Os alemães Dew-Scented disponibilizaram online uma faixa do seu novo álbum, mais concretamente «Rituals of Time», bem como o vídeo-clip do tema «Turn to Ash», também do novo álbum «Issue IV», que está à venda desde dia 20 de Junho. Saquem-nos aqui.
Os dinamarqueses Hatesphere terminaram a composição dos temas do seu novo disco, chamado «The Sickness Within». A edição está prevista para o dia 26 de Setembro, via Steamhammer/SPV, ao que se deverá seguir uma digressão europeia.
No sábado, dia 9 de Julho, o Bar Porto Rio, no Barco Gandufe, recebe em concerto, a partir das 15.00h, os Motornoise, Dead Singer e Soda Káustica. Depois dos concertos a festa continuará pela noite dentro, com a música a cargo dos DJ's Rodas e Quisto. A entrada custa Eur 5,00.
Os thrashers brasileiros Mad Dragzter concluíram a pré-produção do seu segundo álbum de originais, chamado «Killing The Devil Inside», que deverá ser editado até ao final do ano pela Via Musique. A banda pretende filmar as sessões de gravação do disco, para incluír as filmagens num DVD que acompanhará o disco.
Depois de não terem tido sucesso no objectivo de encontrarem uma editora que lhes lançasse o álbum de estreia, os portugueses Cycles decidiram agora editar uma demo de quatro faixas em formato DVD, chamada «End Of December». A demo terá quatro temas audio (um dos quais com a participação de Patrícia Rodrigues, de ThanatoSchizO e outro com a participação de Paulo Barros, de Tarantula) e um vídeo, do tema «World of Sand». A data de edição desta demo deverá ser divulgada em breve.
Herman Li, o jovem guitarrista de Dragonforce, foi o vencedor do prémio de Melhor Guitarrista dos Metal Hammer Golden Gods deste ano. Por outro lado, os Dragonforce perderam o prémio de "Melhor Banda do Reino Unido", para o qual também estavam nomeados, para os Lost Prophets. Ao receber o prémio das mãos de Zakk Wylde, Li agradeceu aos fãs e disse não poder aceitar o troféu sózinho, convidando toda a banda a subir ao palco para partilhar o seu prémio.
As lendas do hardcore nova-iorquino 25 Tha Life regressam a Portugal já esta semana, para um concerto no dia 2 de Julho no Pavilhão do F.C. Torrense, na Torre da Marinha (Seixal). A noite começará às 20.00h, com actuações das bandas portuguesas Last Hop, Deadly Mind e For The Glory. A entrada custará Eur 10,00. As reservas de bilhetes são feitas para este e-mail. No dia seguinte, 3 de Julho, é a vez dos 25 Tha Life actuarem no Bar Ribeirinha, no Porto, a partir das 15.00h, juntamente com os portugueses Inverse, On Equal, Genoflie e No Forgiveness. A entrada deste concerto custará Eur 5,00.
Os Loudness assinaram um contrato discográfico com a Drakkar Recors. O novo álbum, «Racing», é editado no dia 6 de Setembro. Entretanto, no dia 22 de Julho, a banda actua no Earthshaker Festival, na Alemanha.
Já se sabe o nome de três das bandas que actuarão no Liperske III - Penaguião Metalfest deste ano: ThanatoSchizO, In Solitude e In Kairus. O festival decorre no dia 24 de Setembro em Santa Marta de Penaguião, a partir das 16.00h. Anuciaremos os nomes de outras bandas assim que forem sendo confirmadas.
A Noite da Juventude de Mangualde deste ano, que se realiza no dia 6 de Setembro próximo, contará com actuações de Angriff e Moonspell.
Eis os próximos concertos dos d3ö, que continuam a promover o novo disco «7 Heartbeat Tracks»:
09.07 - Café da Praia (S. Pedro de Moel)
16.07 - Teatro Caracas (Oliveira de Azemeis)
23.07 - Sociedade Harmonia Eborense (Évora)
O Festival Alta Tensão de Amarante, que se realiza no dia 16 de Julho próximo, vai contar com a participação da banda local Floyd Rose, que se junta no cartaz aos já anunciados nomes de Tarantula, Re:aktor, ThanatoSchizO, Painstruck, Pitch Black, Shrapnel e Morbius. O festival decorre no Parque Ribeirinho (junto ao rio) e tem início previsto para as 17.30h. A entrada é livre.
O blog Metal Incandescente está de regresso ao activo, depois de uma paragem de quase um mês por parte do seu editor Dico. Neste novo fôlego, o Metal Incandescente já não terá actualizações diárias, mas promete estar a par de tudo quanto se passa no metal nacional.
A Metal Bus Tour está a preparar uma excursão ao festival Wacken Open Air deste ano, que decorre entre os dias 4 e 6 de Agosto. A excursão parte do Parque das Camélias, no Porto e do Terminal do Colégio Militar, de Lisboa, no dia 2 de Agosto, e chega a Portugal de volta no dia 8. O preço da excursão será de Eur 215,00, com bilhete para os três dias do festival incluído, bem como acesso ao camping e às piscinas da vila de Wacken. A excursão prevê igualmente uma paragem de três horas em Amsterdão para uma visita à cidade.
Os finlandeses Deathbound, que contam com elementos de The Duskfall, ...And Oceans e Rotten Sound, disponibilizaram online três amostras de temas do seu mais recente álbum, «Doomsday Comfort», disponível desde meados de Maio. Saquem-nos aqui, aqui e aqui.
O Festival Tejo, a decorrer na Quinta da Marquesa (Azambuja) nos próximos dias 22, 23 e 24 de Julho, terá o seu dia de peso precisamente no dia 24, em que actuarão os alemães Kreator e os portugueses Moonspell e The Temple. A abertura de portas está prevista para as 20.00h, enquanto que os concertos começam às 21.00h. Os bilhetes custam Eur 15,00 por um dia - Eur 30,00 pelos três dias.
Os Masterplan - banda de power metal composta pelos ex-Helloween Roland Grapow e Uli Kusch e com Jorn Lande (ex-Ark) nas vocalizações - actuam em Portugal no dia 13 de Agosto, num festival de heavy metal na Praia de Mira. Para além dos Masterplan, actuarão no festival os portugueses Tarantula, Oratory, Arya, Timeless e Diesel-Humm!

Tellurique CD
Season Of Mist/Recital
Tem sido longo e penoso o processo de afirmação de Kill The Thrill no mercado europeu do metal e música alternativa mas, valha a verdade, isso não tem impedido os franceses de seguirem o caminho traçado por si próprios para a sua música. Se a estreia «Dig» soava a confusão e o mais recente álbum «203 Barriers» pareceia demasiado rendido às melodias ambientais, com «Low» pelo meio a fazer a ponte entre o noise do início de carreira e a abordagem ambiental da segunda parte da vida dos Kill The Thrill, nunca como em «Tellurique» o colectivo francês fez tanto sentido com a sua música. Um dos grandes problemas dos três primeiros discos da banda – a aparente desconectividade das suas influências – parece agora definitivamente arredado da música de Kill The Thrill, devido a uma auto-confiança muito maior, quer em termos de composição quer na interpretação, que faz com que o trio liderado por Nicolas Dick ultrapasse a barreira entre o puramente estranho e a originalidade. Aliás, as influências de Treponem Pal que tão bem faz a «Tellurique» - porque lhe acrescenta a vertente desumana que faz o metal/rock industrial ambiental de Kill The Thrill funcionar – sempre esteviveram nos álbuns da banda. Simplesmente,neste disco estão no sítio delas, como apenas mais um compenente da sopa de influências que os Kill The Thrill usam para matar a sua fome de originalidade. «Tellurique» pode não ser um prodígio técnico ou orgânico de música de fusão como a banda francesa pretende, mas cria um ambiente de frio desprendimento que sabe bem após algumas audições. Se dependesse de mim, também não era desta que os três músicos abandonavam este caminho musical, até porque «Tellurique» deixa no ouvinte uma imensa vontade de ver o que é que isto pode dar num próximo disco. (7/10)
- Most Precious Blood, Diecast e Napalm Death ao vivo no Paradise Garage - 20.00h
- Segle XIII, Attick Demons, Unified Theory e Side-Effects ao vivo no bar da Faculdade de Letras de Lisboa - 21.00h
- Cancer, Solid Impact e Loss Spectra Of Pure ao vivo no Bar Porto Rio (Porto) - 21.00h

Vain City Chronicles CD
Season Of Mist/Recital
De uma assentada, e em poucos anos, a cena norueguesa soube produzir uma série de bandas de metal/rock alternativo com excelentes vocalistas femininas: estou a referir-me a The 3rd & The Mortal, Tactille Gema, Atrox e estes The Crest. Os The Crest têm um início de carreira ligado ao doom metal melódico, mas as raízes electrónicas do guitarrista Kristian e a poderosa voz de Nell, ambos membros fundadores da banda, deixavam antever outros voos. «Letters From Fire», o disco de estreia da banda editado em 2001, cinco anos depois da criação dos The Crest, levantava já uma ponta do véu do que por aí vinha. «Vain city Chronicles» chega quase quatro anos depois, com Nell já anunciada como a nova vocalista das super-estrelas Theatre Of Tragedy, e um punhado de ideias novas. O rock alternativo com influências metal de «Letter From Fire» metamorfoseou-se numa espécie de post-rock melancólico rico em arranjos e melodias com sentido, com uma dimesão muito humana emprestada pela voz de Nell, que – julgo que não por acaso – traz várias vezes à cabeça do ouvinte um nome: The Gathering. Ainda assim, há alma própria em The Crest. «VainCcity Chronicles» pode partir do pressuposto de que o rock tem que ser ‘post’, de que a composição actual já não pode fugir muito ao que foi feito antes, mas os arranjos das músicas, que chegam a incluír um violino velado, resultam bem e conseguem transpôr uma atmosfera melancólica muito intensa para o disco. Mesmo nas primeiras faixas do álbum – as mais descaradamente rock, energéticas e pesadas, de sempre por parte do colectivo norueguês – os The Crest não largam a sua imagem de banda-melancolia, que lhes fica bem e que vai agradar a quem gosta de sofisticação na música que ouve. Não sei como será o novo álbum de Theatre Of Tragedy, mas «Vain City Chronicles» deixa claro o motivo pelo qual Nell não abandonou os The Crest quando foi recrutada pela super-banda norueguesa: é que a música deste grupo contém alguma da mais pujante vitalidade que a cena escandinava já apresentou ao resto da Europa nos últimos anos. (8/10)
Eis a programação desta semana do clube TocSin, que fica no n.º 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto (Lisboa):
29.06 - Mundo Paralelos (dark wave, alternativa, industrial, electro) com DJ's [MaKina] e M
30.06 - Panic Room (gótico, psycho, punk, post-punk, m. portuguesa) com DJ Blitz
(Vasco)
01.07 - Noite Metal + 1.º aniversário TocSin com DJ Psycho
02.07 - Noite gótico/electro/industrial/80's com DJ Dark Venus
05.07 - Especial Bauhaus/Peter Murphy com DJ Thakisis
- Segle XIII e Ethereal ao vivo n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 22.00h

A incrível energia e entusiasmo com que os cinco alemães que respondem pelo nome de Deadlock se entregam à sua mistura de black e death metal extremo de contornos góticos é apenas igualada pela extrema forma de vida que levam. Sendo assumidamente uma banda vegan straight-edge, o grupo divide a sua música entre as mensagens que tenta passar dentro deste assunto e uma incrível capacidade de compôr temas extremos, agressivos, pesados e ao mesmo tempo atractivos e por vezes com uma fragilidade de voz feminina estonteante. A propósito do novo disco, «earth.revolt» - o segundo dos Deadlock, falámos com o vocalista Johannes Prem.
Texto: Fernando Reis
Sentiram alguma pressão no processo de composição e gravação deste disco, por estarem agora numa editora maior e por estar a ser muito dinheiro investido em vocês?
Não sentimos qualquer pressão... a colaboração com a Lifeforce Records tem sido, até agora, simplesmente espantosa. Encontrámos uma grande editora que apoia a nossa música e estilo de vida, mas também novos amigos que nos ajudam no que fazemos, por isso para nós é perfeito estar na Lifeforce Records.
Qual é o vosso sentimento em relação ao álbum agora, que está gravado e fora das vossas mãos? Estão totalmente satisfeitos com ele? Mudariam alguma coisa nele agora, se pudessem?
Na minha opinião o «earth.revolt» é o lançamento com melhor produção, mais complexo e mais forte de Deadlock até agora, e é por isso que estamos muito satisfeitos com esta nossa criação. Mas, enquanto músico, nunca deves chegar a um ponto em que estás totalmente satisfeito contigo próprio porque nessa altura não serás capaz de ultrapassar as tuas capacidades e chegar a um novo nível – e a estagnação é a pior coisa que pode acontecer a uma banda. Mesmo gostando muito do nosso novo disco, vamos definitivamente tentar melhorar as nossas capacidades com o próximo material.
Vocês têm uma voz feminina em algumas das músicas, que encaixa muito bem. Mas vocês não têm nenhuma vocalista feminina na banda. Porquê?
A Sabine Weniger é a rapariga responsável pelos teclados e bonitas vocalizações femininas nos nossos últimos três discos, mas como ela é uma música profissional, anda sempre demasiado ocupada para estar constantemente em digressão connosco. Por isso ela apenas nos ajuda quando entramos em estúdio e, ao vivo, deixamos o computador fazer o trabalho dela.

Ainda assim, estão a pensar usá-la para alguns concertos?
Não. A Sabine está demasiado ocupada com as outras bandas dela, como te disse. E se não for ela, não haverá mais ninguém a fazer esta posição em Deadlock. Ao vivo tem resultado muito bem correr os sons dos teclados a partir do laptop e, assim, ninguém sentirá falta da típica atmosfera negra de Deadlock quando tocamos ao vivo.
O disco lida com o conceito que vocês começaram no split-CD com Six Reasons To Kill. Queres explicar-nos esse conceito?
Como somos uma banda vegan straight-edge a maioria das nossas letras lida com esses tópicos. No split começámos a contar uma história sobre um pequeno soldado – que representa um pequeno grupo de pessoas que sabe aquilo por que luta – que decide seguir o seu próprio caminho, não ligando ao que as massas lhe dizem para fazer... ele é demasiado fraco para forçar o inimigo a ceder, e por isso morre, mas agora no «earth.revolt» o mundo começa a limpar-se de todos os parasitas e, no fim, uma nova vida bela ergue-se das cinzas da humanidade.
Achas que o amor é, de alguma forma, um assunto demasiado ‘maricas’ para fazer parte de um disco de metal extremo?
Penso que não. O amor e compaixão são sentimentos tão fortes e ideais que não podem ser lamechas de todo. Estar numa banda de metal não tem que significar que cantes sobre morte e destruição; podes usar a tua música como uma arma para lutar contra tudo aquilo que achares que vale a pena combater. E, a propósito, não existe ódio sem amor, eu amo este planeta e todos os seres vivos mas por outro lado odeio ardentemente as pessoas que tentam destruí-lo todos os dias.
Qual é o vosso método de composição? Como é que chegam a uma faixa épica como a «May Angels Come»? Sabem desde o início que vai ser uma faixa longa, ou acontece naturalmente?
Os dois compositores de Deadlock são o guitarrista Sebastian e o baterista Tobias. Eles compõem toda a música e quanto terminam uma música a minha tarefa é escrever letras para encaixar nela. Todas as músicas são compostas assim... posso dizer-te que faixas como a «May Angels Come» também me surpreendem, porque o Tobias e o Sebastian dizem-me que acabaram uma nova música mas nunca me dizem que vou ter que fazer letras para 10 minutos ou alguma coisa do género. Mas no fim resulta tudo maravilhosamente bem (risos).
Vocês praticam black/death metal com toques góticos e estão numa editora que tem maioritariamente bandas de metalcore. Não têm medo que o perfil da Lifeforce Records afaste alguns possíveis fãs do vosso estilo de música?
Quanto comparado com os nossos últimos lançamentos, o acordo com a Lifeforce abre-nos a porta para uma audiência maior e, julgo, vai fazer com que mais gente escute Deadlock. Vão existir críticas em todas as fanzines importantes, impressas e online, e se as pessoas gostarem do que ouvirem devem comprar o CD e prepararem-se para ser totalmente devastadas por uma das últimas resistências vegan straight-edge em termos de metal, por parte de uma das melhores editoras em todos os tipos de metal extremo. Estamos mais que contentes em fazer parte da família da Lifeforce, e espero que as pessoas gostem do que esta aliança vai produzir no futuro.
Algumas editoras assinam bandas alemãs apenas a pensar nas possibilidades de mercado que lhe oferecem, o que resulta numa reputação meio obscura do metal extremo alemão fora de portas. Isso preocupa-te?
Não ligo porra nenhuma ao sítio de onde uma banda vem, e espero que a maior parte das pessoas pense da mesma maneira. Tem tudo a ver com a música e a mensagem, e não com o facto de se ser oriundo da Alemanha, dos Estados Unidos ou de outro sítio qualquer. Os Deadlock praticam música extrema, um estilo de vida extremo, e é tudo.

Podes dizer-nos porque escolheram este caminho vegan straight-edge?
Ser vegan é a única forma de vida livre de crueldade e mostra uma solução para quase todos os problemas económicos. Cada um dos membros de Deadlock adora o modo de vida vegan straight-edge e agrada-nos muito partilhar este planeta com todas as outras criaturas sem matar e explorar o planeta. Para nós, é pura e simplesmente a única forma de viver e é por isso que tentamos espalhar a mensagem.
Achas que isso pode dar alguma atenção-extra à banda e, pelo contrário, a exposição da banda pode ajudar a espalhar essa vossa mensagem?
Espero conseguir a atenção do público não apenas devido à nossa música, mas também à mensagem, porque na minha opinião estas duas coisas estão muito intimamente ligadas. Mas não creio que ser vegan ou straight edge nos dê uma atenção especial, porque é uma forma de vida extrema e vão existir sempre tantas pessoas que gostam do que dizemos como as que odeiam.
De que outras artes gostas – literatura, cinema, pintura – e as tuas obras e artistas favoritos, por favor...
Adoro ir ao cinema e ver DVD’s. Os meus favoritos são o Senhor dos Anéis, o Troia ou o Renascer dos Mortos, por exemplo... não sou um grande leitor de livros ou apreciador de quadros, por isso não posso dar-te grandes nomes nesses campos... excepto um: Roland Straller. Ele é um artista e pintor inacreditável... é o responsável por todas as capas de Deadlock, desde o 7” ao split-CD com SixReasonsToKill, até termos encontrado o magnífico Peter Hoffmann da Glashaus Design que nos fez o design do «earth.revolt».

Earth.Revolt CD
Lifeforce Records/Recital
Uma banda de metal extremo que advoga um estilo de vida vegan straight-edge não é muito normal, mas ela existe precisamente na forma destes Deadlock, que há nasceram há seis anos na Alemanha. «Earth.Revolt» é já a quinta entrada na folha de discografia da banda, depois de um 7”, um MCD, um CD e um split-CD com Six Reasons To Kill. O que aqui temos é uma mistura de estilos que é mais difícil de destrinçar do que de ouvir. A base do som de Deadlock é um metalcore muito orientado para o estilo melódico do death metal sueco em termos de riffs de guitarra, enquanto que a voz vai oscilando entre o metalcore americano e claras influências de In Flames. Depois, os Deadlock acrescentam riffs disparados em sucessões quase ininterruptas, ao estilo de death e até de black metal, e enfeitam o prato com um som de teclado e uma voz feminina que emprestam à música do quinteto uma dimensão gótica. Bem sei que, dito assim, de chofre, parece uma grande misturada, mas «Earth.Revolt» demonstra como os Deadlock dominam bem as influências que praticam, transformando-as num estilo muito próprio que equilibra agressividade e belas e frágeis melodias como se fosse a coisa mais natural do mundo. Os arranjos chegam a ser orquestrais e épicos, dado o luxuoso cuidado colocado em cada pormenor das músicas deste disco. A composição compreende uma tamanha variedade que vai da grande e complexa faixa de 10 minutos «May Angels Come» até à pequena «Harmonic», que demonstra o quanto vale ter uma vocalista como Sabine Weninger à disposição. Em suma: originalidade, agressividade, energia, complexidade, melodia, beleza e um conceito lírico diferente e interessante – o que se pode pedir mais de um disco? (8/10)
Já é conhecida a data de lançamento de «Virus», o novo álbum de Hypocrisy: o disco sai no dia 19 de Setembro. A lista de temas do álbum também já foi divulgada. Inclui as faixas «Warpath», «Scrutinized», «Fearless», «Craving For Another Killing», «Let The Knife Do The Talking», «A Thousand Lies», «Incised Before I've Ceased», «Blooddrenched», «Compulsive Pshychosis» e «Living To Die».
Os black-metallers portugueses Opus Draconis vão andar em digressão pela Europa, juntamente com os brasileiros Hipnoid, na primeira quinzena de Outubro. Os países por onde a digressão tem passagem assegurada são a Alemanha, Suíça, Áustria, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e alguns países da Europa de leste.

A 16.ª edição da revista Underworld sai para a rua na próxima semana. Este novo número contém entrevistas com Nile, Jarboe, d3ö, Darkest Hour, Dr. Frankenstein e outros, para além de um artigo sobre o projecto japonês Merzbow, um artigo sobre bandas de metal portuguesas com editoras estrangeiras e um conto exclusivo de José Luis Peixoto.
A Stygian Crypt Productions reeditou esta semana o segundo álbum da banda de doom metal russa Autumn, chamado «Chernie Krilja (Black Wings)». O álbum, que tinha sido editado originalmente em 2000 em formato cassete, conhece agora uma reedição em CD, com os temas remasterizados e um novo trabalho gráfico.
Os prog-metallers italianos Event Horizon estão prestes a terminar as gravações do seu álbum de estreia, «Naked On The Black Floor». O trabalho gráfico da capa do disco vai estar a cargo de Federico Rebusso (Magnificat, Cultus Sanguine).
- Edição de «Tried & Failed», de Evereve
- Edição de «I Am», de Tomas Bodin
- Edição de «Spectrum», de Steve Howe
- Edição de «Primal Exhale», de Excalion
- Edição de «MetalMorphosis», de Tarantula
- Edição do EP «24/7», de U.D.O.
- Edição do single de «Come Alive», de Helloween
- Reedição de «Audentity», de Klaus Schulze
- Reedição de «Body Love», de Klaus Schulze
- Reedição de «Dune», de Klaus Schulze
- Reedição de «Miditerranean Pads», de Klaus Schulze
- Reedição de «The Jewel», de Pendragon

Harvest Ritual Volume I CD
Season Of Mist/Recital
Criados como um projecto de Killjoy para misturar as suas paíxões (música extrema e filmes de terror), os Necrophagia atravessaram várias encarnações, várias sonoridades e vários line-ups mas agora, com «Harvest Ritual Volume I» na mão, pode finalmente dizer-se que valeu a pena. Ultrapassada a fase-Anselmo (o vocalista de Pantera era o guitarrista e co-fumador de charros oficial da banda) e com um dos melhores elementos que Killjoy já recrutou (Mirai Kawashima, teclista de Sigh) no grupo, é tempo de finalmente, termos uma visão aproximada do que os Necrophagia deveriam ter sido desde o início da sua carreira, e não foram. Este novo álbum acaba por confirmar aquilo que «Goblins Be Thine» e «The Divine Art Of Torture» tinham deixado antever: que os riffs thrash-metal old-school e as vocalizações possessas de Killjoy funcionam muito melhor quando enquadradas no ambiente verdadeiramente pesado dos teclados de Kawashima e quando têm uma secção rítmica composta por músicos a sério (o baixo de Iscariah, de Immortal, de serviço e a bateria ‘convidada’ de Joey Jordison, de Slipknot e Murderdolls, a despontar num dos temas) a ajudar. «Harvest Ritual Volume I» acaba por ser um menu das possibilidades que os ‘novos’ Necrophagia têm à sua mercê: temas com abertura rápida e pesada e refrões afogados em teclados de filmes de terror dos anos 70, temas ambientais mórbidos arrastados assolados pela voz torturada de Killjoy ou pura e simplesmente música de thrash/death/gore com uma tendência sinfónica podem estar ao virar de cada esquina neste disco. Quando se fala em ‘gore-metal’ deveria ser disto que se fala, e não da mistura de distorção sem sentido e cheiro a charro que os Necrophagia fizeram até «Through The Eyes Of The Dead». Enquadrada pelo ambiente certo – outro dos grandes momentos do disco é a aparição de Bill Moseley (House of 1.000 Corpses e Devil’s Rejects) para uma narração arrepiante – a música de Necrophagia é fria e mórbida, extrema pelas razões certas e original pela abordagem que assume. (9/10)
Nos meses de Julho e Agosto, os Gorefest vão estar no Excess Studio em Roterdão, na Holanda, juntamente com o produtor Hans Pieters, para gravarem o seu quinto álbum de originais. A banda holandesa, recentemente reunida, tem 15 músicas para gravar, das quais 10 farão parte do disco. A mistura vai ficar a cargo do dinamarquês Tue Madsen, no seu estúdio caseiro, na Dinamarca, em Agosto. O grupo já prometeu manter um diário de estúdio no seu site oficial enquanto estiver em estúdio. Entretanto, no dia 18 de Julho, a Nuclear Blast vai reeditar todo o fundo de catálogo dos Gorefest, em discos que conterão material inédito, faixas de demos e outras raridades. Todos os temas vão ser remasterizados, e os booklets vão conter comentários do jornalista e escritor holandês Robert Haagsma, bem como fotos inéditas retiradas directamente das colecções privadas dos membros do grupo. Mais para a frente, sairá uma caixa com todas estas reedições.
Os Fear Thy Name anunciaram hoje o fim das suas actividades enquanto banda. Depois de seis anos de actividades, o grupo termina a sua actividade devido ao não-cumprimento dos objectivos a que os elementos se propuseram enquanto colectivo. Entretanto, ainda é possível encomendar a última demo dos Fear Thy Name, «Riding The Chariots Of War», por Eur 6,50, no site do grupo.
Os portugueses Karseron acabaram de editar uma nova demo. Chama-se «Krux Crucis», é distribuída no formato CD-r, e contém cinco temas do death/black metal com ambientes soturnos pelo qual a banda já é conhecida há vários anos na cena nacional. Para já, a demo está disponível apenas para promoção.
Os italianos Ensoph entraram nos estúdios Heartbeat (da YMC Division) para iniciarem as gravações daquele que será o disco sucessor de «Opus Dementiae». O disco chamar-se-á «Project X-Katon» e vai ser misturado por Giuseppe Orlando (Novembre, Stormlord, Klimt 1918, etc) no Outer Sound Studio, enquanto que a masterização vai ser feita por Goran Finnberg no The Mastering Room, na Suécia. Para já, está confirmado que Steve Sylvester, fundador e vocalista de Death SS, é convidado no disco, não apenas na regravação do tema «Sun of the Liar», como também na versão de «Sex Dwarf», de Soft Cell. Elyghen, de Elvenking, também deverá aparecer como convidado no disco, na qualidade de violinista. Entretanto, os Ensoph continuam a trabalhar nas gravações do seu projecto especial de música industrial, que vai chamar-se «The Hourglass Ordalia»; no entanto, a data de lançamento do disco foi ligeiramente adiada, de modo a permitir que todos os convidados terminem as suas partes. Ain Soph, Foresta Di Ferro, Bad Sector, Void Of Silence (a última gravação antes da separação), Canaan, Thee Maldoror Kollective, Ait!, Argine e Ran são os projectos envolvidos.
- 1.º PowerMetal Fest, com Segle XIII, Oratory, Unified Theory e Lostland, no Sound Planet (Montijo) - 17.00h
- Assacinicos ao vivo na Feira de S. João (Évora) - 23.30h
- Edição de «Earth.Revolt», de xDeadlockx
- Edição de «The Fullness Of Time», de Redemption

Executed CD
Morbid Records
Formada por Adriano, baterista de Night In Gales, com amigos como Jan, Jochen e Chris (todos de Hatefactor) e Tom (ex-Coronation), esta banda é uma espécie de escape de death metal ultra-técnico e brutal para todos os elementos envolvidos. Como resultado, temos um disco de estreia – este – onde a única coisa que terá sido tida em conta na composição é a possibilidade de colocar blasts, breaks e riffs de guitarra bem pesados e apertados no mais curto espaço de música. Ainda assim, os temas de «Executed» revelam algum cuidado em termos de equilíbrio musical no death metal de Grind Inc., e acabam por denotar uma atenção especial da banda em tornar a sua música mais acessível. Imaginem o que seriam os Cannibal Corpse hoje em dia, com a abordagem mais directa de Chris Barnes a puxar para um lado e a veia ultra-técnica do resto da banda a equilibrar por outro lado. É isso que os Grind Inc. Nos permitem imaginar com «Executed», um disco de death metal bem produzido, pesado e técnico q.b., mas com riffs capazes de agradar aos fãs de coisas mais melódicas, sem no entanto entrar por terrenos de melodia sueca. Não se trata de nada revolucionário, mas a simplicidade de ideias da proposta, aliada à execução técnica e composição intrincada, fazem de «Executed» uma peça bem interessante para quem gosta de death metal tradicional. (8/10)
A propósito do novo álbum «Nothing To Lose», que será lançado no dia 29 de Agosto, o guitarrista de Forty Deuce Richie Kotzen revelou recentemente o seu ponto de vista sobre algumas das faixas incluídas no disco.
«Oh My God» é a minha música favorita do CD... adoro as letras... muito típicas em mim... lembro-me de quando compusémos a música na minha casa: o Taka estava a cantar "oh my god, I fucked up again". O Ari, o Taka e eu estávamos a falar sobre estarmos bêbados e todos os erros que cometemos no passado e como nunca aprendemos com os nossos erros. Principalmente em relacionamentos. Nessa noite escrevemos a música juntos. Escreveu-se basicamente sózinha. O Taka e eu partilhamos o trabalho de guitarra e nesta música eu fiz o solo.
«I Still» é uma das músicas mais poderosas do CD e julgo que será a favorita do Ari e do Taka, bem como do Thr3e... é uma excelente música para tocar ao vivo, e o riff é muito bom.
«Start It Up» foi a última música que compusémos para o CD... queria escrever alguma coisa que fosse muito simples mas, ao mesmo tempo, rápido e agressivo. Vamos dar um concerto dentro de duas semanas, e vai ser a primeira vez que vamos tocar esta música ao vivo - espero que o público goste dela tanto quanto nós. Também toquei o solo de guitarra desta...
«Complicated» foi a primeira música composta para Forty Deuce. O Taka tinha a maior parte da guitarra já trabalhada e o Ari e eu escrevemos as letras e depois trabalhámos nas melodias todos juntos. Depois de gravarmos esta música percebemos que tinhamos uma coisa porreira ali, e depois compusémos a «Heaven» e a «Standing in the Rain».
«Say» é uma música que temos usado como abertura dos nossos concertos. Começa de uma maneira muito agressiva e acaba por introduzir a energia da banda... até agora tem funcionado muito bem.
«Heaven» é uma faixa única. Não existem muitas músicas de rock com estes tempos. É a segunda música alguma vez composta por Fourty Deuce. Lembro-me de estar no átrio do Headroom Studio a cantar aquela melodia do refrão e isso inspirou-nos imenso para acabarmos a música. Tal como na «Complicated», o Taka já tinha o riff principal feito e foi daí que partimos. Adoro o que o Taka toco no solo de guitarra deste música... memorável!
«Stand Up» foi composta algures a meio da gravação do disco... queríamos ter uma música positiva que contivesse um pouco de esperança nas letras... muito do nosso material em termos de letras é negro ou agressivo, e esta música acaba por resultar numa das faixas mais positivas.
«Next to Me» foi escrita mais ou menos na mesma altura que a «Start it Up»... tinha o riff e toquei-o para os tipos e toda a gente gostou, por isso começámos com ele... toco guitarra-solo nesta música também.
«Standing in the Rain» é de longe a melhor música em mid-tempo do álbum, na minha opinião. Acho que é uma faixa muito bonita, de uma forma muito negra... o Taka apareceu com a maior parte da música já pronta e algumas melodias... eu sugeri algumas ideias para as linhas melódias, e o Ari e eu compusémos as letras juntamente com o Taka.
«Wanted» contém uma das sonoridades mais mainstream do CD... é sobre alguém que muda para ter sucesso mas acaba por deixar alguém para trás no meio do processo... é uma espécie de música triste, suponho... esta normalmente tem uma boa reacção ao vivo.
«Nothing to Lose» é a balada oficial do CD... acho que é sempre preciso uma em cada disco... acho que a música tem muito de mim, principalmente nas mudanças de tom e nas melodias... é um pouco leve quando comparada com o resto do CD, mas acho que é excelente para fechar. Também fizémos a introdução do CD a partir desta música, por isso acaba por funcionar como uma espécie de capa e contracapa para o disco de Forty Deuce. Em termos gerais acho que fizémos um excelente álbum... temos uma sonoridade muito própria, devido ao facto do Ari, do Taka e de mim próprio escrevermos tudo em conjunto... é espantoso fazer parte de uma nova banda desde o seu início... espero que tenhamos possibilidade de entrarmos em digressão em breve!
Depois da genialidade do disco de estreia «Symmetric In Design», era uma questão de tempo até os novos deuses suecos do metal melódico Scar Symmetry chegarem a uma editora grande. A notícia chegou ontem: os Scar Symmetry são a nova banda da gigante alemã Nuclear Blast. Um novo disco deverá ser editado em 2006.
O Festival Alta Tensão de Amarante, que acontece no dia 16 de Julho próximo a partir das 16.00h, vai contar com actuações de Tarantula, Re:actor, ThanatoSchizO, Painstruck, Shrapnel, Pitch Black e Morbius.
A web-zine brasileira Psychosis Death foi sugeita recentemente a mais uma actualização, e conta agora com novas entrevistas a bandas como Facada e Executer, bem como novas críticas. Vejam-na aqui.
O quarteto americano Pharaoh, liderado pelo vocalista Tim Aymar (Control Denied), está a terminar as gravações do seu segundo álbum, no MCR Studio, com produção de Matt Crooks (Twisted Tower Dire, Division) e do guitarrista da banda Matt Johnsen. O disco vai chamar-se «The Longest Nigth», e deverá sair no Outono pela Cruz Del Sur Music. A capa vai ficar a cargo de Jean-Pascal Fournier (Immortal, Edguy).
- Segle XIII, Oddness e Ethereal ao vivo na Associação de Músicos de Faro (Faro) - 21.00h
- Grog, Namek, Brutal Orgasmo, Necrose, Underneath, The Ladder, Theyweregunshots, W.A.K.O. e Monogono ao vivo no Marrafas Bar, em Pé de Cão (Torrres Novas) - 21.15h
- Payasos Dopados, An X Tasy e Dive ao vivo no Teodósios Bar, em Guia - 22.00h
- Warm-Up Party do Power MetalFest 2005 n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 22.30h
- Chemistery e The Plot ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h

Day Of Reckoning CD
Century Media/Mastertrax/Recital
O sucesso do metalcore praticado pelos americanos Diecast no último disco «Tearing Down Your Blue Skies» é o principal motivo para esta reedição do trabalho de 2001, originalmente lançado pela Now Or Never Records e que supostamente nunca teve uma distribuição decente na Europa. Pois bem... tudo o que os fãs do estilo gostaram no mais recente disco está em plena fase de desenvolvimento em «Day Of Reckoning» como diz o press-release, mas já é possível perceber porque haveriam os Diecast de se tornar uma banda tão influente na comunidade metalcore três anos depois. Os riffs simples e eficazes, de duas guitarras, juntamente com uma secção rítimica mais que sólida e energética e a abordagem vocal tridimensional de Colin Schleifer, que alterna um estilo de vocalizações muito hardcore nova-iorquino com linhas melódicas dignas de figurarem no próximo álbum de Soilwork. O resultado é um disco de metalcore afogado em energia dinâmica e com uma variação musical que não é normal ouvir no estilo hoje em dia. Para além de tecnicamente competentes, os Diecast fazem questão de serem muito cuidadosos em termos de composição, revelando uma dieta de talento constituída basicamente por um menu de hardocre nova-iorquino, metal sueco e bandas influentes americanas como Fear Factory ou Machine Head. O resultado é possivelmente uma das explicações para o sucesso recente do metalcore, num disco que tem tudo para dar a volta à cabeça dos fãs do estilo e fazer compreender a quem não gosta de metalcore qual a essência da mistura que promete mudar, outra vez, a face do metal e do hardcore. (8/10)
A Frontiers Records disponibilizou online quatro samples do disco a solo de Philip Bardowell, «In The Cut», que foi produzido por Tommy Denander, com composições de nomes como Jim Peterik, Bobby Barth, Mark Spiro e Stan Bush. Encontrem-nos aqui, aqui, aqui e aqui.
«Shadows Are Security», o novo álbum de As I Lay Dying, entrou directamente para o 35.º lugar do top de vendas americano da Billboard a semana passada, com a impressionante quantia de 33.142 discos vendidos nessa semana em território americano.
A digressão Blitzkrieg 3 Europe, que junta na estrada Vader, Anorexia Nervosa e Rotting Christ, vai passar por Portugal. A data portuguesa acontece no dia 8 de Outubro, no Centro Cultural de Santo André, em Mangualde.
Os noruegueses Dimmu Borgir divulgaram em comunicado que dizem que não contam preencher o lugar vago de baterista com um membro permanente, pelos menos nos próximos tempos. Por enquanto, Tony Laureano, de Nile, vai ser o baterista de serviço, nomeadamente nos quatro festivais em que a banda vai tocar este Verão (Fury Fest, Tuska Festival, Earthshaker e Gates of Metal). O álbum deverá ser gravado por Hellhammer, de Mayhem. A composição para o novo disco deverá começar em Agosto ou Setembro, para um lançamento que não deverá acontecer antes da segunda metade de 2006. Para já, os Dimmu Borgir estão concentrados na regravação do álbum «Stormblast», de 1996, com Peter Tägtgren, nos Abyss Studios. Hellhammer também está a gravar a bateria deste disco. O lançamento está previsto para o final do ano, num trabalho que deverá conter muitos extras, incluindo algum material inédito.
Os Absolute Steel, mestres noruegueses de 'true' metal, assinaram um contrato discográfico com a Black Lotus Records. «Womanizer», o segundo disco da banda, vai já fazer parte deste contrato, e sair no Outono pela editora grega. Depois disso, a Black Lotus deverá também reeditar o álbum de estreia da banda, «The Fair Bitch Project», totalmente remasterizado.
No dia 15 de Julho a editora Blood & Iron organiza o seu primeiro festival em Cascais, no Lótus Bar. Vai contar com actuações das bandas Blacksunrise e Dawnrider e ainda com a animação de um DJ para uma after-party stoner. A entrada custará Eur 5,00 e o evento começa às 22.30h.
O novo álbum dos americanos Slough Feg vai ter uma edição em vinil a sair no próximo mês pela Forest Moon Special Products. Encomendem a vossa cópia directamente no site desta nova editora americana.
- Blasted Mechanism, Clawfinger, Grave, Morbid Angel e Entombed e Unleashed ao vivo no Festival do Ermal, em Vieira do Minho - 17.00h
- Segle XIII e Ethereal ao vivo na Oficina do Cais (Montijo) - 22.00h
- Process Of Guilt, Probation e Seven Stitche ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h
- Solid Impact, Dash e Loss Spectra Of Pure ao vivo no Colinas Club - 23.00h

External Frames Of Reference CD
Metal Blade Records/Recital
Uma jovem banda americana a estrear-se na Metal Blade, nos dias de hoje, costuma significar ‘metalcore’. É precisamente isso que aqui temos para criticar hoje. «External Frames Of Reference» mistura doses mais ou menos iguais de thrash metal moderno, death metal sueco e hardcore nova-iorquino, numa sopa interpretada com muita energia e entusiasmo, que acaba por disfarçar mal a falta de originalidade que o disco revela. De um modo sucinto, há energia, peso e vitalidade em «External Frames Of Reference», mas falta-lhe basicamente um elemento qualquer que separe os The Red Death da quantidade invulgarmente grande de bandas deste género que tem surgido do outro lado do Atlântico ultimamente – inclusivamente editadas pela própria Metal Blade. Nada contra a receita musical deste grupo, que em termos genéricos só peca por alguma falta de tridimensionalidade e variação vocal; o problema é que os The Red Death não se esforçam nem um bocadinho para fazer nada de diferente do que aquilo que os parâmetros da cena metalcore ditam actualmente, e o disco acaba por soar a gasto, mesmo antes da primeira audição ter terminado. Apesar dos esforços da banda para variar os ritmos, apesar de alguns solos de guitarra mais melódicos e bem conseguidos, apesar de uma produção bastante aceitável. Assim que estes cinco jovens decidirem fazer algo de diferente, com o talento e técnica que deixam antever nestes 10 temas, teremos com certeza aqui uma banda a ter em conta. «External Frames Of Reference», infelizmente, não passa de um cartão de visita que, apesar de novo, soa a gasto e usado. (6/10)
Os Symphorce terminaram as gravações do seu próximo álbum de originais, que vai chamar-se «GodSpeed», e que foi produzido por Dennis Ward (Pink Cream 69, Angra) no House Of Music Studio, em Winterbach, na Alemanha. O disco vai ser lançado pela Metal Blade no dia 5 de Setembro. Na próxima semana Achin Köhler (Brainstorm) começa a trabalhar na masterização do álbum. A capa foi desenhada por Travis Smith, conhecido pelo seu trabalho para bandas como Iced Earth e Nevermore. «GodSpeed» vai ter uma primeira edição limitada, com um DVD-bónus que inclui filmagens de concertos e bastidores e um vídeo-clip do tema «Cause for Laughter».
Os americanos Widow, que combinam heavy metal clássico com death metal, preparam-se para editar o seu segundo disco, «On Fire», na Europa já em Setembro, através da Cruz Del Sur Music. Já disponível há algum tempo no Japão e com lançamento esta semana nos Estados Unidos, «On Fire» sucede à estreia da banda, «Midnight Strikes», e promete aumentar a popularidade dos Widow por terras europeias.
Os Opus Draconis começaram já o processo de composição das músicas que farão parte do próximo álbum de originais.
Depois do enorme sucesso que foi o download exclusivo da faixa «The Place in your Heart», do próximo álbum de Journey, por parte dos assinantes da newsletter da Frontiers, o servidor da editora não aguentou tantos acessos e foi abaixo. Agora está de novo a funcionar e, como compensação para quem não conseguiu fazer o download da faixa, a Frontiers colocou online um novo sampler do disco, desta vez do tema «Faith in the Heartland».
Os americanos Spock's Beard estão a preparar a edição de um novo álbum, que será duplo, e estarão na Europa no mês de Outubro para uma digressão.
- Akkolyte, Payasos Dopados, Rent A Life, Dive, Kontrattack, Punk Com Manteiga, (the) Highest Cost e Your Mother And I ao vivo no Satori Bar, em Querença (Loulé) - 22.00h
- Process Of Guilt ao vivo na Feira de São João (Évora) - 23.00h
- The SymphOnix ao vivo nas Festas da Vila do Lordelo, em Lordelo

The Dominant CD
Morbid Records
Depois de 11 anos de carreira, os noruegueses Criterion chegam aqui, finalmente, ao seu álbum de estreia. A culpa destes 10 anos no undergrund a lançar demos, à media de uma de três em três anos, é certamente do facto do quarteto não tocar nenhuma espécie vanguardista ou old-school de black metal, e ter enveredado por um som mais tradicional de... death metal. Assim, e só depois de nomes mais sonantes como Blood Red Throne ou Myrkskog terem despontado na cena norueguesa é que os Criterion têm a sua oportunidade. «The Dominant» demonstra uma banda muito bem oleada em termos técnicos e de composição, que deixará os fãs e bandas mais conservadoras como Krabathor e Cannibal Corpse perfeitamente espantados com os níveis de perfeição que vão encontrar neste álbum que, afinal, e apesar de terem passado 10 anos, é de estreia. Ainda assim, o problema de Criterion é não porem o pé em ramo verde. Apesar da produção de Ram-Zeth acrescentar à música do grupo alguma profundidade (e uns tímidos teclados que despontam de vez em quanto), os Criterion não têm qualquer vontade de apresentar nada de revolucionário com os nove temas de «The Dominant» e, apesar de ficar no ar um cheiro a talento inconfundível, é aflitivo ver como a banda se recusa a pisar para além da linha vermelha que marca os limites do death metal técnico e pesado americano. Em termos puramente interpretativos, este é um disco sem mácula, com uma boa produção e temas que agradarão ao mais exigente fã do estilo. Num ponto de vista mais artístico, «The Dominant» parece ficar a meio daquilo que poderia ser. Esperemos que o próximo não fique. (6/10)
A Frontiers Records colocou online um sampler do tema «Wich for a Miracle», que vai fazer parte do álbum «The Battle» que junta os vocalistas Jorn Lande (Masterplan) e Russell Allen (Symphony X), com edição marcada para dia 19 de Setembro. Escutem-no aqui.
A LifeForce Records colocou na net novos temas de Caliban, Heaven Shall Burn e Fear My Thoughts disponíveis para dowload gratuito. Saquem-nos aqui.
Eis a programação actualizada do Rock House Café, de Alenquer, para o resto do mês de Junho e para o mês de Julho:
24.06 - Final do Rock ao Rubro II: Probation, Seven Stitches e Process Of Guilt
25.06 - The Plot e Chemistery
01.07 - Dark Ritual Fest II: Desire, Enchantya e Inherself
02.07 - Dark Ritual Fest II: Theriomorphic, Waco e Stuprum Dei
08.07 - Slot Machine
09.07 - Noctívagus e The Dead Poets
15.07 - Vortex e Probation
16.07 - Dispatch Note, Fireball e Teatrum
22.06 - Divine Lust e Masque Of Innocence
23.06 - Forgotten Suns
O novo website da banda holandesa de death metal Desensitised já está online. Visitem-no aqui.