In Mind» não se trata da estreia de uma banda inexperiente. Em suma, principalmente devido ao modo superior com que o trio norueguês compôs, interpretou e gravou este disco, perdoam-se algumas falhas de originalidade, e «Conspiracy In Mind» fará certamente as delícias dos fãs de Nevermore. (8/10)
«Conspiracy In Mind» é editado no dia 21 de Fevereiro

Publicado por BillLaswell em 12:15 AM | Comentários (0)

LACRIMAS PROFUNDERE COM THE 69 EYES

Os Lacrimas Profundere vão acompanhar os finlandeses The 69 Eyes na digressão alemã que começa hoje e que decorre até ao próximo dia 23.

Publicado por BillLaswell em 12:07 AM | Comentários (0)

fevereiro 15, 2005

LACRIMAS PROFUNDERE COM THE 69 EYES

Os Lacrimas Profundere vão acompanhar os finlandeses The 69 Eyes na digressão alemã que começa hoje e que decorre até ao próximo dia 23.

Publicado por BillLaswell em 11:50 PM | Comentários (0)

FIREWIND EM DIGRESSÃO COM HAMMERFALL

Os Firewind, cujo mais recente disco «Forged By Fire» foi editado em Janeiro, preparam-se para participar no festival itinerante Icebreaker Festival, liderado pelos Hammerfall, e que decorre nos últimos dias de Abril em países como a Alemanha, a Suécia e a Suíça. Outras bandas incluídas no festival são os Lordi, os Thunderstone e os Pretty Maid.

Publicado por BillLaswell em 09:57 PM | Comentários (0)

DEFLESHED - ÁLBUM EM ABRIL

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«Reclaim The Beat», o sexto álbum de originais dos suecos Defleshed, é editado pela Regain Records no próximo dia 4 de Abril. O disco foi produzido por Daniel Bergstrand (Meshuggah, In Flames, Behemoth, etc) e misturado no Dug-Out Studio, com a masterização a decorrer no Cutting Room.

Publicado por BillLaswell em 09:53 PM | Comentários (0)

MORBID DEATH NO CONTINENTE

Os açorianos Morbid Death vão estar no continente entre os dias 3 e 5 de Março para três concertos. No dia 3 a banda actua no Hard Club, em Gaia, e no dia 4 é a vez do Le Son, em Coimbra. O concerto de dia 5 de Março ainda não está confirmado, e será anunciado em breve.

Publicado por BillLaswell em 09:48 PM | Comentários (0)

PRO-PAIN - DISCO EM ABRIL

«Prophets Of Doom», o novo álbum de originais da banda de hardcore nova-iorquina Pro-Pain, é editado no dia 25 de Abril. A lista de temas presentes no disco é a seguinte: «Neocon», «UnAmerican», «Hate Marches On», «One World Ain't En...», «Getting Over», «Operation Blood Fo...», «Torn», «Death Toll Rises», «The Prisoner» e «Days of Shame».

Publicado por BillLaswell em 09:47 PM | Comentários (0)

LORDI - CRÍTICA

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The Monster Show CD
Mayan Records/Megamúsica

Aclamados como uma das bandas mais originais da cena finlandesa actual, a Sanctuary procura com «The Monster Show» apresentar os Lordi ao mercado musical europeu. Como? Através de uma espécie de álbum internacional munido com as melhores faixas dos dois álbuns anteriores e mais 3 bónus em dvd (três videoclips). Este quinteto, à primeira vista, aparenta ser mais um grupo de meninos (e uma menina) maus que pela originalidade das suas vestes procuram entreter e impressionar com os refrãos à la... Bela e o Monstro e gore. Imaginem um cocktail de monstros inspirados nas personagens dos melhores filmes de terror entre os anos 70 e 80 (Freddy Krueger [Pesadelo em Elm Street], Pinhead [Hellraiser], ou Michael Myers [Halloween]), um pouco de Kiss, Rob Zombie, Alice Cooper ou Twisted Borten e o resultado final são os inesperados Lordi. E sim, de extremo só têm a imagem. Mas, para todos os efeitos é hard rock, afinal os refrãos ‘catchy’ (como “My Heaven is your Hell and there is no tomorrow”; “Would you love a monsterman, could you understand the beauty of the beast” ou “Devil is a loser, and he’s my bitch”) ao longo das 13 faixas, os coros e a maquilhagem aliada a uma teatralidade deveras assustadora são razões para após uma audição soltarmos uma profunda gargalhada - não em termos de ridicularizar mas pela pujança infiltrada em nós após os 43 minutos. De qualquer modo, apesar do humor chegar a ser contagiante, em algum sentido também é cansativo, ou seja, não são excelentes, mas valem a pena pelo estilo que preconizam e interessante originalidade nas propostas apresentadas. (7/10) Lurdes Matos
«The Monster Show» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 01:27 AM | Comentários (1)

ELIS - BATERISTA DE FORA

Os Elis dispensaram o baterista René Marxer e encontram-se neste momento à procura de um novo baterista.

Publicado por BillLaswell em 01:24 AM | Comentários (0)

NOCTURNAL RITES - NOVO VÍDEOCLIP

Os suecos Nocturnal Rites terminaram as filmagens do terceiro vídeo-clip retirado do álbum do ano passado, «New World Messiah», e estão neste momento em composição para o próximo disco. Enquanto isso, a Century Media vai lançar «Lost In Time: The Early Years Of Nocturnal Rites», um disco que celebra o 10.º aniversário da banda e que contém os dois primeiros álbuns do grupo, músicas novas, músicas raras e vídeos numa secção multimédia. Sai no dia 21 de Fevereiro.

Publicado por BillLaswell em 01:23 AM | Comentários (0)

SENTENCED - O FIM

Os Sentenced anunciaram que o próximo álbum irá chamar-se «The Funeral Album», e que vai ser o último da carreira da banda finlandesa. Segundo o grupo, a decisão foi tomada durante o ano de 2004, e que não significa que a carreira musical dos cinco elementos tenha chegado ao fim - apenas pára enquanto conjunto. Depois do álbum editado, vão haver alguns espectáculos de despedida, faltando ainda saber onde, quantos e quando. Esses concertos deverão ser gravados para um DVD ao vivo, cujo título provisório é «Buried Alive», que deverá incluir também muito material do passado da banda, incluindo vídeo-clips.

Publicado por BillLaswell em 01:21 AM | Comentários (0)

DARK TRANQUILITY - MAIS TOPS

«Character», o novo disco de Dark Tranquility, entrou em vários tops oficiais de venda na Europa. O mais impressionante, foi o 1.º lugar a que chegou no top de metal sueco, mas um igual lugar foi conseguido no top de metal grego. No top de vendas oficial da suécia, «Character» atingiu o 3.º posto, enquanto que na Finlândia o disco chegou a 30.º lugar do top oficial de vendas. Outras entradas nos tops oficiais incluem um 83.º lugar no top alemão, um 57.º lugar no top italiano e um 39.º lugar no top de rock inglês.

Publicado por BillLaswell em 01:20 AM | Comentários (0)

SPACE ODYSSEY - ÁLBUM EM MARÇO

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«The Astral Episode», o novo álbum dos suecos Space Odyssey, é editado no dia 29 de Março pela Regain Records. O projecto do teclista Richard Andersson e de Maguns Nilsson regressa, assim, quase dois anos depois da estreia, com um disco gravado no estúdio de Andersson, e materizado no Tailor Made Production por Peter In De Betou (Abba, Evergrey, Hammerfall, Meshuggah).

Publicado por BillLaswell em 01:17 AM | Comentários (0)

EXCURSÃO AO WACKEN OPEN AIR

A Metal Bus Tour está a organizar uma excursão ao Wacken Open Air deste ano, com partida de Portugal no dia 1 de Agosto e chegada a dia 8 do mesmo mês. Para mais informações escrevam para metalbustour@hotmail.com ou liguem para 96 815 12 11.

Publicado por BillLaswell em 01:15 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Secrecy ao vivo na Fnac no Norteshopping (Porto) - 22.00h
- Edição de «Go With The No!», de Mahavatar

Publicado por BillLaswell em 01:12 AM | Comentários (0)

fevereiro 14, 2005

KINO - ENTREVISTA

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John Mitchell, de Arena e The Urbane, com uma missão muito especial: juntar uma banda e fazer um álbum com a melodia de The Urbane e a sofisticação do melhor rock progressivo actual. Entram John Beck (It Bites), Chris Maitland (ex-Porcupine Tree) e Pete Trewavas (Marillion, ex-Transatlantic). Super-banda? Mitchell recusa a desginação, obrigado, e prefere chamar a Kino um grupo de amigos. O álbum de estreia, «Picture», é das melhores coisinhas que aconteceram ao rock progressivo inglês desde The Tangent, e está disponível desde dia 28 de Fevereiro numa loja perto de vocês. John Mitchell, o génio de Arena que nos trouxe um dos mais negligenciados tesouros dos últimos tempos, chamado The Urbane, volta à carga com uma banda que tem tudo para suceder aos Transatlantic. Falámos com ele.

Houve tanta espontaneidade na composição e ensaios como houve na reunião da banda?
(risos) Não. A maneira como nós escrevemos música não é particularmente... não implica que esteja toda a gente na mesma sala. Não acontece em jam sessions ou qualquer coisa. A maneira como compomos é sentados na minha sala com uma guitarra acústica, um piano e um computador. É assim que compomos a nossa música. Compomos, sequenciamos a bateria à medida que fazemos as partes, depois alguém sugere mais alguma coisa. Tem uma certa espontaneidade, mas nós não tocamos todos juntos quando compomos música. É mais o acto de fazer demos.

Mas se estiveres sozinho no teu quarto e tiveres uma ideia que aches interessante, apressas-te a gravá-la?
Absolutamente. A maior parte das coisas que eu escrevo aparecem-me às quatro da manhã; eu acordo e digo "já sei! Já sei! Tenho que ir buscar a guitarra!". O Pete também é assim, e o John também. Toda a gente tem muito disso. Não somos o tipo de pessoa que pega na guitarra e decide que vai escrever qualquer coisa - a música chega até nós quando menos esperamos. Há algum material que escrevi há um par de anos que, quando o escuto agora... não digo que não acredite que fui eu que o escreveu, mas parece uma coisa tão distante de ti, tão ligada a um determinado momento, que chega a ser estranho.

És uma pessoa muito imediata?
Se sou uma pessoa muito imediata? Sim. Absolutamente. Eu não planeio nada com avanço. Sou muito espontâneo na minha vida. Quando falaste em espontaneidade na composição há bocado, pensei que quisesses dizer se toda a gente estava junta a tocar na mesma sala, a fazer uma jam, e se tinha sido assim que tínhamos feito o álbum.

Qual é o conceito sobre o qual reside esta banda? A dada altura no press-release tu referes que o Thomas Waber (patrão da InsideOut - ed.) te pediu para fazer uma coisa como The Urbane, mas com uma componente progressiva mais forte. Ainda é isso que esta banda é?
Sim. Ele não disse exactamente "hey John Mitchell, vai para casa e escreve-me um álbum de rock progressivo, porque há muita gente a querer ouvir isso". Ele disse algo do género "eu gosto de The Urbane; The Urbane é uma banda muito melódica". E ele pegou no segundo álbum de The Urbane, no «Glitter» com tanta vontade, tal era o entusiasmo dele com o primeiro... e levou-nos em digressão com os King's X... por isso ele tem muita fé em The Urbane. O problema é que a editora dele é uma editora de rock progressivo, e ele pensou que seria interessante experimentar a ver o que acontecia se ele me dissesse "eis aqui um orçamento - vai para casa e vê o que consegues fazer com ele". Não foi, de modo nenhum, uma encomenda de um álbum, e em ponto nenhum da gravação ele pediu para ouvir o que estava a ser feito. Ele disse precisamente para eu fazer aquilo que gostasse. O que foi o que fizémos, mas por outro lado acho que não nos afastámos muito daquilo que ele sugeriu que nós fizéssemos, porque é esse o estilo de música que nós gostamos de fazer. Há alguns minutos, noutra entrevista, houve alguém que me perguntou "Porque é que fizeste um álbum de rock progressivo?", e eu respondi "Sim, nós podíamos ter entregue um álbum de reggae à InsideOut, mas fizémos um álbum de rock progressivo, porque toda a gente nesta banda adora rock progressivo". É disso que gostamos. O John Beck gosta de Genesis antigo, o Pete gosta de Genesis antigo... eu nunca gostei muito de Genesis antigo, gosto mais da primeira fase de Yes. Acho que sou só eu a gostar de Yes antigo... ah, o John Beck gosta de Yes também. Eu cresci a ouvir It Bites e cresci a ouvir Marillion. E é porreiro fazer um disco onde essas influências se possam fazer ouvir.

E desde o momento em que abras a boca, as harmonias vocais vão soar a The Urbane, porque és tu que estás a cantar...
Exactamente... bem, não fui eu que arranjei muitas das harmonias do álbum. Com o John, o Chris e o Pete eu estou à vontade para cantar as coisas escritas por eles. Houve uma música em que não havia ninguém por lá quando eu gravei, por isso aproveitei para usar as minhas próprias harmonias nessa música... acho que foi na «Leave the Lights On». Mas o resto foi basicamente no seguimento do que eles indicavam. Era uma coisa muito groovy. O que se passa é que todos nós somos muito influenciados também pela banda Queen, por isso queríamos usar esse tipo de harmonias. É uma coisa de que gostamos.

E qual é a tua opinião sobre o álbum agora, que está fora da vossa mão e podes olhar para ele quase como uma coisa sobre a qual podes ser imparcial?
Estou muito muito muito orgulhoso dele. Acho que, de tudo aquilo que consegui na minha vida... bem, talvez esteja a ser um pouco injusto para o Rob e para os Arena por exemplo. Mas isto é um sentimento tal de auto-satisfação... o facto de ter sido eu a quem pediram para fazer isto. Eu pensei nas pessoas que queria envolvidas no projecto... as pessoas vão usar expressões como "super-grupo de rock progressivo", e acho que isso é um pouco exagerado, porque nenhum de nós é particularmente famoso. Somos apenas músicos que por acaso tocam em outras bandas. Mas o principal objectivo não era esse. Estas eram as pessoas com quem eu queria trabalhar, de acordo com um ponto de vista exclusivamente musical. Eu sempre pensei que... se pegarmos por exemplo numa banda como Asia... eu trabalhei com o John Wetton durante alguns anos, e foi interessante descobrir como a banda se dava, ou não se dava. Sempre me pareceu que os Asia eram um caso de um grupo de pessoas que estavam numa banda porque eram os nomes que estavam em cima da mesa ali. E acho que as pessoas nunca pensaram muito sobre as pessoas que estavam realmente lá... o Steve Howe, para mim, não era a escolha mais óbvia para ser o guitarrista de uma banda dessa natureza, porque ele não é esse tipo de guitarrista. Ou o Carl Palmer... eles ambos vêm de bandas de rock progressivo extremamente técnicas, e foi totalmente estranho eles terem feito a música que fizeram e ter havido aquela colaboração entre aquelas pessoas específicas. Obviamente, eles não se deram assim tão bem, como as pessoas rapidamente descobriram... o Steve Howe e o John Wetton não se davam. Eu sou amigo do John Wetton há já quatro anos, passei muito tempo a correr mundo com ele, passei mais tempo com ele no pub a embebedar-nos do que a fazer música... é uma verdadeira amizade. E o mesmo se passa com o Pete. Nós passamos muito tempo juntos, e saímos muito. Há pouco tempo fomos ver os Yes juntos... é porreiro estar numa banda com pessoas com quem te dás bem. É muito importante que exista essa química. Às vezes é muito fácil reduzir as relações numa banda a puras colaborações, e era esse definitivamente o caso de Asia. "Vamos lá fazer a nossa música"... devia ser como uma equipa de futebol, suponho. Não tens que dar-te bem com os teus companheiros, desde que sejas eficiente. Eu fui muito cuidadoso, e esta banda tem mais a ver com pessoas que se dão bem umas com as outras. E isso não se vê todos os dias. É difícil encontrares uma banda cujos membros se relacionem tão bem... que tolerem as idiossincrasias uns dos outros. Acho que me perdi um pouco na questão, mas o que eu queria dizer é que, de um ponto de vista de satisfação pessoal, o facto de ter sido responsável por isto ter acontecido, e de o ter feito com pessoas com as quais me dou muito bem... estou muito orgulhoso com o álbum. Acho que é um bom álbum. Não quero estar aqui a criar expectativas a ninguém, mas estou muito orgulhoso dele, e fico muito orgulhoso por ter participado nele.

Vocês dão-se tão bem que podem inclusivamente ir em digressão para promover o álbum?
(risos) Nós vamos em digressão com ele! Vamos em digressão com os Spock's Beard a partir de dia 13 de Março... obviamente, é a primeira vez que vamos em digressão, por isso vamos como banda de primeira parte para começar. Nessa altura o álbum terá saído há um mês... nem isso, o álbum terá cerca de duas semanas quando formos em digressão, por isso é uma experiência nova. Nós já tocámos dois concertos... fizemos um espectáculo de 'warm-up' aqui no Reino Unido, e tocámos ao vivo duas semanas depois num programa de televisão em Colónia. Essas foram experiências brilhantes, apesar de muito assustadoras. Acho que nunca estive tão nervoso em toda a minha vida. Devo dizer que nunca fico nervoso antes de entrar em palco, mas dessas vezes estava petrificado. E aí tens... estou muito ansioso por ir em digressão. E não tenho que me preocupar com como as pessoas se vão relacionar, porque já participei em digressões com o John Beck, na banda do John Wetton, dúzias de vezes. Já tocámos muitas vezes juntos, inclusivamente no Japão... já passámos muito tempo na companhia um do outro, e eu conheço-o bastante bem. O John Beck e eu somos pessoas muito similares, por isso não há problemas. Por outro lado, com o Pete já toquei algumas vezes, e passei muito tempo com ele no último ano e meio. Conheço-o bem agora, e não nos fartamos um do outro. Com o Chris também, mas o Chris não vai participar nesta digressão infelizmente, porque ele vai estar noutra digressão com outro artista nessa altura. Por isso tivemos que arranjar outro baterista, o que foi algo chato, mas vamos conseguir.

Vão ter então que arranjar outro baterista para a digressão...
Sim, parece que vamos usar o meu amigo que toca em The Urbane - o Bob Dalton. Vai ser metade de It Bites em cima do palco (risos). Se gostam de It Bites, venham ao concerto (risos).

Quem gosta de The Urbane também vai ter metade da banda em cima do palco. Há alguma hipótese de vocês tocarem músicas de The Urbane nestes concertos com Spock's Beard?É interessante... nunca tinha pensado na situação sob esse prisma (risos). Às vezes esqueço-me que o Bob também está em The Urbane. Mas não estamos a pensar em tocar músicas que The Urbane - não há motivo para o fazermos. Quando fizermos a nossa própria digressão no futuro... mas agora somos uma banda de apoio, e por isso só tocamos entre 45 e 50 minutos; acho que vamos querer concentrar-nos apenas na nossa música. Mas lá está - no futuro, se formos cabeças de cartaz, não existe motivo nenhum para não tocarmos umas músicas de The Urbane, bem como umas músicas de Marillion e umas músicas de It Bites... provavelmente não músicas de Arena, porque eu não sei cantar daquela maneira, mas...

(risos) Podes sempre dizer à audiência de Spock's Beard que vocês são os The Urbane, e não os Kino, e que os Kino entram já a seguir...
(risos) ...ou podemos atar o Pete nos camarins, e podemos dizer ao Dick Nolan para voar até lá e apresentar-nos como os It Bites (risos).

Com todos estes planos para a digressão, Kino é já uma banda verdadeira, ou ainda é um projecto paralelo?
Não é um projecto paralelo. Isto é uma banda a sério. Isto é uma coisa que eu quero deixar clara perante toda a gente... é o facto de nós termos discutido com o Thomas Waber sobre o que queríamos fazer, e decidimos que queríamos que isto crescesse como uma unidade... tem que haver uma química. E existe uma grande química entre nós os três... nós divertimo-nos muito. Nós tocámos numa convenção de Marillion há umas semanas; o John Beck estava a tocar piano, eu estava a tocar guitarra acústica e o Pete juntou-se a nós para algumas músicas... e foi uma experiência muito feliz. Eu olhava para a minha esquerda e lá estava o Pete, a sorrir... havia uma grande atmosfera entre nós os três. Nessa altura o Chris não estava por lá. Mas é uma banda a sério... é isso que eu quero dizer. Vamos fazer mais álbuns, e vamos levar isto até onde for humanamente possível. Nenhuma banda dura para sempre - é irrealista pensar que sim.. Mas eu quero que isto tenha pernas, para vermos até onde conseguimos ir. Ninguém pensa que os Arena são um projecto paralelo de nada, mas na altura o Clive estava nos Pendragon e depois formou os Arena toda a gente pensava que era um álbum a solo do Mick Pointer. Eu estou nos arena há sete, oito anos... este ano celebramos o 10.º aniversário da banda, e toda a gente deixou de questionar o facto daquilo ser uma banda a sério. Só pelo facto de o Clive ter os Pendragon, não faz de Arena uma banda mais pequena. E quero que as pessoas pensem em Kino da mesma maneira.

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Mesmo que às vezes vocês tenham que lutar com agendas apertadíssimas?
É uma coisa complicada, porque toda a gente tem muitas outras coisas para fazer. Isto não é como nos anos 70, em que toda a gente podia ter só uma banda. Se queres viver desta música, tens que lançar vários álbuns... tens que fazer outras coisas para te sustentares. Eu, por exemplo, produzo muitas bandas, e tenho os Arena, que me dão algum dinheiro também; o Pete tem os Marillion, o John Beck toca para o Chris Norman como músico profissional... é assim que as coisas são. Se vamos fazer alguma coisa, temos que planear com antecedência. É esse o segredo: planear com antecedência. Tudo é possível, se planeares com antecedência suficiente. As pessoas encontram sempre tempo para fazer as coisas, se se organizarem antecipadamente. É como eu estava a dizer ao Mick noutro dia: se vais organizar uma digressão, quero que tenhas cuidado - tenta não organizar nada entre o dia 13 e o dia 21, porque estarei na estrada com Kino nessa altura. Nós respeitamo-nos muito, e ninguém quer forçar os outros a fazer nada, e a fazer escolhas de última hora. É pura e simplesmente o caso de termos tudo a funcionar, o que temos conseguido até agora sem problemas.

E em relação às letras? Que assuntos abordas e que tipo de abordagem tens neste disco?
Bem, cada uma das músicas é completamente diferente. Não sei... às vezes se eu disser sobre o que é cada uma das músicas, posso estar-lhes a retirar algum do mistério que têm. As pessoas gostam de pensar sobre o que será uma determinada música, mas isso é um pouco cliché. Por exemplo, a «Live a Lie» é sobre o facto de eu sempre ter pensado que... quando vou em digressão ou me vou afastar por longo período de tempo de alguém que eu amo, a dada altura estou no aeroporto e dou por mim a pensar que não vou ver essa pessoa durante algum tempo. E sentes que tens que dizer alguma coisa com algum significado a essa pessoa... algo que seja importante, e que te faça deixar essa pessoa de uma maneira mais suave... algo que dure. E eu nunca sei o que dizer. É sobre isso.

Esse tipo de pequenas coisas, então...
Sim. Apesar da «Losers Day Parade» não ter nada a ver com isso. É sobre uma coisa totalmente diferente. Quando tinha uns 18 anos estava a conduzir numa auto-estrada, e um dos placards publicitários que estava à beira da estrada, enorme, dizia que nunca ninguém dorme em carros da empresa. Nunca percebi o que aquilo queria dizer, mas acho que agora compreendo. A «Losers Day Parade» é sobre a história de um músico que fica tão desiludido com a sua editora discográfica, que destrói o carro do director da companhia. Não é uma coisa muito agradável, mas é ficção, por isso não há motivos para preocupações - ninguém está em perigo (risos).

Não é uma coisa normal para se ter na faixa de abertura de um disco...
Pois não, nem por isso. Não sei o que o Thomas pensa de mim, mas tenho a certeza que ele vai ler alguma coisa sobre isto em algumas entrevistas, ou alguém lhe vai contar... espero que não pense que eu posso dar-lhe uma tareia. O senhor Waber apoia-nos muito, e tem uma editora na qual é muito bom estar, por isso é uma coisa boa.

E porque é que ligaste toda a imagem do disco ao cinema?
Porque adoro cinema. Se estivesses aqui na minha sala agora, e olhasses à volta, tudo o que verias seria vídeos e DVD's. Eu adoro filmes, os filmes são tudo para mim. Dizem que a nossa vida dava um filme, e eu acredito sinceramente nisso. É um excelente veículo de expressão, contar uma história. A música toca-me emocioalmente; às vezes escuto qualquer coisa que me toca profundamente, mas os filmes... há montes de filmes que eu adoro, como o American Beauty, o Fisher King... adoro o filme Contact... há muitos filmes que me tocam profundamente. Eu adoro filmes, e não há outra maneira de dize-lo; e ainda mais quando o Pete sugeriu o nome 'Kino'. Nenhum de nós conseguia arranjar um nome para este projecto... nós sentávamo-nos a coçar a cabeça, e chegámos a uma altura em que pegámos no dicionário inglês e começámos a folheá-lo e a dizer "OK, porque não lhe chamamos isto, ou aquilo".

...isso já é o desespero total.É o desespero. É o acto por excelência de uma banda desesperada à procura de um nome. Mas sabes uma coisa? Funcionou com The Urbane. Foi o nosso antigo baterista que estava a folhear o dicionário e disse 'The Urbane' e eu disse imediatamente "Serve! Ficamos com esse!". Não sei se é um bom nome ou mau nome, mas habituei-me ao nome 'The Urbane'. Mas não conseguíamos encontrar um nome no dicionário para Kino. Começaram a aparecer alguns nomes por piada para o nosso projecto na internet, e isso chateou-nos um bocado - que alguém já estivesse a arranjar nomes fictícios para a banda mesmo antes de nós termos um nome. Então eu disse "Vamos chamar-lhe 'Cinema'" e eles disseram "Não podemos chamar-lhe 'Cinema'", ao que eu respondi "Porque não?". Eles disseram "Isso parece uma banda de tributo aos Genesis ou qualquer coisa". E eu disse "OK, pensem vocês numa coisa melhor". E eu dia o Pete entrou e disse "Em vez de 'Cinema', porque não lhe chamamos 'Kino'? É a palavra alemã, ou polaca - não sei - para cinema". Não sei, mas quer dizer 'cinema' em alguns idiomas europeus. E aí tens... é isso que significa. Eu acho porreiro que a última música do álbum se chame «Picture». Parece a banda sonora de um filme... encaixa tudo de uma maneira muito suave. Outra coisa que me agrada no nome 'Kino' é que é como uma paleta vazia... não dá a mínima sugestão de que tipo de música nós possamos tocar. Kino pode ser qualquer tipo de banda. Kino pode ser uma banda pop, pode ser uma banda de metal... pode ser quase tudo. E soa a clássico. Não diz imediatamente "somos uma banda dos anos 80", como nos anos 90 em que havia nomes de bandas como Blur... esse tipo de nomes faz uma era, enquanto que 'Kino' não soa a nada. Eu pensei muito nisso... acho que é um nome forte e uma imagem forte. Gosto muito da imagem das pipocas... é porreira.

Até onde achas que uma banda como esta pode ir no mercado de hoje em dia, que está cada vez mais consciente da presença do rock progressivo?
Não faço ideia. Não penso em nada nesses termos. Eu nunca sei quantos álbuns vendemos, ou penso se vamos ser populares. Acho que é ao Thomas Waber que compete pensar nisso. Quer dizer... se tiver sucesso, é claro que fico feliz, e ganho dinheiro para comprar uns ténis novos. Mas não faço ideia. Acho que, no final de contas, alguns dos elementos da nossa música devem muito aos anos 80, mas em relação ao rock progressivo, e ao que ele deve soar, acho que lhe acrescentamos alguns novos elementos, o que me deixa muito satisfeito. Mas não sei até onde isto pode ir, ou quanto pode vender - não faço a menor ideia. Não pensei ainda um único minuto sobre isso. Mas até agora tem corrido tudo bem - as pessoas parecem gostar do disco, o sentimento à volta dele é bom, e as pessoas parecem genuinamente satisfeitas com ele. É isso que me agrada.

Ouvindo isso de uma pessoa que mostrou tamanha falta de pretenciosismo com The Urbane, temos mesmo que acreditar em ti.
(risos) Não posso fazer as coisas acontecerem. Não é esse o meu trabalho. O meu trabalho é gravar música, e se alguém fizer que as coisas aconteçam por mim, óptimo. A InsideOut apostou muito com The Urbane, porque no final das contas eles são uma editora de rock progressivo, mas queriam mesmo tentar algo mais com aquilo. E toda a gente na InsideOut gostou muito de The Urbane... nós gravámos o segundo álbum, fizemos a versão do «Time After Time» da Cindy Lauper para o single, e essa música tocou nos clubes de rock por toda a Alemanha. Acho que acabou por entrar para o top alemã de singles para o 32.º lugar. Por isso suponho que pelo menos num país tenha tocado muito na rádio... mas não sei... quem sabe porquê ou porque não resultou? Quem é que alguma vez pensou que os The Darkness se tornassem tão populares? Porque eles tocavam rock simples, e faziam uma versão exagerada dele... quem pensaria há um par de anos que isso alguma vez resultaria? E lá éstá - resultou. O marketing na música é uma coisa em que não estou interessado. É claro que eu quero ter sucesso. Não vou andar por aí a dizer que quero ser underground e que só quero que falem de mim em fanzines - não, eu não tenho qualquer interesse em ser assim, ou estar na moda, ou o que quer que seja. Eu só quero vender os discos suficientes para poder passar para o próximo nível. Mas não faz parte do meu trabalho preocupar-me se isso acontece ou não. Se eu perder tempo a pensar nisso, posso perder o meu talento.

Quando escreves uma música como «Chain Smoking a Way to Your Heart», que se houvesse alguma justiça no mundo chegaria a 1.º lugar nos tops de singles, não te sentes frustado por chegar apenas a alguns ouvintes?
Desde que as pessoas que ouvem gostem do que estão a ouvir... acho que gostas dessa música, certo?

Muito.
Lá está. Vês? Missão cumprida. Não sei - eu não penso nessas coisas. Eu sou muito realista. Quando eu tinha 21 anos dizia "eu quero ter um contrato discográfico, quero andar em digressão pelo mundo, quero conhecer pessoas". Agora tenho 31 anos, e esta é a maneira como a minha vida é. E eu estou contente por poder fazer álbuns com gente tão porreira. Eu lembro-me que quando tinha 16 anos costumava colar fotografias de It Bites na parede do meu quarto. Eu tenho um picture-disc assinado pelo John Beck no meu quarto. Eu era doido por estas bandas. E por Marillion também - o meu trabalho final na escola, quando tirei o curso para designer gráfico, foi o artwork alternativo para um álbum de Marillion. E isto é um enorme privilégio para mim. A dada altura, quando estava a fazer o álbum, estava sentado em frente ao computador a gravar o John Beck, e eu olhei para ele, ali sentado no piano que eu tenho desde os seis anos - tenho muita sorte e os meus pais sempre me encorajaram a fazer música; toco piano e violino desde os seis anos, e a guitarra é o meu quarto instrumento. Mas o John Beck estava sentado ao meu piano, a tocar a música «Letting Go»... e como essa música tem umas insfluências indianas ele assumiu uma posição ioga enquanto tocava. E eu pensei "isto é a coisa mais surreal que já me aconteceu... um dos meus teclistas favoritos, de uma das minhas bandas favoritas, está sentado ao meu piano, a tocar uma música que nós escrevemos juntos, de pernas cruzadas numa posição ioga indiana" (risos). São esses momentos que compensam tudo para mim. Para além do processo de compor e fazer música... e tocar, claro... adoro a reacção do público à minha música.

Publicado por BillLaswell em 10:45 AM | Comentários (1)

SANDALINAS - CRÍTICA

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Living On The Edge CD
Massacre Records/Recital

Paa além de candidatos a banda com o nome mais parvo de 2005, os Sandalinas são um grupo formado pelo genial guitarrista espanhol... Jordi Sandalinas. OK, há guitarristas cujo tamnho do ego os leva a chamar à banda o seu nome, por mais esquisito que isto soe (já todos nos habituámos a Malmsteen ou a Steve Vai), mas isto é demais. Sandalinas estudou guitarra no New Milford's NGSW, nos Estados Unidos, e aparentemente ficou um grande cromo. De regresso à Europa, recrutou o vocalista sueco/grego Apollo, ex-Time Requiem, e o baterista Daniel Moilanen (Runemagick) e gravou este disco de estreia com Andy La Roque (King Diamond). O resultado são 10 temas que variam entre o mais puro hard rock e o metal progressivo neo-clássico típico das bandas suecas. As influências de Sandalinas estão todas bem chapadas nas músicas, e o homem revela-se efectivamente como um grande guitarrista, sobretudo nos solos das músicas mais rápidas. Em termos técnicos, Apollo não tem nada a provar também, sobretudo com um cartão de visita como Time Requiem. O problema de «Living On The Edge» está na composição. Os temas não passam, na sua maioria de xaropadas mid-tempo que não demonstram nenhuma ideia nova e cujas melodias se esgotam rapidamente. E, nos temas mais rápidos, há sempre uma ou outra parte a estragar aquilo que poderia ser uma boa música. Acho que é um problema recorrente dos jovens guitarristas talentosos: sabem como tocar, mas não sabem como compôr. Ainda assim, «Living On The Edge» pode servir para os menos exigentes fãs de bandas que misturam influências hard rock, progressivas e neo-clássicas como Time Requiem ou Ten. Mas espera-se mais num próximo álbum. (6/10)
«Living On The Edge» é editado no dia 28 de Fevereiro

Publicado por BillLaswell em 12:50 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Peste & Sida ao vivo na Fnac do Colombo (Lisboa) - 21.00h
- Edição de «Hate.Malice.Revenge», de All Shall Perish
- Edição de «The Monster Show», de Lordi
- Edição de «Break In Life», de Addiction Crew

Publicado por BillLaswell em 12:44 AM | Comentários (2)

fevereiro 13, 2005

RUNESOCESIUS ARTS - VENDA ONLINE

O blog da Dark Ritual, Runesocesius Arts, tem já os primeiros discos da sua mailorder disponíveis. Este blog vai conter as novidades da mailorder enquanto o site oficial da Dark Ritual não está operativo de novo, o que deverá acontecer muito em breve.

Publicado por BillLaswell em 07:17 PM | Comentários (1)

IVANHOE - CRÍTICA

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Walk In Mindfields CD
Massacre Records/Recital

O regresso dos Ivanhoe deve-se principalmente ao recrutamento do vocalista Mischa Mang, que deu a Achim Welsch a motivação e inspiração que este necessitava para fazer renascer um dos mais promissores projectos alemães de power/heavy metal progressivo. «Walk In Mindfields» não desilude quem já conhece a banda, e quem procura nos Ivanhoe a resposta alemã aos Dream Theater. A banda não tem, obviamente, o génio da banda de Mike Portnoy, mas o equilíbrio que encontra entre a melodia e força do heavy/power metal e a complexidade de ritmos e solos de guitarra desafiantes do metal progressivo é um bom argumento a seu favor. Mischa Mang é realmente um vocalista à altura de Andy B. Franck, cuja saída tinha levado ao aparente fim dos Ivanhoe; a sua voz é poderosa, bem colocada e não falha em termos de sentimento. O trabalho instrumental do disco é, no entanto, o que mais revela a evolução que a banda alemã apresenta: madura ritmicamente e com o génio de Achim Welsch a criar não apenas riffs cheios de ganchos melódicos como solos curtos e incisivos, «Walk In Mindfileds» perfila-se como o álbum certo para quem gosta de música que tenha o melhor do hard rock, heavy metal e metal progressivo. Em termos de composição, a banda varia entre o puramente progressivo e o mais acessível e melódico, oscilando entre tempos mais rápidos e o excelente meio tempo de faixas como «Who Will I Be» ou «Enemy», nunca caindo na tentação de mostrar exageros técnicos ou de soar puramente hard rock ou heavy metal. Se seis anos de espera resultam num álbum como «Walk In Mindfields», vale a pena esperar mais seis por um disco do mesmo calibre. (8/10)
«Walk In Mindfields» é editado no dia 28 de Fevereiro

Publicado por BillLaswell em 03:19 PM | Comentários (0)

INFERNO - CARTAZ COMPLETO

Já foi anunciado o cartaz completo do Inferno Metal Festival 2005, que decorre na Noruega entre 24 e 26 de Março. As bandas que participam na edição deste ano são: Morbid Angel, Candlemass, Dissection, Amon Amarth, Arcturus, Gehenna, Lamented Souls, Aura Noir, Green Carnation, Mortiis, Grimfist, Grave, Chton, Vreid, Mantas, Bloodthorn, Seth, Sunn0))), Horricane, Zeenon, Tsjuder, Gorelord, Deceiver, Naer Mataron, Nebular Mystic, She Said Destroy, Obliteration, Taakefer, Slogstorm e Goatlord.

Publicado por BillLaswell em 03:17 PM | Comentários (0)

BELPHEGOR - BATERISTA DE FORA

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O baterista Torturer já não faz parte da formação de Belphegor. A banda austríaca de black metal já recrutou, entretanto, um novo baterista. Trata-se do alemão Nefaustus, que tinha acompanhado os Belphegor na digressão X-Mas Fest no fim do ano passado.

Publicado por BillLaswell em 03:14 PM | Comentários (0)

NAERA - NOVO SITE

Os Naera têm finalmente o seu novo website pronto a ser visitado. Vejam-no aqui. Entretanto, a banda terminou as gravações do álbum de estreia, «The Rising Of Oblivion», que vai ser editado pela Metal Blade no dia 21 de Março.

Publicado por BillLaswell em 03:12 PM | Comentários (0)

NOCTURNAL RITES COM ORQUESTRA

Os suecos Nocturnal Rites vão actuar, com a Orquestra Filarmónica de Opera House de Umea, na Suécia, composta por 50 músicos. O reportório do concerto vai ser composto pelo material da banda de power metal, enquanto que a orquestra será dirigida pelo proeminente maestro sueco Hans Ek. Para além dos Nocturanl Rites, também outras duas bandas suecas - Persuader e 6th Awakening - vão ter oportunidade de tocar com esta orquestra, enquanto que na sala mais pequena da Opera House sueca vão decorrar alguns concertos de metal, nessa mesma altura. O evento, chamado "Demons of the Opera", decorre nos próximos dias 1 e 2 de Abril.

Publicado por BillLaswell em 03:11 PM | Comentários (0)

AGENDA

- Feira do Disco de Évora (Jardim das Canas) - entre as 11.00h e as 20.00h
- Simbiose, Angriff, Acromaniacos e Spitout ao vivo no Centro Cultural de Cubos, em Mangualde (Viseu) - 15.00h
- Secrecy ao vivo no Cutuduchu, em Valongo (Porto) - 16.00h
- Blacksunrise, Fear Thy Name, Lux Ferre e Dead Meat ao vivo na Junta de Freguesia de Panoias (Braga) - 17.00h
- Sessão de autógrafos de Web na Loja Piranha (Porto) - 17.00h

Publicado por BillLaswell em 03:22 AM | Comentários (3)

fevereiro 12, 2005

EQUILIBRIUM - CRÍTICA

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Turis Fratyr CD
Black Attakk

'Surpreendente' é a talvez a palavra certa para descrever esta estreia dos alemães Equilibrium. Editado um ano depois da demo debutante, «Turis Fratyr» repete os tema dessa demo com uma gravação decente, e apresenta mais quatro novas faixas. Moonsorrow, Nokturnal Mortum e Finntroll são tudo nomes de bandas que nos vêm à cabeça ao ouvir a música do quinteto alemão, dada a naturalidade com que as massivas influências folk pagãs entram no metal extremo da banda e vice-versa. Uma das mais agradáveis surpresas da música de Equlibrium está, no entanto, na forma como a banda assume as suas limitações - na demo usando uma máquina de ritmos e assumindo-o, e neste álbum, já com um baterista fixo, assumindo desde o início que a parte 'folk' da sua música não passa de sintetização feita nos teclados, e deixando de lado as extravagâncias acústicas das bandas atrás mencionadas. Ainda assim, «Turis Fratyr» resulta bem porque a) as partes tradicionais da música de Equilibrium estão bem tocadas, com bom som e bem misturadas no metal da banda; b) todas as músicas são bem compostas e interpretadas, preenchendo facilmente a desvantagem de não terem acesso aos instrumentos folk 'a sério'. O balanço entre as melodias alegres e quase festivas e o extremismo da voz 'blackish' e, por vezes, mais gutural, apoiada pelas guitarras bem colocadas em termos de sonoridade, vale aos Equilibrium um disco que - lá está - supreende, sobretudo se pensarmos que estas são as primeiras composições e gravações do colectivo. Apenas um dos temas de «Turis Fratyr» tem título em inglês, já que a banda opta por uma compreensível vocalização em alemão, mas a qualidade do disco de estreia chega para convencer todos os fãs de viking metal mais melódico. (8/10)
«Turis Fratyr» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 01:32 PM | Comentários (2)

WINDIR - ADEUS A VALFAR EM DVD

Os noruegueses Windir tocaram, em Setembro de 2004, um concerto de despedida a Valfar, o vocalista que faleceu em Janeiro desse ano. Esse concerto de dia 3 de Setembro - o dia que marcaria o 26.º aniversário do jovem músico - foi filmado, e vai agora ser editado em DVD pela Tabu Recordings, sob o título de «SognaMetal». O DVD vai ainda conter, para além do concerto, filmagens de bastidores, galeria de fotos e uma entrevista com Valfar para a televisão nacional norueguesa.

Publicado por BillLaswell em 01:28 PM | Comentários (0)

BATTLELORE - BAIXISTA DE FORA. LINE-UP COMPLETO

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Miika Kokkola, baixista e membro fundador dos finlandeses Battlelore, abandonou a banda devido a motivos pessoais. Entretanto, o grupo anunciou que o novo vocalista já foi encontrado: é Tomi Mykkänen, o mesmo que andou em digressão europeia com a banda no fim do ano passado. O baixista Timo Honkanen, que também tinha participado nessa mesma digressão, vai também entrar permanentemente para a banda, preenchendo o lugar deixado vago por Kokkola. Com a formação completa de novo, os Battlelore entram no Soundsuite Studio no dia 15 de Março para gravar o terceiro álbum de originais, com produção de Terje Refsnes (Trail Of Tears, Sirenia, Tristania).

Publicado por BillLaswell em 01:27 PM | Comentários (0)

UNEARTH - VIDEO ESTREIA NO HEADBANGERS BALL

O novo vídeo de Unearth, do tema «Zombie Autopilot», estreia hoje no Headbangers Ball da MTV americana. Desde terça feira, a banda está em digressão pelos Estados Unidos juntamente com Atreyu e Norma Jean. Entretanto, os Unearth confirmaram a sua presença no New England Metal Fest deste ano, mais precisamente no dia 22 de Abril, em que o grupo actua no palco principal, no mesmo palco em que actuam os Obituary, Hatebreed, As I Lay Dying, All That Remains, Throwdown, Since The Flood e muitos outros. Para breve também estão concertos dos Unearth no Japão e Austrália.

Publicado por BillLaswell em 01:25 PM | Comentários (0)

6.ª MOSTRA DE MÚSICA MODERNA DE PALEÃO - SOURE

Este ano realiza-se a 6.ª Mostra de Música Moderna de Paleão - Soure (Coimbra). Esta é uma iniciativa do Clube de Desportos e Educação Física do Norte e Soure, com o apoio da Câmara Municipal local, e tem como objectivo divulgar as novas bandas nacionais e proporcionar às mesmas perspectivas de desenvolvimento de carreira. Assim, todas as bandas interessadas em participar devem enviar um mínimo de quatro temas originais em CD até ao dia 25 de Março para: 6.ª Mostra de Música Moderna, Paleão, 3130-539 Soure. Depois, os 10 projectos seleccionados pelo júri tocarão na Casa do Operário, em Paleão, nos dias 23 e 24 de Abril, a partir das 22.00h. Haverá prémios para as melhores prestações e vales de participação para cada banda. Mais informações aqui.

Publicado por BillLaswell em 01:18 PM | Comentários (2)

BRAND NEW SIN NA CENTURY MEDIA

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A Century Media firmou um contrato discográfico com os americanos Brand New Sin. A banda, que pratica um hard rock com um indelével sabor sulista, surpreendeu o mundo do metal - especialmente o americano - com o disco homónimo de estreia de 2002, que lhes valeu uma legião de fãs e concertos ao lado de nomes como Black Label Society, Saliva ou Slayer. Agora na Century Media, a banda prepara-se para lançar o seu segundo álbum, cujo título provisório é «Recipe For Disaster», que deverá ser editado no Verão. Antes disso, a banda entra em digressão por solo americano com Corrosion Of Conformity e Motörhead já no dia 9 de Março. Escutem um sampler dos Brand New Sin aqui.

Publicado por BillLaswell em 01:11 PM | Comentários (0)

GOUVEIA ART ROCK

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O Gouveia Art Rock, festival de rock progressivo anual português, decorre este ano nos dias 9 e 10 de Abril, no Cine-Teatro de Gouveia, e conta com bandas como Arena, Amarok, Lars Hollmer, French TV, Univers Zéro, Trape-Zape, Miriodor e The Watch. Mais informações no site do festival.

Publicado por BillLaswell em 11:30 AM | Comentários (5)

VOID OF SILENCE - O FIM

Depois de 11 anos de carreira e três álbuns editados, os Void Of Silence anunciaram o fim da sua carreira. A banda fez depender esta decisão da "tristeza e melancolia" que sentem, e também porque terão atingido os objectivos a que se propuseram quando iniciaram o projecto. Os dois elementos da banda vão prosseguir as suas carreiras musicais com outros projectos.

Publicado por BillLaswell em 11:18 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Deep Odium e Skeptik ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 22.00h
- R.J.A. e Sideffects ao vivo no Gz-Art, em Torres Novas (Santarém) - 22.00h
- In Solitude, Inverse e Desecrate ao vivo no Luana Bar, Centro Comercial Stop (Porto) - 22.00h
- Alien Squad, Simbiose e Acromaniacos ao vivo no Bar Porto Rio (Porto) - 22.00h
- Peste & Sida ao vivo no Colinas Bar, em Branca (Albergaria-a-Velha) - 00.30h
- Canhões de Guerra ao vivo no Satori 666 Bar, em Querença (Loulé)
- Reckless, Tonkpils, Voidshape e Hate Trigger ao vivo no Encontros Bar, em Oliveira do Arda (Castelo de Paiva) - 21.30h
- Spitout, Sway, Set It Off, And Then Finally, Damacindy e Ruby ao vivo na Escola Secundária de Viriato (Viseu) - 20.00h
- Ho-Chi-Minh, Day Of The Dead, Mushin, Shrooms, T'Shunk e Stupid Girls Will Prevail ao vivo na Cave da Casa da Cultura de Santa Comba Dão (Viseu) - 21.00h
- Feira do Disco de Évora (Jardim das Canas) - entre as 11.00h e as 23.00h

Publicado por BillLaswell em 11:10 AM | Comentários (5)

fevereiro 11, 2005

THE RED CHORD - ÁLBUM TERMINADO

Os americanos The Red Chord terminaram finalmente as gravações do novo álbum, «Clients». A banda anunciou que é Paul Romano, que já trabalhou com bandas como Mastodon e Nasum, que está a tratar da capa do disco. A banda vai, possivelmente, gravar um vídeo-clip para a faixa «Lay the Trap» nas próximas semanas. O grupo anunciou ainda que Nate, o vocalista de Premonitions Of War e Dead Water Drowning, aparece como convidado no disco.

Publicado por BillLaswell em 09:13 PM | Comentários (2)

SOUL SIRKUS NA FRONTIERS RECORDS

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A Frontiers Records anunciou um contrato discográfico com a banda Soul Sirkus, constituída por Neal Schon (Journey) na guitarra, Jeff Scott Soto (Talisman, Malmsteen) na voz, Marco Mendonza (Whitesnake, Thin Lizzy) no baixo e Virgil Donati (Steve Vai, Ring Of Fire) na bateria. O grupo nasceu do projecto Planet Us, que contava com Schon e Dean Castronovo de Journey e com Sammy Hagar e Michael Anthony, que entretanto regressaram aos Van Halen. O quarteto gravou já 11 temas para o disco de estreia «World Play», que vai ser editado em Abril ou Maio deste ano, e que deverá ser acompanhado de uma digressão europeia que NÃO passa por Portugal.

Publicado por BillLaswell em 09:13 PM | Comentários (0)

LUX FERRE - CRÍTICA

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Antichristian War Propaganda CD
Ketzer Records

Para um país tão pequeno, com uma população tão pouco numerosa e um mercado discográfico tão reduzido, é cada vez mais óbvio que temos bandas bem acima da média - ou pelo menos em relação àquilo que seria de esperar. E em todos os estilos. Esta estreia de Lux Ferre em termos de discos é editada pela alemã Ketzer Records, conotada com o que de mais extremo o black metal europeu tem. E é precisamente aí que os portugueses Lux Ferre se enquadram. «Antichristian War Propaganda» é um álbum de black metal duro e puro, muito bélico mas onde o 'raw' não se confunde com má produção - antes pelo contrário. Com um suporte sonoro muito apreciável, o trio de Vila Franca de Xira não compromete em nada nesta sua estreia, debitando fúria e ódio ora com uma velocidade extrema - «Next to Satan» e «Subvert (Denial's End)», ora com uma contenção quase groovy na sua música - como é o caso de «Corrosive Torment» e «Summoning the Eternal Darkness» que, a espaços, demostram algumas das melhores ideias de todo o disco. No entanto, os Lux Ferre ainda não são uma banda madura e, apesar de bons riffs cortantes de guitarra e um ódio puro destilado, ainda se agarram demasiado às suas influências para que lhes achemos uma alma própria. No entanto, vontade e atitude não lhes falta e se, ao falarmos de «Antichristian War Propaganda», falamos de uma estreia, temos que falar de uma das melhores estreias a nível nacional neste estilo de black metal mais extremo e corrosivo, a par de Corpus Christii. Coesos, convictos e cheios de boas ideias. Quem vai parar os Lux Ferre? (7/10)
«Antichristian War Propaganda» já está disponível

Publicado por BillLaswell em 01:10 AM | Comentários (0)

ALL SHALL PERISH - CRÍTICA

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Hate Malice Revenge CD
Nuclear Blast/Recital

'Bay Area melodic hardcore death metal' é o que os All Shall Perish chamam à sua música, mas bem que podiam chamar outra coisa qualquer. A sonoridade da banda americana é definitivamente pesada, mas o nível de mistura estílistica que envolve desafia qualquer crítico que a tente descrever. A base dos oito temas de «Hate Malice Revence» é definitivamente o death metal, quer em termos de sonoridade, quer nas estruturas das músicas. No entanto, o baixo foge para o hardcore e leva, de vez em quando, a bateria com ele. A voz puxa às vezes as coisas para um terreno mais grind. E a melodia da descrição da banda não sei de onde virá, embora seja inegável um certo sentido groovy no disco. O que é certo é que o Bay Area thrash metal não tem lugar nesta estreia de All Shall Perish, que se dedicam a coisas bem mais violentas e pesadas, embora não tenham na velocidade uma verdade insufismável. A banda aproveita bastante bem o peso de momentos mais arrastados e pesados, não sendo por aí que peca «Hate Malice Revenge». A ter algum defeito, o disco terá que ser apontado, isso sim, por uma relativa falta de ambição que o grupo revela, limitando-se a misturar os elementos da sua música e não procurando fazer nada de verdadeiramente soberbo com eles. O resultado são oito temas coesos, mas que não se destacam por nada de verdadeiramente original. Facto atenuado pela debutância do grupo, é certo, mas ainda assim fica a ideia de que os All Shall Perish perderam uma boa oportunidade, com «Hate Malice Revenge», de surpreender os fãs de metal do mundo inteiro, dando-se contentes por apenas se fazerem notados. (7/10)
«Hate Malice Revenge» é editado no dia 14 de Fevereiro

Publicado por BillLaswell em 01:04 AM | Comentários (0)

BEYOND TWILIGHT - NOVO DISCO EM MARÇO

«Section X», o novo disco de Beyond Twilight, vai ser editado no dia 28 de Março via Massacre Records. Depois do sucesso de «The Devil's Hall Of Fame», de 2001, a banda de metal progressivo promete um regresso em grande, com um disco conceptual e com um novo vocalista, que é Kelly Sundown Carpenter.

Publicado por BillLaswell em 12:50 AM | Comentários (0)

PANZERFAUST - NOVA EDIÇÃO

A edição #4 da fanzine polaca Panzerfaust acabou de sair e, pela primeira vez na história da fanzine, é em inglês. Esta edição contém entrevistas com Atomizer, Crucifer, 9th Plague, Must Missa, Necrovation, Bloodthirst, Godus, Blacklodge, Misericordia, Hatework e Nocturnal Vomit, entre muitas outras, para além das habituais críticas e artigos. Um número custa Eur 5,00. Encomendem-no para: p_faust@poczta.onet.pl

Publicado por BillLaswell em 12:48 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Feira do Disco de Évora (Jardim das Canas) - entre as 11.00h e as 23.00h
- My Cubic Emotion, Banshee, Hochi-Minh e Budhi ao vivo no Le Son (Coimbra) - 21.00h
- Peste & Sida ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Hematoma ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h

Publicado por BillLaswell em 12:45 AM | Comentários (1)

fevereiro 10, 2005

BARATHRUM - CRÍTICA

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Anno Aspera - 2003 Years After Bastard's Birth CD
Spinefarm Records/Recital

Quando as primeiras notas de «Corpse Desecration» chegam aos ouvidos de quem escuta «Anno Aspera», e já depois da introdução do disco, todas as dúvidas ficam dissipadas: estes são os Barathrum de sempre. A banda finlandesa, que ficou conhecida na cena por usar três (!) baixos na composição do seu som, continua a basear muita da sua sonoridade nesses mesmos três baixos e, consequentemente, a ter uma abordagem muito rítmica aos temas que propõe neste disco, deixando de lado grandes riffs ou paredes de distorção. O black metal de Barathrum sempre foi diferente, e com os anos Demonos Sova e companhia aprenderam a marcar e valorizar essa diferença. Apenas uma banda como esta poderia ter a abertura quase sludge de «Corpse Desecration» ou temas tão lentos e arrastados como «Into Maze of Nightmares» e «Anno Aspera», capazes de envergonhar os próprios Reverend Bizarre. Ao contrário de muitas das bandas que pululam por essa cena fora, as influências rock de Barathrum não só não estão escondidas, como se passeiam bem à frente de quem ouve a música da banda finlandesa. E, para escândalo dos puristas, «Anno Aspera» não se fica por aí, indo buscar ao doom metal e mesmo a algum punk rock os elementos necessários para tornar a música de Barathrum mais odiosa, mais diferente, mais escandalosa. Estes serão provavelmente os mais convincentes e brilhantes Barathrum desde o tempo das demos, e «Anno Aspera» revela um conjunto de temas que o reflecte. Quem não é capaz de viver com o facto de que temas como «Angelreaper» merecem passar nos clubes nocturnos de rock, é demasiado puritano para estes finlandeses. (8/10)
«Anno Aspera» já está disponível no mercado nacional

Publicado por BillLaswell em 09:40 PM | Comentários (2)

SCORNGRAIN GRAVAM VÍDEO

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Os ciber-thrashers finlandeses Scorngrain terminaram as filmagens do primeiro vídeo-clip, retirado do álbum de estreia «Cyberwarmachine». O vídeo foi filmado no estúdio Mecca, em Joensuu, na Finlândia, e foi realizado por Harri Mielonen. Está disponível para download gratuito no site da banda. «Cyberwarmachine» foi lançado em Novembro de 2004 na Europa. Escutem samples do disco aqui, aqui e aqui.

Publicado por BillLaswell em 09:38 PM | Comentários (0)

BLOOD STAINED DUSK - VOCALISTA MORTO

Dageth (aka Patrick Panter), vocalista e principal compositor dos americanos Blood Stained Dusk, morreu num acidente de carro no passado dia 24 de Janeiro. A banda tinha acabado de lançar o disco «Continuance Of Evil», através da Black Flame Records, e estava a preparar-se para a gravação do próximo trabalho «The Black Faith Inquisition».

Publicado por BillLaswell em 09:35 PM | Comentários (0)

ATROCITY E LEAVE'S EYES - NOVO BATERISTA

O novo baterista de Atrocity e Leave's Eyes é Moritz Neuner, conhecido pelo seu trabalho em bandas como Graveworm, Darkwell e Abigor. O novo elemento já está perfeitamente integrado nos trabalhos de gravação do novo álbum de Leave's Eyes. O novo disco da banda de Liv Kristine tem data de saída fixada para 23 de Maio, com um single de avanço a sair no dia 25 de Abril. Os Atrocity estão em fase de composição para o próximo disco.

Publicado por BillLaswell em 09:32 PM | Comentários (0)

THE SLACKERS EM PORTUGAL

Os The Slackers tocam em Portugal no próximo dia 10 de Março. A banda americana de ska/reggae com influências jazzísticas actua no Teatro da Comuna, na Praça de Espanha (Lisboa), com os Contratempos a assegurar a primeira parte.

Publicado por BillLaswell em 09:31 PM | Comentários (1)

KINO - CRÍTICA

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Picture CD
InsideOut Music/Recital

Talvez devido a todo o artwork e ambiente do disco, «Picture» é um álbum muito cinematográfico. Ao longo das músicas do disco, é quase possível tocarmos as imagens invocadas por John Mitchell, o guitarrista de Arena, vocalista e guitarrista de The Urbane, e principal responsável criativo de Kino. A sua voz é suave e melódica e, no entanto, firme e sonhadora, como a música de «Picture». Com ele, Mitchell tem os músicos certos para que se possa considerar Kino uma super-banda de rock progressivo: John Beck, de It Bites, nos teclados; Pete Trawavas, de Marillion e ex-Transatlantic, no baixo; Chris Maitland, ex-Porcupine Tree, na bateria. O som que sai dos instrumentos dos quatro músicos está, no entanto, longe dos épicos de Transatlantic, reduzindo qualquer pretenciosidade a um típico e recatado sabor inglês - Canterbury também - nas melodias e na suave e sofisticada maneira de desenvolver o rock progressivo chamando-lhe 'art rock'. «Picture» começa aqui, mas não se fica por aí. Pelo meio há solos de guitarra que gritam pelo regresso de Supertramp, há fãs de Yes e Queen que conseguem colocar partes de composições suas nas música e, sobretudo, o grande fantasma de Genesis a pairar por cima de todo o disco. E, no entanto, «Picture» tem uma vida própria, encerrada nas melodias e composições de uma banda que parece tocar junta desde sempre, onde a voz de John Mitchell é o elemento melódico aglutinador de uma secção rítimica de sonho e de um teclista que não é deste mundo e faz questão de o provar. Kino são os The Urbane armados em estrelas de rock progressivo. Mais que isso, são as novas estrelas do rock progressivo com sabor a The Urbane. E fizeram um álbum muito cinematográfico que, pela primeira vez, vai fazer os fãs do estilo deixarem de suspirar pelo regresso de Transatlantic e por um novo álbum de The Tangent. (8/10)
«Picture» é editado no dia 28 de Fevereiro

Publicado por BillLaswell em 12:30 AM | Comentários (2)

fevereiro 09, 2005

DEFIANCE - REUNIÃO?

Existem, neste momento, negociações com vista a uma possível reunião de Defiance. No entanto, em vez de um concerto de reunião, o que a banda pretende é reunir-se em estúdio para escrever material novo., o que deverá acontecer até ao final do ano.

Publicado por BillLaswell em 10:36 PM | Comentários (0)

VEINLESS CANCELAM CONCERTO

Devido a uma lesão do baterista, os Veinless viram-se obrigados a cancelar o concerto de dia 12 de Fevereiro n'O Culto Bar, em Almada. Assim, as únicas bandas que pisarão o palco na noite de sábado serão os Deep Odium e Skeptik.

Publicado por BillLaswell em 10:35 PM | Comentários (0)

SIX FEET UNDER - NOVO DISCO EM MARÇO

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O novo disco de Six Feet Under, «13», é editado no próximo dia 21 de Março, através da Metal Blade Records. A lista de faixas também já é conhecida: «Decomposition of the Human Race», «Somewhere in the Darkness», «Rest in Pieces», «Wormfood», «13», «Shadows of the Reaper», «Deathklaat», «The Poison Hand», «This Suicide», «The Art of Headhunting» e «Stump».

Publicado por BillLaswell em 10:33 PM | Comentários (0)

fevereiro 08, 2005

DANZIG - DIGRESSÃO, NOVO DISCO

Danzig vai passar o resto do mês de Fevereiro em digressão pelos Estados Unidos, a promover o último álbum de originais, «Circle Of Snakes». Entretanto, o músico anunciou que o próximo disco vai ser uma sequela do famoso álbum de 1993 «Black Aria», que chegou a primeiro lugar no top da Billboard há 10 anos. «Black Aria II» vai ser lançado pela editora Evilive este Verão. Na Europa, o lançamento deverá ficar a cargo da Regain Records.

Publicado por BillLaswell em 06:43 PM | Comentários (1)

PAINSTRUCK - NOVO BAIXISTA

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Os Painstruck anunciaram finalmente o nome do novo baixista: chama-se Raul Vicente, e é um músico de Almada.

Publicado por BillLaswell em 06:41 PM | Comentários (0)

MIND PROBES AO VIVO

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No dia 18 de Fevereiro os Mind Probes actuam ao vivo no Centro de Juventude de Caldas da Raínha, a partir das 22.00h.

Publicado por BillLaswell em 06:39 PM | Comentários (0)

CRIMINAL COMPLETAM LINE-UP

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A banda de thrash metal chilena Criminal completou a sua formação com o regresso do baixista original Juan "Kato" Cueto à banda. Cueto vai viajar para o Reino Unido, onde os Criminal residem agora, no próximo mês de Abril, a tempo de participar na pré-produção do quinto álbum de originais dos Criminal, que deverá sair em Setembro via Metal Blade. O núcleo duro da banda, constituído por Rodrigo Contreras (guitarra) e Anton Reisenegger (guitarra/voz) mudou-se para a Europa em 2001, onde recrutou o baterista Zac O'Neil, de Extreme Noise Terror.

Publicado por BillLaswell em 06:36 PM | Comentários (0)

TRAIL OF TEARS - CRÍTICA

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Free Fall Into Fear CD
Napalm Records/Recital

Os fantasmas de Green Carnation que a voz de Kjetil Nordhus evocam para «Free Fall Into Fear», o novo álbum de Trail Of Tears, são apenas um dos aspectos da 'nova' sonoridade da banda norueguesa. Em termos gerais, a sensação que dá a quem ouve este novo disco é que os Trail Of Tears finalmente se transformaram numa banda adulta, e a sua sonoridade reflecte isso. O metal gótico do grupo não passa, neste novo disco, de uma das cores de um quadro muito maior e mais completo. A música de Trail Of Tears ganhou, desde «A New Dimension Of Might», em peso, em subtileza e em capacidade de composição. Temas como «Carrier of the Scars of Life», um dos mais pesados e mais bem conseguidos deste disco, já não são de uma beleza simples e quase plana. Têm, isso sim, uma espécie de atracção esquisita, muito mais profunda e não se mostram imediatamente, guardando algumas zonas cinzentas que merecem ser visitadas mais tarde e cuja beleza permanece envolta em algum mistério. É esta a grande evolução destes Trail Of Tears, num disco em que a voz feminina está (quase) totalmente banida, e em que as habituais harmonias vocais têm despesas pagas pela agressividade de Ronny Thorsen e pela incrível voz de Nordhus, sem dúvida um dos grandes vocalistas norugueses do momento. O aspecto ambiental dos teclados de Frank Roald Hagen continua a ser outro dos vértices da sonoridade de Trail Of Tears, mas as duas guitarras da banda desta vez cumprem o seu papel, criando uma parede de distorção digna das melhores bandas de metal da Noruega, posição que os Trail Of Tears parecem finalmente à altura de assumir. Se «Free Fall Into Fear» não é um álbum tão imeditado ou comercial como «Disclosure In Red», «Profoundemonium» ou «A New Dimension Of Might» é, por outro lado, uma proposta bem mais coesa, pesada e nem por isso menos acessível. Felizmente, esta queda livre não acabou no abismo. (9/10)
«Free Fall Into Fear» é editado no dia 28 de Fevereiro

Publicado por BillLaswell em 03:18 PM | Comentários (0)

BLACKSUNRISE - ESTREIA ESTE MÊS

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«The Azrael», o álbum de estreia da banda de metalcore nacional Blacksunrise, tem edição marcada para o próximo dia 21 de Fevereiro, através da Rastilho Records. A banda, frequentemente descrita como uma das grandes esperanças da cena nacional, gravou o disco nos Estúdios Crossover, com produção de Zé Pedro Sarrufo (Trinta & Um).

Publicado por BillLaswell em 03:14 PM | Comentários (0)

NEKROMETAL ACTUALIZADO

O Nekrometal - único site português exclusivamente dedicado ao black metal - foi recentemente actualizado, com uma entrevista a The Firstborn, entre outras coisas. Visitem-no aqui.

Publicado por BillLaswell em 03:11 PM | Comentários (0)

AFTER ALL NA DOCKYARD 1

Os thrashers belgas After All assinaram um contrato discográfico com a Dockyard 1, a nova editora de Piet Sielk (Iron Savior). O novo disco, «The Vermin Breed», é editado no dia 21 de Março. O álbum foi gravado com o produtor Harris Johns (Voivod, Heloween, Kreator) no Spiderhouse Studio, em Berlim, na Alemanha. Por outro lado, a editora alemã Killer Metal Records vai editar a versão em vinil de «The Vermin Breed», numa tiragem limitada a 500 LP's com artwork exclusivo, também no dia 21 de Março.

Publicado por BillLaswell em 03:07 PM | Comentários (0)

WEB - SESSÃO DE AUTÓGRAFOS

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No próximo dia 13 de Fevereiro os Web realizam uma sessão de autógrafos a propósito do novo disco, «World Wide Web». O evento decorre na loja Piranha, no Porto, a partir das 17.00h. O disco vai também estar à venda no local a um preço muito especial.

Publicado por BillLaswell em 02:14 AM | Comentários (0)

FESTIVAL SUPER BOCK SUPER ROCK

O Festival Super Bock Super Rock deste ano promete alguns bons concertos, com bandas bem conceituadas e cartazes muito interessantes. Eis o plano de festividades. Todos os concertos acontecem no Parque das Nações, em Lisboa, e os bilhetes já estão à venda nos locais habituais.
27 DE MAIO
The Prodigy
System Of A Down

28 DE MAIO
The Hives

29 DE MAIO
Marilyn Manson
Audioslave
Iggy & The Stooges
Hoobastank

Publicado por BillLaswell em 02:06 AM | Comentários (1)

JAMES LABRIE - DATA DE LANÇAMENTO DEFINIDA

«Elements Of Persuasion», o disco a solo do vocalista de Dream Theater James LaBrie, já tem data de lançamento definida: dia 29 de Março de 2005. Entre 19 de Abril e 2 de Maio, o LaBrie vai andar em digressão na Europa, com passagem por Itália, Suíça, Alemanha, Holanda, Reino Unido e França.

Publicado por BillLaswell em 02:03 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Dance Damage ao vivo na Fnac de Santa Catarina (Porto) - 18.00h
- Dance Damage ao vivo na Fnac de Gaia (Porto) - 22.00h
- Feira do Disco de Évora (Jardim das Canas) - entre as 11.00h e as 23.00h

Publicado por BillLaswell em 01:58 AM | Comentários (0)

fevereiro 07, 2005

NILE EM GRAVAÇÕES

Os norte-americanos Nile estão em estúdio a gravar o seu próximo disco, que vai chamar-se «Annihilation Of The Wicked». A produção está a cargo de Neil Kernon e Bob Moore, e o álbum tem saída prevista para o final da Primavera via Relapse Records. Em Março a banda vai andar em digressão pela Europa com Dying Fetus e Necrophagist, enquanto que o mês de Abril vai ser passado em digressão americana, juntamente com King Diamond, Behemoth e The Black Dahlia Murder.

Publicado por BillLaswell em 01:20 AM | Comentários (0)

DARK TRANQUILITY - ENTREVISTA

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Os Dark Tranquillity justamente considerados os pais do death metal melódico sueco, juntamente com At The Gates. A banda cresceu à medida que a popularidade do estilo ai aumentando ao longo dos anos 90, fez dois álbuns mais negros e calmos no início desta década e voltou ao peso e receita musical que a tornou famosa com «Damage Done», em 2002. 2005 é o ano do regresso. «Character» é o novo disco daquela que é provavelmente, a par de In Flames, a mais importante banda de death metal melódico da actualidade. O vocalista Mikael Stanne falou-nos sobre ele.

Quando as bandas editam álbuns ao vivo ou 'best-of', o sentimento geral é de que terminou um certo capítulo da carreira dessa banda. Tu sentes que este disco é o primeiro de uma nova era da vossa carreira?
Não sei. Nós tentamos sempre não pensar em mais nada, sobretudo em coisas que fizémos no passado antes de começarmos a compor para um álbum. Para este nós tinhamos um novo contrato com a Century Media, tinhamos muitas coisas ligadas a este álbum, temos estado à espera que ele seja lançado, dado que o gravámos em Fevereiro. Não era nossa edição lançar o primeiro álbum da segunda parte da nossa carreira - era apenas uma questão de lançarmos o disco, e certificarmo-nos que há algo editado para as pessoas comprarem e ouvirem. Mas sabe bem, é um sentimento fresco; estamos mais excitados do que nunca por irmos em digressão, por tocarmos estas novas músicas. Sentimos que este é o álbum mais forte que nós já fizemos. Há este sentimento de frescura e novidade, mas não era exactamente nossa intenção lançar algo que começasse uma nova fase da nossa carreira.

Qual é o sentimento de deixar um álbum tanto tempo à espera de ser lançado? Custa-vos muito? Vocês temeram, durante todo este tempo, que alguma outra banda lançasse um disco com uma faixa igualzinha a uma faixa deste disco?
(risos) Não. Mas foi frustrante esperar todo este tempo. Nós mostrámos o disco a alguns amigos chegados, eles adoraram-no e disseram "mas que porra! Deviam lançá-lo agora!". Normalmente tu queres lançar o disco logo no dia a seguir a teres terminado o trabalho de estúdio. Normalmente eu fico um pouco farto das músicas, porque em estúdio tenho que viver tanto com elas num período tão curto de tempo, mas este álbum acabou por superar o teste do tempo para mim. Ainda tenho este sentimento de ser uma coisa fresca e nova. Vistas bem as coisas, é vantajoso trabalhar assim, porque desta maneira tivemos tempo de fazer promoção apropriadamente e estar completamente preparados. Temos planeado as coisas - todo o próximo ano está a ser planeado. Não é assim tão mau, mas é um pouco difícil também, claro. É como se fosse um segredo.

Então não é assim tão doloroso falar destas faixas, quando vocês já estão provavelmente a trabalhar em novas faixas...
Não é mau. Estamos ainda numa fase muito embrionária... estamos só a ter ideias e a escrever algumas coisas para o próximo álbum. Ainda vai demorar algum tempo... vamos ter que compor em digressão pela primeira vez na nossa carreira. Vamos ver como isso resulta.

Este álbum é como que o reforço do vosso regresso a sonoridades mais pesadas. Agora, com alguns anos passados sobre as experiências de «Projector» e «Haven», consideras essas experiências falhadas?
Não. Elas foram muito necessárias e vitais para nós. Nós seríamos incapazes de continuar se não fizéssemos esses discos. Foram experiências de aprendizagem e coisas únicas nessa altura. Temos que nos expandir e explorar coisas novas em todos os momentos. Mesmo agora, que nos sentimos extremamente bem a fazer este tipo de música... quem sabe como nos vamos sentir quando começarmos a escrever o novo disco. Tem tudo a ver com o que sentimos neste momento, com o que nos sentimos bem a fazer.

A faixa «The Endless Feed» mistura alguns elementos ligeiramente electrónicos na vossa sonoridade. Vocês ainda abordam este tipo de misturas como algo de vanguardista, ou fazem-no naturalmente?
Não sei. Nem sequer pensamos nisso. Eu cresci a ouvir muita música electrónica também, para além de heavy metal. Gostava de coisas extremas, gostava de coisas pela maneira como soavam, pelo sentimento que tinham. O que me agrada é o que Martin, o nosso teclista, vem de um background totalmente diferente, e traz muitas ideias novas e frescas à banda. Tem tudo a ver com composição e com a música... e, claro, se descobres um som porreiro, tens que misturá-lo na receita básica de guitarras distorcidas, vozes gritadas e coisas desse género. E isso é porreiro. A variedade torna tudo muito mais apetitoso. Nós sempre usámos teclados, mesmo na nossa primeira demo, mas agora podemos usá-los em toda a potencialidade. Temos mais instrumentos para tocar, mais sons para criar. E adoramos fazê-lo.

Tu próprio acabaste de dizer que o Martin vem de um background musical diferente... como é que vocês compõem hoje em dia? Vocês acabam por gravar tudo o que compõem, ou deixam algumas coisas de lado que acham que não é tanto o vosso estilo?
Nós estamos sempre a deitar material fora. Nós escrevemos muita coisa, e 90% é deitado fora, ou deixado para trás ou o que quer que seja.

... Disseste 90%?
Sim. Algo desse género... toda a gente escreve material, depois gravamo-lo em casa e depois mostramos a toda a gente, para que possamos retirar as partes más e deixar as partes melhores. É a única maneira que temos de trabalhar. É realmente importante para nós que o que quer que fique seja produto da imaginação de toda a gente, e não apenas de uma pessoa. Tem que ser o resultado da colaboração do grupo.

Sabes que isso é a principal premissa para um projecto paralelo...
Se nós na banda temos uma ideia que vem de uma área totalmente diferente, e que não soa mesmo nada a Dark Tranquility, levamo-la para a sala de ensaio, onde cada um de nós lhe acrescenta os seus filtros... e o que quer que saia daí vai acabar por soar a Dark Tranquility. É assim que funciona, e o que é tão porreiro nesta banda. Há influências de todos os tipos de música, e é óptimo atirar as coisas para ali e ver o que toda a gente acaba por fazer com elas.

Nunca sentes necessidade de ter um projecto paralelo de um estilo de música diferente?
Nem por isso. Nós sentimos que temos liberdade na música que fazemos, que podemos fazer basicamente qualquer coisa... e para além disso, sinto que não temos o tempo que seria preciso para isso (risos). O Michael tem um projecto paralelo. Ele acabou o álbum agora, está espantoso, mas não estou autorizado a falar nisso. É muito porreiro.

Não estás autorizado a falar nisso? (risos)
Não. Ainda não é oficial. Não quero estragar a surpresa. Mas é muito porreiro. Nós fizemos algumas coisas no passado, tipo coisas do género de Hammerfall, mas agora estamos inteiramente concentrados nisto, e é tudo o que importa para nós.

E ainda sentem o peso de serem os Dark Tranquility? Sentes que as pessoas vos julgam não apenas pelo que fazem agora, mas também pelo que fizeram no passado?
Estamos conscientes que isso acontece, mas não deixamos que isso nos afecte. Já temos pressão suficiente de nós próprios. Nós esforçamo-nos constantemente por tocar melhor, escrever músicas melhores e tornar-nos instrumentistas melhores. Mas nunca pensamos sobre as opiniões que as outras pessoas vão ter sobre os nossos álbuns. Género "temos que ter atenção aos fãs japoneses e ter mais solos de guitarra, ou nos fãs americanos e ter músicas mais pesadas?". Não interessa. Nós nunca nos preocupamos com isso. Não faz sentido para nós. Tem tudo a ver com o que nós seis sentimos, e que se lixe tudo o resto. Se as pessoas gostarem, porreiro; se não gostarem, está tudo bem na mesma.

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Se alguma vez vos apetecer fazer um álbum de blues, vocês lançam-no sob o nome de Dark Tranquility?
Lançamos. Se for isso que nos apetecer... mas isso nunca vai acontecer, claro (risos). Nós sentimos que podemos fazer qualquer coisa.

E as letras? Este álbum é baseado numa série de imagens, como o press-release diz. O que te inspirou para escrever estas letras?
A frustação. O mundo é um lugar fodido. As pessoas fazem coisas estúpidas pelas razões erradas. Eu fico zangado e frustado, e preciso de escrever algumas palavras para me aliviar. Para mim não existe melhor maneira do que sentar-me, escrever sobre isso e gritar essas palavras durante anos (risos). É a única maneira de fazê-lo. À medida que o mundo fica mais doido, mais eu quero gritar. Sabe bem. Há também muita coisa pessoal, obviamente. Eu sinto que tenho todos estes lados maus e todas as coisas idiotas que faço - é excelente escrever sobre isso também, apesar de eu tentar projectá-las em outras pessoas, às vezes (risos).

O facto de teres essa experiência toda, e de saberes que vais cantar as coisas que escreves anos a fio, faz-te pensar duas vezes antes de colocares alguma coisa de pessoal numa letra?
Sim, eu sei. É por isso que é importante escrever sobre algo que me desperte sentimentos muito fortes. Algo que eu saiba que é muito importante para mim agora, mas que eu também vá ser importante nos anos a seguir. Algo que me faça querer gritar durante muito tempo, algo que me enfureça. Tem que ser algo assim. É o que faz sentido.

Quando tens um sentimento assim forte, sentes sempre com a mesma intensidade cada vez que o cantas, ou vai perdendo a sua intensidade à medida que o vais cantando mais vezes?
Não. É sempre diferente - tu vais tendo perspectivas ligeiramente diferentes das coisas. Em algumas coisas podes recordar-te, por exemplo quando cantas uma música antiga, podes voltar a ter o mesmo sentimento que te fez escrever a letra, mas aperceber-te de que é passado e podes aprender alguma coisa com essa experiência, e sentires-te melhor por isso. É óptimo... as músicas podem ganhar uma vida nova a cada ano que passa, a cada vez que as tocas ao vivo... acabas sempre por vê-las de formas diferentes. Às vezes também podes falar com alguém que tem uma ideia diferente sobre uma canção, e ganhas uma nova perspectiva a partir disso também. Mantém as coisas interessantes.

Como vês o metal hoje em dia? Sentes mais que fazes parte de uma indústria, ou de uma cena?
Não penso na música como uma indústria. Detesto todas as coisas que não interessam. Detesto toda a parte fria desta vida. Nunca ligo aos números da venda de discos, nunca ligo ao que as pessoas esperam que façamos, ou ao lado económico e financeiro. Não me interessa... tento apenas tornar a minha música possível, e não ser afectado por mais nada. Dá para ver que todas as bandas grandes estão a ficar maiores, e que há uma máquina mais pesada, mas os fãs acabam por saber o que é importante e o que é verdadeiro - se quiseres, o que interessa - e não seguem outras coisas. Eu acho que ainda é uma cena... especialmente na Suécia, onde é tudo muito porreiro: não há competição ou más-ondas. Existe um ambiente de muito apoio, as bandas apoiam-se umas às outras e tratam-se amigavelmente, e não tentam ser maiores que as outras, ser mais importantes, vender mais álbuns que as outras.

Se acordares uma manhã e tiveres que preencher alguma papelada para a banda, e te apetecer fazer música em vez disso, o que acabas por fazer primeiro?
Eu nunca tenho que fazer esse tipo de coisas na banda de qualquer modo, mas ponho sempre a composição e os ensaios à frente de tudo. Temos excelentes pessoas que fazem todas essas coisas por nós, por isso para nós é só música. Como te disse, detesto toda essa parte burocrática.

A música é suficiente para vocês viverem sem ter outros empregos hoje em dia?Às vezes. Mas também temos trabalhos normais durante o dia. Gostamos de ter a liberdade de, por exemplo, se quisermos compor um álbum durante três anos, podermos fazê-lo. Não temos que nos apoiar na música para sobrevivermos. Não existe esse tipo de pressão, e isso sabe bem.

Em breve vocês começam uma digressão europeia com Kreator. Ainda aprecias digressões longas?
Sim, gosto. Obviamente, não vai ser fácil... nós vamos andar em digressão durante meses e meses... é trabalho duro (risos), mas é preciso fazer o melhor que conseguirmos, e divertimo-nos muito. É sempre uma experiência excelente podermos tocar as nossas músicas em frente ao público... mal posso esperar por fazê-lo.

A banda consegue continuar a dar-se bem depois de, por exemplo, três meses de digressão?
Sim, continua (risos). Nós somos amigos desde que éramos crianças. O que pode ser melhor do que ires viajar pelo mundo com os teus melhores amigos, tocar concertos e embebedares-te? É excelente!

A morte do Dimebag fez-te pensar na segurança que tu tens quando tocas ao vivo?
Não, nem por isso. Coisas como aquela podem acontecer de qualquer modo, acho eu. Claro que apenas nos Estados Unidos é possível haver uma situação daquelas, mas... é claro que a segurança é sempre importante. Tens que te certificar que toda a gente está segura e esse tipo de coisas, mas não é nada que me faça pensar duas vezes. É uma tragédia, e uma grande perda para o metal, mas não teve nada a ver com o metal ou com outro estilo qualquer de música.

Já tocaste ao vivo desde que o Dimebag Darrell foi morto?
Sim, tocámos esta sexta-feira.

E não chegaste a pensar, antes de entrar em palco, "estes podem ser os meus últimos momentos de vida"?
Não. Absolutamente. Não faz parte do meu feitio pensar esse tipo de coisas.

Costumas pensar sobre o que estarás a fazer quando tiveres 50 anos?
Não. Espero apenas que possa fazer aquilo que quero, e que goste. Se ainda gostar de fazer música, é o que vou estar a fazer. Não sei.

Então não planeias ser uma espécie de Shmier, de Destruction, do death metal sueco daqui a 20 anos...
(risos) Não. Nós nunca planeamos nada, e eu não gosto de pensar nas coisas dessa maneira. Nós não fazíamos ideia, quando começámos a banda, que íamos durar 15 anos. Desde que seja interessante, desde que possamos fazer a música de que todos gostamos, continuaremos a fazê-la. Se sentirmos que nos estamos a repetir e a fazer sempre a mesma coisa, que estamos a ficar estagnados, paramos de tocar e fazemos outra coisa qualquer

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Publicado por BillLaswell em 01:16 AM | Comentários (0)

MAHAVATAR - CRÍTICA

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Go With The No! CD
Cruz Del Sur Music/Nemesis

Uma guitarrista jamaicana e uma vocalista israelita como núcleo-duro da banda e músicos contratados para gravar este álbum oriundos de diferentes partes do mundo é um bom ponto de partida para um disco de estreia. Lembro-me que os Dragonforce tinham uma premissa parecida na estreia, e hoje estão onde estão. Os - perdão, as - Mahavatar não foram criadas no caldeirão cultural londrino, no entanto. A sua influsão foi feita nas mais movimentadas e 'quentes' ruas nova-iorquinas, e o seu som não é tão facilmente catalogável. Aliás, não á catalogável, ponto final. A voz de Lizza Hayson pode ir das mais graves e brutais notas de Otep e Tura Satanna até à típica vocalização feminina, e normalmente fá-lo em quase todas as músicas de «Go With The No!». Para além disso, a senhora conta ainda no reportório com um tom vocal estranhamente perto de Wykked Wytch, facto capaz de pôr qualquer fã de metal de cabelos bem em pé. O problema deste disco é que a variedade não se fica pela voz de Lizza - segue pela música adentro. Isto equivale a dizer que não há um rumo estilístico definido em «Go With The No!». Se, por exemplo, em «By The Numbers» a banda opta por um metal mais musculado e rítmico, quase a piscar o olho a fãs de Tool mas com um lead de guitarra muito vincado, a faixa seguinte entra por um terreno mais metalcore em que a voz mais 'dura' da senhora não funciona tão bem, e que faz quase falhar o tema, principalmente quando o refrão, que surge sem aviso prévio, parece uma balada gótica. Os contrastes dos temas de «Go With The No!» não se ficam por aqui, e o extremismo é repetido em quase todo o disco, sacrificando amiúdas vezes a musicalidade de uma banda que apresenta algumas boas ideias, mas também uma tendência quase suicida para estragá-las. (5/10)
«Go With The No!» é editado no dia 15 de Fevereiro

Publicado por BillLaswell em 12:42 AM | Comentários (0)

ADDICTION CREW - CRÍTICA

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Break In Life CD
Earache Records/Megamúsica

Já sei, já sei... o mundo bem que podia viver sem mais esta banda italiana de rock moderno, principalmente quando o press-release se apressa a descrevê-los como "uma mistura de Evanescence e Linkin Park". Mas a verdade é que o rock dos Addiction Crew é até bastante pesadito - a atirar para o metal - e a componente 'nu' da sua música até tem razão de ser: é que a vocalista feminina tem um passado musical na área do R'n'B e não se escusa de usar essas influências na música de «Break In Life». Em que ficamos, então? Os Addicion Crew ainda estão verdes, e isso nota-se cada vez que a banda passa por um cliché nu-metal americano e não hesita em usá-lo na sua música. No entanto, o quinteto italiano tem uma coisa que poucas bandas de nu-metal/nu-rock têm hoje em dia (uma alma!), e isso transparece na sua música, em temas como o single «What About» ou, mais flagrantemente, em «Damn Speaker», quando a melodia inata italiana aparece em toda a potencialidade na música de Addiction Crew. Em suma, «Break In Life» pode muito bem funcionar para fãs de Linkin Park ou até de Guano Apes, mas há mais nestes Addiction Crew do que a primeira audição deixa antever. Nomeadamente por causa da componente muito humana da voz de Marta Innocenti, que contrasta por completo com a brutalidade e sentimento 'street' da música do grupo, e que acaba por dar-lhe uma terceira dimensão com que apenas algumas bandas concorrentes podem sonhar. (7/10)
«Break In Life» é editado no dia 14 de Fevereiro

Publicado por BillLaswell em 12:37 AM | Comentários (0)

DARK TRANQUILITY - CRÍTICA

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Character CD
Century Media/Recital

Os Dark Tranquility não precisam de muito para se fazerem notados. Numa altura em que as edições de estreia de jovens bandas abundam, um nome com 14 anos de carreira, oito álbuns de originais editados e todo um estilo de música criado à sua conta, não é propriamente normal. Por outro lado, existe a responsabilidade de ser Dark Tranquility. O sexteto sueco tem sabido, mais ou menos, estar quase sempre à altura do nome que, literalmente, carrega às costas, como um fardo. No entanto, em poucos discos a banda de Gotemburgo apareceu tão dinâmica e tão certa de si como em «Character». Desde «Damage Done» que os Dark Tranquility voltaram ao som que caracterizou não só a sua carreira, como toda uma geração de bandas suecas, por isso é natural que, dois anos depois, as ideias estejam mais maduras e o grupo já se permita misturar o death metal melódico que faz como (quase) ninguém e alguns elementos que permitem à sua música soar ainda mais agressiva, ainda mais inovadora. É o caso do muito electrónico tema «The Endless Feed», que é quase um contraponto dos outros temas do álbum, muito fortes em termos rítmicos mas com a habitual presença etérea dos teclados. Portentoso? Mais que isso - isto é um regresso em pleno. (9/10)

Publicado por BillLaswell em 12:33 AM | Comentários (0)

AGENDA

- Pitchblack, E.A.K. e Sideffects ao vivo no Alambik, Carvoeiro (Viana do Castelo) - 22.00h
- Peste & Sida, As Putas do Rock'n'Roll, Nuno Forte, Areias e os Anões Amestrados e The Octopussy Crew ao vivo no Bar Porto Rio (Ribeira do Porto)
- Purple Angel ao vivo na discoteca Via Latina (Coimbra) - 22.00h
- Pestox e Gatos Pingados ao vivo no Culto Bar (Cacilhas) - 22.00h
- Reporter Estrábico ao vivo no Albatroz Bar, em Esmoriz (Espinho) - 23.00h
- Edição de «The Gathering Wilderness», de Primordial
- Edição de «The Sense Apparatus», de Frantic Bleep

Publicado por BillLaswell em 12:24 AM | Comentários (0)

fevereiro 06, 2005

AGENDA

- Secrecy ao vivo na Fnac de Gaia (Porto) - 17.00h
- Peste & Sida e Forgotten Suns ao vivo na SFUAP, na Cova da Piedade - 21.30h

Publicado por BillLaswell em 12:18 AM | Comentários (0)

fevereiro 05, 2005

ZMIYA - CRÍTICA

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Solmamdenlo CD
Prikosnovénie/Equilibrium

O mundo não é grande demais para os cinco músicos de Zmiya, que saltam - voam, derrubam - fronteiras com as faixas deste disco de estreia, como se fosse a coisa mais natural do mundo misturar no mesmo disco música de raíz aborígene, árabe e balcã. Não contentes com isso, os Zmiya ainda misturam nesta sopa acústica influências electrónicas, quais cozinheiros hiperactivos que não conseguem cozinhar segundo o livro de receitas e pronto. Não sei se o mundo, apesar de todas as fusões já feitas, estará preparado para algo assim. A revista francesa The Olympic chamou à música do quinteto francês "música subtil entre Massive Attack, Dead Can Dance e world music", mas esta é apenas a prova do desespero que a música de «Solmamdenlo» causa em quem tenta descrevê-la. É certo que os senhores vão literalmente a todo o lado. Se, até à faixa «Amiya», o disco parece uma 'ménage a trois' de elementos árabes, australianos e ligeiramente electrónicos, na referida faixa os elementos electrónicos tomam controlo da situação, obtendo apenas a concorrência do didgeridoo, como se os russos/dinamarqueses Parzival a dada altura entrassem de rompante no disco e começassem a tocar com os Zmiya... pura ilusão... a meio da faixa, «Amiya» transforma-se em pura festa magrebina, só pelo prazer de nos confundir ainda mais. Estranho? Não tanto quanto a cara deste vosso escriba ao ver aparecer um fantasma de Jah nas claríssimas influências reggae/dub do tema «Terra Nova». Isto apesar do tema «Red Jah» ser a música seguinte. Estes senhores gostam ou não gostam de semear a confusão? Colocando de lado alguns exageros fonéticos a nível de vocalização, «Solmamdenlo» é mesmo a viagem prometida pelo mais fabuloso que o mundo musical tem para nos oferecer, compilado, fundido, amassado e cozinhado por um surpreendentemente fresco grupo de músicos que parece representar na perfeição o espírito livre da Prikosnovénie. (8/10)
«Solmamdenlo» é editado no dia 9 de Março

Publicado por BillLaswell em 10:14 PM | Comentários (1)

VEHEMENCE - NOVO VOCALISTA

Os Vehemence já anunciaram o novo vocalista da banda. Ele é Sean Vandegrift, e é o ex-vocalista de From A Second Story Window.

Publicado por BillLaswell em 10:09 PM | Comentários (0)

GLENN HUGHES NO TOP SUECO

«Soul Mover», o novo álbum de Glenn Hughes, entrou directamente para o 48.º lugar do top de vendas oficial da Suécia, a semana passada.

Publicado por BillLaswell em 10:07 PM | Comentários (0)

AGENDA

- Acromaníacos e M.A.D. ao vivo na Quinta das Rosas (Mem Martins) - 21.00h
- Dalthonics e Bisarma ao vivo no Rubros Bar (Amadora) - 21.00h
- Decrepidemic, Stuprum Dei e Sannedrin ao vivo no Bar Académico (Vila Real) - 22.00h
- Ethereal e Eternal Mourning ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h
- Skyeyes e Dethmor ao vivo no Duke Bar, em Maceda (Espinho) - 24.00h

Publicado por BillLaswell em 12:04 AM | Comentários (1)

fevereiro 04, 2005

SILENT STREAM OF GODLESS ELEGY - CRÍTICA

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Relic Dances CD
Redblack/Runesocesius Arts

Se há grupos a quem o reconhecimento faz bem, os checos Silent Stream of Godless Elegy são um desses grupos. Quatro anos depois do álbum «Themes» lhes ter valido um Grammy local para melhor álbum de heavy metal, a banda está de volta com um novo disco, mais arrojado, mais profundo, mais belo. Se o doom metal da banda já era conhecido pelo uso de um violinista e violoncelista fixos, bem como pela voz jazzística de Hanka Nogolová (a mesma de Forgotten Silence), desta vez os Silent Stream of Godless Elegy foram um pouco mais longe, e vão colocar alguns fãs de metal à procura do significado do instrumento "dulcimer". É que a banda insiste em não se deter na expressão musical que já domina, e procurou terrenos novos explorando as tradições musicais da sua região - a Morávia - construindo este disco com base nas baladas tradicionais da sua própria cultura. Para o fazer de um modo mais convincente, o grupo recorreu à ajuda de Tomás Kocko, um dos mais respeitáveis músicos checos na área da world music, e da Radosov Music Ensemble, que conta com dois violinos, flautas, clarinete, saltério (o tal dulcimer), viola e contrabaixo. O resultado é aquilo a que a editora chama 'ethno doom metal', e que não é mais do que o cruzamento do doom metal com a melancolia e tristeza das baladas tradicional morávias. A interpretação é poderosa e visceral, em oposição a puramente técnica e fria. A voz de Hanka é a catarse de toda a tensão e desolação da música de «Relic Dances», que deambula pelos mais doces sentimentos de tristesa e miséria, mas também esperança e beleza. Se há discos que saem para fora do espectro do metal por mérito próprio e não por pretensão, «Relic Dances» está no topo da lista. Se há grupos a quem o reconhecimento devia fazer, os checos Silent Stream of Godless Elegy são um desses grupos. (9/10)

Publicado por BillLaswell em 09:25 PM | Comentários (0)

VISIONS OF ATLANTIS - CRÍTICA

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Cast Away CD
Napalm Records/Recital

Existem vários problemas com este segundo disco de Visions Of Atlantis, e mesmo com os próprios Visions Of Atlantis. O primeiro, e talvez o mais grave, é pensarem que são os Nightwish. A voz feminina pode ter tons parecidos, mas instrumentalmente ainda estão a anos-luz dos finlandeses. O segundo dos problemas é o facto da voz masculina ser perfeitamente inconsequente, e até irritante, com cada audição a tentar o crítico que aqui vos escreve a comparar a música desta banda com uma qualquer 'boys-band' que grassa por esse mercado fora. Resta-nos a consolação da banda austríaca não repetir outros problemas - nomeadamente em termos de produção - presentes na estreia, e estar alguns pontos acima em termos técnicos. O que não significa que estejam já inteiramente aptos. Aliás, melodias facilmente descartáveis, componentes instrumentais tão profundas quanto uma moeda de 20 cêntimos e estruturas que, de tão comerciais, roçam a imbecilidade, não são propriamente o que os fãs de metal mais apreciarão. «Cast Away» é, por isso, um disco para os fãs menos exigentes de Nightwish. (5/10)
«Cast Away» já está disponível no mercado português

Publicado por BillLaswell em 07:34 PM | Comentários (1)

LOST SOUL - CRÍTICA

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Chaostream CD
Wicked World/Earache/Megamúsica

Os Lost Soul são mais uma das provas de que a escola polaca de death metal é a melhor da Europa. Senhores de um som que alia a precisão técnica de uns Yattering, a velocidade e brutalidade de uns Vader e a componente lítica mais mística de uns Behemoth, o quarteto polaco pode ser, justamente, visto como um apanhado do que a cena polaca tem de melhor. A carreira dos Lost Soul já ascente, no entanto, a 13 anos, e aquilo que pode ser interpretado como puro talento tem também uma enorme componente de trabalho, que levou o grupo polaco a evoluir lenta mas solidamente ao longo de vários problemas de line-up e diversos álbuns gravados para editoras tão conceituadas como a Osmose e a Relapse. A génese de «Chaostream» é o típico death metal polaco: muita brutalidade em termos vocais e uma precisão clínica a nível rítmico. A guitarra é, no entanto, o ponto forte do disco, oscilando entre riffs rápidos e cortantes, riffs mais lentos e pesados e solos técnicos que são quase melancólicos no meio de todo o extremismo da música de Lost Soul. Há poucas falhas nos temas do disco, que estão bem compostos e interpretados, tendo cada um dos temas a sua própria identidade em termos de estrutura, resultado o álbum numa experiência intensa e duradora de death metal, embora falte ainda aos Lost Soul um quê de próprio, quando a escola polaca nos começa a propôr cada vez mais bandas com a qualidade nivelada por cima. Ainda assim, «Chaostream» podem bem com a concorrência, e não sofre quando comparado com ela. (8/10)
«Chaostream» já está disponível no mercado português

Publicado por BillLaswell em 07:30 PM | Comentários (0)

SENTENCED - NOVO ÁLBUM À VISTA

Os finlandeses Sentenced devem editar o seu novo álbum de originais - ainda sem título provisório - no final de Maio, através da Century Media. Hiili Hiilesmaa foi o produtor de serviço, e o disco foi gravado nos estúdios Finnvox e Tonebox, na Finlândia.

Publicado por BillLaswell em 03:50 PM | Comentários (0)

WINTER SOLSTICE - MUDANÇA DE VOCALISTA

Os Winter Solstice anunciaram a saída do vocalista Matt Tarpey e, simultaneamente, a entrada de Peter Walters, que é agora o novo vocalista da banda. Esta mudança acontece uma semana antes da entrada dos Winter Solstice em digressão, juntamente com Diecast e Hoods.

Publicado por BillLaswell em 03:50 PM | Comentários (0)

POWERWOLF NA METAL BLADE

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A Metal Blade anunciou uma nova banda no seu catálogo: os Powerwolf. O grupo foi formado pelos irmãos Charles e Matthew Greywolf, e conta com um vocalista romeno, chamado Attila Dorn, que é formado em canto de ópera na Academia de Bucareste. O álbum de estreia da banda, «Return In Bloodred», tem data de saída marcada para dia 4 de Abril.

Publicado por BillLaswell em 03:49 PM | Comentários (0)

ARENA - ENTREVISTA

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Poucas bandas têm o carisma e estatuto de culto que os Arena possuem para a cena progressiva. Servindo de porta-estandarte para o rock progressivo, trazendo o melhor do estilo da primeira geração (Marillion, Genesis, Yes) para a segunda (The Flower Kings, Spock’s Beard), os Arena estão no advento do seu 20.º aniversário, e acabam de editar «Pepper’s Ghost», o mais ousado e grandioso disco da história da banda inglesa. Clive Nolan, teclista e líder dos Arena, respondeu às questões da Feedback.

Vocês decidiram fazer uma coisa especial para este álbum mesmo antes de começarem a compor para ele, ou aconteceu assim naturalmente?
Havia alguns temas... liricamente, eu sabia o que queria fazer neste álbum desde muito cedo. Mais ou menos desde o tempo em que começámos a pensar em fazer o álbum seguinte eu comecei a pensar nos assuntos. Muitos dos nossos álbuns recentes têm sido algo apocalípticos... sobre o fim do mundo e essas coisas. Então eu decidi aligeirar um pouco as coisas. Por isso decidi fazer um álbum sobre a loucura desta vez (risos). Obviamente um assunto muito mais alegre... as recensões obscuras da mente humana... esse tipo de coisas. Essa era a direcção em que eu sabia que queria levar as letras. Depois começámos a escrever a música, e deixarmos a atmosfera que saía da música levar as coisas numa determinada direcção. Mais tarde, os temas e as ideias conceptuais começaram a formar-se, à medida que a música crescia. Por isso, desde muito cedo que eu tinha a ideia básica, mas acabou por desenvolver-se sozinha, de certo modo, à medida que escrevíamos a música.

E agora que o terminaram, que podes olhar para ele com outros olhos e fingir que não é uma coisa tua para a poderes apreciar objectivamente, estás completamente satisfeito com ele?
Sim, acho que sim. É muito estranho ser objectivo com algo como isto (risos). Apesar de haver alguma distância agora, ainda não existe distância suficiente. Vai demorar algum tempo mais antes de eu poder ouvir o álbum e não me lembrar de cada nota que nós gravámos e recordar cada segmento que tivemos que editar ou mudar ou regravar. Neste momento é muito difícil pensar nele separadamente, mas estou satisfeito com o álbum. Eu apreciei muito o processo de trabalho neste álbum - foi uma produção muito positiva.

Tu chegas a fazer esse exercício de ouvir o disco como se fosses outra pessoa? Tipo "deixa-me cá ouvir desta vez com os ouvidos de um promotor de rádio"...
Posso conseguir fazê-lo um dia mais tarde, mas neste momento é simplesmente impossível. Não vale a pena sequer tentar. Ainda estou muito próximo dele. Basicamente, eu vivi com esta música durante oito meses, desde a primeira nota que foi escrita até à última nota que foi misturada e masterizada. Durante todo esse tempo eu basicamente tenho estado com este álbum. Por isso vai demorar um pouco mais até que eu consiga ter alguma distância dele.

Deve ser especialmente difícil para ti, que gravaste o álbum como músico e como produtor. Ainda é difícil e complicado para ti, ou começas a ficar habituado?
Não, ainda é um bocado difícil. Eu aconselho sempre as outras bandas que vêm gravar ao nosso estúdio a trazerem alguém exterior à banda para fazer a produção, mas eu gosto de fazê-lo eu próprio. Este foi, no entanto, um álbum não muito vulgar. Foi o primeiro álbum que fizemos em que eu fui o único produtor. Não fazia parte dos planos - foi assim que teve que ser devido à combinação da realidade, do orçamento e de tudo o resto - e eu acabei a fazê-lo sozinho. Mas eu tinha ideias suficientes que eu queria tentar, por isso não foi um problema assim tão grande. Acho que se eu alguma vez devesse fazê-lo sozinho, era neste álbum que devia fazê-lo. Havia um certo número de ideias de produção que eu queria usar, mas que os produtores com que trabalhei no passado me fizeram ver que talvez aquelas coisas não fossem ideias tão boas na altura. Mas desta vez, todas as ideias que eu tinha tido e que não tinha tido coragem de experimentar até agora, coloquei-as todas neste álbum (risos). Queria ver se funcionavam (risos).

Em algum ponto tu pensaste que apenas tu gostavas de determinada ideia, que talvez precisasses de alguém lá contigo para te dar uma segunda opinião?
Sim, isso é uma coisa muito importante. Se houver pessoas à minha volta a dizer "oooh, cuidado. Isto não está a funcionar", eu obviamente escuto-os. Eu não chamei especificamente ninguém para isso, mas obviamente eu estava a trabalhar com outras pessoas, particularmente o Karl (Groom, co-produtor, membro de Threshold - ed.), que obviamente é a outra metade do nosso estúdio - ele esteve bastante envolvido na gravação do álbum. Por isso eu tinha alguém a quem atirar as ideias. Havia sempre aquilo a que eu chamo um pára-choques, havia sempre lá alguém para me dizer se alguma coisa não fosse uma boa ideia.

E a ideia das personagens de livro de banda desenhada? Como surgiu?
Eu tive essa ideia há muito tempo atrás, para dizer a verdade. Eu tinha pensado em usá-la para o «Contagion», mas acabou por ficar tarde para que pudesse ser usada, por isso coloquei a ideia de lado. Foi inspirada pelo filme "O Protegido", que é o segundo filme, depois do "Sexto Sentido", do M. Night Shyamalan. O tipo trata a banda desenhada com uma estima tão alta, como uma obra de arte - e eu concordo com ele. Eu pensei que seria porreiro apresentar-nos numa espécie de mundo ficcional, transformando cada elemento da banda numa espécie de... como quer que lhe queiras chamar - super-herói, se quiseres. E colocar tudo, todo o artwork, todo o folheto do CD, nessa realidade, e fingir que seria uma banda desenhada vitoriana... que todo o trabalho gráfico fosse como que uma entidade. E gostei imenso dessa ideia. Também era muito complicada e consumiu muito tempo... o coitado do David (Wyatt, o artista que desenhou todo o conceito gráfico de «Pepper's Ghost» - ed.) teve que trabalhar imenso nela. Mas ele é artista, e também ganhou o dinheiro dele. Mas eu adoro a ideia, e adoro o resultado.

E de que modo esta ideia afectou a banda e a própria composição para o disco?
De modo nenhum. Porque a parte da banda desenhada do conceito, se assim lhe quiseres chamar, não surgiu até as músicas estarem todas compostas. O David e eu tivemos as ideias para os personagens diferentes, e depois eu tive a ideia de termos sete histórias em banda desenhada, que muito abstractamente se ligassem ao tema de cada uma das sete músicas. Foi assim que o fizemos. Em relação à banda, e às personagens, retirámos pedaços muito pequenos da personalidade de cada um dos membros da banda, e transferimo-los para os super-heróis. Por exemplo, o John Mitchell... ele é terrível com o tempo - está sempre atrasado. Por isso fizemo-lo o Homem-que-pode-controlar-o-tempo. São pequenas coisas assim. A personagem dele - o Michael Tempus - pode apenas controlar o tempo em quantidades muito limitadas. Pode apenas fazer as coisas recuarem no tempo sete segundos. É esse tipo de coisas. Foi muito divertido fazê-lo, e criar estas personagens baseadas nos membros da banda. Mas não lhes demos nenhuma escolha - limitámo-nos a fazê-lo (risos).

As fotos promocionais para este disco são desenhos também, certo?
São as personagens de banda desenhada a posar para a fotografia, exacto.

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Estás consciente que alguns jornais diários mais conservadores com páginas de música se podem recusar a publicar entrevistas vossas por causa dessas 'fotos', não estás?
Bem, isso será uma decisão deles. Isto é algo que queríamos fazer, uma ideia na qual decidimos envolver a banda totalmente. Sempre que se tem uma ideia como esta existem riscos. Da última vez fizemos o CD promocional dividido em 75 faixas, que - claro - mais tarde descobrimos que não podia ser tocado por algumas estações de rádio. Há sempre riscos, mas há que continuar a continuar coisas diferentes. Se um jornal quer fazer uma entrevista connosco e tem mesmo muita vontade de fazer essa entrevista, só tem que pedir uma fotografia mesmo nossa. E se nós acharmos que vale a pena, arranjamos mesmo essa foto. Mas a ideia era fazer algo diferente. Ter uma fotografia dos cinco membros da banda, todos a tentarem parecer o mais sérios possível em frente a uma parede de tijolos não é muito diferente de todas as outras fotos promocionais que eu já vi de todas as outras bandas. Muito chatas, muito previsíveis, muito idiotas. Eu não queria fazer isso. Não queria ter a chatice de perder metade de um dia meu a fazer uma série de fotografias assim.

Tu falaste-me de uma espécie de atmosfera vitoriana em que querias envolver o álbum. Transpuseste-a para as letras também?
Um pouco. Há certas terminologias e referências que têm uma espécie de sentimento histórico, que remonta até a um período anterior ao vitoriano, para dizer a verdade. O meu principal objectivo era tentar fazê-lo bastante inglês - e quando digo isto não me refiro apenas a usar a língua inglesa, quero dizer ter um genuíno sabor inglês, oposto por exemplo ao americano. Isso está nas letras, e chega a estar também na maneira como abordámos alguns dos sons. O álbum começa com um som que podia ser quase retirado de um mercado vitoriano, ou de uma feira de rua, ou o que quer que lhe queiras chamar. Tentamos dar a essas coisas um forte sentido de identidade. Acho que isso dá ao álbum um sabor, dá ao álbum uma personalidade. E acho que, com tantos álbuns a sair (risos), isso acaba por ser importante.

Depois do «Contagion», vocês voltaram a fazer um álbum conceptual...
... Isto não é um álbum conceptual.

Não é?
Não. De modo nenhum. Desculpa, eu não devia ter usado a palavra "conceito". Quando digo "conceptual", o que eu quero dizer é que há certos temas... todos os álbuns que fizemos tinham conceitos - «Songs From The Lions Cage», «Pride»... O «Songs From The Lion's Cage» era sobre voltar do estado selvagem e como que dizer "estou de volta" - era uma espécie de álbum sobre regresso. O «Pride» era sobre ter cuidado em quem se confia... uma espécie de ideia do género do assassinato de Júlio César, e cada música tinha algo a ver com isso. O «The Visitor» era um álbum conceptual porque contava uma história. E o «Contagion» era conceptual porque contava uma história. O «Immortal» era uma série de visões de futuro. Por isso cada álbum tem uma espécie de tema conceptual, mas isso não quer dizer que sejam álbuns conceptuais, e este não é. Isto são sete músicas diferentes que falam de sete coisas diferentes. Mas cada uma delas fala de um aspecto diferente da loucura, e isso é o tema conceptual.

Achas que este estilo de música funciona melhor com temas conceptuais a ligar os temas de um determinado álbum, ou pode funcionar igualmente bem com temas soltos em cada música?
Estou certo que pode. Só que a nossa maneira de trabalhar tem sido esta. Pessoalmente, quando compomos um álbum, ou em qualquer projecto em que eu estive envolvido no processo de composição, penso sempre num álbum como um pedaço de música. Um pedaço de música escrito num tempo determinado, para um momento específico em que sai e em que é ouvido pelas pessoas. É quase como escrever uma sinfonia, ou uma suite, quando o Tchaikovsky estava a compor algo por exemplo. Para mim é um objecto, um evento musical. Podem ser sete, ou 10, ou 14 músicas, mas para mim são parte da mesma coisa - não é uma colecção de coisas composta ao longo de 20 anos e junta num álbum. Mais valia chamarmos a isso um arquivo, ou algo do género. Mas para um álbum que foi escrito para ser o próximo disco de Strangers On The Train, ou Pendragon, ou Shadowland, ou Arena, esse álbum é apenas um grande pedaço de música. É assim que eu abordo os discos. Não são apenas colecções acidentais de músicas.

Como vês o desenvolvimento recente do art-rock e rock progressivo? Achas que vai voltar a ser tão grande como foi no fim dos anos 70?
Naaaaa. Não há hipótese. Mas também não penso que tenha sido tão grande no fim dos anos 70 como dizem que foi. Acho que é mais uma memória brilhante (risos). Acho que o rock progressivo é um estilo de música forte, que tem uma boa base de seguidores. Não creio que chegue a desaparecer um dia, mas acho que vai sempre ser uma coisa underground. Teve talvez um momento fugaz nos anos 70 em que ergueu ligeiramente a cabeça acima da água, e fá-lo de vez em quando - mesmo agora está a fazê-lo um pouco. Mas a cena principal, ou verdadeiro rock progressivo, é ouvido por pessoas que querem mesmo ouvir música, e não tê-lo a tocar em fundo num bar ou qualquer coisa. E há menos gente a ouvir música do que aquilo que podemos imaginar. Os amantes de música são pessoas que ouvem, que gostam e que pensam na música. E são provavelmente menos de 50% das pessoas que dizem gostar de música. Muitas pessoas que dizem "eu gosto de música", o que querem dizer é "eu gosto de sair para beber uma cerveja, gosto de engatar mulheres, ou ter relacionamentos, divertir-me, fumar ou qualquer outra coisa... e enquanto isso acontece, ter alguma música a tocar". E isso é uma coisa muito diferente. As pessoas não ouvem tanto quanto pensamos que elas o fazem - eu não penso que o façam de qualquer modo. Não sejas enganado por isso. As pessoas nem sequer compram álbuns para os ouvirem, compram-nos para se lembrarem de qualquer situação, ou particularmente alguma boa noite no bar.

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Estás estranhamente certo nisso. Nem sequer tinha pensado nisso nesses termos...
Quando pensas no assunto dessa forma, provavelmente descobres que o rock progressivo tem um enorme número de seguidores, proporcionalmente ao número de pessoas que ouve música. As pessoas ouvem música clássica, as pessoas ouvem jazz, e as pessoas ouvem rock progressivo. Porque não é o estilo de música que simplesmente passa por ti, ou não gostarias dela - e é por isso que muita gente não gosta dela. Em termos do sucesso do rock progressivo, ou rock sinfónico, ou o que quer que lhe queiras chamar, eu acho que até tem bastante sucesso.

Qual foi o maior feito e a maior desilusão que tiveste nestes 10 anos de carreira com Arena?
(risos) O maior feito... é difícil escolher um. Por exemplo, a primeira vez que tocámos como cabeças de cartaz na Holanda, o público estava todo entusiasmado, e eu lembro-me de pensar "meu Deus, está muita gente aqui!". Nós começámos por tocar a «Solomon», e não sei quantas filas na frente do público começaram a cantar... e foi a primeira vez que eu escrevi algo e as minhas letras... eu pensei "meu Deus, eles estão a cantar as MINHAS palavras, isto é fantástico!". Eu já tinha estado em bandas em que o público cantava as letras no concerto, mas aquele foi um momento supremo por mim; não eram só algumas pessoas a cantar, era muitas. E elas sabiam todas as palavras - sabiam os versos, sabiam os refrões, sabiam cada uma das linhas vocais. Esse é um momento que eu nunca vou esquecer. Suponho que, em Arena, é esse o estilo de vitórias que nós temos: o trabalho que temos para chegar, por exemplo, à América do Sul pela primeira vez. Aterramos no Chile e pensamos "uau, aqui estamos nós", sabes? Houve alguns concertos fantásticos pelo caminho. Alguns dos concertos que tocámos no Canadá, por exemplo, foram espantosos. Quanto ao lado negativo, há muitas coisas entre as quais escolher (risos), porque a vida é assim. Basicamente, um dos piores pontos da vida de Arena foi completar a Visitor Tour, que tinha sido a nossa melhor digressão até ao momento: o álbum tinha vendido fantasticamente bem, e a digressão estava a ser muito boa. E o que aconteceu a seguir foi perdermos metade da banda. Tivemos que enfrentar uma grande alteração na formação. Já tínhamos feito algumas alterações na formação, e todas elas pareceram más, mas essa pareceu-nos muito má (risos). Sabermos que tínhamos que escalar essa montanha de novo para recuperarmos e para convencermos o público de que o que estávamos a fazer estava bem... isso sempre me enervou muito. Isso é difícil.

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Vocês estão a preparar alguma coisa de especial para a apresentação deste álbum ao vivo?
Espero que sim. No próximo ano vão haver muitas digressões, e vamos também tocar em muitos festivais, incluindo um em Portugal. Esta vai ser a nossa primeira visita a Portugal. É outra daquelas vitórias de que eu te estava a falar, porque é a primeira vez que tocamos aí, e isso é sempre excitante. De qualquer modo, durante a primeira parte do ano vamos fazer vários festivais, depois vamos para a América. Depois a digressão propriamente dita começa no início de Setembro, e terá cerca de seis semanas a dois meses de duração - vai ser a "Pepper's Ghost Tour", para promover o novo álbum, obviamente, mas também vai ser a digressão na qual celebramos o nosso 10.º aniversário, por isso é como se estivéssemos a fazer duas coisas nessa digressão. E sim, estamos a pensar preparar um concerto especial. Gostámos de usar as projecções e as imagens móveis na última digressão, por isso podemos continuar com isso. Ainda não sei, ainda estamos a discutir as coisas. Mas sim, o sabor do álbum, a arte do álbum estará reflectida no palco.

Há alguma hipótese das personagens da banda desenhada aparecerem?
(risos) Acho que podemos ir nessa direcção em termos do ponto de vista do palco, mas se as personagens vão aparecer... eu adoraria, seria absolutamente fantástico se pudéssemos fazer um vídeo com essas personagens. Infelizmente, não estou certo se conseguiria do milhão de libras que necessitaria para isso (risos). A não ser que alguém que leia esta entrevista seja um animador de banda desenhada e trabalhe a £0,2 por minuto... se não for assim, acho que podíamos estar num grande sarilho. Mas espero que elas estejam lá de uma forma ou de outra, sim. Nem que seja à maneira dos Pink Floyd... em forma de grandes criaturas insufláveis (risos).

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Como estão os Pendragon hoje em dia?
Acho que estão prontos para uma espécie de renascimento, porque tem estado tudo muito calado. O Nick, que é obviamente é o membro principal de Pendragon, teve que mudar de casa, e existiram uma série de outras coisas que nos tem impedido de trabalhar, mas está tudo resolvido agora, e ele está a trabalhar no novo álbum, que eu sei que está quase todo composto já. O plano é gravarmos no próximo ano, e eu imagino que o lançamento do álbum será no final do ano passado, com uma digressão no início do ano seguinte, pelo que assim que despacharmos a digressão de Arena, comecem a poupar dinheiro e venham ver os Pendragon em digressão.

Tu tens família que tenhas que deixar para todos esses compromissos longe de casa?
Não em termos de mulher e filhos. Tenho sorte suficiente para ter um estilo de vida mais ou menos independente... obviamente que tenho família (risos), mas não daquela que se preocupa se eu vou em digressão ou não. Eu também gosto de estar em casa, mas este ano tenho estado fechado no estúdio durante muito tempo, por isso estou pronto para partir em digressão.

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Publicado por BillLaswell em 12:26 AM | Comentários (0)

SPOCK'S BEARD - CRÍTICA

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Octane CD
InsideOut Music/Recital

Para ir direito ao assunto, os Spock’s Beard demoraram exactamente um álbum («Feel Euphoria», lançado em 2002) para se reeinventarem depois da saída do líder Neal Morse. Agora, três anos e dois álbuns depois, a banda está de volta ao seu melhor, o que não significa que «Octane» seja um «Snow 2». Simplesmente estes são outros Spock’s Beard, com um homem-da-frente que também o baterista, e com novas soluções em termos de composição de música e letras, um novo estilo vocal e uma maneira diferente de arranjar os temas. O mais engraçado é que «Octane» nem começa assim tão bem, com uma balada demasiado insípida, chamada «The Ultimate Quiet» a abrir o disco. Felizmente, a banda americana sabe como redimir-se e, a partir desse momento, parte para um disco de rock progressivo ritmicamente intrincado, melodicamente sofisticado e tecnicamente perfeito. Os ritmos ganham, obviamente, uma nova dimensão quando temo o baterista a comandar a banda e o baixista a escrever a maior parte do material para o álbum, mas em termos gerais os Spock’s Beard safam o dia com um punhado de boas músicas de rock progressivo, completas e complexas e cheias de pormenores deliciosos. (8/10)
«Octane» já está disponível no mercado português

Publicado por BillLaswell em 12:16 AM | Comentários (0)

DARK TRANQUILITY NOS TOPS

«Character», o novo disco de Dark Tranquility, entrou a semana passada directamente para o 3.º lugar do top de vendas oficial da Suécia, o que valeu à banda um 1.º lugar no top de álbuns de heavy metal do mesmo país. O EP «Lost To Apathy» já tinha chegado ao 47.º do top de singles há umas semanas. A banda prepara-se agora para uma digressão europeia, juntamente com Kreator, que começa este mês.

Publicado por BillLaswell em 12:11 AM | Comentários (0)

2.ª FEIRA DO DISCO DE ÉVORA

Entre os próximos dias 10 e 13 de Fevereiro realiza-se em Évora, no Jardim das Canas (Praça Joaquim António D'Aguiar) a 2.ª Feira do Disco local. O certame estará aberto todos os dias entre as 11.00h e as 23.00h, excepto no último dia, em que encerra às 20.00h.

Publicado por BillLaswell em 12:10 AM | Comentários (0)

AGENDA

- In Solitude e T-Shunk ao vivo no Salão dos Bombeiros Voluntários de Pindelo dos Milagres (São Pedro do Sul) - 22.00h
- Neoplasmah, Karseron, Fungus e Spiteful ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 22.00h
- Sikhara e Freedom ao vivo no Bar Porto Rio (Ribeira do Porto) - 23.00h

Publicado por BillLaswell em 12:10 AM | Comentários (0)

fevereiro 02, 2005

AGENDA:

- Edição de «Semigall's Warchant», de Skyforger

Publicado por BillLaswell em 11:47 PM | Comentários (0)

HATEFRAME NA RISING REALM REGORDS

Hateframe, a banda dos ex-To/DieFor Tonmi Lillman (bateria), Joonas Koto (guitarra) e Make Kanki (baixo) assinou um contrato discográfico com a editora finlandesa Rising Real Records. O álbum de estreia do grupo, «Sign Of Demise», deverá sair na Primavera ou Verão e estará, segundo a banda, muito longe do metal gótico de To/Die/For, centrando-se num thrash metal mais old-school. Escutem um sampler aqui.

Publicado por BillLaswell em 05:31 PM | Comentários (2)

METAL BLADE - SAMPLERS ONLINE

A Metal Blade disponibilizou hoje mais músicas e vídeos na sua página, para gáudio de todos nós. Há músicas novas de Six Feet Under, Naera, Into The Moat, Winter Solstice, Primordial, Scar Symmetry, Yob e God Dethroned. Os vídeos são de Amon Amarth, Six Feet Under, Impious, Criminal, Starwood e The Heavils.

Publicado por BillLaswell em 01:26 PM | Comentários (0)

GORGOROTH NA REGAIN RECORDS

Depois de terem falhado as negociações para renovar contrato com a Season Of Mist, os Gorgoroth anunciaram hoje que assinaram pela editora sueca Regain Records. «Ad Majorem Sathanas Gloriam», o novo disco da banda norueguesa, deverá ser editado este ano pela Regain. A reedição - em prensagens limitadas - dos álbuns clássicos da banda («Pentagram», «Antichrist» e «Under The Sign Of Hell») vai, pertencer, ainda assim à Season of Mist.

Publicado por BillLaswell em 11:27 AM | Comentários (0)

PESTE & SIDA E FORGOTTEN SUNS AO VIVO

No próximo domingo, dia 6 de Fevereiro, os Peste & Sida e os Forgotten Suns actuam ao vivo na SFUAP, na Cova da Piedade, a partir das 21.30h.

Publicado por BillLaswell em 11:23 AM | Comentários (4)

GOREROTTED EM ESTÚDIO

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Já neste mês de Fevereiro, os Gorerotted entram no estúdio Aexxys-Art, em Munique (Alemanha) para começar as gravações de «A New Dawn For The Dead», o terceiro álbum da banda. Pela primeira vez na carreira da banda, os Gorerotted vão gravar fora do seu estúdio habitual, e desta feita a produção vai estar entregue a Markus Roed, o engenheiro de som dos concertos da banda. O título do disco, para além da óbvia referência ao filme de terror, tem uma mensagem mais subtil. Esta é uma nova aurora para os Gorerotted, que pela primeira vez vão gravar um disco como quinteto, depois da partida do segundo vocalista Mr. Gore. O lançamento deverá ser feito em Junho via Metal Blade.

Publicado por BillLaswell em 10:58 AM | Comentários (0)

THE FIRSTBORN - NOVO ÁLBUM, CONTRATO DISCOGRÁFICO

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2005 vai marcar o regresso de uma das mais emblemáticas bandas da cena portuguesa: os The Firstborn. A banda, que recentemente assinou um contrato discográfico com a Pro-Con (subsidiária da Equilibrium Music), prevê ter o seu novo álbum, «The Unclenching Of Fists», editado no próximo mês de Abril. O disco foi gravado durante o ano de 2004 nos Estúdios G22, com produção a cargo do guitarrista Paulo Vieira e do vocalista Bruno Fernandes. Eis a lista de temas do disco:
01. Torn From Within
02. To Roam the Endless Plains
03. Perception
04. Path of the Mindwalker
05. Voyage
06. Fire Channels
07. Movement for Practising the Ways
08. The Roaring Voice of the God of Death
09. Of Time and its Absence
10. Ten Offerings to Mahâkâla
11. Golden Libation
12. Absolute
13. The Unclenching of Fists
Ao que tudo indica, o álbum será conceptual, dedicado à ideologia budista tibetana e ao conceito de 'iluminação', o que se deverá reflectir na sonoridade do álbum. Enquanto o site oficial não está online, contactem a banda para thefirstborn@mail.com

Publicado por BillLaswell em 01:02 AM | Comentários (0)

fevereiro 01, 2005

PAIN OF SALVATION - ENTREVISTA

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Se, quando se fala em metal progressivo, se fala de uma ausência de estilos e de uma banda que está em constante progressão, então os suecos Pain Of Salvation são o protótipo do estilo. A banda, liderada pelo vocalista e guitarrista Daniel Gildenglow, tem lenta mas solidamente cimentado a sua posição na cena, como bons álbuns como «One Hour By The Concrete Lake» e «Entropia», álbuns geniais como «The Perfect Element Part I» e «Remedy Lane» e concertos e digressões ao lado de nomes como Dream Theater, bem como lugares de relevo para o líder Daniel em super-bandas como The Flower Kings ou Transatlantic. «Be», o mais recente trabalho de Pain Of Salvation, é uma gigantesca e titânica obra musical à volta do conceito da existência, em que a banda sueca quebra todas as barreiras de metal progressivo e vai mais além, utilizando inclusivamente uma orquestra sinfónica na concepção do disco. Daniel explicou-nos tudo.

Tens estado a responder a muitas entrevistas hoje. Como tens notado a reacção dos jornalistas ao álbum?
O interesse dos jornalistas pelo álbum tem sido muito alto, o que para dizer a verdade me surpreende, porque é um álbum muito difícil. Eu pensei que as pessoas iam dizer "que se lixe, eu não tenho paciência para isto" (risos). Mas tem havido muito interesse, o que me deixa muito satisfeito.

Isso é também uma demonstração do vosso estatuto da cena. Se fosse uma nova banda com um álbum de estreia assim, talvez poucas pessoas lhe dessem oportunidade para o álbum se desenvolver com audições subsequentes.
Exacto. Acho que se passou a mesma coisa com o «The Perfect Element»... nós nunca poderiamos ter feito esse álbum na nossa estreia. Depois de gravarmos o «Entropia» e o «One Hour By The Concrete Lake», tinhamos dado provas ao estúdio e ao management e à editora, e eles tinham uma fé inabalável em nós em termos de música. E mesmo assim, quando lhes apresentámos as demos do «The Perfect Element», eles disseram algo do género "uuh... acho que vocês sabem o que estão a fazer, mas isto soa mesmo estranho... é tudo tão lento, e negro" (risos). Mesmo nessa altura, eu acho que nós talvez precisássemos de outro álbum antes para sermos completamente autorizados a fazer aquilo (risos). Acho que desta vez também, estivémos um pouco à frente de nós próprios. Acho que, para sermos delicados, deviamos ter feito mais um ou dois discos para...

... para preparar as pessoas para este disco (risos).
Exactamente (risos). Nós não preparámos as pessoas suficientemente. Mas acho que toda a ideia de Pain Of Salvation deriva muito de não ouvirmos o que as pessoas acham que devemos fazer, mas tentar fazer o que queremos realmente fazer, e aquilo em que acreditamos. Na nossa prespectiva esta é a única maneira possível.

É doloroso desenvolver um conceito como este?
Sim. Especialmente este, porque já trabalho nele há tanto tempo. Muitas das ideias já estão na minha cabeça desde 1996, e quando comecei a colocar tudo junto... porque a ideia principal por detrás do conceito deriva de tentar desprover muitas teorias dos seus valores semânticos e palavras. Basicamente retiras o contexto humano para tentares ver um padrão maior, e depois tens o trabalho frustante de fazer um conceito, em que sabes que tens de colocar-lhe palavras de novo e, de certa forma, vais destruir a mensagem de novo. Acho que essa parte é dolorosa, porque faz-te perceber que nunca vais ser capaz de explicar as visões que tens quando olhas para esses padrões, ou de certa forma para essas ideias maiores. Por isso a única coisa que eu podia fazer era destruí-las (risos). Muitas dessas ideias e teorias eram, de certa forma, a fundação do universo "Be". Muitas das ideias não estão presentes dentro do conceito, mas tens... acho que é uma coisa do género... as teorias e as ideias por detrás do conceito são como o Silmarillion, e a história é como o trilogia do Senhor dos Anéis. Não estou a dizer que existe alguma espécie de similariedade, estou apenas a dizer que uma parte é o acto de descreveres a ti próprio as regras do universo em que vais colocar a história. E esse processo acho que foi o mais difícil... envolveu muito trabalho, e eu estou ainda no processo de tentar explicá-lo a mim próprio, de tentar colocá-lo em palavras. Mas depois tens a história do "Be", que é pelo menos um pouco mais fácil de compreender, e que na realidade é um conto moderno da criação, e que tenta combinar muitas das teorias contraditórias e áreas da sociedade conteporânea em que vivemos hoje. Temos a religião a dizer uma coisa, a ciência conta outra história, depois temos a socio-política a dizer outra coisa, a filosofia fala de uma coisa diferente. O que eu tentei fazer foi criar uma história que permitisse que todas estas histórias fossem verdade, se vires o universo de acordo com as considerações do "Be"...

Deve ser especialmente frustante, quando estamos a falar de um álbum de música, e tens que deixar muito do teu trabalho para trás quando o conceito chega à música.
Tens que olhar para ele como uma série de instanâneos de uma ideia imensamente grande. Tens uma história, e nem sequer a podes contar em toda a sua extensão. Tens de cortar pequenas fatias e instantâneos que expliquem a história. É um pouco como ter uma galeria de fotografias com 20 retratos, e tentar descrever a humanidade com essas 20 fotos. É possível até certo ponto, mas por outro lado é completamente impossível. Mas mesmo assim podes fazer uma colecção muito interessante, e podes transmitir uma mensagem emocional do que tentas dizer.

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A alguma altura da concepção do álbum sentiste que estavas a sacrificar a tua liberdade musical em prol do conceito? Trabalhar dentro de certos parâmetros deve limitar as escolhas musicais, certo?
Não sei. O que este álbum teve que os outros não tiveram foi os músicos da orquestra. Eu senti que a palete musical de onde eu podia tirar cores musicais era muito maior para este conceito e para este álbum, mais do que para qualquer um dos álbuns anteriores. Então senti que a liberdade musical era provavelmente maior do que antes. E às vezes chega a ser confortante ter... porque a música é ilimitada, pelo menos da maneira como eu a vejo. E nasce de qualquer situação possível. Ter essa situação específica e esse contexto específico acaba por fazer disparar a música, de certo modo. Ter uma situação específica potencializa o nascimento de muitas ideias musicais. Por isso eu acho que aquilo que tu podes ver como trabalhar dentro de certos parâmetros ou limites é algo que faz nascer música também. O «Be» nunca teria sido criado se eu nunca tivesse estado naquela situação específica no início. Há muita criatividade a correr-te na cabeça quando pensas "eu tenho cinco meses até que tenhamos que apresentar isto numa produção de palco. Tenho nove músicos de orquestra, tenho a banda e tenho todos os outros instrumentos que a banda sabe tocar. E tenho estas e aquelas limitações de tempo para o álbum." É como enumerar uma série de premissas diferentes, e em si elas já são muitas, e isso faz com que a criatividade comece a voar. É como dizeres "agora tenho todas as peças, e tenho que trabalhar". De certo modo, eu descubro sempre que isso funciona como um processo muito criativo. Diverti-me muito, mas provavelmente dormi muito pouco durante todo o processo, porque as coisas estavam sempre a saltar na minha cabeça, o tempo todo. Mas olhando agora para trás, ainda me recordo dessa altura como uma onda muito criativa, apesar de no fim ter sido demasiado stressante. Porque normalmente a minha moldura temporal está sempre duas semanas atrasada. E tendo uma produção de palco para preparar, não podes trabalhar assim. Mas é assim que eu funciono; eu tenho sempre que estar duas semanas atrasado com tudo. Isso é muito estranho, porque quando tens uma graação de um álbum ou qualquer coisa, podes sempre, se estás a contar começar no dia 1 de Novembro, podes sempre acabar por iniciar as gravações duas semanas mais tarde - ou algo do género. Aproximadamente. Nesse processo podes sempre esticar a data-limite um pouco. Mas com esta coisa isso não era possível (risos), porque o público estaria lá; nós tinhamos que estar em cima do palco e actuar. Então nos últimos dias, acho que nunca estive tão perto de um colapso nervoso. Nos últimos dias antes da estreia do projecto, quando fizémos a produção ao vivo, lembro-me que tive um ataque - o meu corpo tremia todo, eu não conseguia manter nada firme. E isso foi muito assustador. Acho que foi um ataque de pânico, porque o meu coração estava a bater muito depressa, e eu senti-me incrivelmente ansioso.

A sério?
Sim. Foi terrível. Aconteceu na noite antes de fazermos o ensaio geral, ou na noite antes da estreia.

Já te tinhas sentido assim alguma vez antes?
Não dessa maneira. Já tive muito stress em algumas alturas, já me senti terrívelmente em alturas da minha vida claro, provavelmente como toda a gente devido a variadas razões, mas esta foi a primeira vez que senti que não tinha controlo sobre o meu corpo da maneira que gostaria. É como quando estás ao frio muito tempo, e deixas de poder controlar o teu corpo, porque treme muito. Foi a mesma coisa. Tinha uma série de emoções a percorrer-me; foi uma sensação muito estranha. Não gostava de a voltar a repetir, e quero evitá-la de todas as maneiras possíveis (risos). Aparentemente, foi o típico ataque de pânico. Em sueco, julgo que se chama ansiedade de pânico... algo do género... é um termo médico. Conheço um tipo que já teve alguns destes ataques, e eu não sabia. E quando lhe contei ele disse-me "eu sei o que isso é, e significa 'abranda'" (risos). Quando começas a tê-los, podes não conseguir livrar-te deles. É basicamente o teu corpo a defender-se, a estar completamente alerta, como se estivesses prestes a morrer, apesar de não estares (risos). é como um escape onde o pânico é extraído do teu corpo, porque forçaste o teu sistema nervoso demasiado tempo e com demasiada intensidade.

Normalmente funciona como um aviso para uma depressão nervosa.
Sim. Foi muito assustador, mas felizmente tinha muita gente ao pé de mim nessa altura, porque tinhamos que fazer as projecções e as faixas de apoio. Porque sem elas nós não podiamos completar o espectáculo; tinhamos que usar as quicktracks, e fazer as projecções. Sem isso, seria impossível (risos). E isso não estava a funcionar. Então tivémos muitos problemas, porque queriamos ter isso em DVD para que tivéssemos um formato fixo e o espectáculo fosse exactamente o mesmo todas as noites. Mas felizmente havia um tipo envolvido - o engenheiro de som - que tinha um pouco de experiência nisso e nos ajudou imenso. A dada altura tinhamos seis computadores a funcionar simultaneamente, a fazer coisas diferentes: eu estaria a trabalhar nas faixas midi, para as quicktracks e para algumas faixas de apoio que deviam estar lá, como o orgão de igreja, a narração no início e no meio; tinhamos outro tipo noutro computador a tentar funcionar com o DVD, a tentar criar um sistema 5.1 de DVD que fosse capaz de lançar as quicktracks e tudo; tinhamos um tipo noutro computador a funcionar com algumas pequenas partes da narração que no álbum sou eu a falar, mas no espectáculo era o mesmo tipo que fala no início do álbum; tinhamos outro tipo noutro computador a lançar as mensagens de deus, a atirar as partes que eram precisas para que pudéssemos misturar tudo para o primeiro DVD. E depois disso fomos mudando tudo, pouco a pouco, depois de termos estreado. Foi mesmo muito éctico (risos).

Fez-te, de certo modo, ter saudades dos espectáculos de rock simples?
Talvez não apenas isso, mas todo o processo do «Be» fez, em todos nós, aparecer um sentimento de "aaaaah! Simplicidade, por amor de deus!". Porque estamos a trabalhar nisto há tanto tempo - especialmente eu, que tenho trabalhado com todos os aspectos. Primeiro, escrever toda a ideia conceptual, o que fiz mesmo antes de saber que iamos fazer a cooperação com esta orquestra. Depois de criar o conceito, começar a trabalhar na música, decidir como iria funcionar a cooperação e tudo, o que levou muito tempo. Muitos problemas técnicos tiveram que ser resolvidos para fazer com que tudo funcionasse. E durante todo esse tempo eu estava a construir um estúdio em casa, para que fosse possível gravar isto. E depois do processo de composição, veio todo o processo de composição - como fazer tudo, se teríamos faixas de projecção, como seria isso feito, isto e aquilo. Depois a actuação ao vivo, a produção de palco, que é de uma escala enorme e levou muito tempo. E depois todo o tempo de produção, em que tocámos dois espectáculos por dia durante duas ou três semanas... o que foi muito estafante também. Especialmente porque a dado ponto eu entrava num tubo cheio de água gelada... por isso, todas as noites eu ficava ensopado em água fria. O que não é uma coisa boa, quando és vocalista (risos).

É um espectáculo suicida.
Sim, eventualmente. Fui eu que tive a ideia, e nem sequer pensei nisso. Depois, quando estávamos a trabalhar nas projecções de vídeo, o tipo que as estava a montar disse "espera aí" - porque eu estava a explicar-lhe todo o conceito visual ao vivo, para que ele soubesse onde colocaria as projecções do vídeo - e ele disse "espera aí. Recua aí um pouco, Daniel. Estás a dizer-me que, duas vezes por dia, todos os dias, vais entrar num tubo de água gelada e colocar um casaco que está dentro dessa água e cantar?". "Sim". "Bem, Daniel, vais adoecer" (risos). Eu disse "tens toda a razão! Nunca tinha pensado nisso!". Porque tinha estado tão stressado com todo o aspecto visual, nunca tinha pensado no facto de não ser bom entrar num tubo de água gelada quando se canta. Estás quente e suado, entrar na água fria, ficar molhado, e depois completar todo o resto do espectáculo sem ser possível mudar de roupa até acabar. Felizmente, eu consegui. Não fiquei doente durante todo o período, porque acho que quando fazes uma coisa como a que fizémos, estás tão cheio de adrenalina que o teu corpo expulsa todas as possíveis bactérias que tentem entrar. Mas claro que depois do último espectáculo ficas seriamente doente, porque é aí que relaxas e deixas toda a tensão sair. E é como se as bactérias dissessem "OK pessoal, as portas estão abertas".

(risos) "É agora"!
Exactamente (risos). Mas foi muito interessante. Mas continuando a resposta, depois do espectáculo ao vivo, tivémos que gravar o álbum em estúdio. E a meio disso fizémos o «12:5». E depois continuámos com a gravação do disco. E depois disso, trabalhámos no aspecto gráfico do álbum. E depois disso, a produção e a mistura do DVD. Estamos a meio da produção do DVD agora. Comecei toda a ideia do conceito há dois anos, e ainda estou nele. É como um pesadelo - não consigo sair (risos). Por isso acho que, neste ponto, a coisa mais tentadora para nós seria fazer um disco extremamente orientado para a banda, tipo Ramones, com um conceito sobre uma coisa realmente simples, como um Volkswagen. Para que às pessoas que me perguntassem "poderias falar-me sumariamente sobre o conceito" eu poder responder "é sobre um Volkswagen. É isso". Mas eu conheço Pain Of Salvation demasiado bem, porque todo o conceito e álbum «Be» era inicialemente destinado para ser um pouco simples. Nos começámos por discutir a possibilidade de fazer o «The Perfect Element Part II», e chegámos à conclusão de que seria demasiado grande, demasiado pesado, demasiado complicado, demasiado difícil em todos os aspectos. Tinhamos que fazer algo mais curto, mais simples e mais fácil. Então fizémos o «Be» (risos). Não sei quão simples teríamos que fazer qualquer coisa, para ficar com uma coisa normalmente difícil.

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Então não existe hipótese de o álbum a seguir ser o «The Perfect Element Part II»...
Não a seguir. Não só nós queremos fazer algo um pouco mais simples, mas também o «The Perfect Element Part II» é suposto ser baseado numa orquestra - estava planeado para sê-lo muito antes de nós termos feito o «Be». Acho que não seria uma boa ideia lançar outro álbum baseado em orquestra depois deste. As pessoas pensariam que nós tinhamos ficado uma banda totalmente orquestral.

Vais pensar duas vezes antes de voltares a colocar "part I" em outros dos vossos álbuns?
Para dizer a verdade eu estou contente com isso. As pessoas peguntam-me "não te arrependes de ter colocado 'part I' no álbum e agora as pessoas passam a vida a perguntar-te quando é que vai sair a 'part II'". E eu respondo "eu estou contente de termos colocado 'part I', porque isso prova que nós estávamos a planear uma segunda parte". Porque agora todo o mundo está a afogar-se em sequelas. E sequelas que não era suposto existirem, mas sequelas que é suposto trazerem mais dinheiro, porque a primeira parte vendeu bem. Então "vamos fazer uma sequela, para fazer mais algum dinheiro". E essa é a prova que temos que era suposto haver uma segunda parte; não vai ser um truque comercial.

...Apesar de teres que continuar a responder a essa questão...
Em certas alturas respondo coisas do género "nem sequer era suposto haver uma parte dois, era só uma piada". E as pessoas dizem "o quê?? Há dois anos que espero por esse disco!" (risos). Acho que a dada altura respondi "para dizer a verdade, começámos por fazer a parte quatro. Planeámos fazer isto no género da Guerra das Estrelas, ou seja, começámos com a parte um, que afinal não era a parte um mas sim a parte quatro. Depois vamos fazer as partes cinco e seis, e depois voltamos atrás e fazemos a parte dois". (risos). Vai definitivamente haver uma parte dois, mas duvido que fosse uma boa ideia tê-la já no próximo álbum. Mas já existe música escrita para ela - não completamente, mas parte dela já está composta e em papel. E muito do material adicional está na minha cabeça, tal como muito do material do «Be» - não musicalmente, mas o material do conceito, que eu deixei no meu sub-consciente - e então, muito do material musical do «The Perfect Element Part II» está já no meu sub-consciente. Muitas das coisas recorrentes e coisas desse género, que é suposto serem usadas de modos diferentes e que podem resultar mesmo em coisas diferentes e por aí adiante

Publicado por BillLaswell em 11:39 PM | Comentários (0)

HEARSE - CRÍTICA

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Cambodia CD-EP
Karmageddon Media/Recital

«Cambodia», a versão da música de Kim Wilde que os suecos Hearse tinham no último trabalho «Armageddon Mon Amour», é agora alvo de um EP com o seu nome. A verdade é que a melodia do tema original aplicada à receita death-rock do trio acaba por funcionar muito bem, com energia incontida e um indelével sabor pop em todo o peso de Hearse. O EP contém ainda dois temas novos («The Accused» e «Wheels of Misfortune»), que seguem a mesma linha pesada e groovy dos temas de Hearse, embora não sejam particularmente brilhantes (por algum motivo ficaram de fora do álbum). Depois, temos também os dois temas do 7" da banda - «Torch» e «Avalon» - que já tinham entrado, regravados, no disco de estreia, bem como quatro versões demo de temas dos álbuns. Na prática, há pouco aqui para os fãs de Hearse, a não ser os dois temas inéditos. Para os outros, não deixam de ser nove temas do abrasivo death-rock de uma das mais descomprometidas bandas da cena actual, mas convenhamos que a maioria não estará na sua melhor versão, e que qualquer um dos álbuns anteriores deixará uma melhor imagem a quem escute Hearse pela primeira vez do que este EP. (6/10)
«Cambodia» já está disponível no mercado português

Publicado por BillLaswell em 11:07 PM | Comentários (0)

MASTERPLAN - CRÍTICA

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Aeronautics CD
AFM Records/Recital

Quando Roland Grapow e Uli Kusch, ambos ex-Helloween, anunciaram que se tinham juntado a Jorn Lande (ex-Ark) para formar uma nova banda, toda a gente pensou no termo 'super-banda'. No entanto é preciso um pouco mais do que três nomes sonantes para fazer uma grande banda numa cena como a do power metal melódico, em que já quase tudo está inventado. O disco de estreia, no entanto, deu boas indicações, com Jan S. Eckert (Iron Savior) a completar a secção rítmica com Kusch, a guitarra infecciosa de Grapow e a escola AOR de Lande a juntarem-se para um dos melhores álbuns de estreia a que o estilo já tinha assistido. Mas nada podia preparar o público para «Aeronautics». O segundo disco de Masterplan é, pura e simplesmente, o sonho de qualquer fã de power metal melódico, e vai muito para além disso. O grande responsável chama-se Jorn Lande, que prova nos temas deste disco que é o verdadeiro sucessor de vozes como a de Glenn Hughes ou Dio. A emoção que o vocalista empresta a cada uma das músicas, juntamente com a melodia dos refrões, o peso dos riffs de Roland Grapow e a produção mais que eficiente, são o condimento certo para um grande álbum de heavy metal. Mais que isso, «Aeronautics» deixa-nos a pensar se Lande não teria, a dada altura, sido o vocalista certo para os Helloween. Mas os Masterplan não parecem preocupados com comparações. O seu power metal de cariz vincadamente hard rock na voz bem pode ser descrito como uma mistura do bom gosto Ark com a melodia de Helloween. O que verdadeiramente importa é a alma de «Aeronautics», e o facto de cada um dos temas, mais rápido, mais pesado, balada ou tema forte de power metal, ser perfeito em termos de composição e execução. E, acreditem-me, não é fácil fazer um álbum perfeito num mundo pós-Helloween e pós-Blind Guardian. Os Masterplan fizeram-no. (10/10)
«Aeronautics» já está disponível no mercado português

Publicado por BillLaswell em 11:04 PM | Comentários (0)

PAIN OF SALVATION PREPARAM DVD

O mais recente projecto «Be», dos suecos Pain Of Salvation, vai ver alvo de uma edição em DVD e CD que vai incidir sobre o espectáculo da banda para esse projecto. O título vai ser «Be Live», e a edição deverá acontecer ainda na primeira metade de 2005.

Publicado por BillLaswell em 11:00 PM | Comentários (0)