
Tiranny Of Souls CD
Mayan Records/http://www.sanctuaryrecords.co.uk/home.php
Quer queiramos quer não, a carreira a solo de Bruce Dickinson passou para segundo plano quando o vocalista voltou aos Iron Maiden. Talvez seja essa a explicação para os sete anos de silêncio entre «The Chemical Wedding» e este novo registo. A verdade é que, pela primeira vez desde «Balls To Picasso», Dickison volta a trazer um conjunto de temas tão variado quanto longe do espectro de Iron Maiden. A esse facto não será alheia a reedição da parceria do álbum de estreia a solo do vocalista, com Roy Z, recuperada para «Tiranny Of Souls». A verdade é que este se aperfila como um dos discos mais bizarros de Bruce Dickinson porque, embora algo longe do experimentalismo de «The Chemical Wedding», nos permite testar outras personalidades vocais do vocalista de Iron Maiden. Apesar da entrada mais ou menos pesada e rápida do disco, apenas uma das faixas podia claramente ser de Maiden, e essa faixa é «Abduction». Tirando esse momento, o disco explora ambientes mais negros que, geralmente, fazem com que os ritmos das músicas sejam mais lentos e mórbidos do que aquilo a que estamos habituados ouvir Dickinson cantar. Épicos? Um pouco, talvez. Mas o sentimento que domina em «Tiranny Of Souls» é de um peso velado, em temas cujos riffs e melodias vocais não se desenrolam tão facilmente quanto seria de esperar, oferecendo ao ouvinte uma complexidade que, embora não impressione à primeira, faz compensar uma insistência no disco. «Tears of the Dragon» parece ter sido composta há décadas atrás, e são os ambientes pesados do tema-título, que permitam algum groove e dão toda a ribalta à exemplar voz de Bruce Dickinson, que moldam a personalidade deste disco. Uma personalidade longe da genialidade de outros tempos, mas certamente mais madura e complexa. (7/10)
Eis a programação da próxima semana do clube TocSin, que fica na Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa:
31.01 - Especial New Order/Joy Division com DJ Thakisis
01.06 - Especial Paradise Lost com DJ Kremathor
02.06 - The Panic Room com DJ Blitz
03.06 - Noite Metal com DJ Psycho
04.06 - The Graveyard Express com DJ Stygmata e DJ Treccine
O novo álbum das lendas do hard rock melódico Journey está pronto a ser editado. Chama-se «Generations» e sai no dia 29 de Agosto, via Frontiers Records. A primeira edição vai sair num ecolbook, com um booklet maior e várias fotos da banda que a edição normal não terá.
A banda alemã de death metal melódico Lay Down Rotten acaba de editar o seu segundo disco, «Cold constructed», através da Remission Records.
Em Setembro deste ano a Osmose Productions vai lançar «Mythological Occult Metal: 1991-2001», uma antologia em duplo-CD e duplo-LP de temas raros de Absu reunidos por Equitant e remasterizados por Porscriptor. Eis uma lista dos temas:
DISCO 1
01. «The Gold Torques of Uláid» (retirado da banda sonora do filme Gummo)
02. «Never Blow Out the Eastern Candle» (da compilação «World Domination»
03. «Stone of Destiny» (do álbum «Tara» - versão alternativa de «Hall of the Masters»)
04. «Immortal Sorcery» (do 7" «The Temples of Offal»)
05. «Sumerian Sands (The Silence)» (do 7" «The Temples of Offal»)
06. «Disembodied» (do 7" «The Temples of Offal»)
07. «?And Shineth unto the Cold Cometh?» including Prelusion to Cythrául (do 7" «?And Shineth unto the Cold Cometh?»)
08. «Akhera Goiti? Akhera Beiti (One Black Opalith for Tomorrow)» (do 7" «?And Shineth unto the Cold Cometh?»)
09. «Reliquiae Celticae» (do 7" «Hallstattian Swords»)
10. The Great Battle Moving From Ideal to Actual» (do 7" «Hallstattian Swords»)
11. «Old Tombs of Hochdorf» (do 7" «Hallstattian Swords»)
DISCO 2
01. «Deathcrush» including Silvester Angfang (da compilação «Originators Of The Northern Darkness: A Tribute To Mayhem»)
02. «Swing of the Axe» (da compilação «Seven Gates Oh Horror: A Tribute To Possessed»)
03. «Transylvania» (da compilação «A Call To Irons: A Tribute To Iron Maiden»)
04. «Bestial Invasion» (inédita, gravada em 1996)
05. «The Winter Zephyr (Within Kingdoms of Mist)» (gravada ao vivo em França em 1997)
06. «Highland Tyrant Attack» (gravada ao vivo em França em 1997)
07. «The Thrice is Greatest to Ninnigal (gravada ao vivo em Itália em 1995)
08. «The Coming of War» (gravada ao vivo na Alemanha em 1995)
09. «Book of Splendour» (gravada ao vivo nos Estados Unidos em 1993)
10. «Tasseomancy» (gravada ao vivo nos Estados Unidos em 1993)
A Eibon Records, editora italiana especializada em música obscura, tem dois novos lançamentos disponíveis. O primeiro é «The Means To An End», do projecto de power-noise Control. O segundo é «No Survivors For The New World», de Maath, numa onda mais dark-ambient. Os discos estão disponíveis por Eur 14,00 cada, com portes já incluídos.
A digressão Hell On Earth, que vai juntar algumas das melhores bandas de metalcore do momento como As I Lay Dying, Heaven Shall Burn, Evergreen Terrace, Agents Of Man, End Of Days e Naera, não vai passar por Portugal. A digressão acontece entre 23 de Setembro e 9 de Outubro, e tem já datas previstas para países como Alemanha, Suécia, Dinamarca, Áustria, Itália e Inglaterra.
Os 1349 estão neste momento em estúdio, no Nyhagen Studio, a gravar o seu terceiro álbum de originais, que vai chamar-se «Hellfire», e que deverá sair no Outono. Em Novembro, a banda deverá embrarcar numa digressão europeia com Gorgoroth, que tem uma data agendada para Portugal: dia 8, no Colinas Bar, em Branca, Albergaria-A-Velha.
No dia 11 de Junho actuam em Oeiras, no Jardim Municipal (junto à estação da CP) os Contratempos, Skazz e Skareta. Este mini-festival de bandas nacionais de ska tem entrada livre, e começa às 20.00h
A banda de death metal da Florida Paths Of Possession assinou um contrato discográfico com a Metal Blade Records. A banda é liderada pelo vocalista de Cannibal Corpse George 'Corpsegrinder' Fisher, e tem o seu primeiro álbum, «Promises In Blood», pronto a editr no final deste ano.
Os grinders portugueses Raw Decimating Brutality - que juntam nas suas fileiras elementos de Necrose, Deity Of Carnification e The Traumatics - acabam de lançar o seu EP de estreia, «Sperm To Grind Your Ears». São sete temas e um vídeo-clip de 'puro grindcore' que agradará a fãs de bandas como Extreme Noise Terror, Napalm Death ou Agathocles.
No seguimento do abandono de Arlock Dias das lendas nacionais do punk-rock Mata Ratos, a banda anunciou de imediato um substituto: Nuno Loureiro, de Painstruck.
RCA é o nome de uma banda de versões que conta no seu alinhamento com elementos de Ramp e ainda com Daniel, ex-Sirius. Vejam o calendário dos próximos sítios onde eles tocam aqui.
Os irlandeses Cruachan rescindiram o contrato discográfico que os ligava à Karmageddon Media. A rescisão foi amigável, e a editora holandesa vai ainda ter direito a relançar a demo de 1994 da banda, «Celtica», com alguns bónus como a faixa inédita «Timmy», que tem sido tocada pelos Cruachan em alguns espectáculos.
O novo vídeo-clip de Dark Moor, do tema «Before the Duel», retirado do álbum «Beyond The Sea», está já disponível para download. Descarreguem-no aqui.
«Primal Exhale», o álbum de estreia dos finlandeses Excalion, prepara-se para ser editado na Europa, via Sound Riot Records, no próximo dia 27 de Junho. Em Agosto é a vez do disco ser lançado nos Estados Unidos, enquanto que no Japão o lançamento é feito no dia 17 de Junho. Os Excalion são uma mistura de influências de bandas como Nightwish, Symphony X e Stratovarius.
O ex-baterista de Blind Guardian Thomen Stauch apresentou já o seu novo projecto: chama-se Savage Circus, e marca o regresso 'às raízes' do senhor, num estilo mais vincadamente speed-thrash metal melódico. O resto da formação de Savage Circus consiste em Jens e Emil de Persuader e Piet Sielk de Iron Savior.
Os Peste & Sida actuam ao vivo no dia 15 de Junho no Fórum Lisboa, na Avenida de Roma, em Lisboa, a partir das 22.00h.
Os italianos Infliction assinaram um acordo com a Cruz Del Sur Music para a edição do segundo álbum da banda, que irá chamar-se «The Silencer». Depois do disco de estreia, «The Faint Smell Of Suicide», ter sido lançado pela editora alemã Cartel Media, os Infliction chegam agora à Cruz Del Sur, para um disco que deverá colocar a banda finalmente no mapa do metal europeu, mercê da presença de um vocalista muito especial na formação: Björn Goosses (Night In Gales). «The Silencer» terá 11 faixas, entre as quais uma versão de «The Voice», de Ultravox, e será editado em Outubro. Escutem uma versão pré-masterizada do tema «Eyes See Black» no site da banda.
Os americanos Disinterment - que praticam um death metal brutal na onda de bandas como Lividity, Fleshgrind e Dying Fetus - lançaram ontem o seu novo álbum, «Graveyard Fronication», através da Nice To Eat You Records.
No dia 25 de Julho os Manowar vão editar a aguardada caixa de DVDs «Hell On Earth IV», a última da série de edições com esse nome. Este quarto volume foi, mais uma vez realizado por Neil Johnson, com mais de 70 ângulos de filmagem e vai ter qualidade sonora 5.1 surround. A caixa vai conter dois DVD's que retrata a digressão de 2002 Warriors of the World e um CD áudio como bónus, que conterá o tema «King of Kings», que fará parte do próximo álbum de originais. Os bónus dos DVDs incluem entrevistas com a banda, cenas filmadas nos bastidores, comentários de todos os membros da banda, várias aparições em programas de TV por alturas da digressão e algumas outras surpresas.
- Edição de «Purity: The Darwinian Paradox», de Dam
- Edição de «Vinland Saga», de Leave's Eyes
- Edição de «Room V», de Shadow Gallery
- Edição de «Mindrevolutions», de Kaipa
- Reedição de «Wiederhören», de Kraan
- Reedição de «Nchtfahrt», de Kraan
- Reedição de «Live 88», de Kraan
Os Pitch Black foram obrigados a cancelar a sua actuação no festival Underfest deste ano devido a compromissos profisionais de alguns elementos da banda. A Thrash Metal Dominon Tour 2005 segue dentro de momentos.
No próximo dia 3 de Junho os Corpus Christii e os Flagelum Dei actuam ao vivo no Jinx Bar, no Bairro Alto (Lisboa), a partir das 22.30h.
A editora norueguesa Nocturnal Art Productions, fundada por Zamoth (ex-Emperor, Zyklon) assinou um contrato de distribuição exclusivo com a Candlelight Records. A partir de agora, todos os lançamentos da Nocturnal Art serão editados e distribuidos pela Candlelight. Este acordo chega depois de vários anos de colaboração entre as duas editoras para o mercado norte-americano. A Nocturnal Art Productions tem no seu catálogo nomes importantes da cena norueguesa como Red Harvest, Aeternus e Mindgrinder e o seu passado é glorioso, com lançamentos de bandas como Emperor, Limbonic Art, Sirius, Tormentor, etc. O futuro parece também promissor, com jovens bandas como She Said Destroy?, que parecem assegurar estabilidade para os próximos tempos da editora.
Os Phantom Vision actuam no dia 4 de Junho do Rock House Café, de Alenquer, com a primeira parte a cargo dos gothic-rockers Rome Nine Roses. O espectáculo começa à meia-noite.

Vinland Saga CD
Napalm Records
Com a velocidade avassaladora com que Liv Kristine Espenaes Krull se apressou a lançar este segundo disco depois da estreia «Lovelorn», seria de esperar – ou pelo menos de temer – um conjunto de temas não tão brilhantes. Nada de mais errado. A ex-vocalista de Theatre Of Tragedy está de volta, com a sua banda de apoio de luxo (que, para o mundo do metal, responde pelo nome de Atrocity), para um disco ainda melhor do que «Lovelorn», mais variado, mais imponente, mais frágil e mais belo. Baseado na lendária viagem de Leif Erikson à Greenland, por volta de 1.000 AC, este disco estará já bastante próximo de todo o potencial que a voz de Liv Kristine terá ao seu alcance. Com o seu timbre suave e sensual – o mais característico do metal gótico desde pelo menos há uma década – a senhora tem ao seu dispôr baladas emotivas, temas épicos cantados em dueto com Alexander Krull - vocalista de Atrocity e seu marido - e puros hinos góticos, incluindo o tema que fecha o disco, cantado em norueguês. Pelo meio, pormenores que demonstram a classe desta ensemble: melodias que apenas sugerem influências folk, sem as esfregar no nariz de quem ouve a música, e passagens arrepiantes de guitarra acústica. «Vinland Saga» é luxo gótico em todo o seu esplendor, e coloca um par de temas, nomeadamente «Farewell Proud Man» e «New Found Land» nos anais do estilo, sem esquecer o single de avanço do disco - «Elegy» - um tema cuja beleza é poderosamente ampliada pela paixão que Liv Kristine não consegue despegar da sua voz. Mais que técnica, «Vinland Saga» mostra os tomates de uma mulher cuja voz, por si só, faz de uma música banal uma grande música de contornos góticos e semi-clássicos... como se não bastasse, a senhora é apoiada por um grande poder de composição e uma banda que, cada vez mais, é a ‘sua’ banda. (8/10)

Os britânicos Skyclad preparam-se para actuar pela primeira vez em Portugal já no dia 4 de Junho, no Auditório Exterior da Casa da Cultura de Beja. A primeira parte do concerto dos criadores do folk-metal será assegurada pelos espanhóis Evadne e pelos portugueses Ho-Chi-Minh. A entrada é livre e os concertos começam às 22.00h.

No dia 12 de Junho os X-Cons e Along The Way tocam ao vivo no Ribeirinha Bar, na Ribeira do Porto, junto ao Mercado Ferreira Borges. Os concertos começam às 16.00h e a entrada custará Eur 3,00.
- The Ransack, Sick Maniacs e Vizir ao vivo no Bar Académico de Vila Real - 22.00h
- Opus Draconis, Infernal Kingdom e SkyEyes ao vivo no Marrafas Bar, em Pé de Cão (Torres Novas) - 22.30h
- Prime ao vivo no Bocage Bar, na Benedita - 23.00h
- Corvos ao vivo nos Recreios da Amadora
- Pitch Black, Burning Sunset, Along The Way, Chronical Hat, Bed Noise, [reckless] e NAD ao vivo na Praça do Rossio, em Aveiro

Os “Trashers” The Temple nunca estiveram parados, e desde do lançamento, há cerca de uma década, de «The Angel, The Demon & The Machine» têm-se ‘entretido' com dezenas de concertos e várias gravações que ganharam o estatuto de mito no underground punk-metálico. Tendo como mote a óptima aceitação do novo álbum «Diesel Dog Sound», editado pela independente britânica Copro Records, a Feedback passou uma tarde à conversa com a banda, falando-se de tudo um pouco.
Por: João Matos
Muitos dos vossos fãs estão numa faixa etária já um pouco abaixo da vossa, e nem se lembram de os The Temple terem pertencido àquele ‘pelotão da frente’ que assinou pela Skyfall. Fala-me um pouco desses tempos já longínquos.
Bom, para já, neste género de música sempre houve uma certa diferença de faixas etárias entre as bandas consagradas e o seu público. Só a Britney Spears é que tem a mesma idade que o público dela... e mesmo assim... Eu lembro-me de ter 15, 16, 17 anos e ouvir Metallica, Iron Maiden e Megadeth que eram bastante mais velhos que eu. Porque é que isto acontece no metal, não sei. Talvez as coisas sejam mais genuínas. Não se pega num puto e se promove um álbum cheio de merdas compostas pelo produtor. Tem que haver atitude, sinceridade e personalidade. A arte é das poucas coisas que se apura com a maturidade. Esse tal ‘pelotão da frente’ era um grupo de bandas que começava, em Portugal, a construir um trabalho mais consistente e poderoso. Era a génese de algo que estava para vir. Foram bandas que deram nas vistas pelo que faziam numa altura em que realmente o rock e o metal não tinham a visibilidade que têm hoje, embora nem se tenham passado muitos anos. A Skyfall foi uma editora que escolheu essas bandas para fazer um trabalho que praticamente não havia em Portugal. E nós lançámos o nosso primeiro álbum.
Revivendo essa altura admites a ilusão pela qual todos passamos, em achar que talvez consigamos ser músicos sem ter que ter outra profissão... Ainda consegues hoje em dia viver essa inocência tão salutar e desejada?
Nesse aspecto tivemos sempre uma atitude diferente. Nunca pensámos em viver só da música. Pelo contrário, sempre pensámos que o ideal era viver bem de outra coisa qualquer para poder fazer música à vontade, sem pressões, como queriamos e quando queriamos. Falávamos nisso. E pensávamos que nunca teriamos que ser obrigados a fazer certas coisas por uma editora só para ganhar a vida.
Em quantos concertos é que vocês já vão? Enumera-me meia dúzia de concertos que tenham tido um papel decisivo, ou pelo menos inesquecível.
Já perdermos a conta.... no entanto há concertos inesquecíveis, como ter ido tocar à Prisão-Escola de Leiria e ao Estabelecimento Prisional de Lisboa. São experiências interessantes, mas depois podemos apontar concertos com Machine Head – Lisboa e Porto - Entombed, Moonspell e Life of Agony como grandes testes à capacidade de tocar com outras bandas.
Têm noção de que é possível fazer a analogia de vocês serem os “Xutos” do metal lusitano? Como é que conseguem estar há 10 anos com o mesmo line up? Desanuviam em sacos de boxe?
É uma pergunta interessante... e de alguma forma vista como um elogio. Dez anos é muito tempo... mas quando fazes algo genuíno é mais fácil durar muito tempo. Quando os projectos são insípidos e vão atrás de modas correm o risco de acabar tão depressa como começaram.
Acham que desde «The Angel, The Demon And The Machine», o underground regrediu? Ou é por fases?
O underground nunca regride. Enquanto houver uma corrente principal há-de haver sempre uma alternativa para os desalinhados. Mas as formas mudam. O underground era diferente há uns anos. Havia menos coisas, menos informação. Isso fazia com que se desse mais valor ao que havia e ao que se tinha. Por outro lado, talvez fosse mais fácil distinguir o que era genuíno do que não era. Hoje a indústria é gigante, e fabrica-se muita coisa. Nascem bandas por todos os cantos, para satisfazer este ou aquele mercado. Fazem-se bandas de gajos com ar de maus e que tocam música para meninos, etc. O que é dificil hoje no underground é distinguir as coisas. Porque hoje é moda ser underground.

O que é facto é que houve um grande interregno entre o vosso primeiro trabalho e este novo «Diesel Dog Sound». Sei que andaram sempre ocupados e compuseram mesmo alguns ‘futuros clássicos adiados’ como «Dementia», mas o que é que se passou para só agora este forte ressurgir?
Nunca tivemos agenda, nem prazos a cumprir, álbuns agendados, ou outras obrigações na banda. Tocámos sempre por prazer e o que fizémos foi sempre de acordo com os nossos princípios e ideias. Tudo na vida tem um lado bom e um lado mau, e obviamente temos prejuízos com a forma como encaramos e levamos as coisas. Um desses prejuízos é o tempo que demoramos para ‘aparecer’ com as coisas que fazemos. Mas nunca estamos parados. Temos tido sempre músicas novas, e as pessoas que nos acompanharam no caminho pelo underground ouviram-nas pela net ou nos concertos. Finalmente decidimos construir este álbum. E fizémo-lo com toda a força e empenho que tinhamos, mais uma vez.
Como é que chegaram a acordo com a Copro Records?
Foi um episódio engraçado. O ‘boss’ da editora, com quem nos cruzávamos de vez em quando, apareceu em estúdio num dia em que o nosso produtor estava mesmo a acabar de fazer a mistura final do tema «Millionaire». Nós vimo-lo a entrar, pois estavamos cá fora na ‘chill-out zone’. Depois de ouvirmos o produtor a passar a música lá dentro... o ‘boss’ sai do estúdio, vem ter connosco e pergunta-nos: "Man, that song blew me away, do you have a contract?"...e a partir daí deu-nos a entender que mesmo tendo o catálogo cheio fazia questão de abrir um espaço para nós assinarmos pela Copro....e assim foi.
E os quase dois meses que passaram em Inglaterra a gravar? Houve uma sensação de que finalmente eram uma banda de metal profissional? Ou estavam tão absorvidos que nem sentiram essa ilusão?
Aí está mais uma vez a questão. Não interessa ser uma banda ‘profissional’. O que interessa é ser uma verdadeira banda! E em Inglaterra sem dúvida que o sentimos de uma forma muito forte. Mas se calhar nem é no estúdio que se sente mais isso, é no próprio dia-a-dia. No fundo isso é o que acaba por interessar, e é isso que te faz feliz. Há muitas bandas profissionais que provavelmente nem se chegam a sentir uma verdadeira banda.
O álbum tem uma produção potentíssima! Fala nos um pouco do resultado final, visto pela banda.
Nós estávamos muito decididos em relação ao que queriamos fazer. Trouxémos o Dave a Portugal, à nossa sala de ensaio, tocámos e mostrámos-lhe bem o que queríamos. A nossa intenção era pôr aquilo num disco. Cru e intenso. E o Dave foi magnífico a traduzir isso no trabalho em estúdio. Ficámos com a sensação de que de facto ele nos compreendeu. E isso foi muito importante.
Como é que tudo se processou, lá em Inglaterra?
Veni Vidi Vici!
Fala-nos um pouco da temática lírica.
As letras deste álbum são fruto de reflexões e ideias. Umas vezes trata-se simplesmente da tradução de emoções e sensações, mas noutras abordam-se assuntos mais terra-a-terra, concretos, como as touradas onde meninas numas fatiotas ridículas entretêm pessoas sem escrúpulos com espectáculos de provocação e agressão de animais que não têm culpa nenhuma naquilo. Como as músicas, as letras nem sempre se podem explicar claramente. São a outra face de uma obra artística, de uma expressão que, com a música, funciona como um todo.
Já agora fala também um pouco das participações especiais que o álbum recebeu.
Na fase de concepção de algumas músicas, surgiu a ideia de que alguns elementos musicais poderiam ser interpretados por pessoas que achassemos que encarnavam o espírito específico desse elemento. Era uma questão muito simbólica, de mais uma vez dar uma verdadeira personalidade ao que estávamos a fazer. Isso aconteceu com uma guitarra que queríamos que soasse muito genuínamente ‘rock‘, com uma parte vocal que deveria ser mística e profunda, e com o acordeão. E naturalmente os nomes do Zé Pedro e do Fernando Ribeiro apareceram. E como símbolos que são, marcaram as músicas em que participaram de uma forma muito especial. O Ricardo Pereira para o acordeão resultou da procura de alguém com capacidade musical para concretizar certas ideias. Foram todos impecáveis.
Como é que está a ser feita a promoção? Existem já dois clips...Mas para além do trabalho nacional, estão a ter visibilidade lá fora?
A promoção deste álbum tem duas vertentes: nacional e internacional. Ao assinar com a Copro nós só colocámos uma condição: "Portugal é nosso, e queremos ter uma editora local". E porquê? Achamos que o mercado é muito especifico e precisa de um tratamento completamente diferente. Só para perceberes, em Portugal fazes cinco cópias em betacam digital do clip e só para Londres foram feitas 25 por clip. Já nem sei quantas foram elaboradas para o resto da Europa... Para além disso, em Portugal fizemos questão de elaborar um digipack mais sofisticado, com um DVD extra. Quanto à visibilidade... apenas podemos responder pelo que vemos nas ‘reviews’ que recebemos do estrangeiro. Se fores ao nosso site, percebes logo que estamos a chegar a países onde nunca tínhamos imaginado chegar... e receber reviews da Austrália, Grécia, França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha, Itália, etc... é sem duvida muito esclarecedor acerca do trabalho da editora.
E a nível de concertos? Vocês são de longe uma das actuações de metal mais profissional que já vi ao vivo, isto incluindo qualquer banda estrangeira. Prova disso foram as datas com Machine Head. Como é que está a agenda?
Antes de mais, obrigado pela critica... É bom ouvir isso. Nós achamos que um concerto é sem dúvida onde uma banda se exprime verdadeiramente. Há um conjunto de elementos - música, luzes, atitude, público - que tornam o evento numa cerimónia única e especial. E damos tudo para curtir ao máximo em cima de um palco. Em relação a datas, é um pouco incerto a forma como se processam as contratações para concertos. No entanto tocámos bastante no ano passado, de norte a Ssl e ilhas, Fnacs... e estamos sempre dispostos a tocar, desde que existam o mínimo de condições. Data confirmada é a presença no palco Quinta dos Portugueses no dia 27 de Maio no 11º Super Bock Super Rock.

E voltando ao passado... há cerca de dois anos, vocês prepararam um set acústico que redesenhou por completo o vosso repertório. Eu vi-vos na altura e arrepiava qualquer tipo de exigência. Porque não apostaram mais nesse esquema? Hoje podia-se falar de vocês como se fala de Blind Zero, por exemplo.
E isso era bom? Eu gosto muito de Blind Zero, e eles são pessoas impecáveis, mas nós somos uma banda diferente, com ideias diferentes. E neste momento queremos tocar desta forma: intensa, com muita potência e muita electricidade! O set acústico agradou-nos muito, mas felizmente não somos tão profissionais que tenhamos que o tocar sem nos apetecer. Talvez qualquer dia nos dê esse feeling outra vez, e aí voltaremos a fazê-lo com gosto. Foi uma experiência muito especial.
Como já referi, apesar de apenas dois álbuns oficiais, contam com uma extensa lista de temas gravados. Por muito difícil que seja, partilha connosco um top-ten de The Temple.
De facto é difícil, mas músicas que consideramos de alguma forma especiais são talvez o «Dementia», «Lonely», «War Dance», «Release my Demons», «Revolution», «Millionaire», «Baby Hate», «CyberVoodoo» e «22 Belzebu».
Os temas que ficaram por editar podem ser retirados do vosso site. Fala-me da eficiência que o vosso site tem na vossa divulgação
O nosso site, embora pareça algo banal e sem grande relevo, foi uma das coisas mais importantes que aconteceram nos The Temple. Através do site passámos a ter um contacto com as pessoas que gostam da nossa música que nunca tinhamos tido. Recebemos apoio e opiniões. Ficamos muito estimulados com isso. Vemos os downloads que são feitos. No underground a comunicação é muito mais difícil, e o site veio mudar completamente essa situação.
- Painstruck, Ho-Chi-Minh, W.A.K.O. e Subculture ao vivo no largo da feira da Moita - 22.00h
- WinterMoon ao vivo n'O Culto Bar, em Cacilhas (almada) - 22.00h
- Emilbus ao vivo no Neutro Klub, em Santos (Lisboa) - 00.30h

Reason CD
AFM Records
Os Shaman (que a partir de agora se vão chamar Shaaman por motivos legais) são, para quem ainda não sabe, a banda que reúne os vocalista, baixista e baterista que abandonaram a formação que fez dos Angra um fenómeno mundial. O que equivale a dizer que é a voz de André Matos que dá o mote nesta banda. «Reason» é já o terceiro disco, segundo de originais, depois de «Ritual» e do disco ao vivo «Ritualive». Basicamente, reforça a ideia do primeiro álbum de originais de Shaman: regresso às raízes de Angra, sem as demasiado carregadas componentes sinfónicas que levaram André Matos ao projecto Virgo, e com as baterias apontadas para o power metal que estende a carpete vermelha à voz de Matos. Com apenas uma guitarra, os Shaman conseguem ainda assim criar sólidos temas de power metal melódico, com bons riffs e solos minimamente interessantes, sem no entanto perderem de vista alguns elementos de teclados que, apesar de aparecerem timidamente, completam muito bem a música de «Reason», como já o haviam feito com «Ritual». Nada de novo, portanto. É, no entanto, no peso que está a principal novidade de «Reason», e com razão recorreram os Shaman a ele, uma vez que os riffs duros e pesados de temas como o grande «Turn Away», que abre o álbum, fazem um ponto de equilíbrio quase perfeito com a voz naturalmente melódica de André Matos. Uma referência especial para a versão de «More», de Sisters Of Mercy, que os Shaman gravaram para este disco: apesar de se enquadrar, mercê de um bom trabalho de adaptação instrumental, é um pouco estranho ouvi-lo com este registo vocal bem mais agudo do que o original. Ainda assim, registe-se a coragem de André Matos, que coloca aqui o outro poste da sua capacidade vocal, sendo que o primeiro foi colocado há mais de meia década quando presenteou os seus fãs com uma prestação vocal perfeita no tema «Wuthering Heights» de Kate Bush. (7/10)

Os The Womb actuam ao vivo no próximo dia 27 de Maio no Bar Ribeirinha, na Ribeira do Porto. O concerto começa por volta das 23.00h e a entrada custará Eur 1,50.
Os thrashers alemães Tankard tocam em Portugal no final de Setembro. Para já está confirmado um concerto no Hard Club, de Gaia, no dia 30 de Setembro, faltando ainda a confirmação de um concerto em Lisboa no dia 1 de Outubro. O concerto do Hard Club terá a primeira parte assegurada pelos Pitch Black.

Annihilation Of The Wicked CD
Relapse Records
Os Nile têm pouco a provar na cena death metal actual, que já os coroou príncipies de um reino comandado por uns Morbid Angel cada vez mais ameaçados pelo talento e técnica desta banda. As influências árabes do death metal dos Nile são apenas a ponta do véu que esconde um mundo pleno de exuberância técnica, peso intrincado e pormenores verdadeiramente épicos. «Annihilation Of The Wicked», tendo a tarefa ingrata de ser o regresso de uma banda consensualmente boa em todos os seus discos anteriores, mantém os Nile na senda da música que, apesar de técnica e brutal ao extremo, não perde profundidade nem originalidade. Optando por alguns temas mais lentos do que é habitual nos seus discos, o grupo americano deixa lugar para mais alguma negridão do que aquilo que os álbuns anteriores deixaram antever, não sacrificando no entanto nenhum dos elementos arábicos da sua música e nenhum dos temas herméticos das suas letras. Apenas torna as músicas mais complexas e dota-as de mais elementos e ambientes diferentes. «Chapter of Obeisance Before Giving Breath to the Inert One in the Presence of the Crescent Shaped Horns» é apenas um dos exemplos de como a música de «Annihilation Of the Wicked» pode ser mesmerizante e intigrante ao mesmo tempo que carrega bem fundo no acelarador e nos atira riffs, blasts, breaks e vocalizações sufocantes e abrasivos. Se dúvidas restassem em relação à supremacia dos Nile no death metal actual, este disco decepa-as com um golpe rápido e seco. (9/10)
A editora italiana Avantgarde Music tem três novos lançamentos a sairem esta semana. O primeiro é o novo da banda de black metal finlandesa de culto Azaghal, chamado «Codex Antitheus». O segundo é «The First Shade Of...» do projecto francês Grey, que segue a sonoridade de bandas como Thorn, Kvist ou Manes. Por fim, «Climax Of Hatred» é o novo disco de Ad Hominem, projecto de black metal demolidor do francês Kaiser W., conhecido de bandas como The Call, Omnes Ad Unum, Eradication e Antithesis.
Os portugueses Humanart, de Santo Tirso, acabaram de substituir um dos seus guitarristas, e procuram neste momento um novo teclista para as datas ao vivo que se avizinham. Quem estiver interessado no lugar pode contactar a banda através do mail _humanart_@no.sapo.pt ou do número 93 422 83 85.
Os portugueses Humanart, de Santo Tirso, acabaram de substituir um dos seus guitarristas, e procuram neste momento um novo teclista para as datas ao vivo que se avizinham. Quem estiver interessado no lugar pode contactar a banda através do mail _humanart_@no.sapo.pt ou do número 93 422 83 85.
Os Fragments Of Unbecoming estão em plena fase de composição para o seu próximo álbum de originais. Para já o título provisório do disco é «Sterling Black Icon», e alguns dos títulos já confirmados para as músicas do álbum são «Scythe of Scarecrow», «Breathe in the Black to See», «Of the Darkest Dye», «Sterling Black Icon», «Stand the Tempest» e «Live for the Moment - Stay 'Til the End». A banda planeia entrar em estúdio no final do Verão. O lançamento deverá ser efectuado no final deste ano ou início do próximo
- Edição de «How The Great Have Fallen», de Raging Speedhorn
- Edição de «Warriors Of The Rainbow Bridge», de Molly Hatchet
- Edição de «Without A Promise», de Shortie
- Edição do CD duplo «Live», de Ray Wilson
- Edição do DVD «A Night To Remember», de Evergrey
Os The Red Chord colocaram finalmente online o seu novo vídeo, do tema «Antmand». Vejam-no aqui.
Foi finalmente editado o segundo volume da compilação «Überthrash», que segue em tudo as pisadas da primeira edição: as bandas são as mesmas (Aura Noir, Ïnferno, Nocturnal Breed e Audiopain) e o formato também (7" duplo em gatefold), mantendo-se a edição limitada a 1.000 cópias. Encomendem a compilação directamente através do mail de Audiopain: audiopain@hotmail.com
No mês de Junho os Unearth vão estar de volta à Europa para tocr em alguns festivais e para alguns concertos em nome próprio, onde tocarão com Lamb Of God, Every Time I Die e Caliban. Os países por onde a banda americana passará serão a Alemanha, Áustria, Itália, Suíça, Holanda, França e Inglaterra.

O Hospital das Guitarras vai realizar no dia 28 de Maio - o próximo sábado - um workshop sobre o instrumento, que versará sobre assuntos tão variados como dead spots e hot spots, problemas de fase entre som, minimizar empenos ou torções dos braços, tirar melhor partido do amplificador, a ordem de ligação dos pedais, a importância dos cabos, acessórios e sua relação com o som, manutenção dos acessórios, como viver melhor com o Floydrose, problemas de afinação, como escolher as cordas, colocação de cordas para uma melhor afinação, conhecer melhor os pickup's e piezos. A apresentação estará a cargo de Jorge Nascimento, músico, construtor e restaurador de instrumentos. O workshop realizar-se-á no Auditório da Fundação CEBI, em Alverca do Ribatejo, no Parque Residencial Nortejo. Inscrevem-se e peçam informações adicionais para: workshops@hospitaldasguitarras.com
A webzine The Lodge tem finalmente uma nova morada, e está pronta a avançar de novo com novas críticas e entrevistas. Vejam-na aqui.

Metat[r]on CD
Napalm Records
Com o selo da editora austríaca Napalm desde 1999, chega-nos o segundo longa-duração desta banda que esteve em Portugal no passado mês de Novembro. Após a saída de Alexandra P. em 2003, «Metat[r]on» apresenta-nos uns Darkwell completamente renovados, aptos a conquistar novos fãs e desiludir os mais antigos. Imaginem os dois últimos cds na onda de Tristania e Theatre of Tragedy e um novo álbum a puxar para os Dreams of Sanity e Lacuna Coil. Stephanie Luzie (nova vocalista) até tem um jogo de vozes, engraçado, com ela mesma, a sedução e doçura inerentes ao gothic metal sobressaiem mas enfadam. Ouvido com atenção, a homogeneidade dos riffs desde a 1ª à 9ª faixa assemelham-se a 40 minutos de uma só composição. Perdi a conta às vezes que ouvi este cd, todas as manhãs, a tentar escrever alguma coisa, a sentir que o álbum tinha alguma coisa de errado. Digamos que este não é, sem dúvida, um digno sucessor. (6/10)
Lurdes Matos

Grime vs. Grandeur CD
Metal Blade
Custa-me admitir isto, como grande fã de Mithotyn e dos primeiros álbuns de Falconer que sou, mas a verdade é que desde a saída de Mathias Blad que esta banda nunca mais reencontrou a sua melhor forma, que era um equilíbrio perfeito entre o poder do heavy metal mais clássico, das melodias folk vikings que remanesciam de Mithotyn e de uma espécie de metal extremo e rápido que ainda restava na guitarra de Stefan Weinerhall e na bateria de Karsten. «Sceptre Of Deception», de 2003, deixava antever a decadência dos Falconer, que «Grime vs. Grandeur» acaba por efectivar. Transformado em apenas mais uma banda de power metal épico onde apenas é possível – e com muito boa vontade – vislumbrar espectros das melodias vikings do tempo de Mithotyn ou mesmo dos primeiros tempos de Falconer, o grupo tenta propôr algo coeso e variado, mas só em parte o consegue. Primeiro porque a coesão soa a falso, com uma produção um pouco fraca demais para o peso a que os Falconer habituaram os seus fãs. Depois, porque a variação implica alguns temas abaixo da média – como «I Refuse» ou «Power» - e experiências completamente desenquadradas, como é o caso de «The Return», estupidamente perto do som de... Ozzy Osbourne. Apenas no último tema, «Child of the Wild», regressam as melodias verdadeiramente épicas à música de Falconer. É muito pouco para um disco de uma banda que, quer por problemas de formação quer por falta de auto-motivação, tem vindo a descer um caminho ascendente, e teima em apagar uma chama que ainda tem muita lenha para arder. (5/10)
A Palace Of Worms prepara-se para editar um disco de remisturas de temas dos neo-clássicos gregos Daemonia Nymphe. As remisturas serão feitas por projectos como Von Magnet, Beefcake, Nikodemos, Peekay Tayloh, Basilis, Mimetic Mute, Supermarket e Dani Joss.
Está confirmado: no dia 19 de Junho, o deus-lenda do heavy metal Dio, actua em Portugal, mais concretamente no Hard Club, de Gaia.
O vocalista Frank Regan abandonou os Raging Speedhorn. Frank não terá aguentado a pressão a nível de compromisso que implica pertencer a uma das mais requisitadas bandas da cena extrema britânica actual, que se terá agravado com o facto dos Raging Speedhorn estrem prestes a editar o seu novo álbum, «How The Greath Have Fallen» - que sai amanhã. Bloody Kev, antigo vocalista de bandas como Hard To Swallow, Iron Monkey e Helvis, é o vocalista que vai assegurar temporariamente o lugar de Regan, nomeadamente nos concertos de clubes que os Raging Speedhorn vão fazer logo a seguir ao lançamento do novo disco.
O concerto dos eslovenos Laibach amanhã no Hard Club será antecedido e sucedido por festas temáticas. Assim, hoje, o Heavens Gothic Bar, do Porto, faz uma warm-up party, com música a cargo dos DJ's Winter, Galatea e Rui Carvalheira. Amanhã, depois do concerto, também no Heaven's Gothic Bar, há after-party com música a cargo de Sérgio P.
Os thrashers extremistas Criminal vão fazer as primeiras partes dos concertos de Chimaira no Reino Unido no mês de Junho. A banda terminou recentemente as gravações do seu novo disco «Sicario», e regressa ao estúdio Stage One este fim-de-semana para começar a mistura com o produtor Andy Classen.
- Born From Pain, Zero Mentality, Painstruck, More Than Hate, For The Glory e If Lucy Fell ao vivo no C.R.P. de Campolide – 19.00h
- July 13, Decreto 77 e Azia ao vivo no Café Rio de Vila, em Vila Frescainha de São Martinho (Barcelos) - 21.30h
- Skeptik, Chaospit e Encephalon ao vivo no Bar Académico, em Vila Real - 22.00h
- Holocausto Canibal, Grog e Simbiose ao vivo no Jinx, no Bairro Alto (Lisboa) - 22.00h
- The Ransack e In Tha Umbra ao vivo no bar Ar de Rock, em Alcaria (Porto de Mós) - 22.30h
- Festa de lançamento do disco «Electronics», de [f.e.v.e.r.], no Dishorder (Cais do Sodré, Lisboa) - 00.00h
- Rome Nine Roses ao vivo n'O Culto Bar
- Dead Infection, Suhrin, Simbiose, Grog e Holocausto Canibal ao vivo no Barco Gandufe (Porto)
- Edição do single «Tornado», de Adema
- Rollsrockers, The Aster, Diana Jones e The Vietnam Whisky Dancers ao vivo no Bar Maria Fumaça, em Casais de S. Lourenço (Ericeira) - 21.00h
- Dead Infection, Suhrin, Simbiose, Grog e Holocausto Canibal ao vivo no Bar Porto Rio (Porto) - 22.00h
- Call To Power, Sick Souls e Korseron ao vivo no RockHouse Café (Alenquer) - 23.00h
- The Ransack, Dethmor e Anonymous Souls ao vivo mo Colinas Bar, em Branca (Albergaria-a-Velha) - 23.00h
- Blacksunrise e Hornet ao vivo no Contraste Bar, em Ceira (Coimbra) - 23.00h
- Opus Draconis ao vivo no Lótus Bar (Cascais) - 23.00h
- In Solitude e Hiffen ao vivo na Expomotor Açores, em Ponta Delgada (S. Miguel, Açores)
- Oratory ao vivo na I Feira Motard dos Açores (Ponta Delgada)
- Epping Forest e Humanart ao vivo no Café-Teatro Sá Miranda, em Viana do Castelo
- Ferro & Fogo ao vivo no Kamarro Club, no Barreiro
Os IQ já encontraram um substituto para o baterista Paul Cook, que vai realizar os seus últimos três concertos no mês de Julho. Depois disso, e a partir de Setembro, a banda inglesa vai continuar a sua Dark Matador Tour 2005 com Andy Edwards.
No sábado, dia 21 de Maio, os Skeptik, Encephalon e Chaospit actuam ao vivo no Bar Académico, de Vila Real, a partir das 22.00h. A entrada vale Eur 2,00.
No dia 21 de Maio acontece no Café Rio de Vila, em Vila Frescainha de São Martinho, em Barcelos, um concerto punk com actuações de July 13, Decreto 77 e Azia, com início marcado para as 21.30h. A entrada custará Eur 3,00, mas em contrapartida a cerveja estará à venda a Eur 0,70.
Os [f.e.v.e.r.] editam, no final deste mês, um álbum de remisturas chamado «Electronics». No disco, pessoas de projectos como Bizarra Locomotiva, Shhh..., The Ultimate Architects, Moonspell, Mofo, Sci Fi Industries, Aenima e Mechánosphere recriam temas dos [f.e.v.e.r.] com outros ambientes, ritmos e roupagens. No próximo sábado, dia 21, o disco será apresentado na Feira da Fanzine 2005, no Ponto de Encontro, em Cacilhas (Almada) entre as 22.00h e as 00.00h, passando depois a apresentação para o Clube Disorder, no Cais do Sodré, onde durará até às 04.00h da matina.