
«In Love And Death» CD
Reprise Records/Warner Music
Depois de mais de um milhão de discos vendidos com a estreia homónima, os The Used, novos meninos bonitos da Reprise Records, estão de volta para uma nova ronda de heavy-rock melódico moderno. «In Love And Death» pode parecer mais coeso e, por vezes - como no tema de abertura e primeiro single, «Take it Away» - mais pesado, mas a verdade é que há pouco neste disco para os fãs de heavy metal. Primeiro porque os The Used não resistem ao chamamento pop em demasiadas faixas para que «In Love And Death» possa sobreviver a uma audição de um fã que procura algo mais duro no quarteto americano. Depois, porque a voz de Bert McCracken tem demasiado açúcar para que se aproveitem os bons riffs de guitarra que, pontualmente, surgem nos temas do disco. Este é, com toda a certeza, um trabalho para competir no campeonato de bandas como Hoobastank, por airplay nas principais rádios comerciais e revistas de rock comercial, e apenas os fãs de um nu-metal moderno mais acessível e cruzado com o pop/rock comercial poderão apreciar algo neste segundo disco de The Used. Ainda assim, agradece-se a destreza sonora e de composição que levou a uma coesão visivelmente mais conseguida por parte da banda. Se não é possível tirar este tipo de música das rádios, ao menos que tenha alguma qualidade, como esta. (5/10)
«In Love And Death» já está disponível
Stef Broks, baterista de Textures, lançou recentemente o seu site pessoal, onde é possível fazer o download de outros projectos em que participa ou trabalhos pessoais, e também da sua banda principal. Vejam-no aqui. Entretanto, os Textures vão gravar o seu novo álbum no final do ano, na Holanda.
Os portugueses Sacred Sin têm um novo site oficial. Visitem-no aqui.
No dia 25 de Maio os Emilbus - banda de tributo a Sublime - assinalam o 9.º aniversário da morte do vocalista Bradley Nowell com um concerto no Neutro Klub, em Santo (Lisboa), a partir das 00.30h.
Os Desire vão assegurar a primeira parte do concerto dos suecos Evergrey, no dia 11 de Maio, no Paradise Garage, em Lisboa.
Os Redemption, que contam com Ray Walder de Fates Warning como vocalista, preparam-se para editar o seu segundo álbum de originais, «The Fullness Of Time», no dia 20 de Junho deste ano, através da Massacre Records.
- Peste & Sida, Mata-Ratos, Anti-Clockwise, Samesugas e Eravas Daninhas ao vivo no Pinhal Novo - 22.00h
- Festival Wild Box 2, com actuações de Dr. Frankenstein e The Rumble Bees e música a cargo de DJ Bop 'a' Go e DJ Blitz, na Caixa Económica Operária (Lisboa) - 22.30h
- Synergy Night na Discoteca Swing (Porto)

«Asylum Of The Human Predator» CD
Lifeforce Records/Recital
Descrito assim, a frio, o som dos Hell Within situa-se entre o death metal, o thrash moderno e o hardcore. Como dezenas de outras bandas. No entanto, os americanos não soam como dezenas de outras bandas. Primeiro porque sabem misturar como (quase) ninguém um sentido técnico invejável com brutalidade e acessibilidade melódica na sua música. Depois porque as incursões melódicas se resumem a três ou quatro partes mesmo muito melódicas nos refrões, o que aproxima mais os Hell Within do espectro musical de uns Scar Symmetry do que da cena emo-core. Por fim, porque a produção de «Asylum Of The Human Predator» tem uma produção muito mais europeia do que americana, ajudando a colar o som da banda a uma certa cena do norte da Europa, enquanto que os riffs mantêm a fúria e o 'groove' americanos. Apesar de jogarem num campo onde os Hatebreed e os Candiria são reis, e de não apresentarem uma música revolucionária nem original, os pormenores deste segundo álbum de Hell Within marcam muito bem a diferença da banda americana para a concorrência. Estes riffs, esta fúria, este melodia e, sobretudo, estes riffs e solos de guitarra são bons e irresistíveis seja ou não seja o metalcore uma moda. (8/10)
«Asylum Of The Human Predator» já está disponível
Os americanos Vile estão a terminar as gravações e mistura do seu próximo disco, «The New Age Of Chaos». Este novo álbum será conceptual, sobre a realidade e horrores da guerra actual com o Islão. A produção está a cargo do ex-membro Colin Davis. Em Outubro, os Vile entram em digressão pelos Estados Unidos e Canadá com Deeds Of Flesh, enquanto que na Europa a digressão está marcada para Novembro, juntamente com Exmorten.
Os Event Horizon entram em estúdio, no Cool Life Studio, no próximo dia 20 de Maio para gravarem o seu álbum de estreia, «Naked On The Black Floor». O disco vai conter oito faixas e uma introdução, num total de 45 minutos. O CD deverá incluir também um vídeo-clip promocional que o grupo vai gravar depois de sair de estúdio.
Está finalmente disponível o MCD homónimo de estreia da banda de metalcore nacional Sevenwaystodie. Encomendem-no através da editora, Dirty Star Records.
No dia 30 de Abril decorre mais uma Synergy Night, na discoteca Swing, no Porto, com os DJ's Ivo, Luís e António Jorge. A organização é, mais uma vez, da Sound Factory, que planeia mais algumas noites alternativas para este ano, nomeadamente com concertos de bandas como Mécanosphère (em Maio), Girls Under Glass (em Junho), VNV Nation (em Setembro) e um festival de duas noites em Outubro.
Os americanos Withered assinaram um contrato discográfico com a Lifeforce Records. A sonoridade do grupo é descrita pela editora como uma mistura explosiva de death metal de início dos 90, black/death metal sueco e sludge/crust. Os Withered foram formados em 2003 por membros de Social Infestation e Leechmilk e, desde aí, têm sido uma presença habitual nas primeiras partes de concertos de bandas como Mastodon, Exhumed, Herod e Misery Index. O álbum de estreia, chamado «Memento Mori», foi produzido por Michael Green (Light Pupil Dilate) e vai ser editado no dia 6 de Setembro deste ano.
- Process Of Guilt ao vivo na Associação Cultural, Artística e Recreativa Alçude, em Évora - 22.30h
- Out Standing ao vivo na Discoteca Hangar (Viseu) - 00.00h
- Blasted Mechanism e In Kairos ao vivo na Semana Académica UTAD, em Vila Real

«Amartia» CD
Firedoom Music/Recital
«Amartia» é o segundo disco de Pantheïst, projecto liderado pelo grego Kostas (voz, teclados), actualmente radicado em Inglaterra, com o guitarrista Nicolas e com o baterista e baixista de Esoteric. Sendo um lançamento da Firedoom Music, sabemos à partida do que esperar do álbum. «Amartia» tenta, no entanto, ser um pouco mais do que o típico disco de doom metal, com uma forte compoenente ambiental proporcionada pelo sintetizador de Kostas e uma forte ligação religiosa, já que sete dos dez temas do álbum têm como títulos os pecados capitais do cristianismo. Com a referida forte ligação do doom metal de Pantheïst ao dark ambient, este disco brilha com uma intensidade muito própria, mas na maior parte do tempo deixa mais expectativas do que propriamente certezas. O groove é completamente devassado pelas passagens ambientais que, por sua vez, também não têm toda a sua potencialidade explorada devido à interferência das guitarras e secção rítmica. Ficando exactamente a meio caminho entre os dois estilos, Kostas e companhia acabam por não ter verdadeiramente o auxílio dos melhores elementos do doom e do dark ambient, revelando alguma inadequação, em termos de composição, para contornar esse problema, e nem quando recorrem a passagens mais rápidas conseguem tirar a sensação de amargo da boca de quem ouve o álbum. A maior parte das vocalizações fica também a meio caminho de um trabalho realmente convincente, assim como a produção sonora. Assim, «Amartia», apesar de conceptual, não é o passo que se esperava de Pantheïst depois de «O Solitude». (5/10)
«Amartia» já está disponível
Depois do último «Lost In Reverie», os noruegueses Peccatum, banda de Isahn (Emperor) e da sua esposa Ihriel, estão de regresso com o EP «The Moribun People». Este novo EP contém três faixas novas e uma versão do tema de Bathory «For All Those who Died». O tema-título tem também direito a um vídeo - o primeiro de Peccatum - também presente no EP. A edição é da Mnemosyne Productions.
Contrariamente ao inicialmente planeado, o novo trabalho dos Ethereal, «Towers Of Isolation», ainda se encontra em fase de produção. O atraso deveu-se a motivos alheios à banda, e a gravação deverá estar pronta antes do final do Verão, para um lançamento que deverá acontecer no Outono. Entretanto, o grupo está a organizar uma street-team para ajudar a promover o novo álbum. Quem estiver interessado em inscrever-se deve contactar o mail ethereal@etherealrealm.org
No dia 21 de Maio os In Tha Umbra e os The Ransack actuam ao vivo no bar Ar de Rock, em Alcaria, a cinco quilómetros de Porto de Mós, em direcção a Mira D'Aire. O espectáculo começa às 22.30h, e tem ainda direito a after-party com o DJ Raul Gomes, do programa de rádio Holocausto.
Os As I Lay Dying terminaram finalmente as gravações do seu próximo disco, «Shadows Are Security». A produção do álbum esteve a cargo do vocalista Tim Lambesis e de Steve Russell, enquanto que a mistura foi assinada por Andy Sneap. A edição na Europa está prevista para o dia 20 de Junho, via Metal Blade Records. A primeira prensagem do disco vai conter um DVD bónus, de aproximadamente 25 minutos, que documenta parte de um concerto de As I Lay Dying filmado no Substage Club, em Karlsruhe, Alemanha, em Novembro do ano passado.
O site nacional Metal Open Mind vai mudar de morada, passando a ser actualizado com conteúdos em forma de blog. Visitem-no aqui.
A propósito da edição do novo MCD de Leave's Eyes, «Elegy», no dia 2 de Maio, a Napalm Records está a sortear cinco cópias do disco, autografadas por toda a banda, entre os que responderem correctamente à questão "Como se chama o filho de Liv Kristine" para o e-mail winwithnapalm@napalmrecords.com até ao dia 15 de Maio.
Está finalmente editado o terceiro volume da compilação «Blown To Pieces». Esta nova edição contém temas de Emeth, Devious, Vespers Descent, Toiletation, Nightmare Visions, Dark Reign, Jack Slater, Agabus, Solarisis, Persistense, Fallen Saints, Vermin, Last Breath Denied, Shadowlord, Disconsolate, Temple Of Eternity, Black Altar, Imbolc, Bloodwritten e Dessacrator. A edição é da FearSomeRecords, que está já, entretanto, à procura de bandas para o quarto volume da compilação.
Ano e meio depois da estreia «Last Sunrise», os italianos Shining Fury preparam-se agora para começar as gravações para o seu segundo disco, depois de algumas alterações na formação. A edição ficará a cargo da Metal Blade, e deverá sair no final deste ano.
No início de Maio a Listenable Records vai editar uma caixa com o novo álbum de Aborted e mais algumas surpresas ainda por revelar. As pessoas que enviarem para a morada da Listenable coisas como cabelo, unhas, dentes, ossos e afins têm um desconto nesta edição especial. Mais informações através do e-mail sales@listenable.net. Depois desta edição, em Outubro, os Aborted iniciam uma digressão pelos Estados Unidos juntamente com Criptosy e Suffocation.
Os americanos Slough Feg vão actuar no festival Keep It True deste ano, que decorre na localidade de Lauda-Königshofen, na Alemanha, no dia 5 de Novembro. Outras bandas participantes no festival incluem nomes como Raven, Solitude Aeturnus, Ruffians, Intruder, Skullview, Stormwarrior, Forsaken e Ignitor. Os Slough Feg vão ainda aproveitar esta deslocação à Europa para realizar mais alguns concertos no Reino Unido. No entanto, a prometida digressão europeia não se realizará desta vez, devido a constrições de tempo.
- Out Standing ao vivo no Sons e Sabores Bar (Covilhã) - 22.00h

«The Middle Of Nowhere» CD
AFM Records/Recital
Zak Stevens vai para sempre ficar ligado aos Savatage, por ter sido a voz de álbuns clássicos como o seminal «Handful Of Rain». Por isso, não seria difícil de perceber que uma nova banda liderada pelo senhor obteria facilmente atenção da imprensa e público, e encortaria seriamente o caminho para a fama com esses argumentos. No entanto, a estreia, «Watching In Silence» ganhou sobretudo pela participação de Jon Oliva e Chris Caffery, refazendo a equipa criativa de Savatage para Circle II Circle, o projecto a solo de Stevens, e arrancando reacções positivas por tudo o que era sítio. Agora era a vez do músico provar que «Watching In Silence» não havia sido obra do acaso, com um segundo disco. «The Middle Of Nowhere» acaba por não brilhar com a mesma intensidade do seu antecessor, apesar da receita se manter basicamrnte igual, baseada em melodias fortes, no peso de duas guitarras e na voz de Zak Stevens, no centro exacto entre o hard rock e o heavy metal. É, no entanto, a composição o elo que falta em «The Middle Of Nowhere». O brilhantismo dos velhos tempos de Savatage que se tinha vislumbrado muito fugazmente na estreia de Circle II Circle apenas está presente num dos temas («Holding On») de um álbum que abusa nos meios-tempos e meias-baladas e termina com uma balada a sério que também não entusiasma. Pode ser apenas um disco abaixo da média para Zak Stevens, mas se isso representar um regresso a Savatage, é caso para dizer que há males que vêm por bem. (6/10)
«The Middle Of Nowhere» já está disponível
A digressão europeia de Gorgoroth, juntamente com 1349, marcada para o mês de Novembro, acaba de ser anunciada, e contempla uma data portuguesa. O concerto em Portugal acontece no dia 8 de Novembro no Le Son, em Coimbra.
Os portugueses Out Standing vão ter um novo lançamento em breve. Enquanto os detalhes sobre este novo trabalho não chegam, eis as datas dos próximos concertos da banda:
28 de Abril - Sons e Sabores Bar (Covilhã) - 22.00h
29 de Abril - Discoteca Hangar (Viseu) - 00.00h
30 de Abril - La Dolores, em Tavalera (Espanha) - 21.00h
12 de Maio - local a anunciar, em Castelo Branco
A Opuskulo webzine e a D:Monium uniram esforços e estão agora a editar uma newsletter em papel, distribuída gratuitamente em lojas bares e concertos da região de Lisboa e em outros pontos do país, e também por e-mail, a pedido das pessoas. Peçam a edição electrónica para: splitt@iol.pt

«Incarcerated Sorrows» CD
Firebox Records/Recital
Apesar de Matte Andersson andar com o projecto Grave Flowers às costas, praticamente sózinho, durante quase 10 anos, este segundo disco mostra-nos uma banda em vez de um projecto a solo ajudado a gravar por amigos. Talvez por isso, Matte, auxiliado pelo guitarrista Jason e com músicos convidados nos teclados e bateria, apresente em «Incarcerated Sorrows» algumas das mais coerentes ideias do seu doom metal gótico desde que começou a compôr música. As melodias são tristes e melancólicas ao longo de todas as 11 faixas do disco, com especial ênfase no bom trabalho de teclados, etéreo e ambiental, e nos leads de guitarra de Jason Janson, sempre presentes, e aos quais correspondem uma grande parte da qualidade dos temas do disco. A voz de Matte surge triste e desesperada, algo agressiva, mas o facto de não ser tipicamente doom nem tipicamente limpa deixa-o numa espécie de limbo que não é carne nem é peixe, e que acaba por não resultar tão bem, sobretudo porque é uma parte tão importante da receita musical de Grave Flowers. Ainda assim, o ambiente funéreo e belo de «Incarcerated Sorrows» pertence a uma banda madura, que sabe extrair a negridão do doom metal e a beleza do gótico para as usar em seu proveito. Um pouco mais de esclarecimento vocal, e teremos aqui uma boa alternativa aos nomes mais conhecidos do estilo. Bem longe dos tempos da demo de 1995, compostas e interpretadas por um miúdo que só queria ter cassetes com a sua música para trocar com outras bandas. (6/10)
«Incarcerated Sorrows» já está disponível
A banda espanhola de doom metal gótico Evadne vai realizar três datas ao vivo em Portugal na primeira quinzena de Maio, vindo apresentar o seu novo álbum «In The Bitterness Of Our Souls». A abrir os concertos estarão os folk-metallers portugueses Hordes Of Yore, que apresentarão o seu álbum de estreia «Of Splendour And Ruin». Eis as datas:
6 de Maio - Satori Bar (Querença, Loulé) - 22.00h
7 de Maio - Jinx Bar (Bairro Lato, Lisboa) - 22.00h
8 de Maio - Caluda's Bar (Praça Aurélio Sousa, Porto) - 19.00h
Hoje, a partir das 17.00h (hora portuguesa) é possível conversar com Maik, de Heaven Shall Burn, e vê-lo em tempo real em estúdio, onde a banda está a gravar a sua parte do split-CD com Caliban, que vai ser editado pela Lifeforce Records. Cliquem aqui e sigam as indicações.
Os ingleses Bolt Thrower estão a realizar os últimos ensaios antes de entrarem em estúdio para gravarem o seu oitavo, e ainda sem título provisório, novo álbum de originais. Em meados de Maio a banda entra no Sable Rose Studio de Andy Faulkner, onde vão passar os três meses seguintes a gravar o disco. O álbum deverá ser lançado em Outubro ou Novembro pela Metal Blade Records.
- Ramp ao vivo na Oficina do Cais (Montijo) - 22.00h
- Peste & Sida ao vivo no Pavilhão do Farense, Faro - 22.00h
- Edição de «Warrior's Death», de Resuscitator
- Edição de «War Metal», de Cobalt

«High Tension Wire» CD
Frontiers Records/Recital
Há muito pouco em «High Tension Wire» para um fã de metal - ou mesmo de hard rock - gostar. Este terceiro disco da dupla canadiana constituída pelo vocalista Rob Moratti e pelo guitarrista e teclista Mladen volta a repetir a receita batida de hard rock melódico sem a mínima profundidade ou peso e demasiado assente nos teclados que já tinha feito anteriormente. Aparentemente, dois maus álbuns foram insuficiententes para que o duo se apercebesse de que este hard rock inconsequente quase não tem valor hoje, como não o teria na época dourada do estilo, na primeira metade dos anos 90. A voz de Moratti tem um tom acima daquilo que normalmente se ouve no hard rock melódico, mas o vocalista usa esse facto a seu favor com algumas harmonias e arranjos vocais interessantes. O problema de «High Tension Wire» está na música. Não há sinal das duas guitarras (de Mladen e do segundo guitarrista Lawrence Falcomer), que aparecem sempre subjugadas a um piano/teclado de Mladen, que lidera composições tão incosenquentes como chatas, e que acabam por fazer perder alguma magia que os solos de guitarra pudessem eventualmente ter. Este NÃO é certamente um disco de hard rock melódico recomendável, e os Final Frontier vão certamente ter que fazer um esforço suplementar no futuro para não apenas para apresentar um álbum mais credível, como também para recuperar a imagem que três álbuns mauzinhos lhes deixaram no pêlo. (3/10)
«High Tension Wire» já está disponível
- Corvos ao vivo em Lagoa
- Luis Galrito ao vivo em Figueiró dos Vinhos
- Edição de «Fallen», de Summon
- Edição de «Libera Me», de Dark Territory
- Edição de «Dopoguerra», de Klimt 1918
- Edição de «Russell Allen's Atomic Soul», de Russell Allen
- Reedição de «Undressed Momento», de Klimt 1918
- Edição do single «Decadent & Desperate», de Mortiis

«Solitary Winter Night» CD
Moribund Cult
Poucas banda de black metal americanas ousaram desafiar a cena europeia como os Thy Infernal fizeram com o seu segundo álbum, «Warlords Of Hell», editado em 2001. Ironicamente, esse seria também o último capítulo da história da banda americana. Slut e Armageddon surgem agora com um novo projecto, e cedem algum terreno ao estilo tipicamente europeu de black metal com «Solitary Winter Night», o álbum de estreia de Winter Of Apokalypse. Se a produção do disco - solta, granulosa e orgânica - remete o ouvinte para discos míticos da era dourada do black metal de bandas como Mayhem ou Darkthrone, por outro lado é essencialmente na cena sueca que estão as principais influências da música de Winter Of Apokalypse. Os riffs cortantes de guitarra procuram, em rodeios, as melodias frias de Dissection, enquanto que a cavalgada de blasts deixa espaço aberto para o groove de uns Bathory em início de carreira. Se há sinais do thrash metal que marcou a carreira de Thy Infernal em «Solitary Winter Night», esses sinais são muito mais de um 'unholy' thrash metal de bandas como Deströyer 666 e Atomizer do que propriamente de Slayer - mesmo em termos vocais. De americano este black metal não tem nada - isso é certo. Está minimamente interessante, já que mistura algumas das melhores coisas que se fizeram no passado em termos de black metal nórdico, mas como proposta fresca e inovadora do outro lado do oceano, tem muito pouco a oferecer. (6/10)
«Solitary Winter Night» já está disponível
A banda de black metal portuguesa Opus Draconis actua, no dia 20 de Maio, no Lótus Bar, em Cascais, a partir das 23.00h.
- Catastrophic, Jungle Rot, Corpus Christii, Funerus, In Tha Umbra, Squash Bowels, Parricide, The Art Of Butchery, Blacksunrise, Deep Odium e Underneath ao vivo no Barroselas Metal Fest - 15.00h
- Solid Impact, Inverse, Genoflie e Equaleft ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Blacksunrise, Mata-Ratos e The Parkisons ao vivo no G.D. Martingança - 22.30h
- Luis Galrito e Corvos ao vivo em Faro

«Echoes Of Decimation» CD
Relapse Records/Recital
A poderosa e extrema, muitas vezes descrita pela imprensa como 'desumana' mistura de death metal extremo e grind dos americanos Origin faz deles um dos nomes incontornáveis da nova geração de metal realmente extremo do outro lado do continente. Álbuns como «Origin» e «Informis Infinitas Inhumanitas» fizeram os fãs de bandas como Cephalic Carnage e Suffocation virarem a sua cabeça na direcção dos Origin, mas «Echoes Of Decimation» leva as coisas muito mais longe. Perdendo todo o sentido musical e qualquer sombra de melodia que ainda restasse na sua música, o quinteto leva ainda mais longe o seu esforço técnico, de velocidade e brutalidade nos nove temas de «Echoes Of Decimation», aproximando a sua música dos tais parâmetros 'desumanos', que fazem cada vez mais sentido para descrever as descargas sónicas dos temas de Origin. Resta pouco espaço em «Echoes Of Decimation» para algo que não seja brutalidade - não existe originalidade, não existem estruturas de composição definidas, não existe qualquer groove. Tudo o que possa ser contabilizado se reduz a três coisas: técnica, velocidade e brutalidade, levados ao seu expoente máximo, e inevitavelmente passíveis de agradar a fãs de bandas que já antes haviam levado o death/grind a este extremo. (7/10)
«Echoes Of Decimation» já está disponível
No dia 29 de Abril os Process Of Guilt actuam ao vivo na Associação Cultural, Artística e Recreativa Alçude, em Évora, a partir das 22.30h.
A Metal Bus Tour está a organizar uma excursão ao Fury Fest, que acontece em Le Mans, França, entre os dias 24 e 26 de Junho. São 100 bandas que actuam entre os três dias, entre as quais Amon Amarth, Anthrax, Anorexia Nervosa, Mayhem, Napalm Death, Madball, The Misfits, Cult Of Luna, Dark Tranquility, Dimmu Borgir, Arch Enemy, Samael e Neurosis, entre muitas outras. A partida é feita no dia 22 de Junho do Porto (Parque das Camélias) e Lisboa (Colégio Militar). O preço da excursão, já com bilhete e lugar de camping incluído, é de Eur 200,00.
A Caixa Económica Operária, de Lisboa, realiza este ano a segunda edição do seu festival de rock Wild Box. A primeira edição é já hoje, com uma 'wild-party' que inclui filmes de bondage e strip e música a cargo dos DJ's Poison Lips e Desperated Vincent. O festival continua no dia 30 de Abril, com o lançamento do novo disco dos Dr. Frankenstein, actuação de The Rumble Bees e música a cargo dos DJ's Bop 'a' Go e Blitz. O último dia do evento é o dia 7 de Maio, em que actuam Bruto & The Cannibals e We Were Wolves, enquanto que a música fica a cargo dos DJ's Johnny Five e Luís Psycho. As portas abrem às 22.30h em qualquer um dos dias.
Os grinders austríacos Mastic Scum terminaram as gravações e misturas do seu próximo álbum, «Mind». O lançamento está previsto para o próximo mês de Setembro, via Cudgel Agency. Entretanto, em Maio a banda vai gravar um vídeo-clip para acrescentar à edição do disco. A produção do vídeo vai estar a cargo da IdeeTV.com, e a realização a cargo de Jaros N. As filmagens vão decorrer em Salzburgo.
A editora italiana Frontiers Records assinou um acordo discográfico com uma das mais famosas bandas da história do hard rock: os americanos Bad Moon Rising. A banda lançou na década de 90 três importantes álbuns, que destacaram o talento do vocalista inglês Kal Swan e do guitarrista Doug Aldrich (actualmente guitarrista de Whitesnake). Ambos os músicos tinham tocado em Lion, enquanto o baixista Ian Mayo e o baterista Jackie Ramos (que foi recrutado para o segundo álbum) tinham tocado juntos em Hericne Alice e Bangalore Choir. Antes de se mudar para Los Angeles, Swan havia sido vocalista da banda de NWOBHM Tytan. «The Full Moon Collection» vai ser um álbum triplo que vai conter os três discos anteriores da banda, «Bad Moon Rising» (1991), «Blood» (1993) e «Opium For The Masses» (1995), com faixas-extra, temas remasterizados, numa embalagem luxuosa com notas escritas por Andrew J. McNeice da melodicrock.com. O lançamento está previsto para o dia 4 de Julho.
No sábado, dia 7 de Maio, decorre no Orfeão Velho de Leiria mais uma edição do Fade In 2005, com actuações do inglês Matt Elliott (de Third Eye Foundation), dos portugueses Ölga (música instrumental com vocalizações ocasionais) e dos ingleses Many Fingers (projecto de Chris Cole, de Soeza, Crescent e Movietone). O espectáculo começa às 22.00h, e os bilhetes custam Eur 10,00. A lotação é limitada a 120 pessoas.
- Incantantion, Nargaroth, Desecration, The Firstborn, Simbiose, Perverse, Panchrysia, Empty, Blue Sound Traffic, Sideffects e Stuprum Dei ao vivo no Barroselas Metal Fest - 15.00h
- Crankshaft ao vivo em Paleão, Soure - 21.30h
- Tara Perdida, All Against The World e Aside ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Peste & Sida ao vivo no Pavilhão dos Cevadeiros, em Vila Franca de Xira - 22.00h
- Hepatite P, Mata-Ratos e The Parkinsons ao vivo no Clube de Castelo Branco - 22.00h
- Festival Wild Box 2, com filmes bondage/strip 'Bettie Page' e música a cargo de DJ Poison Lips e DJ Desperated Vincent, na Caixa Económica Operária (Lisboa) - 22.30h
- Toranja e Trivial Y ao vivo na Semana Académica do Forte de S. Neutel (Chaves)
width="200" height="196" border="0" />
«Elements Of Creation» CD
Massacre Records/Recital
Até aqui, os suecos Supreme Majesty tinham passado algo despercebidos na cena metálica mais melódica europeia, com discos como «Tales Of A Tragic Kingdom» e «Danger» a passarem ao lado do sucesso ou sequer de um reconhecimento geral por parte dos fãs de power metal. Serviram, no entanto, para deixar o sexteto sueco em ponto de rebuçado para este terceiro disco, «Elements Of Creation», que promete virar o jogo a favor dos Supreme Majesty. Usando a melodia de Stratovarius e o sentido sinfónico e quase progressivo de bandas suecas como Majestic, a banda apostou forte na composição e produção, e o resultado é um disco superior de power metal melódico. Pouco dado a evoluções ou experimentalismos, é certo, mas com uma coesão acima da média, mesmo para uma banda com seis anos de experiência, e cheio de músicas interessantes, tocados a duas guitarras e com a mistura certa no som de teclados, onde até a balada de serviço («One More Promise») vale a pena ouvir. Sem pontos fracos, tirando a referida falta de sentido aventureiro que os leve para um caminho mais original, «Elements Of Creation» bem pode ser o disco que os fãs de power metal mais melódico e emotivo procuram, em vez de estarem por aí a comprar novos álbuns de bandas mais conhecidas e que não chegam sequer aos calcanhares desta nova proposta de Supreme Majesty. (8/10)
«Elements Of Creation» já está disponível
Está finalmente definido o cartaz do Roquefest, festival de metal que acontece em São Roque, no Poço Velho, Açores. No dia 9 de Maio actuam os Requiem Laus, Zymosis, In Peccatvm, Psy Enemy e Spinal Trip. No dia 10 de Maio tocam os Sick Souls, Reborn, Septic Miracle, Blasp3my e Stampkase. Os concertos começam às 20.00h em ambos os dias.
- Gorerotted, Summon, Pitch Black, InThyFlesh, E.A.K. e Raw Decimating Brutality ao vivo no Barroselas Metal Fest - 20.00h
- The Parkinsons, Mata-Ratos e Kontrattack ao vivo na Associação de Músicos de Faro - 21.00h
- Forgotten Suns e Sol Vermelho ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 00.00h
- In Kairos e Chaospit ao vivo em Torneiros (Vila Real)
- Summon, Pitch Black, InThyFelsh, E.A.K. e Raw Decimating Brutality ao vivo em Barroselas

«Your Prayers Mean Nothing» CD
Moribund Cult
A cena death metal americana tem conhecido uma relativa estagnação, mercê da cedência de terreno ao estatuto cada vez maior do metalcore. No entanto, estamos a falar de um território muito grande onde, apesar de baixar ao underground, um estilo pode continuar a desenvolver-se, com centenas de jovens bandas a aparecerem todos os anos, e editoras a aproveitarem para editar as melhores dessas bandas. Por isso, é com algum mérito que os Infernal Legion chegam a uma das mais sérias e regulares editoras americanas, para a edição do seu segundo disco, «Your Prayers Mean Nothing». O estilo que o quinteto de Lakewood pratica pode ser comparável ao dos compatriotas Immolation, mas apenas em termos de abordagem anti-cristã, som da voz e das guitarras, porque o ritmo das seis longas faixas de «Your Prayers Mean Nothing» é normalmente lento, previlegiando os riffs e o groove, e abrindo caminho para uma brutalidade mais mórbida e menos técnica. A prova de que os Infernal Legion devem ser tomados a sério surge logo no tema de abertura, «Frenzy the Legion», um instrumental em que a banda americana prova estar à altura da morbidez de uns Dissection, embora nunca abandonando realmente a receita do 'unholy' death metal americano - apenas lhe introduzindo alguma variação rítimica. Fica provada a eficácia e qualidade da jovem banda da costa oeste americana, e fica dado o aviso à comunidade de death metal internacional: os Infernal Legion vieram para ficar. (7/10)
«Your Prayers Mean Nothing» já está disponível
Liv Kristine, de Leave's Eyes, está já a trabalhar no seu álbum de estreia a solo, que vai ser editado pela Roadrunner Records. Entretanto, a página online da carreira a solo da ex-vocalista de Theatre Of Tragedy já está disponível. Vejam-na aqui.
No dia 14 de Junho decorre no Pavilhão de Vale de Milhaços, em Corroios (a 500 metros da estação do combóio) o 1.º Seixal Goth Fest, que vai contar com a participação dos americanos Cruxshadows e dos portugueses Noctívagus, The Dead Poets e ShallShock. As portas abrem às 19.00h, com o início dos concertos marcado para as 20.00h. A entrada custará Eur 10,00. A Metal Bus Tour está a organizar uma excursão de autocarro com partida do Porto e paragem em Coimbra e em Leiria.
Os suíços Lacrimosa, deuses do metal gótico sinfónico europeu, voltam a actuar em Portugal no dia 14 de Maio, juntamente com os alemães Gothminister. O concerto decorre no Hard Club, em Gaia.
A Metal Blade disponibilizou, a partir de hoje, novo material para download gratuito na sua página. Assim, temos vídeo-clips novos de Brainstorm, Fates Warning, God Dethroned e Unearth, bem como faixas audio novas, em streaming, de bandas como Falconer, Jacob's Dream, Born From Pain, The Red Death e Brainstorm.
Devido às más condições climatéricas, o Moita Metal Fest, que era suposto decorrer no passado dia 2 de Abril, foi adiado para o dia 25 de Maio. Nesse dia, a partir das 22.00h, actuam os Painstruck, Ho-Chi-Minh, W.A.K.O. e Subculture no largo da feira da Moita, junto ao pavilhão municipal de exposições local. A entrada é livre.
Os Black Dahila Murder terminaram finalmente as misturas do seu novo álbum, realizadas com a ajuda de Eric Rachel (Nora, Atreyu, Dillinger Escape Plan, etc) e Andreas Magnusson (ex-membro de Scarlet) no estúdio Trax East, em New Jersey, e começaram hoje mesmo uma digressão americana com King Diamond e Nile, que vai durar até ao fim de Maio. Depois disso, a banda assume o seu papel no palco secundário do Ozzfest deste ano. O novo álbum, chamado «Miasma», chega às lojas no dia 22 de Agosto.
- Edição de «Liquid Monster», de Brainstorm

«Thrash Killing Machine» CD
Recital Records/Recital
Tem sido um longo caminho, desde os tempos de Withering, para o guitarrista Álvaro Fernandes. «Thrash Killing Machine» marca a estreia de Pitch Black nos álbuns de longa duração, e traz para o formato CD uma receita musical que assola os palcos nacionais há vários anos. O título do disco não engana: é de thrash que estamos a falar aqui. De thrash metal com um inconfundível travo a old-school, ao invés da orientação power-thrash de Withering, mas onde o quinteto não se inibe de usar o peso correspondente a duas guitarras e uma produção que usa todos os meios ao seu dispôr para acentuar o o poder da banda, e não para soar à anos 80. O resultado está sem dúvida dentro do espectro do thrash metal mais conservador e não procura sair dele, mas revela um trabalho poderoso e pulverizante de composição e arranjos, que não desiludirá todos aqueles que gostam do estilo. Favoritos de palco como «Pitch Black», «Disturbing the Peace» e «Break Point» têm pois aqui, finalmente, o seu correspondente em disco, numa estreia promissora que peca por não ser mais ambiciosa em termos estilísticos, mas que cumpre perfeitamente os seus objectivos: mostrar mais um bom produto de thrash metal feito em Portugal. (7/10)
«Thrash Killing Machine» já está disponível
No dia 28 de Maio actuam no Marrafas Bar, em Pé de Cão (Torres Novas) os Opus Draconis, Infernal Kingdom e SkyEyes. O início dos concertos está marcado para as 22.30h, e a entrada custa Eur 5,00.
Uma das mais excitantes bandas suecas da actualidade - os Evergrey - prepara-se para actuar em Portugal pela primeira vez na sua carreira. A excelente mistura de metal progressivo, gótico e power metal dos Evergrey sobe ao palco do Paradise Garage, em Lisboa, no dia 11 de Maio.
A demo «Fhtagn-nagh Yog Sothoth», de 1991, da banda de doom Thergothon foi reeditada a semana passada pela Eibon Records em formato MCD. São quatro faixas que perfazem 21 minutos de doom ultra-lento, disponíveis por Eur 11,00, com portes incluídos.
Lana Lane, a raínha do rock sinfónico, vai fazer uma digressão europeia entre 7 e 22 de Junho, para promover o lançamento do seu mais recente álbum, «Lady Macbeth». A digressão vai passar por Alemanha, Suécia, Suíça, Bálgica, Lituânia e Holanda, e a formação da banda vai ser: Lana Lane (voz), Erik Norlander (teclados), Peer Verschuren (guitarra), Kristoffer Gildenglöw (baixo) e Ernst Van Ee (bateria).
- Edição de «Symphony For A Misanthrope», de Magellan
- Edição de «In Love With The End», de Born From Pain
- Edição do DVD «Be - The Original Stage Production», de Pain Of Salvation & The Orchestra Of Eternity
- Reedição de «Picture Music», de Klaus Schulze
- Reedição de «Dig It», de Klaus Schulze
- Reedição de «En=Trance», de Klaus Schulze
- Reedição de «In Blue», de Klaus Schulze
- Reedição de «Almost Alive», de Amon Düül II
- Reedição de «Only Human», de Amon Düül II
- Reedição de «Vortex», de Amon Düül II

«Requiem Of December» CD
Avantgarde Music/Recital
Nesta coisa do 'black metal funéreo' há muito por onde pegar. E a fronteira entre o brilhantismo de uns Leviathan e um qualquer projecto-abjecto de um tipo a experimentar com black metal primitivo e música ambiental pode ser muito ténue. «Requiem Of December», de Beatrik - projecto de um italiano chamado Frozen Glare Smara - situa-se nesse terreno movediço. À medida que a discografia avança, a música parece ficar cada vez mais lenta, e em «Requiem Of December», o segundo álbum de originais, a coisa toma proporcões irremediáveis, com o uso de partes de guitarra acústica e - quase sempre - ritmos lentos que envergonhariam qualquer banda de doom. O segredo de Beatrik é colocar a guitarra eléctrica a soar meio dissonante, usar uma voz black metal grave, uma produção aparentemtente crua e cruzar esses elementos com partes massivas e teclados, ritmos lentos a que editora chama 'funéreos' e as mencionadas partes de guitarra acústica. O resultado final - apresentado em doses que rondam os 10 minutos, é interessante e cria um bom ambiente de desolação - e aqui «Requiem Of December» consegue, de certo modo, ser um bom disco - mas não deixa de ter também momentos não propriamente brilhantes, por vezes até chatos, em que Frozen Glare Smara se perde em partes musicais inúteis ou, no mínimo, questionáveis. Olhanto, no entanto, para o quadro todo, a sensação que fica é visceral, e mostra-nos um black metal que, efectivamente, pode fazer-nos fechar os olhos e sentirmos algum desespero. E discos que nos fazem sentir alguma coisa, convenhamos, já são poucos. (7/10)
«Requiem Of December» já está disponível
Os Motörhead ganharam um Grammy na categoria de 'Best Metal Performance', com a sua versão do tema «Whiplash», de Metallica. O galardão de 'Best Hard Rock Performance' foi entregue aos Velvet Revolver, pelo single «Slither».
Ray Wilson gravou um disco duplo ao vivo durante a digressão do último álbum de originais, «Change» que, até agora, apenas podia ser encomendado através do seu website. No entanto, no dia 23 de Maio, a InsideOut Music vai lançar o disco para o mercado europeu.
Já se sabe qual é a nova data da terceira edição Festival Punk do Pinhal Novo, que vai contar com Peste & Sida, Mata-Ratos, Anti-Clockwise e Ervas Daninhas. O festival decorre no dia 30 de Abril.
A Plastic Head repôs em catálogo os álbuns «Hvis Lysett Tar Oss», «Det Som En Gang Var», «Burzum/Aske», «Filosofem», «Daudi Baldrs» e «Hlidskjalf», de Burzum, em edições limitadas a 2.000 cópias cada.
Os Brainstorm entraram, com o seu mais recente disco «Liquid Monster», para o 62.º lugar do top de vendas alemão, enquanto que na Hungria atingiram o 17.º posto do top.
Os Symphorce estão em plena fase de composição do seu próximo disco, «Gosdpeed». O álbum vai ser gravado no House of Music Studio, com o produtor Dennis Ward (Pink Cream 69, Angra). A capa vai ser feita por Hjules (Annihilator, Grave Digger). A primeira edição do álbum vai ser limitada, e conter um DVD-bónus (gravação ao vivo, filmagens de bastidores, etc). «Godspeed» deve ser editado em Setembro pela Metal Blade, com uma digressão europeia para os Symphorce a acontecer em Novembro.
Os italianos Thee Maldoror Collective vão editar uma versão revista do mais recente álbum de originais, «A Clockwork Highway», que foi lançado em Novembro último. A versão revista vai chamar-se «23 Miles Back On The Clockwork Highway», e vai ser composto pelos temas do disco reconstruídos por grandes nomes da cena electro-industrial como Mick Harris, CTRLer, Nordvargr, Cdatakill, Eraldo Bernocchi (Sigillum S), Jeye, Bad Sector e Eurosatan 3000/Mikrokilla. O lançamento é em Maio, via Beyond Productions.
«Tried & Failed», o próximo álbum de Evereve, vai ser editado no dia 27 de Junho via Massacre Records. Desta vez, para além dos fortes sons de guitarra e electrónica, a banda conta com uma poderosa componente orquestral. O disco teve produção de Joerg Huettner.
A Eibon Records editou esta semana o disco duplo «Foundation», que contém material dos primeiros anos de carreira do projecto de dark ambient Amon. Na prática, são versões retrabalhadas do álbum Amon, de 1996 (e esgotado há muito tempo) e do MCD «Mer», editado em 2000 e originalmente prensado em CD-r, em menos de 200 cópias.
O disco «Do You Miss Me» marca o regresso de uma das grandes vozes femininas do rock melódico, depois do gigantesco sucesso de 1998, «First Time»: Robin Beck. Robin editou até agora três discos, e contou ao longo dos anos com a colaboração, no departamento de composição, de nomes como Desmond Child (Kiss, Bon Jovi), Mark Spiro (House Of Lords, Giant, Bad English), Jonathan Cain (Journey), Ann e Nancy Wilson (Heart) e muitos outros. Para «Do You Miss Me» Robin Beck trabalhou com Marc Jordan (Kansas, Cher, Amanda Marshall), Amy Sky (Heart), Desmon Child, Michael Bolton e Chris Pelcer (Peter Cetera, Van Zant), e aparentemente terá tido um resultado final que agradará a todos quantos gostaram dos discos mais pesados «Trouble Or Nothing» e «Human Instinct». «Do You Miss Me» vai ser editado na Europa pela Frontiers Records no dia 4 de Julho. Escutem samplers aqui, aqui e aqui.
«Dead End Dreaming», o novo disco de End Of Green, é editado no dia 22 de Agosto pela Silverdust Records. Durante os próximos meses, e até à semana de lançamento do álbum, a banda dará alguns concertos em várias localizações da Alemanha.
Os ingleses Varukers regressam a Portugal já no próximo dia 4 de Junho para tocarem o Old School Punk-Metal Fest, que decorre em Campolide, Lisboa. As outras bandas envolvidas no festival são os Decayed, Alien Squad, Pitch Black e Mad.
Devido ao adiamento da digressão europeia de Nuclear Assault, o concerto que a banda ia dar no dia 14 de Julho no Colinas Bar foi também adiado para data incerta. A nova data será conhecida assim que for remarcada a digressão do grupo.
Há duas faixas novas para descarregar no site oficial dos holandeses Desensitised. Ambas as faixas fazem parte do próximo álbum de originais «Virus Of Violence».
- Festa de lançamento do disco «The Uncletching Of Fists», de The Firstborn, n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 18.00h

«Section X» CD
Massacre Records/Recital
Uma banda de power metal formada e liderada por um teclista só pode querer dizer uma coisa: power metal sinfónico, épico e progressivo. Foi isso que se passou com a primeira banda do teclista Finn Zierler, chamada Twilight, e é o que se passa com esta sua nova banda, de que «Section X» é o segundo álbum. Com este disco, os Beyond Twilight conseguem finalmente afastar o espectro de Jorn Lande da banda - o vocalista de Masterplan era o cantor de serviço em Twilight, e o elemento que faltou em «The Devil's Hall Of Fame», o álbum de estreia de Beyond Twilight, para que esta banda fosse considerada a verdadeira sucessora do grupo anterior de Finn Zierler. Felizmente, com «Section X», a solução dos problemas vocais de Beyond Twilight apareceu. Chama-se Kelly Sundown Carpenter, é vocalista dos americanos Outworld, e tem a voz incrivelmente parecida com... Jorn Lande. Esse facto, por si só, confere a «Section X» um elemento de solidez e talento vocal irrepreensível, que a banda sabe acompanhar com um disco variado e algo teatral de power metal melódico, pesado quando é preciso, e muito melódico. Os temas sofrem de alguns problemas de ritmo, já que o álbum quebra demasiadas vezes o balanço, mas quando se trata de virtuosismo, quer em termos de guitarra como de teclados, e da já mencionada voz, os Beyond Twilight não recebem lições de ninguém, e têm momentos no álbum exclusivamente dedicados a mostrá-lo. «Section X» volta a colocar a banda escandinava no caminho certo, e quem por aí gostar de Time Requiem ou Majestic com menos ritmo e mais elementos dramáticos, poderá ter aqui uma boa proposta. (7/10)
«Section X» já está disponível
- In Solitude, Soda Kaustica, Bodhisattva e Burning Sunset ao vivo no Centro Cultural de Gafanha da Nazaré - 16.00h
- Desire e Grog ao vivo no Palco Oriental, junto ao Convento do Beato (Lisboa) - 19.00h
- Peste & Sida ao vivo no Santiago Alquimista - 22.00h
- Drill ao vivo no Lounge Bar, no Cais do Sodré (Lisboa) - 23.30h
- Prime ao vivo em Turquel
- Expurgação - spoken-word de Aires Ferreira, com projecção de fotos de Sandra Gonçalves, no Bar Jink, no Bairro Alto (Lisboa)
- Frantic Hope e Suturne ao vivo no Bar Académico, em Vila Real

Diary of Dreams (ALE)
9 de Abril, Alibi Club, Leiria
Assistência estimada de 350 pessoas vestidas de preto (e a rigor, upa upa!)
No passado sábado, dia 9 de abril, o festival itinerante “Fade In” trouxe até à discoteca Alibi, em Leiria, um dos actuais expoentes da cena Dark Wave europeia, o projecto germânico Diary of Dreams.

Depois da exaustiva tour, entre Fevereiro/Março, que serviu de promoção a «Nigredo», os Diary reservaram para o mês da – suposta - chuva, quatro datas: Leiria, Moscovo, Madrid e Barcelona. O mote foi elevado com a oportunidade de promover também o MCD lançado já este ano – «MenscFeind» – e logo na noite ‘leiriense’ o auge foi atingido, perante mais de trezentos fieis da banda. Mais do que os novos temas, o desfile por todo o historial de registos lançados gerou uma apoteose geral, primeiro contida mas depois muito extravasada. A passagem por «Nigredo» foi quase totalista e o destaque vai para «Giftraum», «Psychologic» e «UnMensh», mas clássicos imperativos como «The Curse», «Retalliation», «Ex-ile», «Methusalem», «Butterfly:Dance!» (a mais desejada), «Chemicals» ou «Amok», foram a origem da positiva inflamação espiritual. O público não estava ali por acaso, e os apoiantes da banda não só entoaram, com um rigor entusiasmado, como no fim obrigaram a quatro encores distintos.

Já ‘nos quatro regressos’ o momento alto foi «Kinodrom» e na última etapa do espectáculo Adrian Hates estava já mesmo convencidíssimo que urge um rápido regresso a Portugal, exclamando mesmo, emocionado, tal desejo. Apesar do local escolhido ser algo improvisado para o efeito, a verdade é que tanto a luz como o som estavam perfeitos. No ‘laptop’, disfarçado em palco, Adrian tinha uma linha musical já gravada, e em palco a sua função era, acima de tudo, impor a sua voz grave, e afinada, por cima do playback instrumental. Não se pode, no entanto, imputar qualquer demérito, porque, para o teor altamente electrónico da banda, existiam até esforços muito ‘rockeiros’.

Adrian coadjuvou algumas vezes com a inclusão de uma segunda guitarra distorcida; parte dos sintetizadores eram tocados pelo teclista convidado (conhecido como Billy Corgan da Alemanha e lembrado pelo ar de frete que aparentava) e em vez de um ‘japonês’ chamado Roland ou Yamaha, na bateria estava um amigo da banda – cujo nome é a sigla DNS (apesar de humano também tem nome de caixa de ritmos). Este mostrou um virtuosismo que lhe deu mesmo direito a um pequeno solo, ainda que num tom de semi-brincadeira. Todos os sons de bateria eram o estereotipo da era digital dos anos 80, mas em palco estava a presença física de uma convencional bateria acústica, toda ‘trigada’ por D-Drum.

Realce para o facto de DNS ter tocado todos os temas tal como se estivessem programados (até porque não podia perder o ‘tempo’ e desfasar da gravação) e de o fazer ‘sempre em pé’. Tal postura, em associação com a rapidez de alguns temas, conferia-lhe um carisma de execução muito próprio e apreciado. Ainda assim, os olhares e admiração principal contemplavam, de forma justa, o líder Adrian. Este começou um pouco inibido mas aos poucos já ia gesticulando personalidade, sem ser poser, esboçando mesmo pontualmente alguns sorrisos de pura alegria e harmonia emocional. Afinal de contas o que importa não é onde se toca ou quais os meios disponíveis, mas sim a qualidade do público e, se passados seis dias irão tocar no maior clube de rock moscovita, em Leiria tocaram para um dos melhores públicos que já conheceram. O sentimento de realização que lhes fora proporcionado terá, em breve, uma recompensa lusa.
O devido agradecimento por uma noite de excepção terá que ser, justamente, enviado para Célia Lopes e Carlos Matos que, com outros, levam em frente um ‘festival interminável’ e cujo próximo capitulo está já marcado para dia 22 de Maio, no Hard Club, as hostes ficaram a cargo dos industrialistas Laibach.
Texto: João Matos
Fotos: Mariana Matos

Formados há pouco mais de 2 anos, os Opus Draconis não são uma típica banda de black metal português. Após constantes mudanças de line-up, «Satanic Truth About False Union», é o tão esperado primeiro longa-duração. Com este registo nas lojas e controversamente rejeitado noutras, a Feedback conversou com Aeturnus, o guitarrista e impulsionador deste projecto.
O título do álbum, «Satanic Truth About False Union» soa um pouco ambíguo, ou seja, pode ter várias interpretações, tais como: Satanás, Deus ou deuses, porque, ao fim ao cabo, todos ‘erraram’ no seu percurso histórico. Qual foi o sentido que tu lhe quiseste dar?
Retrato a falsa união dentro do movimento black metal, satânicas verdades sobre falsa união, porque impera a inveja. Não o vejo como religião, não misturo isso, pois não temos uma religião, somos humanistas, acreditamos na nossa capacidade no que cada ser pode fazer por si. Acho que estar preso a idolatrias é uma grande fraqueza, afinal as pessoas precisam acreditar num ser superior para alcançarem os seus objectivos? Pura estupidez!
Se tivesses de reunir o conceito do álbum numa só palavra, qual seria?
É difícil reduzi-lo numa só palavra, mas posso dizer que talvez duas seja o ideal: ódio contra a estupidez e fanatismo.
Explica-me melhor o conceito da letra da musica «Satanic Truth About False Union». A quem te queres dirigir quando dizes esta frase “...I want to see you in blood”?
Dirijo-a a todos os que têm inveja e tentam impingir-me com as suas crenças. Eu não quero saber se essas pessoas acreditam em Satanás como mestre ou deus, eu vejo o satanismo como uma simbologia de liberdade de agir e assumir actos, para que vou falar de Cristo se não acredito nisso? Porquê idolatrar o diabo se não acredito no cristianismo, pois um anda sempre acompanhado do outro. Acho que as pessoas preocupam-se muito com os outros e deviam preocupar-se mais consigo próprios.
Hoje em dia, muitas bandas de black metal além de andarem a ‘brincar’ ao satanismo - recorrendo a pentagramas, cruzes invertidas, pinturas faciais, etc - aparentam ter a necessidade de, publicamente, se afirmarem como bandas de índole satânica, para reafirmarem a sua capacidade de fazer musica e de estar na musica. Não acham que o black metal vai muito além de uma filosofia, como é o satanismo?
Isso depende da forma como as bandas expõem o satanismo. Acredito que muitos apregoam idolatrar Satanás e se tu não estiveres dentro do fanatismo religioso deles, eles tentam converter-te e a igreja faz o mesmo. Assim, ambos vivem numa hipocrisia: um quer ser mal e falar mal dos ‘bonzinhos’ e o outro fala mal dos ‘mauzinhos’ para culpar alguém pelos seus erros. Afinal, a igreja precisava de um bode expiratório e assim começou essa ‘guerrinha’. Vivem num mundo de fantasias e acho que o mlack metal é ódio, a uma coisa real, seja teu inimigo, ou qualquer outra cena.

Desde o inicio da banda, que os Opus Draconis têm enfrentado constantes mudanças de line-up. Quais consideras serem as razões para tal?
Falta de tempo do pessoal, porque a cada ano que passa Opus Draconis requer mais tempo dos seus elementos e alguns não conseguiram acompanhar o ritmo que a banda foi tomando e acabaram por sair.
Os músicos, de algum modo, não se sentirão prejudicados com a crítica negativa em redor dos Opus no meio underground português?
Até agora só estamos a receber críticas positivas ao nosso trabalho. Não me importo com os para os fanáticos, afinal ninguém paga as nossas gravações, a minha renda ou faz o meu trabalho na banda. Opus Draconis chegou até aqui por puro esforço e mérito de quem passou pela banda ou ainda está nela.
Registam um passado algo indeciso em termos de edições, onde se registam um MCD, um plit-CD, e uma edição especial em exclusivo para o Brasil com a junção de ambos os lançamentos. Porquê só agora arriscaram um CD em nome próprio?
Na época do MCD «Necrodesecration Of Christendom» não tínhamos recursos para estar em estúdio a fazer um álbum completo. Então resolvemos gravar apenas o que o dinheiro possibilitava e fizémos um MCD. Com o split-CD foi uma coisa mais natural, já estávamos a visar fazer um álbum, porém faltava-nos uma editora de qualidade, pois investir num álbum e gastar muito dinheiro num estúdio, para depois mandar para meia dúzia de pessoas não era vantagem para nós. Mesmo assim, quando a Vergasta Records apareceu e nos fez a proposta de um álbum para ser lançado no Brasil pensámos em juntar os dois MCD’s e ver como o público brasileiro reagia ao nosso trabalho. Essa seria uma forma barata do pessoal ter acesso ao trabalho e Opus Draconis ser reconhecido no Brasil mas a Vergasta records não se conseguiu manter. Nessa altura já estávamos em negociação com outra editora brasileira que por acaso seria a parceira no lançamento com a Vergasta Records. Porém, quando entrámos em estúdio, ficámos em contacto com a editora Nemesis que nos fez uma proposta e é claro que aceitámos. Era uma editora mais próxima da banda, além de que a Nemesis já estava em contacto connosco e tínhamos uma comunicação mais aberta do que com a outra editora, e assim acabámos lançando o nosso álbum de estreia.
Como avaliam o trabalho, até agora, feito por esta em termos de distribuição e promoção, e o que ainda podemos esperar para o futuro?
Acho que este trabalho está muito bom! A distribuição e promoção estão maravilhosas! Estamos a tocar em várias rádios e estou a receber pelo menos dois set lists por semana, e as críticas estão a sair em todo o lado e com óptimas classificações como se pode ver no nosso site. A Nemesis tem levado o nome Opus Draconis a todo lado. Só espero que este reconhecimento também comece a vir do público português. Afinal, não é preciso ‘explodir’ primeiro lá fora para ver que o nosso trabalho está a ser feito com bastante dedicação. E para o futuro podem esperar bastantes concertos e uns Opus Draconis cada vez mais maduros dentro da cena metal mundial.
Pode-se afirmar que recorrem a pseudónimos, pentagramas e corpse-paint para recriar o mundo imaginário envolto nos Opus Draconis?
O pseudónimo é uma retratação do meu verdadeiro nome, escolhi-o de livre vontade e por acreditar que representa o meu verdadeiro eu, e não o nome cristão que me foi imposto. Estou-me lixando para o cristianismo ou qualquer outra religião que me aprisione a vida ou a mente. Corpse-paint é a nossa pintura de guerra , o pentagrama é um símbolo matemático usado também como imagem representativa nas guerras antigas.
Por outro lado, acham que sem esses ‘adereços’ a vossa música não teria o mesmo impacto?
Não acredito, pois as reacções são quase as mesmas ao vivo, todos pensam que Opus Draconis é uma banda calma, por termos guitarras com uma certa melodia, mas quando vêm a descarga de ódio que colocamos ao vivo, é só elogios às actuações da banda.
Na terceira faixa do disco, temos uma surpresa: a participação como vocalista convidado de Tear - vocalista de Desire. Como surgiu essa participação e como olham para o resultado final?
Adorámos trabalhar com o Tear. O man é um bacano, e tem uma voz de fazer inveja a muita gente dentro do cenário português, e como já tinha uma amizade com ele, a participação dele foi algo como: "Tear tá afim de soltar a voz em uma faixa de nosso álbum? Acho que ficaria brutal.” Ele respondeu-me “Na boa!", e assim tivemos o privilégio de ter a voz dele no nosso trabalho. O resultado foi o melhor possível numa faixa altamente brutal!
O disco foi gravado nos Floyd estúdios. Porquê a escolha desse estúdio e como correu o processo de gravação?
Foi onde já tinhamos gravado o split-MCD e o Nuno Loureiro acabou por se tornar num amigo da banda. Gravar neste estúdio foi uma ‘bagunça’, pois estamos sempre a brincar com o Nuno e ele connosco. Foi uma convivência muito boa, além das idas ao McDonalds para suportar o dia inteiro dentro do estúdio a fazer as cenas.
Embora o disco tenha bastantes faixas, o seu tempo de duração é algo curto ao que estamos habituados num disco de black metal. Porquê?
Acho que 37 minutos é um bom tempo, pois gosto de CD’s que tenham entre 30 a 40 minutos. Não gosto de músicas muito longas porque tornam-se cansativas para o ouvinte. Prefiro uma boa música, com bons compassos e curtas para deixar aquele gosto de querer mais.
Além da descarga de adrenalina total presente no disco, somos adornados com belos momentos de ambiente atmosférico. Pode-se perceber com isso que os Opus Draconis também têm dentro de si alguma melodia?
Sim, podemos passar muita tristeza dentro desses ambientes criados pela banda e especialmente pelo ex-vocalista Goeogoth. Acho que faz um bom clima no álbum e mostra também um lado depressivo da banda, que muito desconhecem. São músicas que não dão para tocar ao vivo, mas que estão presente nas nossas almas.
Tiago Oliveira

«Bloodletting» CD
Karmageddon Media/Recital
Colocando as coisas de um modo simples e directo, os Severe Torture são, e querem ser, os Cannibal Corpse da Holanda. Só não o são da Europa porque a Polónia parece não parar de dar à luz grandes bandas de death metal, mas os Severe Torture têm tudo para que os fãs de death metal técnico e brutal americano gostem deles. O que é bom por um lado, porque para uma banda estar ao nível dos deuses do death metal americano já atingido níveis de coesão, composição e técnicos de nível superior, é preciso muito trabalho e talento. Por outro lado é mau, porque Cannibal Corpse já existem uns, e não ficaria mal aos Severe Torture tentarem sair um pouco da sombra do death metal tradicional e seguir o seu próprio caminho. «Bloodletting» é, essencialmente, um disco ao vivo, onde se prova, ao longo de nove faixas, que a banda holandesa é tão boa ao vivo como em disco, e que não tem falhas técnicas. É pena não se ouvir o público, e parecer que a banda está a tocar para uma sala vazia, ou num ensaio. Os 'bónus' do disco incluem uma versão do tema «Lost Souls», de Pestilence, e os cinco temas que fizeram parte da demo «Baptized In Virginal Liquid», lançada em 1998, com que os Severe Torture iniciaram a sua carreira, e que agora parece ter feito um círculo completo, dois álbuns de originais depois, com este disco ao vivo. Esperemos que os holandeses iniciem a nova fase da sua carreira com a mesma pujança e argumentos técnicos, mas mais longe do previsível death metal tipicamente americano que ostentam como se fosse a melhor coisa do mundo. (6/10)
«Bloodletting» já está disponível
O guitarrista Phil Calvano abandonou os Monster Magnet, numa separação amigável. A banda está neste momento em audições para encontrar um substituto, mas enquanto isso não acontece Dave Wyndorf vai preenchendo o lugar. Os Monster Magnet continuam, entretanto, a compôr para o novo álbum, o que não deve ser afectado pela saída de Calvano. Em Maio o grupo vai fazer a primeira parte da digressão de Motörhead no nordeste dos Estados Unidos.
O ex-guitarrista de Genesis Steve Hackett está neste momento em digressão pela Europa, juntamente com o seu irmão John Hackett (flauta) e com o teclista Roger King, a apresentar um 'set' acústico. Os países que vão ter a honra de receber o senhor Hackett são o Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha.
Glenn Hughes, que continua a promover o seu mais recente disco «Soul Mover», acaba de confirmar a participação em mais um festival na Europa: o espectáculo vai ser no Arrow Rock Festival, em Lichtenwoorde, na Holanda, no dia 11 de Junho. Na bateria, Glenn Hughes voltará a contar com a prestação de Chad Smith, de Red Hot Chili Peppers.
Este ano decorre, no dia 21 de Maio, a terceira edição do Ancient Spirit Festival, em Lahr, no sudoeste da Alemanha. O cartaz conta com Caliban, Red Aim, Nocte Obducta, Feat My Thoughts, Cipher System, Deadlock, Devil Ate My Son, Bitterness, A Thin Red Line, Inner Grotesque e Deadly Silence.
Os austríacos Belphegor vão fazer-se à estrada, juntamente com os suecos In Aeternum e os franceses Arkhon Infaustus, para uma digressão europeia que começa hoje e que vai durar até dia 2 de Maio. Portugal fica fora da rota da digressão, que vai passar por Alemanha, Hungria, Áustria, Bélgica, Itália, Suíça, França e Holanda.
A banda de death metal americana Demiricous assinou um contrato discográfico com a Metal Blade Records. A banda vai agora entrar, já em Junho, no Planet Z Studio, com o produtor Zeuss, para gravar o próximo álbum de originais.
Depois de «Opus Dementiae», os italianos Ensoph encontram-se neste momento a trabalhar em dois projectos distintos: «The Hourglass Ordalia» (um disco que marca a colaboração dos Ensoph com vários membros importantes da cena industrial italiana, que vai ter uma edição limitada a 777 cópias) e o novo álbum de originais, que vai ser editado no início de 2006. O título provisório deste álbum é «Project x-kàton», e vai ser gravado em Junho no HeartBeat Studio, enquanto que a mistura vai ser feita no OuterSound Studio, de Giuseppe Orlando (Novembre).
É já na segunda-feira, dia 18 de Abril, que os Born From Pain editam o seu primeiro álbum pela Metal Blade, chamado «In Love With The End». A primeira edição do disco é limitada, e contém um DVD-bónus.
- ThanatoSchizO em showcase na Fnac de Santa Catarina (Porto) - 18.00h
- Primitive Reason, Alison Bentley e Meta Tu Patron ao vivo no Hard Club (Gaia) - 21.00h
- North Abyss, Frantic Hope e Suturne ao vivo no Tabu Bar, em Alijó - 22.00h
- Epping Forest e Humanart ao vivo no Bar Porto Rio - 22.00h
- Dance Damage, Fish & Sheep e Veados Com Fome ao vivo no concurso O Meu Mercedes É Maior Que O Teu (Porto) - 23.00h
- Corvos ao vivo no Auditório Municipal de Vila Real de Santo António
- Cyco Lolitas, Mad, Albert Fish, Devil In Me e Aside ao vivo no Santiago Alquimista
- Ramp ao vivo no Excalibar, em Santa Iria da Azóia
- Ferro & Fogo ao vivo no Palmeiras Bar, em S. Simão de Litém (Pombal)

«Malae Artes» CD
Dragonheart/Recital
Apesar de serem uma das mais antigas instituições de metal gótico operático de um país com a cena e tradição que a Itália tem, os Macbeth tardam em mostrar o seu real valor. Depois do vendaval que varreu a formação antes da edição do anterior «Vanitas», a palavra de ordem para este terceiro disco chamava-se 'estabilidade', mas o colectivo milanês volta a mostrar as mesmas fraquezas de sempre na sua música: falta de coesão que não permite aproveitar o peso das duas guitarras da formação da banda e o bom teclista que é Karl, e vocalizações - tanto a masculina como a feminina alguns pontos abaixo daquilo que seria exigível a uma banda de topo. Posto isto, os Macbeth bem se esforçam por apresentar músicas plenas de melodia, emoção e ambiente gótico, mas a sua sonoridade esbarra invariavelmente nos defeitos congénitos do grupo, e nem na versão de «How Can Heaven Love Me», um original de Sarah Brightman transposto para o metal gótico dos Macbeth, o disco consegue brilhar com verdadeira intensidade. Juntar o charme diabólico e teatral de bandas como Theatre Des Vampires e Opera IX à melancolia gótica de nomes como Novembre pode parecer uma excelente ideia no papel, mas na prática os Macbeth ainda têm um longo caminho pela frente antes de poderem ser levados a sério por uma cena habituada a ter bandas de qualidade muito superior. (5/10)
«Malae Artes» já está disponível
Sean Vandegrift, o novo vocalista de Vehemence, não vai poder juntar-se à banda na digressão americana que esta se prepara para realizar com Crematorium e The Red Death. Adam Cody, de Glass Casket, vai preencher o lugar, excepto na data de 23 de Abril em Augusta, que vai ser assegurada por outro vocalista convidado. Bryan Edwards, de Clifton, assegurou os concertos com Thine Eyes Bleed que os Vehemence deram recentemente.
Os Utuk Xul e os Mephiztophel acabaram de editar um split-CD através da editora colombiana Hell Attacks.
Os Shadow Gallery vão lançar o seu próximo disco, «Room V», no dia 30 de Maio. Com este álbum, o guitarrista Gary Wehrkamp e os seus companheiros encetam uma viagem musical cujo conceito está ligado ao trabalho de 1998, 'Tyranny». «Room V» vai sair em edição normal e também numa edição especial com um DVD bónus e em splicase.
No ano em que celebram 20 anos de carreira, os belgas The Breath Of Life vão editar o seu sétimo álbum de originais, «Everlasting Souls», que traz de volta a sua mistura única de música gótica e dark-wave. O disco, que sai no dia 9 de Maio, vai conter 12 novas faixas e três faixas-bónus, que não são mais do que temas ao vivo gravados em Praga em 2002. A edição vai ficar a cargo da Dark Wings.
Russell Allen - vocalista de Symphony X - terminou finalmente as gravações da sua parte vocal do projecto musical que está a preparar juntamente com o vocalista de Masterplan, Jorn Lande. O disco, que tem o título provisório de «The Battle» vai ser misturado ainda este mês por Anders 'Theo' Theander (Pain Of Salvation, Last Tribe) no Roastinghouse Studio, na Suécia. A Frontiers Records planeia lançar o disco no final do Verão.
Cristina Lopes, uma das mais talentosas vocalistas portuguesas, actualmente parte integrante da banda Ethereal, tem já disponível a nova versão da sua página. Visitem-na aqui.
Eis as novas edições da Prophecy Productions e suas sub-editoras, previstas para o próximo mês de Maio: split CD-EP de Helrunar e Nachtmahr (edição da Lupus Lounge limitada a 1.000 cópias, viking e black metal), «Aucassin Et Nicolette» de Gae Bolg (medieval folk, edição da AuerbachTonträger) e «The Water Sprite» de Noekk (rock naturista e místico na onda de Empyrium).
- Nude, Drrpentmente, Twenty Four Seven, Quentin e Pestox ao vivo no Santiago Alquimista
- Ramp ao vivo no Beat Club (Leiria)
- Angriff ao vivo no Lounge Bar, nas Galerias Ícaro (Viseu)

«Elements Of Persuasion» CD
InsideOut Music/Recital
Que James LaBrie já provou tudo o que tinha a provar deve ser provavelmente a frase mais repetida nas críticas a este disco por essas revistas fora. No entanto, a verdade é que não provou. Apoiado por uma banda como Dream Theater, qualquer bom vocalista pareceria excelente, e depois disso o canadiano pôde dar-se ao luxo de escolher apenas os projectos mais seguros, onde o seu protagonismo seria maior, e onde a sua voz se encaixasse bem. Foi, no entanto, em Mullmuzzler que LaBrie deixou maiores dúvidas. Os dois primeiros discos deste seu projecto a solo, apesar de francamente interessantes, não corresponderam na totalidade ao estatuto que o vocalista goza como homem da frente de Dream Theater. E era por isso que «Elements Of Persuasion», o novo disco a solo de James LaBrie, tinha tanto a provar. As dúvidas em relação à direcção do material ficam dissipadas logo à faixa de abertura: isto é música orientada para a voz de LaBrie onde, no entanto, os excelentes riffs de guitarra interpretam um papel importante, e onde o elemento progressivo tem também lugar de relevo, havendo inclusivamente espaço para um ou dois elementos inovadores, como um scratch tímido ou uma faixa como «Lost», onde a bateria, o baixo e o piano acompanham a voz de LaBrie, deixando a guitarra para segundo plano, fazendo lembrar o álbum a solo de outro grande vocalista de rock/metal progressivo: Geoff Tate. «Elements Of Persuasion» não arrisca tanto quanto o seu colega de profissão, mas o resultado é o mesmo: um excelente disco de rock/metal orientado para a sua excelente técnica vocal, com dois ou três elementos novos, e uma grande capacidade de comunicar sentimentos com palavras e voz. (9/10)
«Elements Of Persuasion» já está disponível
Uma das mais surpreendentes bandas italianas de metal melancólico dos últimos anos - os Klimt 1918 - tem regresso às edições marcado para dia 25 de Abril, dia em que sai o seu novo álbum «Dopoguerra». No mesmo dia, a Prophecy Productions reedita o disco de estreia da banda, «Undressed Momento».
Os ingleses Dragonforce vão ser a banda de abertura do concerto de Iron Maiden em Portugal, no Pavilhão Atlântico, no próximo dia 16 de Junho. A banda de speed power metal confirmou também a sua presença no palco 'True Metal' do festival Wacken deste ano, mais concretamente no dia 6 de Agosto.
No dia 28 de Maio actuam no Bar Académico, de Vila Real, os The Ransack, Sick Maniacs e Vizir. Os concertos começam às 22.00h, e a entrada custa Eur 2,00.
O novo álbum dos Gorerotted vai chamar-se «A New Dawn Of The Dead», e é editado pela Metal Blade Records no dia 13 de Junho. Este é já o terceiro álbum de originais dos ingleses, e foi gravado Aexxys-Art Studio, na Alemanha, com produção de Markus Roedl (o engenheiro de som dos concertos dos Gorerotted), misturado por Stephan Fimmers (Necrophagist) e masterizado por Tim Turan (Status Quo, Marilyn Manson, Emperor, Discharge) no Turan Audio. A primeira edição do álbum vai ser limitada, e vai incluir um DVD bónus. O álbum vai também ser lançado em picture-disc, numa edião limitada a 500 cópias.
No dia 7 de Maio acontece no bar Ar de Rock, em Alcaria (Porto de Mós) a primeira edição do festival Metal Underworld, que vai contar com actuações de Panzerfrost e Sick Minds.
Os portugueses Rome Nine Roses, que praticam um rock gótico algures entre The Cure e Gene Loves Jezebel, actuam ao vivo no dia 21 de Maio próximo, n'O Culto Bar, em Cacilhas, Almada.
No seguimento das notícias que dão conta da detenção do novo baterista de Crisis Ryan Ball, a banda anunciou recentemente que havia dispensado o músico duas semanas antes da sua detenção. Os Crisis estão neste momento a trabalhar com Justin Arman (ex-Society 1), enquanto procuram um substituto permanente.
A From Beyond Productions, subsidiária da Displeased Records, firmou um acordo discográfico com os Nachtmystium, válido por um 7" EP limitado e por um picture-7" EP, que deverão ser editados em Maio próximo. Esperem um ataque impiedoso de black metal cru.
O mês de Abril marca a continuação das reedições dos discos clássicos de Klaus Schulze por parte da Revisited Records, subsidiária da InsideOut Music. Os álbuns que são reeditados este mês são: «Picture Music», «Dig It», «En=Trance» e «In Blue». Para além disso, as três primeiras reedições das lendas do krautrock Amon Düül II, de «Almost Alive», «Only Human» e «Vortex», vão também sair este mês. Para Maio estão agendadas três reedições de Kraan: «Live 88», «Nachtfahrt» e «Wiederhören».
«High Class High On Silvery», o segundo disco dos alemães Silvery, vai ser editado no dia 9 de Maio através da Dark Wings.
A editora italiana especializada em hard rock melódico Frontiers Records tem estado a fazer algum alarido à volta da estreia da banda americana Blanc Faces, formada pelos irmãos Robbie e Brian La Blanc. O disco homónimo de estreia está já gravado e em fase de mistura, e vai ser lançado na Europa no dia 6 de Julho. A composição e gravação do álbum teve uma mãozinha de gente conhecida no meio como Kyle Woodring (Dennis DeYoung, Styx, Survivor, John Mellencamp) na bateria, Jeff Batter (Cannata) nos teclados e Butch Taylor na guitarra.
- Judas Priest ao vivo no Pavilhão Atlântico (Lisboa) - 20.30h
- Lodo, Dr. Salazar, Empty V, Marbles e Sorien ao vivo no Santiago Alquimista
- After-party Judas Priest no clube Disorder, no Cais do Sodré (Lisboa)
- Ramp ao vivo no Clepsydra (Coimbra)

«True Nature Unfolds» CD
Earache Records/Megamúsica
Como alguns de vocês já saberão, a versão original deste álbum foi álbum do mês numa das edições em papel do ano passado da Feedback, por isso a qualidade do lançamento dos finlandeses Callisto não se coloca aqui em equação. A razão para esta reedição da Earache é, no entanto, mais duvidosa: a aparente impossibilidade da editora anterior dos Callisto em distribuir o disco convenientemente pela Europa. «True Nature Unfolds» surge, pois, aqui reeditado, sem qualquer extra sonoro em relação à sua versão original, embora goze de um novo artwork - para mim não tão brilhante como o original, embora na mesma linha. O que interessa é que os Callisto pegam no post-hardcore de bandas como Neurosis e Cult Of Luna e acrescentam-lhe algo mais, mas não muito, embora ganhem no departamento dos pormenores, que reservam surpresas como o som de um saxofone velado em «Cold Stare» ou de uma voz feminina fugaz em «Storm». Basicamente, o estilo de Callisto não é novo, mas a sua sonoridade continua a ser fresca pelo desespero e ambientes post (post-prog, post-hardcore, post-art-rock) que consegue misturar tão bem. Quem não conseguiu encontrar a versão original de «True Nature Unfolds» tem pois, aqui, o final das suas desculpas para não possuir este belo pedaço de arte apocalíptica, lenta e agonizante. (8/10)
«True Nature Unfolds» já está disponível
Peter Tagtgren (Hypocrisy, Pain), abandonou os Bloodbath devido a 'problemas de agenda'. Mikael Arkerfeldt (Opeth) vai, assim, voltar a assumir a voz de Bloodbath no concerto de dia 5 de Agosto no Wacken. Segundo um comunicado da banda no site, Mikael vai apenas voltar para esse concerto, e NÃO vai regressar à banda a tempo inteiro. A formação para o concerto do Wacken é a seguinte: Mikael Arkerfeldt (voz), Blakkheim (guitarra), Dan Swano (guitarra), Jonas Renkse (baixo) e Axe (bateria).
Os Manegarm estão neste momento a terminar as gravações do seu próximo disco, «Vdredens tid». Na primeira semana de Junho a banda vai fazer uma mini-digressão pela Holanda.
Presto Ballet é o nome da nova banda do líder de Metal Church, Kurt Vanderhoof, e pratica uma espécie de rock progressivo e melódico. O álbum de estreia, «Peace Among The Ruins» vai ser lançado no início de Junho pela InsideOut Music.
Os veteranos alemães Rage assinaram um contrato discográfico com a Nuclear Blast. Notícias recentes dão conta de que a banda de Peavy Wagner vai usar a Whiterussian Symphonic Orchestra - a mesma que participou no álbum a solo do guitarrista Victor Smolski - no próximo disco, numa experiência similar à que os Rage fizeram com o álbum «Lingua Mortiis», mas, segundo o grupo, 'mais pesada'.
A Lusitânia Saxum 'zine, dedicada ao metal português e a algum rock mais pesado, dark e metalcore, tem em preparação o seu número de estreia. As bandas que estiverem interessadas em divulgação devem contatar a 'zine através do site.
Os Drill actuam ao vivo no próximo dia 16 de Abril no Lounge Bar, no Cais do Sodré, em Lisboa, a partir das 23.30h. Este concerto servirá de apresentação ao seu primeiro EP, de quatro temas.
«Libera Me», o álbum de estreia dos Dark Territory, que praticam uma sonoridade melancólica e mística na onda de Dead Can Dance, é editado no dia 25 de Abril pela Dark Wings.
Os alemães Terra Nova estão de volta ao activo. A banda, liderada pelos irmãos Ron e Fred Hendrix, tomou a cena europeia e japonesa de AOR de assalto com o álbum de estreia «Living It Up», editado em 1996. Depois de mais dois discos editados no Japão e de um 'best-of' lançado pela Frontiers Records, problemas com a editora holandesa do grupo levaram a um encerrar prematuro da carreira de Terra Nova. Agora, seis anos depois, a banda está de regresso, e em pleno trabalho no novo álbum «Escape», que está já em fase de mistura, e que reúne, para além dos membros originais Fred e Ron Hendrix, o guitarrista Gesuino Derosas, o baterista Hans Eijkenaar e o baixista Eric Coenen. «Escape» deverá ser editado no final do Verão pela Frontiers Records na Europa, enquanto que no Japão o lançamento vai ser feito pela King Records.
- Einstürzende Neubauten ao vivo no grande auditório do Centro Cultural de Belém (Lisboa) - 21.00h
- Katabatic, Kronos, Dispatch Note, Insaniae e Ethereal ao vivo no Santiago Alquimista - 21.00h
- Forças de Bloqueio ao vivo no Contagiarte (Porto)

«In The Midst Of Bloodied Soil» CD
Earache Records/Megamúsica
Se há bandas cuja sonoridade é realmente muito difícil de descrever uma delas terão que ser estes jovens americanos. Cá vai uma tentativa: imaginem death metal extremamente técnico e rápido, cheio de breaks, preenchido com um lead de guitarra que por vezes é maníaco-técnico, outras vezes tem o açúcar da melodia sueca, enquanto que a voz anda algures entre o black metal e o metalcore... depois acrescentem-lhes algumas partes ambientais a pontilhar a insanidade musical que daí advem. Eis a minha ideia da música de With Passion, mas se lerem qualquer outra opinião de qualquer outra pessoa o mais certo é lerem algo de completamente diferente. Porque a música destes americanos presta-se a isso, neste disco de estreia que, para cúmulo, contém 6/8 do EP anterior do grupo e mais dois temas. Com um estilo de fusão musical tão técnico e variado, o segredo é recorrer ao instinto, e segundo me parece depois de uma dúzia de audições, os With Passion são como o algodão: não enganam. Rápidos sim, mas não atabalhoados. Técnicos sim, mas não doentios. Melódicos sim, mas não pipis. Esta banda sabe como fazer música extrema, original, e confundir as convenções pré-estabelecidas. É isso que se pede a quem pratica metal, e quando essas premissas são mostradas por um jovem grupo estreante, sabemos que a originalidade no metal é algo que, apesar de difícil de encontrar, não está em extinção. (8/10)
«In The Midst Of Bloodied Soil» já está disponível
Os Anthrax vão embarcar numa longa digressão mundial com o line-up clássico que gravou o disco «Among The Living», com Joey Belladona (voz), Scott Ian (guitarra), Dan Spitz (guitarra), Frank Bello (baixo) e Charlie Benante (bateria). Esta formação não tocava junta há mais de 13 anos. Nesta altura ainda não há qualquer notícia sobre um eventual novo álbum com esta formação. A parte europeia da digressão deverá ser feita com Megadeth. Entretanto, sabe-se que Frank Bello vai tocar no novo álbum de Helmet como convidado.
«Prince Of Darkness» é o nome de uma luxuosa caixa com material de Ozzy Osbourne, que vai conter quatro discos, 52 músicas que constituem "um testamento da carreira a solo de 25 anois do ícone do rock". Esta caixa, que foi editada no dia 22 de Março nos Estados Unidos e que ainda não tem data de edição na Europa, contém um passe para a edição deste ano do Ozzfest. Entretanto, o cartaz completo do Ozzfest - versão Estados Unidos - deste ano já é conhecido. O palco principal vai conter Black Sabbath, Iron Miden, Shadows Fall e Black Label Society. O palco secundário contará com Rob Zombie, Killswitch Engage, As I Lay Dying, Mastodon, The Haunted, In Flames, Arch Enemy, The Black Dahlia Murder, Bury Your Dead, Soilwork, Trivium, It Dies Today e A Dozen Furies. Pode ainda ser anunciado um nome adicional para o palco principal, que actuará entre os Shadows Fall e os Iron Maiden.
«Downward Spiral: The Promise Of Worse To Come» é o título provisório do novo álbum dos black-metallers Incriminated, que deverá ser editado no próximo mês de Setembro.
Um pouco mais tarde do que o inicialmente anunciado, o DVD+CD «Be - The Original Stage Production», de Pain Of Salvation & The Orchestra Of Eternity, sai para as lojas no dia 18 de Abril. No dia seguinte ao do lançamento, Daniel Gildenglöw e a sua banda embarcam numa digressão europeia que NÃO vai passar por Portugal.
O novo baterista de Dead By Dawn já é conhecido: trata-se de Michal 'Troll' Zielinski, e toca também em bandas como Oblivion ou DeFucto. Zielinski substitui o anterior baterista Tomasz 'Starkey' Starczewski, que abandonou a banda por motivos de saúde. Os Dead By Dawn terminaram, entretanto, a produção do seu álbum de estreia, «And Blind Is Leading The Blind», que deverá ser editado no início de Maio pela Conquer Records. Escutem samples do disco aqui.
No próximo dia 17 de Abril decorre n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada), a partir das 18.00h, uma festa de lançamento de «The Uncletching Of Fists», o álbum que marca o regresso dos The Firstborn à cena nacional.
A fanzine portuguesa Lusitânia Metal HordE, dedicada ao death e ao black metal lusitano, tem já a sua primeira edição disponível. Este número de estreia inclui entrevistas com Neoplasmah, Necrocannibal, FunguS, Lux Ferre, Corpus Christii, In Tha Umbra e uma foto-reportagem do Murderfest, com Deity Of Carnification e Dead Meat. São 20 páginas A5 que podem ser adquiridas por Eur 0,40. Os editores procuram distribuidores para a fanzine, e bandas para divulgar na próxima edição.
- Flushot, Dollar Llama, Gunpowder Factory, Slot Machine e Orgasmo ao vivo no Santigo Alquimista - 21.00h
- Edição de «Planets», de Adema (comprar aqui)

«?» CD
Frontiers Records/Recital
Quando se fala de hair metal dos anos 80, com todas as associações más que ele invoca, fala-se invariavelmente de duas bandas: Poison e Enuff Z'Nuff. «?» é o mais recente capítulo de uma história de sucesso, que passou de repente a história de estrelas caídas e desilusões, de consumo exagerado de drogas pesadas, de mudanças de formação e de álbuns fraquinhos, de que recentemente os Enuff Z'Nuff parecem estar lentamente a querer recuperar. Infelizmente, não é com «?» que vão com certeza reconquistar os antigos fãs, ou sequer novos fãs na cena. Apesar de haver no disco alguns vislumbres da energia e coesão do início dos anos 90, «?» é caracterizado por um exagero de baladas e canções levezinhas, incluindo o tema de abertura «Gorgeous», que parece uma música de brit-pop. Nem a versão hard-rock da banda de «Stone Cold Crazy» ou a versão acústica do sucesso reciclado «Fly High Michelle» conseguem salvar um disco condenado ao fundo das prateleiras do hard rock e a vender devido ao nome da banda. «?» vai também ficar na história do hard rock como o último álbum gravado pelo guitarrista Kerek Frigo, recentemente falecido. O músico merecia uma despedida um pouco melhor. (5/10)
«?» já está disponível
A famosa Subliminal Verses Tour - que vai levar uma série de bandas para a estrada nos Estados Unidos nas próximas semanas, já não vai contar com a participação de Trivium e de DevilDriver. De acordo com a Roadrunner Records, "constrições de tempo impostas pelas salas" são o motivo para que apenas Slipknot, Lamb Of God e Shadows Fall participem na referida digressão.
Os veteranos do death metal da cidade de Chicago, Cianide, vão participar numa compilação de tributo a Antiseen. Por outro lado, um split-7" com os espanhóis Machetazo deverá também ser editado no final do próximo mês de Maio.
A editora alemã de metal e rock progressivo InsideOut Music abriu recentemente a sua webshop, que tem disponíveis para venda directa as suas edições, de bandas como Pain Of Salvation, Evergrey, The Flower Kings, Spock's Beard e Symphony X, e ainda das editoras que distribui, como são os casos da Camino Records (Steve Hackett), GEP (IQ), Tempus Fugit (RPWL) e Verglas (Arena). As primeiras encomendas estão a receber bónus de Eur 5,00.
Há algum tempo que estes rumores correm na cena, mas agora é oficial: a companhia de management de Dimmu Borgir confirmou que Jan Axel Blomberg, conhecido como Hellhammer, baterista de Mayhem, vai tocar no próximo disco de Dimmu Borgir como músico convidado. Os deuses do black metal sinfónico norueguês vinham utilizando os serviços de Tony Laureano de Nile e de Reno Kiilerich (Panzerchrist, Exmorten, Vile) nas digressões, depois da saída de Nick Barker (ex-Cradle Of Filth) no início de 2004. A banda anunciou recentemente a intenção de regravar o seu segundo disco, «Stormblast», de 1996, no final deste ano.
Karla, a voz feminina de Immemorial, já não faz parte da banda polaca. A saída foi motivada por divergências musicais. Agora como quarteto, os Immemorial estão já a trabalhar no sucessor do álbum «After Deny», que tem o título provisório de «I.M.L.».
- Univers Zéro, The Watch e Trape-Zape ao vivo no Teatro-Cine, em Gouveia - 15.00h
- In Tha Umbra e Blacksunrise ao vivo n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 17.00h
- Peste & Sida, Simbiose, Colisão Frontal e Barafunda ao vivo no Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha
A formação original de Testament, constituída por Chuck Billy, Eric Peterson, Alex Skolnick, Greg Christian e Johnny Tempesta vai voltar a juntar-se para uma digressão de reunião de 10 datas na Europa, que decorre entre 6 e 15 de Maio.
A From Beyond Productions, subsidiária da Displeased Records vai reeditar o álbum de estreia de Asphyx, «Embrace The Dead», em vinil, numa edição limitada. «Embrace The Dead» foi composto entre os anos de 1988 e 1989 e gravado em 1990. A editora original não conseguiu financiamento para o lançamento, e o álbum acabou por sair apenas em 1996, em CD, via Century Media. Pela primeira vez disponível em vinil, o álbum vai conter a capa original, bem como fotografias da era de gravação e uma biografia escrita pelo baterista Bob Bagchus.
O DVD «A Night To Remember», de Evergrey, sai para as lojas no final do mês de Maio. O DVD duplo complementa o lançamento da edição em CD-duplo, já disponível, e contém um sistema de som 5.1 surround, bem como alguns bónus. Em Abril e Maio a banda vai andar em digressão pela Europa, tocando em algumas primeiras partes de concertos de James LaBrie e algumas datas como cabeças-de-cartaz. Portugal deverá ter uma data no Paradise Garage, mas tal notícia ainda não está confirmada.
Os Society 1 estão confirmados como a segunda banda de suporte da digressão europeia de Paradise Lost, que passa por Portugal nos dias 1 (Paradise Garage, Lisboa) e 2 (Hard Club, Porto) de Junho. A outra banda confirmada no cartaz é, recorde-se, Orphaned Land.
O EP «Sour Times», que serve de aperitivo ao novo álbum de Confessor «Unraveled», que sai no início do Outono, já tem os temas deliniados. O EP, que vê a luz do dia em Junho, vai conter dois temas novos («Sour Times» e «Hibernation»), uma radio-edit do tema-título, uma versão demo do tema «Condemned» completamente remisturada e remasterizada por Dick Hodgin de Corrosion Of Conformity e uma secção multimédia com fotos, vídeo, um screen-saver e algumas coisas mais. «Sour Times» vai ter uma edição limitada a poucas centenas de cópias.
Os rumores podem finalmente ser confirmados... as lendas holandesas do metal Gorefest estão de novo activas, e já assinaram um contrato discográfico com a Nuclear Blast Records. Nos anos 90, os Gorefest lançaram quatro álbuns pela editora alemã - «False», «The Eindhoven Insanity - Live At The Dynamo», «Erase» e «Soul Survivor», tendo encerrado as suas actividades em 1998. Neste momento, o grupo está em plena fase de composição de novos temas, e deve chegar ao circuito de festivais este Verão.
O baixista Cyprian foi dispensado da banda Devilyn por não corresponder às expectativas musicais da banda. O novo baixista do grupo chama-se Cyclone.
Para além do concerto no Barroselas Metal Fest na sexta-feira dia 22 de Abril, os Summon deverão cumprir outra data em Portugal, no dia seguinte, na zona de Lisboa, ainda não estando confirmado o local nem o cartaz completo do concerto.

«Hammers Of Mayhem» CD
Black Lodge/Recital
Existem muitas bandas de thrash metal na Suécia, mas tenho sérias dificuldades para me lembrar de alguma que soe tão furiosamente como estes Maze Of Torment. Apesar do óbvio piscar de olhos retro que as estruturas dos temas e as vocalizações demonstram, há muito mais neste quinto álbum da banda sueca do que aquilo que uma primeira audição deixa antever. Antes de mais, a produção, mercê de duas semanas da Abyss Studio com Tommy Tägtgren, é um luxuoso pedaço de história, soando bem clara e, ao mesmo tempo, orgânica, longe de outras produções deslavadas e demasiado límpidas saídas do mesmo estúdio. Meio caminho andado para a coesão, o resto do caminho é percorrido pelo puro talento da banda, que deixa muito pouco espaço na sua música para alguma coisa que não seja velocidade desenfreada, riffs intoxicantes e solos assustadores. É certo que alguma da típica melodia do death metal sueco está lá metida no barulho, mas isso não tem que ser uma coisa má - e não o é, uma vez que os Maze Of Torment tiveram o cuidado de enrolar muito bem a massa e servir um bolo homogéneo de thrash metal que de old-school só tem o nome e que, ao contrário de quase todos os outros discos do estilo, tem muito mais para revelar do que aquilo que se escuta na primeira audição. De tal maneira que a versão de «In League With Satan», talvez devido ao carácter óbvio da escolha, não representa o momento mais alto do disco - esse, está nos temas originais, sobretudo em pérolas como «Dead Cold Blood» ou o tema-título. Finalmente uma banda sueca que me faça esquecer Hypnosia! (8/10)
«Hammers Of Mayhem» já está disponível
- Ode Odium e Dollar Llama ao vivo na Sociedade Musical Odivelense, em Odivelas - 14.00h
- Dash, Halftone, Aphelion Aphrodites e Skeptik ao vivo na Casa Municipal da Juventude de Aveiro - 15.00h
- Miriodor, Lars Hollmer, Arena, French TV e Amarok ao vivo no Cine-Teatro de Gouveia (Viseu) - 15.00h
- Profusion e Insaniae ao vivo na Casa da Juventude da Tapada das Mercês (Mem Martins, Sintra) - 17.00h
- Painstruck e Veinless ao vivo na Casa Amarela, em Santo Amaro (Laranjeiro, Almada) - 21.00h
- Fetal Incest, Sick Maniacs, Vizir e The Art Of Chaos ao vivo no Centro de Juventude de Caldas da Raínha - 21.30h
- In Tha Umbra, Fear Thy Name e Encephalon ao vivo no Bar Académico de Vila Real - 22.00h
- Thrashcan, Crippled Child, Peacefull Until e Without Remorses ao vivo no Satori 666 Bar, em Querença (Loulé) - 22.00h
- Ethereal e FullMoonChild ao vivo no Bar Jinx, no Bairro Alto (Lisboa) - 22.30h
- Sir Giant, Zebu 3 Pide, Snail e Skypho ao vivo no Kastru's Bar, em Esposende - 22.30h
- Diary Of Dreams ao vivo no Alibi Disco Club, em Leiria - 22.30h
- Mata-Ratos e Motornoise ao vivo no Bar Porto Rio (Porto) - 23.00h
- Ramp ao vivo no bar Horas Extras (Braga)
- Assemblent ao vivo n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada)
- R.J.A. ao vivo no Central, em Torres Novas
- Ferro & Fogo ao vivo no Marrafas Bar, em Pé de Cão (Torres Novas)
- In The Flesh ao vivo no Toma Bar, em Vila Franca de Xira

«ReliXIV» CD
Regain Records/Recital
Quando se fala de thrash metal europeu, a tentação é mencionar sempre o 'triunvirato infernal alemão' composto por Destruction, Kreator e Sodom como referência. Já nos Estados Unidos a tarefa não é tão simples. Algo de estranho se passou com o thrash metal quando este atravessou o oceano Atlântico e fez com que os Slayer o tocassem de uma forma muito mais extrema e os Overkill lhe acrescentassem uma identidade muito própria, que desde cedo confundiu os críticos. Em pleno advento de 20 anos de carreira, os Overkill estão de regresso para um profícuo 14.º álbum de originais, e parecem imunes ao 'síndroma de relíquia' que o título do álbum parece querer exorcisar. É certo que o thrash metal da banda americana soa a old-school, sobretudo devido à característica voz do homem-do-leme Bobby 'Blitz' Ellsworth, mas os Overkill recusaram-se a parar no tempo em relação à composição e sonoridade da sua música, soando hoje mais modernos e actualizados do que muitas das jovens bandas americanas que tentam imular a sua música... se isto não é um paradigma, eu não percebo nada de música. «RelixXIV» está cheio de temas de thrash-e-mais-alguma-coisa com a típica assinatura dos Overkill, com variedade suficiente para agradar a velhos e novos fãs, com temas rápidos e temas não tão rápidos, solos cortantes e uma produção à altura do nome da banda. E depois há esse piscar de olhos à velha guarda - o tema que encerra o disco, chamado «Old School», que tem uma melodia bem 'Rammonesca' (para citar o press-release) e uma letra que é uma verdadeira ode aos anos 80. O mundo do metal deve vassalagem a uma das mais honestas e destructivas bandas de thrash metal do outro lado do Atlântico. Quando tal vassalagem pode ser prestada perante um álbum como «ReliXIV», melhor ainda. (8/10)
«ReliXIV» já está disponível
O mais recente trabalho de Norma Jean, «'O' God The Aftermath» entrou para o 62.º do top americano da Billboard na semana de lançamento. A banda está neste momento - e até Maio - em digressão por terras americanas com Unearth e Atreyu.
Já está disponível a sétima edição da Melodic Rock fanzine - uma publicação italiana, redigida em inglês, e essencialmente dedicada ao hard rock melódico. Este novo número inclui críticas e entrevistas a Soul Sirkus, Starbreaker, Lana Lane, Heartbreak Radio, Final Frontier, Hartmann, Dynamic Lights, Frozen Tears, Dark Sky, Evil Maquerade, Talisman, Heartland, Force Of Evil e alguns mais. Encontrem a versão para fazer download aqui. A versão em papel pode ser obtida nas lojas especializadas ou encomendando directamente qualquer disco à Frontiers Records. Entretanto, as seis edições anteriores da fanzine continuam disponíveis. Se estiverem interessados em encomendá-las, escrevam para o mail elio@frontiers.it
Os Abigail estão a terminar as gravações do seu terceiro álbum de originais, que vai ser editado no final do Verão via Nuclear War Now.
A Underworld está a preparar uma excursão para o Barroselas Metal Fest, que acontece entre os dias 22 e 24 deste mês. Encontrem as condições e preços aqui.
Depois da digressão europeia que durou vários meses, os Asia estão agora a trabalhar, juntamente com a InsideOut Music, em novas edições dos álbuns «Aqua», «Arena» e «Aria», bem como numa compilação 'best-of' chamada «Anthology», e nos álbuns «Archiva I» e «Archiva II», que vão conter vário material de arquivo. Estas reedições vão ter booklets extensivos e material bónus, e deverão ser editados nos próximos meses. Em Julho, a banda embarca numa digressão americana.
A banda anglo-chilena de thrash metal extremo Criminal anunciou que o título do seu próximo álbum vai ser «Sicario». A edição na Europa está prevista para o mês de Setembro, via Metal Blade Records. 'Sicario' é uma palavra espanhola para assassino e é normalmente associada aos assassinos contratados pelas máfias e cartéis de droga sul-americanos. «Sicario» vai ser gravado em Maio no Stage One Studio, em Bühne, na Alemanha, com o produtor Andy Classen (Dew-Scented, Disbelief, Die Apokalyptischen Reiter, etc).
A Lifeforce Records vai passar, a partir de agora, a disponibilizar os seus discos ao preço de Eur 9,99 cada, na mailorder do seu site. Para além disso, há descontos em alguns discos, que levam alguns títulos a estar disponíveis em formato CD a partir de Eur 1,00, e em vinil a partir de Eur 0,50.
- Dance Damage e Veados Com Fome ao vivo no Metamorphose Bar, em Braga - 23.00h
- Out Standing e Stupid Girls Will Prevail ao vivo no Bar Académico, Galerias Ícaro (Viseu) - 00.00h
- Ramp ao vivo no Mará Alta, no Porto
- Ferro & Fogo ao vivo no Kamarro Clube, no Barreiro

«Planet Earth» CD-EP
Paranoid Records
«Planet Earth» é o EP intermédio de Ramp, que faz a passagem entre o último «Nude» e o próximo álbum de originais da banda portuguesa, e que serve também para a banda apresentar na digressão de clubes que anda a fazer neste momento. O tema-título é uma versão de uma música de Duran Duran, transformada numa faixa tipicamente Ramp, com a melodia a funcionar como um excelente contraponto para o habitual poder de fogo da banda de Rui Duarte, enquanto que os versos se aguentam bem apenas com voz, baixo e bateria. A escolha revela-se feliz, até porque não é preciso fazer grandes alterações na estrutura de «Planet Earth» para que este soe a Ramp, bastando apenas 'amplificá-lo' um bocadinho mais. «You Make Me» é o tema original do EP. Deixado de fora do álbum e gravado originalmente nas sessões de «Nude», é um tema que demonstra um pouco o arrepiar caminho que os Ramp fizeram com o útimo trabalho de originais, para uma receita musical mais própria, mais equilibrada e um pouco mais melódica. Mas o grande momento feliz deste EP é «Anjinho da Guarda», a versão do tema de António Variações que os Ramp fazem - com uma atidude muito punk-rock, de grande velocidade ao invés de grande qualidade de produção e com uma abordagem incrivelmente old-school, eis finalmente encontrado o «Walk Like An Egiptian» da segunda parte da carreira dos Ramp. Promete ser um favorito dos concertos ao vivo. O EP inclui ainda uma faixa multimédia com o vídeo do tema «Anjinho da Guarda» e uma introdução ao Cristiniano, o menino metaleiro, em dois episódios. Sem dúvida um grande aperitivo para o que aí vem de Ramp, e uma boa forma do grupo ficar em contacto com os fãs. Faz-nos pensar que a banda deveria editar uma coisa destas entre cada um dos álbuns... (7/10)
«Planet Earth» já está disponível
O álbum «Comalies», dos italianos Lacuna Coil, ultrapassou a marca dos 200.000 discos vendidos nos Estados Unidos, e tornam-se assim a primeira banda da Century Media a atingir um número tão elevado de vendas. A banda está neste momento em fase de pré-produção do próximo disco, e planeia tocar algumas das novas faixas nos festivais de Verão europeus em que vão participar este ano.
Já é conhecida a lista de temas do próximo disco de Royal Hunt, que vai chamar-se «Paper Blood». Eis a lista completa: «Break Your Chains», «Not My Kind», «Memory Lane», «Never Give Up», «Seven Days», «SK 983», «Kiss Of Faith», «Paper Blood», «Season's Change» e «Twice Around The World».
«Vredens tid», o novo álbum dos heróis de viking metal Manegarm, é editado no dia 28 de Junho, via Displeased Records. A edição sai em CD normal e também em LP.
Depois do concerto de Judas Priest, no sábado, no Pavilhão Atlântico, há uma after-party especial no clube Disorder, no Cais do Sodré (Lisboa), com música a cargo do DJ Psyco (TocSin) e do Jó, de Teriomorphic.
'Expurgação' é o nome do espectáculo de spoken-word que Aires Ferreira vai dar no próximo dia 16 de Abril, no bar Jinx, no Bairro Alto (em Lisboa). O bar acolherá também, nesse dia, uma exposição de fotografias de Sandra Gonçalves.
- Corvos ao vivo na Academia de Santo Amaro de Alcântara (Lisboa) - 22.00h
- Ramp ao vivo no Speed Bar, na Lousada
No dia 15 de Abril os Forgotten Suns actuam ao vivo no Rock House Café, em Alenquer, a partir das 23.00h.

«Difference» CD
Spinefarm Records/Recital
Devido a uma ou outra razão, poucas bandas de power metal finlandesas chegaram ao terceiro álbum de originais - o tal que é suposto ser o do 'vai ou racha' para um grupo. Os Dreamtale fizeram-no, ultrapassando pelo caminho uma mudança de vocalista, que faz que com «Difference» conte com a prestação vocal do novo homem Jarkko Ahola, e eis que a banda começa a seguir mais de perto as pisadas dos deuses Stratovarius. «Difference» conta com Timo Tolkki nos créditos de produção, e é um disco de power metal melódico puritano e pouco dado a inovações. Visto por esse prisma, poucas coisas no disco o podem salvar do marasmo estilístico a que o power metal está sujeito, agradando a quem dele gosta e sendo objecto de ódio de estimação para quem não gosta. Do ponto de vista do fã de power metal, «Difference» é, no entanto, um bom disco. A banda recorre frequentemente ao auxílio do speed metal e consegue não perder o seu sentido de melodia nos temas mais rápidos, esgrime solos de guitarra com uma classe considerável, e tem poucos pontos fracos em termos de composição, completando a proposta com um sentido épico velado que demonstra algumas influências do 'Hollywood-Metal' de Rhapsody, mas apenas de relance. É certo que falta algum peso, alguma coesão e mais brilhantismo nas composições para que este seja um disco perfeito, mas em termos gerais «Difference» permite aos Dreamtale passar o teste do terceiro álbum com um trabalho bastante acima da média quando enquadrado nos parâmetros do power metal melódico actual. (7/10)
«Difference» já está disponível

Percorrendo um caminho discreto mas convicto dentro do metal gótico, os suecos Eternal Oath chegam este ano ao quarto ano de carreira, e com «Wither» ao terceiro álbum de originais. Destinado a ter a melancolia e melodia que apenas os predestinados têm, o grupo mistura uma espécie de raiva incontida na sua música, dando um novo significado à expressão 'death-goth' e confundindo os fãs de um e outro estilo, com elementos irresistíveis para todos. Falámos com o guitarrista Peter Nagy, também conhecido na cena como um dos membros fundadores de Mörk Gryning, sobre o álbum, sobre a cena sueca em termos de concertos ao vivo e sobre o futuro do metal e da música em geral.
Provavelmente vais dizer-me que foi uma evolução natural, mas porque é que este álbum é mais orientado para as músicas e, no entanto, mas variado do que qualquer um dos vossos discos anteriores?
Nós evoluímos constantemente enquanto músicos, e temos sempre a mente aberta para experimentar coisas novas. Isso torna a música mais variada também, e ao mesmo tempo torna a nossa banda mais interessante de ouvir. Desta vez queríamos manter as músicas muito simples e criar temas com que os ouvintes se pudessem identificar muito facilmente. A crueza manteve-se, bem como as partes melódicas. Todos os tipos de 'arranjos complicados' e partes de riffs mais longas foram deixadas de fora.
É difícil tentar ter mais elementos musicais num disco e, ao mesmo tempo, tentar manter uma certa ligação a um determinado estilo de death/goth? Quão difícil?
Nós não nos sentimos obrigados a seguir um determinado estilo. Nós criamos o tipo de música que sentimos que é o certo para nós, desde que seja pesado. A variação é um processo natural para nós. Por causa disso, não temos a pressão de termos que estar sempre ligados a um certo estilo, e as coisas não são nada difíceis.
O álbum foi gravado no Fredman Studio. Já encontraste alguma coisa nele que gravasses de um modo diferente, se o voltasses a gravar hoje?
Algum tempo depois das gravações, quando te podes sentar em casa e ouvir o disco objectivamente, notas sempre algumas pequenas coisas que gostarias de ter feito de forma diferente. Mas são coisas demasiado pequenas para mencionar ou sequer discutir, por isso a única opção é aprender a viver com elas (risos).
Tanto quanto eu sei, tu saíste de Mörk Gryning, certo? Tu és o tipo de pessoa que precisa de várias bandas, de vários estilos, para poder explorar os seus diversos gostos musicais e sentimentos?
Para dizer a verdade toda a banda se separou e acabou cerca de um ano depois de eu ter saído. Tive uma visão no início na minha 'carreira' musical similar à que tu descreves. Estava numa cinco ou sete bandas ao mesmo tempo e tocava bateria, guitarra, baixo, etc. Tinha influências de todas as bandas e levava-as comigo para a banda seguinte e pensava que era a melhor coisa a fazer para me desenvolver. É claro que aprendi muito com isso, e teve um impacto positivo em mim. Hoje em dia, no entanto, escolhi concentrar-me apenas em Eternal Oath porque sinto que tenho todo o apoio que necessito destes elementos, nesta banda. Toda a gente na banda é muito variada em termos de influências, o que torna a nossa cooperação ainda mais interessante.

A cena sueca também é muito conhecida pela troca de músicos entre as bandas. Podes dar-nos uma ideia das outras bandas em que tocam os elementos de Eternal Oath?
Hoje em dia nenhum de nós está em qualquer outra banda. Às vezes envolvemo-nos em alguns projectos paralelos como músicos contratados, mas é tudo. A última banda em que qualquer um de nós esteve envolvido foi em Celephais, onde eu e o nosso vocalista - o Gösta - estivemos algum tempo.
A parte lírica do álbum esteve inteiramente entregue ao Gösta ou vocês - os outros elementos - dão também opiniões sobre as letras e importam-se com elas?
Para dizer a verdade, as letras de três das músicas foram escritas por mim ou pelo Stefan - o teclista. Mas sim, o resto das músicas este totalmente entregue ao Gösta. É claro que às vezes também damos as nossas opiniões, bem como ele dá as dele também em relação à música. Mas esses são passos naturais no processo criativo.
Vocês são conhecidos por serem uma banda muito coesa e activa ao vivo. Como está a cena sueca em termos de concertos? Existe algo como um 'circuito' montado, que as pessoas possam percorrer para fazer uma digressão nacional?
Bem, esse é um rumor porreiro, mas não sei se seremos tão activos assim, ao vivo. Acho que a nossa 'quota de concertos' é um pouco baixa. Eu gostava de tocar mais ao vivo do que aquilo que tocamos. Infelizmente, a cena sueca em termos de concertos não é aquilo que devia ser, apesar da Suécia produzir uma grande quantidade de bandas de metal com qualidade. A quantidade de promotores e salas para tocar é muito baixa, o que torna muito difícil fazer esse 'circuito' para uma digressão nacional.
Que tipo de salas têm por aí?
Tendo em conta aquilo que te disse agora, não te posso dar uma resposta muito concreta. Mas, pelo menos quando conseguimos subir a um palco, é normalmente em clubes pequenos e coisas do género.
O metal é cada vez mais uma 'indústria' e cada vez menos uma 'cena'. Achas que a música ainda conta para que uma banda chegue ao topo neste estilo de música?
Tem tudo a ver com a editora que promove a banda. Se a banda tem talento e é boa, talvez a editora nem precise de fazer todo esse trabalho de promoção. Tudo se torna uma indústria assim que se notam possibilidades de ganhar dinheiro com isso. Esse facto tem um lado positivo e um lado negativo. Eu sei que hoje em dia as editoras têm menos dinheiro do que tinham há dez anos atrás. Por isso, talvez o metal se torne uma 'cena' de novo...
Qual seria a tua reacção se, de repente, uma faixa vossa como a «Second Life» começasse a ter airplay massivo nas grandes rádios comerciais suecas? Achas que beneficiaria a banda?
Isso seria muito porreiro. Certamente que me deixaria satisfeito. Dar-nos-ia, claro, muitos benefícios, mas o único que me interessa seria a possibilidade de tocarmos mais vezes ao vivo. Talvez estejas a ficar com uma ideia de nós como pessoas desesperadas por tocar ao vivo... e isso é verdade - nós estamos. Todas as bandas que gostam de tocar ao vivo sofrem muito quando não têm oportunidade de fazê-lo.
O que achas que pode acontecer quando esta nova geração - os miúdos que já não estão habituados a ter CD's originais - crescer e tiver poder económico?
Estás a referir-te aos downloads da internet... sim, esse pensamento já atravessou a minha cabeça muitas vezes também. O pior cenário possível é deixar de haver criação de arte - música, filmes, etc - devido ao facto de se sacar demasiado dinheiro do próprio autor. O melhor cenário possível será - e é aquele em que acredito neste debate - uma indústria de downloads pagos. Um CD é demasiado caro hoje em dia...
No domingo, dia 10 de Abril, os In Tha Umbra e os Blacksunrise actuam ao vivo n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) a partir das 17.00h.
No próximo dia 16 de Abril os Desire e os Grog actuam ao vivo no Palco Oriental, próximo do Convento do Beato, em Lisboa. Os concertos começam às 19.00h, e a entrada custa Eur 5,00.
O mais recente trabalho de Judas Priest, «Angel Of Retribution», estreou-se a semana passada no top americano da Billboard em 13.º lugar, constituindo a entrada mais alta que a banda alguma vez teve no referido top. O lugar mais alto a que os Judas Priest haviam chegado no top de vendas americano havia sido o 17.º posto, com «Screaming For Vengenace», de 1982 e com «Turbo», em 1986.
Devido aos recentes problemas de saúde de Joe Vana, o vocalista de Trillion Thom Griffin, vai completar o line-up de Ambition para a gravação do disco da banda. Griffin já está em estúdio a gravar as suas partes. O álbum deverá estar pronto no final de Maio, enquanto que o lançamento deverá ser feito no final do ano, via Frontiers Records.
O blog Metal Incandescente está a organizar um passatempo à volta do novo álbum de Pitch Black, «Thrash Killing Machine», que permite ganhar um de quatro discos, que estão a sorteio. Participem aqui.
A editora holandesa Displeased Records tem dois novos discos agendados para sairem no final deste mês, mais concretamente no dia 28. O primeiro é a estreia dos Cobalt, com um álbum conceitual de thrash/black metal chamado «War Metal». O outro é «Warrior's Death», o regresso dos veteranos californianos Resuscitator, com o seu metal extremo que pode ser considerado uma mistura de Immortal e Enthroned.
Devido a divergências pessoais e musicais, o line-up dos alemães Bloodflowerz sofreu algumas alterações. Assim, o guitarrista Siggi Lenz e o baixista Jojo Schulz vão tocar o seu último concerto com a banda no dia 16 de Abril, em Herisau, na Suíça. O guitarrista Markus Visser também já tinha anunciado o seu abandono da banda. A vocalista Kisrten Zahn e o baterista Tim Schwarz estão agora à procura de substitutos.

«Wither» CD
Black Lodge/Recital
O metal gótico não é propriamente o estilo em que a originalidade mais grassa hoje em dia. Esta verdade insufismável tem sido, no entanto, contornada com engenho por bandas que praticam o estilo com convicção, sentido estético e composições que, por si, permitem ouvir os seus discos sem pensarmos muito que estamos a ouvir uma coisa retardada. Os Eternal Oath têm aqui mais um desses casos. O death/gothic metal da banda é bem feito, equilibrado entre peso e melodia e com uma produção bastante aceitável. E estes são todos os argumentos que a banda sueca tem para contrapor ao facto de estarem a tocar exactamente aquilo que outras bandas já fizeram antes - inclusivamente os 'nossos' Heavenwood. No entanto, os pormenores contam muito num álbum como «Wither», e a maneira como o disco flui ao longo dos 12 temas é indiscutivelmente característica de uma boa banda. Peter, o guitarrista e líder dos Eternal Oath, já inovou tudo o que tinha a inovar em Mörk Gryning, e agora esta sua banda tem tudo a ver com sentimento, e não com uma competição de vanguardismo. O resultado é um álbum cheio de grandes melodias góticas e com o peso do death-rock, onde os teclados estão ao nível que devem estar - não à frente, mas audíveis, a adensar o ambiente - onde o vocalista tem versatibilidade suficiente para cantar com voz limpa, com distorção e com voz gutural e onde há espaço para arranjos de guitarra acústica que enriquecem as músicas. Que se lixe a originalidade. O importante é que os discos tenham sentimento e, nisso, os Eternal Oath não têm que levar lições de ninguém. (8/10)
«Wither» já está disponível
O mundo do doom metal treme de excitação à medida que se aproxima o dia 2 de Maio - data em que sai o novo álbum dos reunidos Candlemass. A Feedback vai associar-se a esta verdadeira festa dos fãs de uma das mais históricas bandas de sempre do metal extremo, publicando na madrugada de dia 2 de Maio a crítica ao novo disco «Candlemass», bem como uma entrevista realizada este domingo com o baixista e principal compositor do grupo Leif Edling - bem como algumas outras surpresas ainda a anunciar. Fiquem atentos.
Os Anthrax deram uma conferência de imprensa no passado dia 1 de Abril no Sirius Satelite Radio, nos Estados Unidos, à volta da anunciada reunião do line-up clássico da banda. O grupo acabou por desmentir que vai fazer parte do palco principal do Ozzfest deste ano, anunciando a participação em vários festivais de Verão na Europa, incluindo o Dynamo. A digressão de reunião inicia-se com dois espectáculos - já esgotados - em Chicago, que dão o pontapé de saída na tourné internacional, que só termina no Outono, quando a banda regressar aos Estados Unidos. Os planos a nível de edições são lançar um DVD e uma caixa especial que documentem esta digressão no final do ano. A banda declarou ainda que não sabe quanto tempo vai esta reunião demorar, e em termos de relacionamento por parte de John Bush e Rob Caggiano as coisas têm corrido bem. Por fim, os Anthrax são juntar-se aos Slave e à Metal Foundation numa campanha que visa chamar a atenção contra os riscos da vacina contra o Anthrax a que o pessoal militar americano está a ser submetido.
Está concluído o plano de concertos da Terra Fria para 2005. Consultem-no aqui.
Michael Kiske, ex-vocalista de Helloween, aceitou um lugar de vocalista em Place Vendome, um projecto cujo nome advém da praça parisiense com o mesmo nome. O projecto, que é liderado pelo patrão da Frontiers Records, Serafino Perugino, tem já 11 faixas compostas, numa onda de hard rock melódico/AOR capaz de agradar a fãs de Foreigner e Journey. A produção do disco vai ficar a cargo de Dennis Ward, de Pink Cream 69, que também compôs alguns temas, juntamente com os seus companheiros de banda David Readman e Alfred Koffler, com contribuições de Gunther Werno, de Vanden Plas.

«Goatreich Fleshcult» CD
Napalm Records/Recital
Existem colectivos dentro do metal que são precedidos pela sua fama e pelo culto que criam. Nesse grupo de nomes podemos encontrar bandas como Marduk, Behemoth, Mayhem e, agora, os austríacos Belphegor parecem pertencer também ao clube, com toda a antecipação criada à volta deste quinto álbum de originais da banda. A verdade é que a qualidade de «Goatreich Fleshcult» o justifica plenamente. Primeiro porque os Belphegor têm vindo a evoluir lenta mas solidamente em termos técnicos e de produção até chegarem, com este disco, ao um patamar inegavelmente superior, onde apenas constam as mais conhecidas e eficazes bandas de metal extremo. Depois, porque o grupo austríaco teve a coragem de introduzir o factor mudança na sua música e apresenta, com «Goatreich Fleshcult», o disco mais variado da sua carreira, oscilando entre os blasts hiper-rápidos do death/black metal a que já nos habituou com temas a meio-tempo, cujo paradigma é a música «Sepulture of Hypocrisy», que se revela um dos mais intensos e insuportavelmente pesados temas de death/doom que foram compostos e gravados nos últimos anos. Apesar de se manterem bem afastados de qualquer vanguardismo estilístico, os Belphegor mostram, com este novo disco trabalho e evolução no seu próprio estilo, e apresentam um dos mais coesos, intensos e brilhantes conjuntos de temas da sua carreira. (8/10)
«Goatreich Fleshcult» já está disponível
O serviço fúnebre do vocalista/guitarrista de Nasum Mieszko Talarczyk decorreu no passado dia 30 de Março em Orebro, na Suécia. O anúncio oficial de que Mieszko não havia sobrevivido ao tsunami de dia 26 de Dezembro, que atingiu a ilha tailandesa de Phi Phi, onde o músico estava de férias, foi dado no dia 17 de Fevereiro. Talarczyk foi um dos pioneiros da cena grindcore, tanto enquanto músico como enquanto produtor e engenheiro de som do seu estúdio - o Soundlab.

«Forbidden Path» CD
Limb Music/Recital
Apesar de vistos como uma das jovens esperanças do power metal alemão, os Eternal Reign esforçam-se ao máximo por sair desse espectro que, qual camisa de forças, os ata a um estilo de mercado que não entendem como seu. No entanto, e como dizia o meu avô, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Apesar de algumas piscadelas de olho ao power metal americano, sobretudo na ausência de melodias demasiado açucaradas nas guitarras, os Eternal Reign praticam mesmo power metal melódico alemão neste disco, com todos os clichés que isso implica. E, mais grave que tudo, fazem-no sem temas ou momentos brilhantes, tirando uma ou duas excepções - normalmente solos de guitarra e uma ou outra harmonia vocal - fazendo o disco soar quase todo ao mesmo, e pedindo uma música («Ten Seconds In») a Breaker para o momento verdadeiramente alto do disco. No mundo de Helloween, Rhapsody, Blind Guardian e Hammerfall, já se sabe que a vida não é fácil para uma jovem banda de power metal. Mas os Eternal Reign precisam seriamente de rever a sua receita musical se pretendem fazer um disco acima da média. Algo que «Forbidden Path» não é. Definitivamente. (5/10)
«Forbidden Path» já está disponível
No início de Junho os britânicos Paradise Lost regressam a Portugal para mais dois concertos. A banda de Nick Holmes actua no dia 1 de Junho no Paradise Garage, em Lisboa, e no dia 2 de Junho no Hard Club, em Gaia (Porto). Os bilhetes custam Eur 20,00 e estão à venda nos locais habituais.
Os portugueses Corvos preparam uma digressão nacional a ser repartida pelos próximos meses, e que começa já no dia 7 de Abril, às 22.00h, na Academia de Santo Amaro de Alcântara, em Lisboa. A lista completa de datas é a seguinte:
7 de Abril - Academia de Santo Amaro de Alcântara (Lisboa)
15 de Abril - Auditório Municipal de Vila Real de Santo António
24 de Abril - Faro
25 de Abril - Lagoa
7 de Maio - Alcanena
28 de Maio - Recreios da Amadora (Amadora)
6 de Agosto - Fábrica da Pólvora de Barcarena (Oeiras)
13 de Agosto - Alcobaça
A mais emergente banda de metal gótico dos últimos anos - os Sirenia - acaba de assinar um acordo discográfico com a Nuclear Blast Records. Os noruegueses, liderados pelo ex-Tristania Marten Veland, lançaram dois álbuns até agora («At Sixes And Sevens» e «An Elixir For Existence») e fizeram digressões com bandas como Tiamat, Pain e Theatre Of Tragedy. A banda está já em composição para o seu primeiro álbum editado pela Nuclear Blast.
No dia 21 de Maio, uma sexta-feira, decorre no bar Porto Rio, na Rua do Ouro, no Rio Douro (Porto) o Grinding Up Your Ass Fest, com participação dos polacos Dead Infection, dos belgas Suhrin, de Simbiose, de Grog e Holocausto Canibal.
O vídeo-clip do tema «History Retold», de Deadsoil, retirado do disco do ano passado «The Venom Divine», está já disponível online. Vejam-no aqui.
- Holocausto Canibal, Fetal Incest, Negative Gain e Vittrah ao vivo no Luana Bar (Porto) - 16.00h
- Time Bomb ao vivo n'O Culto Bar em Cacilhas (Almada)

«Xplode» CD
Massacre Records/Recital
Ano e meio depois da estreia «Lunatic Siren», os alemães Twyster estão de volta com o seu power metal cuja principal característica é ser vocalizado por uma senhora chamada Coco. Neste disco, tal como no primeiro, a senhora vai alternando entre uma voz mais máscula e dura, tipo Doro, e uma voz tipicamente feminina, que usa para partes mais melódicas. O power metal dos Twyster é algo sombrio, sem o brilho de grandes melodias ou de riffs particularmente felizes, e acaba por afogar-se num mar de normalidade de que só sai quando vira a bitola mais para o hard rock no último tema, «Sweet Nail». Com a unidimensionalidade da música, também Coco parece cair numa espécie de apatia vocal, nunca brilhando verdadeiramente nem tirando partido das potencialidades de versatibilidade da sua voz. Assim, «Xplode» arrisca-se a cair num limbo de normalidade, perder-se na floresta de lançamentos medianos a que somos sujeitos todos os meses. Nem as influências hard rock salvam o disco, porque sofrem da mesma falta de ideias verdadeiramente interessantes, e não acrescentam absolutamente nada ao que o power metal dos Twyster produz actualmente. Se não fosse abusar nas figuras de estilo ("afogar-se num mar de normalidade" e "perder-se na floresta de lançamentos" são os suficientes para uma só crítica) diria que os Twyster são como um cocker numa matilha de lobos... se não afiarem rapidamente o dente, arriscam-se a desaparecer sem ninguém se lembrar mais deles. (6/10)
«Xplode» já está disponível
Está finalmente definido o cartaz do Barroselas Metalfest, que decorre entre os dias 22 e 24 de Abril. Assim, teremos:
DIA 22 - 20.00h
Gorerotted, Summon, Pitch Black, InThyFlesh, E.A.K. e Raw Decimating Brutality
DIA 23 - 15.00h
Incantantion, Nargaroth, Desecration, The Firstborn, Simbiose, Perverse, Panchrysia, Empty, Blue Sound Traffic, Sideffects e Stuprum Dei
DIA 24 - 15.00h
Catastrophic, Jungle Rot, Corpus Christii, Funerus, In Tha Umbra, Squash Bowels, Parricide, The Art Of Butchery, Blacksunrise, Deep Odium e Underneath
Os bilhetes custam Eur 13,00 para o dia 22, Eur 18,00 para o dia 23 e Eur 18,00 para o dia 24. Um bilhete de três dias custa Eur 35,00 em venda antecipada (Eur 40,00 no próprio dia). Os bilhetes estão à venda nos locais habituais.
Os alemães Primal Fear renovaram o seu contrato discográfico com a Nuclear Blast, num acordo por mais cinco álbuns de originais e ainda um DVD e um CD ao vivo. Quanto ao novo disco, os Primal Fear gravaram 12 das 20 novas músicas que tinham compostas. O produtor Charlie Bauerfeind vai agora viajar, na próxima semana, de Tenerife para a Alemanha para trabalhar com a banda no House Of Music Studio. A mistura vai ficar a cargo de Mike Fraser (Def Leppard, Metallica, AC/DC, Aerosmith).
O próximo dia 8 de Maio vai marcar a estreia dos polacos Lost Soul em território nacional. A banda de death metal técnico actua no festival Caos Emergente II, que decorre no Auditório da Casa do Povo de Recarei, na Vila de Recarei (Paredes), a 30 quilómetros do Porto. O festival, que tem início marcado para as 15.00h, conta ainda com a presença de Decrepidemic, Pestifier, Holocausto Canibal, dos eslovacos Sanatorium e dos ucranianos Fleshgore.
«Gabbergrind», o novíssimo disco de Tourette Syndrome, está finalmente editado e disponível para encomendas. Inspirados pela cena gabber/speedcore, os Tourette Syndrome apresentam neste disco 19 faixas que agradarão aos fãs de sonoridades mais extremas e doentias, e também aos que tiverem mais sentido de humor. A edição é da Cudgel Agency.
Os heróis americanos do metal progressivo Fates Warning vão lançar uma versão expandida do álbum clássico de 1996 «Awaken The Guardian». A edição, que vai conter um CD duplo e DVD, vai contar não apenas com as oito faixas originais, remasterizadas, como também um disco inteiro de faixas raras gravadas ao vivo e demos e um DVD que inclui todos os vídeos da banda. A apresentação vai ser luxuosa. O lançamento está previsto para o dia 13 de Junho, via Metal Blade.
Animados pelo sucesso da versão do tema «I Am The Walrus», de The Beatles, que gravaram o ano passado, os multi-platinados Styx gravaram a sua própria versão do 'grande livro do rock'n'roll', que é nada mais nada menos do que um álbum cheio de versões de temas que os membros da banda consideram essenciais na história do estilo. O disco vai chamar-se «Big Bang Theory», e vai conter temas de The Who, The Lovin' Spoonful, Procol Harum, Blind Faith, Free, Jimi Hendrix, Jethro Tull, Ray Charles, Humble Pie, Crosby, Stills & Nash, Willie Dixon, The Pretty Things e uma versão regravada do tema «Blue Collar Man», dos próprios Styx. O álbum é editado pela Frontiers Records no dia 16 de Maio.
Depois de confirmada a reunião dos Sex Pistols, sabe-se agora que a mítica banda de punk-rock se prepara para actuar em Portugal, mais concretamente no estádio do Restelo, em Belém, no dia 4 de Julho.
A editora sueca Bad Taste Records assinou os canadianos Chixdiggit, que haviam lançado anteriormente por editoras como a Sub Pop e a Fat Wreck Chords. O novo álbum do grupo, «Pink Razors», é editado este Verão na Europa pela Bad Taste, enquanto que no resto do mundo permanecerá na Fat Wreck. Entre os dias 3 e 21 de Maio os Chixdiggit estarão na Europa para uma digressão que vai passar por Alemanha, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Suíça e Áustria.
No dia 15 de Abril os Epping Forest e os Humanart actuam ao vivo no Bar Porto Rio, a partir das 22.00h. A noite conta também com a prestação do DJ Ricardo Dias, de Heavenwood.
- July 13, On Equal, Along The Way e I Mean T.V. ao vivo na Casa da Juventude de Aveiro - 15.00h
- Spitout, Angriff, Shrooms, Sway, Shunk e Set It Off ao vivo no Centro Cultural de Santo André (Mangualde) - 16.00h
- The Temple e Pubkrawl ao vivo no Palco Oriental, no Beato (Lisboa) - 19.00h
- Last Hope, 69 Balls, Omited Gr, Not Without Fighting e Warfair ao vivo no Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro - Casa Amarela, no Laranjeiro (almada) - 21.00h
- Decayed, Pitch Black, Goldenpyre, Lux Ferre e Necrose ao vivo no Centro Cultural de Sargento-Mor (Coimbra) - 21.30h
- Painstruck, Ho-Chi-Minh, W.A.K.O. e Subculture ao vivo no Largo da Feira da Moita - 22.00h
- Soda Kaustica, Fora de Serviço e União de Merda ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Article 37, Go Human Squad, Sugar e Unified Theory ao vivo no Kastru's Bar, em Esposende - 22.30h
- Blacksunrise e E.A.K. ao vivo + festa Loud!er Sound no Bar Porto Rio (Porto) - 22.30h
- Divine Lust e Embracing Darkness ao vivo no Ribeirinha Bar, na Ribeira (Porto) - 22.30h
- Out Standing ao vivo no Roque Bar, em Lordelo (Paredes) - 22.30h
- Forgotten Suns ao vivo no BarZito, no Magoito (Sintra) - 23.00h
- Ramp ao vivo no Bar Karaokes, na Golegã (Santarém)
- The Reckoning, Neurotics e Sortilege ao vivo no Satori 666 Bar, em Querença (Loulé)
- Prime ao vivo em Évora
- R.J.A. ao vivo na Coutada Velha (Benavente)
- Blister ao vivo na Nazaré
- Ferro & Fogo o vivo no Tretas Bar (Pegões)
- In The Flesh ao vivo no Studio 4, em Setúbal

«Future Classics» CD
Wild Kingdom/Recital
Até o pretenciosismo de chamar a este terceiro álbum «Future Classics» é um sinal de que os The Wonderfools não passam do que mais típico o rock escandinavo tem para dar. Apesar de chamarem à sua música punk-rock e de terem ligeiríssimas influências do estilo na sua música, estes noruegueses estão, isso sim, na divisão principal do rock escandinavo, ao lado de outras bandas da sua editora como Maryslim, Gemini Five ou the Sewergrooves. A seu favor, os The Wonderfools têm o facto de carregarem no pedal do acelarador na maior parte das músicas, e de acompanharem a velocidade com duas guitarras, o que torna a sua música mais pesada do que algumas das bandas rock escadinavas da actualidade, e os coloca ao mesmo nível de peso de bandas como... e tinha que vir este nome... Hellacopters. Ainda assim, a principal característica de The Wonderfools é o facto de terem excelentes harmonias vocais, e de praticamente todas as melodias advirem desse elemento da sua música. No entanto, e em termos de composição, «Future Classics» não traz nada de novo ao panorama rock escadinavo em geral e norueguês em particular, ficando-se por um conjunto de 12 músicas que, de tão descomprometidas, raiam quase o desinteressante, e estão definitivamente longe do adjectivo que o título do disco sugere. (6/10)
«Future Classics» já está disponível
A banda alemã de hard rock melódico Evidence One vai fazer a primeira parte dos concertos de Alice Cooper na Alemanha, entre os dias 15 e 19 de Julho.
O site oficial de Leave's Eyes foi recentemente actualizado, com entrevistas a Liv Kristine a propósito do novo álbum «Vinland Saga», bem como fotografias da sessão de audição do disco no Mastersound Studio, que decorreu no dia 11 de Março.
«Hell Sweet Hell», o próximo álbum dos Fear My Thoughts, está já gravado e pronto a editar, via Lifeforce Records, no dia 27 de Julho. As gravações decorreram na dinamarca, com produção a cargo de Jacob Jansen.
No dia 9 de Abril os Fetal Incest, Sick Maniacs, Vizir e The Art Of Chaos actuam ao vivo no Centro da Juventude das Caldas da Raínha. O concerto começa às 21.30h, e a entrada custa eur 1,50.
Depois de um período difícil os Out Standing estão de volta aos concertos, com as primeiras datas a perfilarem-se do seguinte modo
Hoje - Contemplarte Bar, Joane (Vila Nova de Famalicão) com Snuffle - 22.30h
2 de Abril - Roque Bar, Lordelo (Paredes) - 22.30
8 de Abril - Bar Académico - Galerias Ícaro (Viseu) com Stupid Girls Will Prevail - 00.00h
Os portugueses Prime gravaram, no dia 28 de Março, um vídeo-clip para o tema «Apparel». Gravado em Coimbra, com produção da ESEC e da Utopia Productions, o vídeo contou com a prticipação da actriz Sylvie Rocha. Há fotos disponíveis no site da Recital.
Os Brainstorm gravaram um vídeo-clip para a faixa «All Those Words», retirada do novo álbum de originais «Liquid Monster». O clip vai estar online no site da banda e da Metal Blade a partir de amanhã. Foi gravado numa mina abandonada na Alemanha. Os Brainstorm anunciaram, entretanto, que a cantora Carmen Schäfer apareceu como convidada especial da banda no tema «All Those Words» nos concertos de domingo (Ludwigsburg) e quarta-feira (Budapeste). «Liquid Monster» é editado no dia 19 de Abril.
A Season Of Mist celebrou um contrato discográfico com a mítica banda de doom metal Confessor. O grupo, que ressurge depois de quase uma década de silêncio, vai lançar o novo disco «Unraveled» no início do Outono, mas antes disso, já em Junho, sai o single «Soured Times». Este single vai ter duas faixas novas, um edit de rádio da faixa-título e um vídeo-clip, incluído numa secção multimédia que vai também conter fotos da banda e um screensaver.
A mais popular banda polaca de Death Metal - os Vader - assinou um contrato discográfico com a Regain Records. O grupo entra em estúdio este Verão para gravar um novo MCD, enquanto que o lançamento do novo álbum de originais está previsto para o ano de 2006. Entretanto, a Blitzkrieg Over Europe, digressão que os Vader vão fazer juntamente com Rotting Christ, Anorexia Nervosa e outras bandas ainda a anunciar, tem passagem marcada por Portugal, em Mangulde, no dia 8 de Outubro.
- Out Standing e The Snuffle ao vivo no Contemplarte Bar, em Joane (Vila Nova de Famalicão) - 22.30h