
«Siyanie» CD
Prikosnovénie/Equilibrium
Ao terceiro disco, os ucranianos Flëur são já uma das mais apetecidas bandas do catálogo da Prikosnovénie, devido a uma receita aparentemente simples, mas eficaz, de pop etéreo. Os dois discos anteriores deixavam antever uma ensemble musical onde se misturavam influências pop e clássicas, com o uso de instrumentos como o violoncelo, flauta e violino ao lado de guitarra, teclado e bateria. Mas seria pelas vozes sonhadoras, sensuais e exóticas de Olga Pulatova e Elena Voynarovskaya que os Flëur marcariam a diferença – as influências das duas cantoras estão obviamente no grupo de bandas da 4AD, especialmente em Cocteau Twins, mas as influências neo-clássicas e a vocalização em ucraniano dão inegáveis pontos de vantagem aos Flëur. «Siyanie» repete a receita, com oito temas brilhantes onde a banda mostra um refinamento de composição inegável e cinco temas um pouco mais abaixo em termos de qualidade. O equilíbrio entre as influências pop e neo-clássicas dos Flëur encontra neste disco, por vezes, um contraponto interessante em entradas rítmicas jazzísticas, protagonizadas por uma bateria e contrabaixo cada vez mais preponderantes na música na ensemble. O resultado é o pop extremamente etéreo, original, exótico e sonhador do primeiro disco com uma forte componente contemporânea e técnica que os novos temas lhe acrescentam. Há qualquer coisa em Olga e Elena, que voltam a partilhar as responsabilidades vocais nos temas do disco, enquanto se dedicam ao piano e guitarra respectivamente, que parece atrair a atenção do ouvinte e emprestar uma alma própria à música de Flëur. Esbatido o efeito supresa dos dois primeiros discos, podem lamentar-se os cinco temas em que a banda ucraniana parece não estar à altura de si própria no disco e os títulos dos temas em inglês, apesar das letras serem em ucraniano, mas é inegável a sensação físical visceral, de quase náusea, que a música destes nove músicos provoca no nosso estômago depois de criada uma habituação. Como se, na placidez ambiental, beleza melódica e nervosismo rítmico de «Syianie» estivesse encerrada uma viagem de montanha russa que enerva, assusta, faz antecipar, mas que no fim sabe tão bem e nos faz querer repetir. Provavelmente, é o disco certo para colocar na mala de férias, juntamente com o livro que andamos para ler há tanto tempo. (8/10)
Neste link vão poder encontrar uma entrevista exclusiva com Cenk Eroglu, o turco responsável pelo super-projecto Xcarnation, que terá o álbum «Grounded» editado no dia 19 de Setembro através da Frontiers Records.
Depois de oito anos de um silêncio quebrado apenas pelo concerto dado em Frankfurt no passado mês de Novembro, os alemães Sieges Even estão agora oficialmente reunidos, e prontos a editar um novo álbum, chamado «The Art Of Navigating By The Stars» através da InsideOut Music, no final de Setembro.
Os Corvos estão à procura de um vocalista - masculino ou feminino - que esteja interessado em participar no próximo álbum da banda, que é já o quarto. Os interessados devem contactar o número 96 712 33 99 ou inscreverem-se directamente no casting através deste site.
Os portugueses VS777 contam agora com uma página oficial no myspace.com, onde é já possível ouvir alguns temas exclusivos. Vejam-na aqui. Entretanto, a banda actua no dia 24 de Setembro no Trinity Fest, em Almargem do Bispo, onde actuarão também os Hordes Of Yore, Theriomorphic, Desire, Why Angels Fall e Wintermoon.
- Piss!!, Hellspiders, Left Hand, Coiratos Violentos, Sir Giant e Resignation ao vivo no IPJ, no Parque das Nações (Lisboa) - 15.00h
- Tarantula ao vivo no Campo de Futebol da Pousadela, em Nogueira da Regedoura (junto a Espinho) - 22.00h
- Elektric Dreamz Night n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 22.00h
- Festival Teima Rock, com Hachazo, Ictus, Puta Miseria e Katana Chaos no Parque da Riouxa, em Vigo (Espanha) - 23.00h
- Anti-Clockwise o vivo no Satori Bar (Loulé)
- In Solitude ao vivo no Festival Peso no Satão (Satão)
- Peste & Sida ao vivo em Vila Chã de Ourique
Os alemães Jaded Heart regressam às edições já no dia 10 de Outubro, com a edição do seu sétimo álbum, «Helluva Time». A banda conta agora com o vocalista sueco Johan Fahlberg (ex-Scudiero), que garante ao hard rock dos Jaded Heart uma sonoridade ainda mais clássica e agressiva. «Helluva Time» vai conter uma versão do tema «Paid my Dues», de Anastacia (?). Escutem samples do disco aqui, aqui e aqui.
Os polacos Riverside assinaram um contrato discográfico com a InsideOut Music. A banda está neste momento a trabalhar no seu segundo disco, que vai chamar-se «Second Life Syndrome», e que sai no Outono. A mistura de art rock e elementos pesados, quase metal, bem como elementos musicais de bandas como Porcupine Tree, Pink Floyd, das partes mais calmas de Opeth e também de Anathema, juntamento com um disco de estreia coeso, foram suficientes para convencer a editora alemã.
Mais uma banda a assinar pela Peaceville Records esta semana: desta feita foram os italianos Novembre. «Materia», o quinto álbum de originais da banda, vai ser lançado no próximo mês de Novembro, depois de ter sido gravado no Finnvox Studio, em Helsinquia, Finlândia.
No dia 1 de Outubro as lendas do punk nacional Mata-Ratos apresentam o seu primeiro disco oficial ao vivo, chamado «Festa Tribal», no Hard Club, num concerto que será antecedido por actuações de Motornoise, Larkin e Against The World. Antes disso, a banda passa pelo Lótus Bar, de Cascais, no dia 6 de Agosto, para uma actuação com Coiratos Violentos. Entretanto, o vocalista Miguel Newton participou como convidado em dois temas do próximo álbum da banda de hardcore Omited GR, que vão ter no disco uma nova versão do tema «Leis de Merda».
Eis os concertos dos Traumatics marcados para o próximo mês de Agosto:
05.08 - Bar Concerto do TMG (Guarda)
10.08 - In Loco Bar (Celorico da Beira)
11.08 - Pecado do Rei Bar (Guarda)
20.08 - Mostra de Bandas (Guarda)
- In Solitude e Cycles ao vivo no Bar Porto Rio (Porto) - 22.00h
- Festival Teima Rock, com Ebony Ark, Fallen Sentinel, Elderdawn e Shroud Of Tears no Parque da Riouxa, em Vigo (Espanha) - 23.00h
- Corvos ao vivo nas Caldas da Raínha
- d3ö ao vivo no Liceu Passos Manuel (Porto)
O novo, ainda sem título divulgado, disco dos americanos King's X vai ser editado no final do mês de Setembro pela InsideOut Music. O trio texano tem 14 novas músicas compostas e gravadas, das quais vai escolher as melhores para o álbum. O produtor do disco vai ser Michael Wagener (Metallica, Alice Cooper, Queen, Ozzy Osbourne, Dokken, Megadeth, Mötley Crue, etc).
Está já em fase de composição um novo álbum de originais de House Of Lords. Gregg Giuffria, membro fundador da banda, deverá regressar ao conjunto neste novo trabalho, e fazer parceria com o vocalista James Christian para compor os novos temas.
A Peaceville Records firmou um contrato discográfico com os noruegueses Madder Morten. O próximo album da banda, que chegou a fazer a primeira parte dos concertos de opeth em Portugal, vai chamar-se «Desiderata», e foi já gravado, no Space Valley Studio, na Noruega. Deve ser lançado no final deste ano.
O MCD de estreia de Opus Draconis, «Necrodesecration Of Christendom», foi relançado pela editora italiana Forbidden Music Distro, com novo trabalho gráfico e uma faixa-extra. Obtenham directamente a vossa cópia através do mail da editora.
Com apenas o álbum de estreia editado, os Dagoba são já considerados uma banda-sensação em França, com o disco a entrar no top e distribuição assegurada pela Emi. A Europa começou a responder aos poucos ao sucesso da banda em França (os Dagoba abriram o concerto de Machine Head em Bruxelas e Amsterdão e fizeram uma digressão pelos Estados Unidos com Samael, e isto apenas durante o ano de 2004). Agora, é a vez desta nova esperança do thrash-metal moderno francês chegar ao catálogo da Season Of Mist. Depois do concerto com Korn em Toulouse no dia 17 de Agosto, os Dagoba começam a preparar o segundo disco, entrando depois em Setembro no estúdio The Antfarm, na Dinamarca, onde vão gravar o álbum com o produtor Tue Madsen (The Haunted, Hatesphere, Mnemic, etc). A edição deverá ser feita no início de 2006.
- Oratory, Anathema, Within Temptation e Nightwish ao vivo em Vilar de Mouros - 19.00h
- Edição do LP «Terrorist», de Nattefrost
- Edição do LP «Le Serpent Rouge», de Arcana
Já é possível dar uma vista de olhos no que vai ser o primeiro vídeo-clip retirado do novo álbum dos finlandeses Stratovarius, do tema «Maniac Dance». Vejam-no aqui, em real video ou Windows Media Player.
O dueto sueco Carptree, que pratica uma espécie de art-pop muito orientado para as canções e com firmes raízes no rock progressivo, firmou um contrato discográfico com a InsideOut Music. O primeiro resultado desta união vai ser a reedição do terceiro álbum da banda «Mad Made Machine», que havia sido lançado pelo duo apenas para consumo particular e para promoção. Uma versão actualizada deste disco é editada, assim pela InsideOut no final de Agosto.
Agora que a primeira edição da demo «A Dark Land» está praticamente esgotada, os brasileiros Ynis Vitrin vão reeditar o título, numa versão ligeiramente diferente da primeira, que inclui algumas faixas-bónus desta promissora banda de prog-power metal.
A nova banda holandesa de death metal Arsebreed, que conta na sua formação com elementos de Disavowed, Pyaemia e Mangled, terminou a composição do seu álbum de estreia, e vai começar a gravação do disco já no mês de Agosto. A gravação vai decorrer em vários estúdios holandeses, incluindo o Excess Studio (Prostitute Disfigurement, Severe Torture, Sinister). O título provisório do disco é «Munching The Rotten». A edição deverá ocorrer no final de Setembro via Neurotic Records.
As lendas alemãs do power metal melódico Gamma Ray, lideradas por mítico Kai Hansen, têm passagem marcada por Portugal na sua Majestic European Tour que decorre entre o fim de Setembro e o fim de Outubro. A data portuguesa acontece no dia 9 de Outubro, no Hard Club, de Gaia. Com eles, os Gamma Ray trazem os Powerwolf e os Nocturnal Rites.
A Frontiers Records firmou um contrato discográfico com o mítico vocalista de Magnum, Bob Catley. O próximo disco de Catley, que tem o título provisório de «Tempation», deverá assim sair pela editora italiana no início de 2006. «Tempation» está neste momento já em avançado estado de gravação - Bob Catley tem com ele, em estúdio, Vince O'Regan na guitarra, Al Barrow no baixo e Jamie Little na bateria, mais Irvin Parratt nos teclados. A composição dos temas do disco foi feita por Dave Thompson, Paul Uttley (Lost Weekend) e Vince O'Regan. Segundo Catley, este novo disco terá uma abordagem musical de hard rock mais directo, ao contrário do que tinha acontecido com o último «When empires Burn».
los LOS NA DRAKKAR RECORDS
A Drakkar Records firmou um contrato discográfico com a nova grande sensação saída do panorama metálico mexicano los LOS. O single de estreia, «Vamos A La Playa», estará disponível em breve. Outro títulos dos los LOS, que não vão estar presentes no single, são as versões dos clássicos «La Cucaracha» e «Macarena». No dia 6 de Agosto, a banda actua no Wacken Open Air, na Alemanha.
No sábado, dia 30 de Julho, o Narsas Bar, da Moita (perto da Câmara Municipal) acolhe uma festa dedicada ao metal. O programa das festas começa com um 'meet-up' na loja Darkfashion às 16.00h, onde haverá cocktail acompanhado de música e vídeos. Depois há jantar em Almada, às 19.30h, para depois começar a festa, no Narsas Bar, às 22.00h, com entrada livre e com música a cargo da DJ Dark Venus. A organização está a cargo da Darkfashion.
No próximo dia 30 de Julho, sábado, os Tarantula actuam ao vivo no campo de futebol do Pousadela, em Nogueira da Regedoura (junto a Espinho). O concerto começa às 22.00h
«Signs Of The Time - Live» vai ser o título do primeiro DVD da estrelas alemãs do metal melódico Mob Rules. O DVD contém um concerto da banda gravado durante o ano passado em Wilhelmshaven, cidade-natal dos Mob Rules, no tempo em que estavam a promover o disco «Among The Gods». A edição do DVD vai incluir ainda um CD-audio com o mesmo concerto.
Os portugueses Fear Thy Name disponibilizaram ontem online mais um dos temas da nova demo «Riding The Chariots Of War». Saquem-no aqui.
- Edição de «Hell Sweet Hell», de Fear My Thoughts
- Edição de «Tetragrammatical Astygmata», de Averse Sefira
Os Alien - uma das mais famosas bandas de sempre da cena AOR sueca - estão de regresso ao activo e preparam a edição de um novo álbum, chamado «Dark Eyes», para o dia 24 de Outubro próximo, através da Frontiers Records.
Os portuenses Cycles estão neste momento à procura de locais para darem concertos e/ou bandas com as quais possam trocar presenças em festivais locais.
A partir de dia 4 de Agosto, e até ao dia 7 do mesmo mês, Tavira recebe a sua primeira Feira do Disco - CD e Vinil. O certame realiza-se no Jardim do Coreto Local, entre as 21.00h e 1.00h no dia 4 de Agosto, entre as 17.00h e a 1.00h nos dias 5 e 6 e entre as 15.00h e as 23.00h no dia 7. Entre os dias 18 e 21 de Agosto, é a vez de Faro receber o mesmo tipo de feira, que se realiza na Doca de Faro, junto ao Clube Naval. A Feira do Disco - CD e Vinil de Faro estará aberta entre as 15.00h e as 00.00h nos dias 18,19 e 20, fechando às 20.00h no dia 21, que é o último.
Os noruegueses Solefald terminaram as gravações da primeira parte da sua saga de dois discos baseada na mitologia Viking, que vai ser constituída pelos álbuns «Red For Fire» e «Black For Death». Red For Fire: An Icelanic Odissey Part 1» vai ser lançado pela Season Of Mist antes do final do ano, e vai ser rapidamente seguido de «Black For Death: An Icelanic Odissey Part 2» na Primavera de 2006. A primeira parte, agora gravada, conta com a participação da vocalista de música electrónica Aggie Frost Peterson nos temas «Sun I Call» e «White Frost Queen» e de Jörmundur Ingi, o supremo Godi da Islândia (pastor Ásatrú), que recita o poema «Lokasenna» (uma discussão entre deuses) na última faixa do disco. A participação anunciada de Garm, de Ulver, foi deixada para «Black For Death». A produção deste novo disco de Solefald esteve a cargo de Borge Finnstad (Mayhem, Arcturus, etc).
A banda nacional de rock com contornos góticos Rome Nine Roses tem disponível o seu novo blog aqui. Entretanto, o grupo actua no Bar Ribeirinha, do Porto, no próximo dia 6 de Agosto, a partir das 23.00h.
Os austríacos Mastic Scum disponibilizaram no seu site oficial dois temas do seu próximo álbum «Mind», mais concretamente «My Minds Mind» e «Unrestrained». O primeiro tema vai ter direito a um vídeo-clip, que o grupo gravou no passado mês de Junho em Viena. O clip estará disponível, em secção multimédia, no disco da banda, que é editado em Setembro.
Os Polymorph - uma das mais brutais bandas de death metal old-school provenientes da Alemanha de Leste - acabaram de editar o seu novo MCD, chamado «Disgraceful Supper», através da G.U.C.. O disco está disponível por Eur 4,50 + portes directamente através da editora.
Nos dia 29 e 30 deste mês decorre, no Parque da Riouxa, em Vigo, Espanha, o Festival Teima Rock. O primeiro dia é dedicado ao metal, e conta com actuações de bandas como Shroud Of Tears, Elderdawn, Fallen Sentinel e Ebony Ark. O dia 30 é dedicado às sonoridades punk/hardcore e conta com actuações de Hachazo, Ictus, Puta Miseria e Katana Chaos. Os concertos começam às 23.00h e a entrada é gratuita.
A Moribund Records firmou contrato discográfico com os italianos Fear Of Eternity, que se descrevem a si próprios como uma banda de black metal igual às da fase pré-nórdica - Necromantia, Mystifier, Samael, etc. O álbum de estreia, «Toward The Castle» é editado no final do Verão.

«Catch Thirtythree» CD
Nuclear Blast/Mastertrax/Recital
Há muito tempo que o mundo do metal deixou de tentar perceber o que se passa no mundo dos Meshuggah. A banda sueca subiu, com trabalhos como «Destroy Erase Improve» ou «Chaosphere», a um estatuto que deixaria a maior parte dos grupos de metal extremo actuais com medo de lançar qualquer disco seguinte, mas há qualquer coisa neste colectivo que os faz sempre voltar melhores, mais extremos, mais estranhos e mais originais. Depois de apresentarem uma das mais descomprometidas e inovadoras abordagens rítmicas do heavy metal actual e um som de guitarra único, dado por guitarras de oito cordas, os Meshuggah surgem, neste quinto álbum de originais, donos do seu próprio som e personalidade musical, e com o firme objectivo de o desenvolverem. Para tal, transformaram «Catch Thirtythree» numa espécie de grande tema dividido em 13 faixas, que nunca realmente pára, mas que tem uma espécie de interlúdio a meio que pode, eventualmente, dividir o disco em dois, se o quisermos. A música volta a ser uma miríade de sentimentos, ritmos e sons que só com muito boa vontade podemos ainda chamar thrash metal técnico. A música de «Catch Thirtythree» está, por vezes, bem longe dos ritmos lentos de «Nothing», embora frequentemente reduza a velocidade até ao quase ambiental, e volta a colocar ênfase em ritmos intrincadíssimos, complementados por uma abordagem vocal tão agressiva quanto desafiadora e por riffs de guitarra hipnóticos e repetitivos, com aquele som de tom baixo característico de Meshuggah. Mais do que qualquer outro disco de Meshuggah, «Catch Thirtythree» representa uma viagem ao mundo próprio da banda sueca, incluindo tudo aquilo que os faz um dos grupos mais especiais do metal actual, mas composto, interpretado e gravado por músicos mais experientes, que sabem o que querem e como o devem fazer: quebrando barreiras entre estilos musicais pré-estabelecidos (o tema «In Death – Is Death» deixa qualquer amante de jazz boquiaberto com os tempos usados nos ritmos) e sendo cada vez mais donos da sua própria música. Em suma: uma banda madura, a gozar o que os seus tempos de exploração lhe valeram. E uma nova estrela no firmamento do metal mundial. (9/10)
- Edição do EP «Dead End Hero», de End Of Green
- Edição do single «Eisblumen», de Subway To Sally
- Edição de «Confrontation», de Soilent Green
- Edição da caixa «Hell On Earth IV», de Manowar
- Reedição de «Disembowelment», de Disembowelment
- Reedição de «Body Love», de Klaus Schulze
- Reedição de «Dune», de Klaus Schulze
- Reedição de «Audentity», de Klaus Schulze
- Reedição de «Miditerranean Pads», de Klaus Schulze
- Prime, Angriff e Spitout ao vivo no Bar Barracão, em Viseu - 16.00h
- Hellspiders e Coiratos Violentos ao vivo n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 17.00h
- Kreator, Moonspell The Temple e Qwentin ao vivo no Festival Tejo, na Quinta da Marquesa (Azambuja)

«The Pale Hunt Departure» CD
The End Records/PHD/Recital
Com cerca de 15 anos de carreira e álbuns como «To Welcome The Fade» e «The Knowing» no seu currículo, as possibilidades dos americanos Novembers Doom fazerem um disco mediano nesta sua quinta entrada na discografia eram muito diminutas à partida. Afinal, estamos a falar de um dos mais conceituados e respeitados nomes da cena doom/gótica americana e mundial, que continua a mostrar talento e evolução a cada disco que edita como se fosse o primeiro ou segundo. «The Pale Hunt Departure» resume, em oito faixas, o melhor de que os cinco americanos são capazes, agora sem qualquer voz feminina: temas lentos, plenos de beleza e simplicidade, temas rápidos cheios de peso e desespero ou pura a simplesmente o meio-tempo complexo e cheio de sentimento em que os Novembers Doom são tão bons. O que une toda a variedade musical deste disco é precisamente o cuidado extremo que o quinteto parece empenhar em cada pormenor da sua música, e o facto de conseguir usar passagens de guitarra acústica, riffs ultra-pesados, voz gutural, sussurrada e limpa na mesma música sem nenhuma das partes soar deslocada ou mal ‘colada’ na faixa. Depois, os Novembers Doom têm uma espécie de talento inato para transformar tudo o que tocam em negrume. O sentimento que gira em torno dos seus álbuns é sempre desolador e triste, seja qual for a orientação estilística do disco ou do material em questão. É esta atmosfera negra que os rodeia que faz de Novembers Doom uma banda tão especial para quem gosta de doom metal gótico, e que surge em toda a sua plenitude em «The Pale Hunt Departure», envolta numa produção luxuosa, e que conta também com mistura de Dan Swäno, de Edge Of Sanity, e masterização de James Murphy, de Testament. Trata-se, sem qualquer dúvida, do melhor disco que os Novembers Doom versão 2005 poderiam ter composto e gravado, e uma obra que merece ficar na história musical do metal deste ano. (8/10)
- Forgotten Suns ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h
- In Solitude e Cycles ao vivo no Duke Bar (Maceda)
- d3ö ao vivo na Sociedade Harmonia Eborense (Évora)
- Zieben ao vivo no Festival RockOeste, na Praia da Areia Branca (Lourinhã)
- Out Standing, Fonzie, For The Glory, Spitout e Ten Years After ao vivo em Benquerença
- Divine Lust e Masque Of Innocence ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h
- Apresentação do livro O Eco do Silêncio, de Sérgio Guerreiro + concerto de Ode Odium no Bar Sacramento, na Calçada do Sacramento (Lisboa) - 23.00h
- Peste & Sida ao vivo na Outorela
Os Naera estão já a compôr material para o disco que vai suceder a «The Rising Tide Of Oblivion». Para já, sabe-se que o álbum vai ser gravado no Hansen Studios, com Jacob Hansen como produtor.
A banda de rock de Vila Real Spinning Shalk editou recentemente o seu EP de estreia, «The Lost», que contém três temas originais e um tema da demo de estreia. A produção do EP esteve a cargo da própria banda e de Daniel Eboli. Em Setembro e Outubro, os Spinning Shalk actuarão nas Fnacs, em formato showcase.
- Mosh e My Own Blast ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Pitch Black, Ramp, BlackSunRise e Skeptik ao vivo no Campo de Treinos U.D.O. (Oliveira de Azeméis)
Já está disponível a nova edição da fanzine Melodic Rock. Este nono número conta com artigos e entrevistas a bandas como Journey, Fourty Deuce, Steve Walsh, Robin Beck, Mind's Eye, EdenLost, Audiovision, Return, Broke[n]Blue, Divine Fire, Prayer, Terra Nova, Blanc Faces e muitas mais. Obtenham-na gratuitamente em qualquer loja especializada ou nas mailorders de hard rock. Também têm uma versão para download aqui.

«Third Age Of The Sun» CD
Napalm Records/Recital
A ascensão meteórica dos finlandeses Battlelore na cena europeia com o último álbum, «Sword’s Song» deveu-se principalmente ao advento da saga de JRR Tolkien adaptada ao cinema por Peter Jackson mas também, é preciso reconhecê-lo, a uma brutal evolução da banda, que juntava elementos musicais épicos e fantásticos a um metal poderoso, alicerçado em duas guitarras e com uma dualidade melodia/agressividade incorporada pela voz masculina bem gutural e pela sensual voz feminina. No entanto, depois do DVD «The Journey» os Battlelore sofreram alterações na sua formação e se, por um lado, a substituição do vocalista pode ser facilmente colmatada por alguém com o mesmo timbre vocal, o caso do baixista e membro fundador Miika Kikkola parece ser mais complicado, devido ao seu papel activo na composição. Infelizmente, «Third Age Of The Sun», o novo disco de Battlelore, confirma as piores expectativas. Mantendo a mesma abordagem musical e uma certa propensão para colocar ganchos melódicos quase irresistíveis nas linhas vocais femininas, a banda finlandesa aparece neste disco um pouco perdida em termos de composição, ora dando demasiado protagonismo à parte fantástica (o tema «Gollum’s Cry» ultrapassa o risco entre o épico e o ridículo de uma forma que não deve voltar a acontecer na música de Battlelore), ora errando nos arranjos vocais, dando demasiado protagonismo à voz feminina e equecendo que é na dualidade vocal que está a imagem de marca da banda. Ainda assim, basta meia dezena de audições para que os temas mais bem conseguidos de «Third Age Of The Sun» entrem de forma irrecuperável na cabeça do ouvinte devido à sua competência melódica e sólida base rítmica e pesada. O disco acaba por soar abaixo das expectativas apenas para quem contava com uma evolução quantitativa na capacidade artística da banda finlandesa. Quem apanhar os Battlelore neste álbum, nem vai dar pelo ligeiro passo à rectaguarda que «Third Age Of The Sun» representa. (6/10)
A nova demo dos portugueses Underneath vai chamar-se «By Flesh», e vai contar com cinco temas, um dos quais já se encontra disponível para download no site oficial da banda.
A edição de «Enter The Mighty Theriomorphic», o disco de estreia dos portugueses Theriomorphic, foi adiada para o mês de Setembro devido ao atraso de algum material usado no grafismo do álbum.
No próximo dia 22 de Julho, a partir das 23.00h, é apresentado o livro O Eco do Silêncio, de Sérgio Guerreiro, no Bar Sacramento, que fica na Calçada do Sacramento, em Lisboa. A apresentação do livro será feita com uma mini peça teatral abordando a temática do livro, bem como declamação de peomas e uma actuação dos Ode Odium.
O novo álbum - sétimo de originais - dos Jded Heart está já gravado e pronto a ser editado. Foi produzido por Chris Lausmann (ex-Bonfire) e é o primeiro com o novo vocalista da banda, Johan Fahlberg (ex-Scudiero). O disco vai conter uma versão do tema «Paid my Dues», de Anastacia, e é colocado à venda no dia 10 de Outubro. Escutem samples aqui, aqui e aqui.
O metalicidio.com é um site informativo sobre as bandas de metal - activas e já extintas - dos Açores. Conta com informação biográfica sobre os grupos, mp3 e fotos, e pode ser acedido aqui.
Os dinamarqueses Mercenary vão ser a banda de suporte da digressão europeia de Nevermore, que decorre entre os dias 16 de Setembro e 11 de Outubro. Portugal fica de fora da rota desta digressão, que tem passagem marcada por países como Holanda, Bélgica, Reino Unido, Dinamarca, Itália, Áustria, Eslováquia, Hungria, Suíça e Alemanha. Entretanto, Kral, o baixista e vocalista de Mercenary, vai aparecer como vocalista convidado em duas faixas no novo álbum dos dinamarqueses Urkraft, «The Inhuman Aberration», que é editado pela Earache Records no Outono.
Eddie Ojeda - guitarrista e um dos principais compositores de Twisted Sister - assinou um contrato discográfico com a editora grega Black Lotus para dois álbuns a solo. «Axes To Axes» é o nome do primeiro disco deste contrato, e vai ser lançado na Europa já no Outono.
Os Zieben vão fazer parte do cartaz deste ano do festival RockOeste, que decorre na Praia da Areia Branca, na Lourinhã, no próximo dia 23, à noite. Depois disso, a banda actua no dia 10 de Setembro, juntamente com os Marbles, na Casa da Juventude de Sintra, nas Mercês, a partir das 17.00h.
Em Dezembro deste ano ou Janeiro de 2006 os black metallers portugueses Opus Draconis editam um novo EP, que vai chamar-se «Suprema Victoria Draconis». O lançamento vai ficar a cargo da Nemesis Música.
Os suecos Falconer estão neste momento em fase de composição para aquele que será o seu próximo álbum de originais. Stefan Weinerhall, guitarrista e mentor da banda, declarou que tem seis temas novos compostos que "recuperam o som folk que faltava no último álbum". Para além disso, Stefan anunciou que vai haver pelo menos uma música cantada em sueco no disco,
Os Hellspiders têm dois concertos previstos na zonda de Lisboa até ao final deste mês, a saber:
24.07 - O Culto Bar, em Cacilhas (Almada), com Coiratos Violentos - 17.00h (entrada Eur 3,00)
30.07 - IPJ, no Parque das Nações (Lisboa), com Piss!!, Left Hand, Coiratos Violentos,Sir Giant e Resignation - 15.00h (entrada gratuita).
Eis a programação para esta semana do Clube TocSin, que fica na Rua da Atalaia, n.º 172, no Bairro Alto, em Lisboa:
20.07 - I Was a Teenager Astro Monster (rockabilly, psychobilly, surf, garage) com DJ's Fender Fred IV e Untamed A.J.
21.07 - Noite dos anos 40 aos 80 com DJ's Lu e Mia
22.07 - Noite metal/black metal com DJ Conqueror
23.07 - Noite goth/electro/industrial/80's, com DJ Pedro Morcego
- Edição de «One Life One Sentence», de Angel Crew
- Edição de «Sliver In The Hands Of Time», de Integrity
- Edição de «Awaken Pagan Gods», de Goddess Of Desire
- Edição de «Hell Sweet Hell», de Fear My Thoughts
- Edição do split-CD «The Split Program II», de Caliban e Heaven Shall Burn
- Edição do DVD duplo «Armageddon Over Wacken 2004»
- Reedição de «Wiederhören», de Kraan
- Reedição de «Nachtfahrt», de Kraan
- Reedição de «Live 88», de Kraan
- Reedição de «Live», de Baker Gurvitz Army
- Reedição de «Rated PG», de Paul Gurvitz
- Reedição de «3», de Three Man Army
- Reedição de «Mindloss», de Gorefest
- Reedição de «False/Erase», de Gorefest
- Reedição de «Soul Survivor» e «Chapter 13», de Gorefest
- Reedição de «Like An Everflowing Stream», de Dismember
Com a confirmação de Shrapnel no cartaz do Liperske 3 - Penaguião Metalfest, que decorre no dia 24 de Setembro em Santa Marta de Penaguião, a partir das 16.00h, o cartaz do festival fica completo. Teremos assim, para além dos Shrapnel, actuações de In Kairos, Agonized, Flagellum Dei, In Solitude, The Firstborn e ThanatoSchizO.
A banda de black metal épico brasileira Mystic Shadows disponibilizou o seu novo álbum, «Over Old Hills», para download gratuito no seu site oficial. Estão disponíveis os oito temas do disco, e até o booklet e as letras.
O novo álbum dos portugueses Phantom Vision, chamado «Instinct» está já gravado e será editado em breve. Entretanto, dêm uma vista de olhos no novo site oficial da banda.
No dia 29 de Julho é apresentado, no Liceu Passos Manuel, no Porto, o livro Filhos do Tédio, de Rita Alcaire. Filhos do Tédio é um ensaio sobre a banda de Coimbra Tédio Boys - banda constituída por Tony Fortuna (d3ö), Paulo Furtado (Legendary Tiger Man/WrayGunn), Vitor Torpedo (Parkinsons), Kaló (Bunnyranch) e André. A apresentação do livro será abrilhantada por um concerto de d3ö.
Na sexta-feira, dia 16 de Setembro, acontece no Bar Porto Rio, no Porto, o Extreme Devotion Fest, que conta com a actuação dos colobianos Infernal e dos portugueses Infernal Kingdom, Wrath e Pestifer. O início do festival está previsto para as 22.00h, e a entrada custará Eur 5,00.
- Forgotten Suns ao vivo no Instituto Português da Juventude, no Parque das Nações (Lisboa) - 20.30h
- Peste & Sida ao vivo no Dafundo
- Tarantula, Re:aktor, ThanatoSchizO, Painstruck, Pitch Black, Shrapnel, Morbius e Floyd Rose ao vivo no Parque Ribeirinho de Amarante - 17.30h
- Prime, Mercado Negro, Unfair e Silver Sound ao vivo no Festival da Juventude de Aviz - 21.00h
- Forgotten Suns ao vivo no Teatro da Mala Posta, em Odivelas - 21.30h
- Lvpercalia, Drop D e Sorrow Breed ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Devonian, Congruity e Wintermoon ao vivo em S. Vicente do Paúl, junto a Vale da Figueira (Santarém) - 22.00h
- Unified Theory ao vivo n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 22.30h
- Dispatch Note e Fireball ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h
- d3ö ao vivo no Teatro Caracas (Oliveira de Azeméis)
- Corvos ao vivo em Torres Novas
No dia 25 de Julho, a partir das 17.00h portuguesas, Nikolo Kotzev, líder de Brazon Abbot, estará disponível para conversas com os fãs no chat da Frontiers Records. O génio bulgaro poderá então esclarecer todas as dúvidas em relação ao disco «My Resurrection» que Brazon Abbot tem nas lojas desde o passado dia 6 de Junho.
Está finalmente completo o cartaz do Metal Blade Rrroooaaarrr - a celebração do 10.º aniversário da Metal Blade Europa, que decorre no clube LKA, em Estugarda, Alemanha, no dia 2 de Outubro. As bandas que tocam são, por esta ordem: Powerwolf, Cataract, Primordial, Brainstorm, Amon Amarth e uma banda 'all-star' que tocará versões. Os bilhetes para esta celebração muito especial - que custam Eur 20,00 - estão apenas à venda no site da editora.
No mês de Outubro os britânicos Fony vão estar em Portugal para um terço da digressão que os levará também a França e Espanha.
No dia 10 de Setembro, um sábado, os Gwydion e In Kairos actuam ao vivo no Bar Ar De Rock, em Porto de Mós, a partir das 22.00h.
Os [f.e.v.e.r.] promovem hoje, a partir das 22.00h, uma festa de lançamento do seu novo álbum «Electronics», no Cinema Paraíso, em Leiria. A noite será animada com DJ sets dos elementos da banda.
Depois de ter entrado no top alemão de vendas com o mais recente trabalho de Leaves' Eyes, Liv Kristine está neste momento a produzir o seu segundo trabalho a solo. O aguardado sucessor de «Deux ex Machina» vai chamar-se «Enter My Religion» e vai ser editado pela Roadrunner Records.
- Out Standing, An_Der_Skor, Primitive Reason e Defying Control ao vivo no Festival da Juventude de Aviz - 21.00h
- Prime e Snuffle ao vivo no Azenha Bar, em Vila do Conde - 22.00h
- Blacksunrise e Dawnrider ao vivo no Lótus Bar, em Cascais - 22.30
- Vortex e Probation ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h
- Corvos ao vivo no Faial

Sagas Of Iceland – The History Of The Vikings Volume 1 CD
Massacre Records/Mastertrax/Recital
Com «Sagas Of Iceland» os alemães Rebellion começam um conceito que, prometem, vai durar mais dois álbuns – um em 2006 e outro em 2007 – e começam finalmente a justificar o estatuto de banda grande que têm no seu país de origem. O grupo, liderado pelo ex-guitarrista, compositor e produtor de Grave Digger Uwe Lulis, patinou durante dois discos - «Shakespeare’s MacBeth – A Tragedy In Steel» e «Born A Rebel» - devido a alguma falta de coesão e uma certa inaptidão dos músicos da banda ao estilo de composição de Lulis. No entanto, todos esses problemas aparecem debelados neste terceiro álbum. Os Rebellion são agora uma bem oleada máquina de power metal melódico germânico, que não denota pontos fracos. Os riffs são pesados, melódicos e francamente superiores, os solos de guitarra fazem jus ao nome de Uwe Lulis, e as vocalizações de Michael Seifert mantêm uma certa semelhança ao tom rouco de Grave Digger, embora o cantor consiga tons mais altos e uma consistência maior. Complementando estas melhorias com um conceito interessante, em que se olham os vikings num sentido histórico e não estórico e com uma variação de composição que permite aos Rebellion terem todos os tipos de ritmos e estruturas nos temas do disco sem deixarem cair nunca a qualidade do álbum, facilmente se percebe que «Sagas Of Iceland» é o disco que Uwe Lulis e companhia queriam fazer desde que formaram a banda. É talvez demasiado cedo para lhes pedir alguma originalidade, uma vez que ainda agora encontraram a sua melhor forma, mas um conceito de três discos promete aos Rebellion um desenvolvimento e uma evolução que os pode tornar na próxima grande banda do power metal alemão. (8/10)
No seguimento das notícias que dão conta do projecto Xcarnation, que o génio turco Cenk Eroglu está a levar a cabo, com ajuda de nomes como Kip Winger, Reb Beach e Rod Morgenstein (todos de Winger) e Pat Mastellotto (King Crimson), a Frontiers Records disponibilizou online uma apresentação em vídeo do tema «Everlasting», bem como uma amostra streamming do tema que vai abrir o disco, «Personal Antichrist». O álbum «Grounded» é editado na Europa no dia 19 de Setembro.
Os americanos As I Lay Dying continuam a dar que falar: desta vez ganharam o concurso "Who's Next?", promovido pelo Yahoo. O site colocou online um vídeo em stream e uma entrevista com a banda. Vejam-nos aqui.
O próximos dois concertos de Dr. Salazar são no dia 5 de Agosto (II Festival de Bandas de Garagem de Maçores, em Moncorvo) e no Festival Carviçais Rock, perto de Moncorvo, que decorre nos dias 8 e 9 de Agosto.
- Poormanstyle ao vivo na Feira do Livro de Sintra, no Jardim Correnteza (ao lado da estação dos comboios) - 21.30h
- Be-Dom ao vivo na Semana da Juventude da Trofa - 22.00h
- Deeper Fall, Cyanid e Loss Spectra of Pure ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Forgotten Suns ao vivo no Wall Street Bar, em Paço D'Arcos (Oeiras) - 23.00h
- Peste & Sida ao vivo na Charneca da Caparica

Warriors Of The Rainbow Bridge CD
SPV Recordings/Mastertrax/Recital
Cada vez mais os Molly Hatchet se afirmam como a banda mais representativa do rock sulista actual, com os Lynyrd Skynyrd mais preocupados em fazer render o peixe antigo do que propriamente fazerem novos álbuns. O grande problema é que o rock sulista, por si mesmo, não tem nada de novo para oferecer há anos, e basicamente os Molly Hatchet limitam-se a repetir a mesma receita, com músicas novas, de dois em dois anos. É precisamente isso que aqui temos: «Warriors Of The Rainbow Bridge» é mais do mesmo rock sulista, apetrechado com duas guitarras e com o timbre grave de Phil McCormack, que já conheciamos à banda, e não acrescenta absolutamente nada ao legado recente de discos como «Devil’s Canyon», «Silent Reign Of Heroes», «Kingdom Of XII» e «Locked And Loaded». O peso extra dos Molly Hatchet já não é novidade no panorama sulista, e nem a abordagem simplista complementada com uns teclados omnipresentes. Há pelo menos um par de discos que a banda americana não tem nada de novo a mostrar, e continua a lançar álbuns com um confrangedor ritmo imparável o que, calculo, vai fazer com que a banda em breve faça mais digressões que discos, assim que as vendas nos Estados Unidos deixarem de mostrar os números que representaram nos últimos anos. E, aí, os Molly Hatchet seguirão o caminho de outras bandas sulistas até aparecer uma jovem banda que assuma a nova representatividade do estilo. Esta história parece um círculo, mas a verdade é que, se os Molly Hatchet não fazem um álbum decente e verdadeiramente fresco dentro de pouco tempo, por mais previsível que o futuro seja, não lhe conseguirão escapar. (5/10)
Os thrashers nacionais Pitch Black disponibilizaram no seu site uma gravação vídeo do tema de Slayer «Mandatory Suicide» que tocaram no festival Steel Warriors Rebellion. É só entrarem no site, selecionarem a opção 'Thrashloads' e abrirem bem os olhos.
Os black-metallers americanos Averse Sefira vão editar o seu terceiro álbum de originais, «Tetragrammatical Astygmata», através da Evil Horde Records no próximo dia 26 de Julho. Escutem um sampler do disco aqui.
Os portugueses Gwydion procuram neste momento sítios onde possam tocar. Quem tiver interesse em ter esta banda de black metal com influências folk a tocar num sítio perto de si, só tem que contactar o grupo através deste e-mail.
Terminadas as gravações dos primeiros temas, já com Tó Pica (ex-Sacred Sin) perfeitamente integrado na banda, os Anti-Clockwise disponibilizaram uma página no myspace.com, onde é possível ouvir uma versão demo da nova faixa «Mental Diahorrea». Vejam a página aqui.
O álbum homónimo de estreia de Place Vendome - projecto que junta Michael Kiske (ex-Helloween), Dennis Ward (Pink Cream 69), Kosta Zafiriou (Pink Cream 69), Uwe Reitenauer (Pink Cream 69) e Gunther Werno (Vanden Plas) - é editado no dia 10 de Outubro. Para já, é possível ouvir samplers aqui, aqui, aqui e aqui. No dia 21 de Julho, os assinantes da newsletter da Frontiers Records recebem um mail com um link para fazer download do tema «Cross the Line» na sua totalidade.

In Disgust We Trust CD
Earache Records/Megamúsica
Sei que não é justo dizer isto, mas a melhor maneira de abordar este disco é nunca ter ouvido nenhum dos dois álbuns anteriores de Mistress. Assim, o choque será bem maior e a eficiência de «In Disgust We Trust» será perfeita. A abordagem muito boa-onda do quinteto de Birmingham ao metal baseia-se no grind-core, mas tem uma atitude bastante punk (semelhante à que os Gorerotted apresentam em relação ao death metal) e até rock’n’roll, que os leva a usarem os elementos certos em cada uma das faixas para que ete disco possa ser considerado um verdadeiro clássico. Os Mistress apresentam uma brutalidade aggro-grind com riffs rock’n’roll como se fosse a coisa mais natural do mundo, logo na faixa de abertura. Mais à frente, em «Whiskey Tastes Better...», uma voz com um tom bem alto, a parodiar o power-metal, assalta o refrão. A banda volta a repetir a gracinha ao longo do disco pelo menos mais uma vez, entremeando essa atitude de frescura com o atrevimento de incluir riffs e ritmos doom nos seus temas, só para mais tarde trocar as voltas a quem ouve, usando um hiper-blast mantendo precisamente o mesmo riff. É esta imprevisibilidade e coesão em apresentar as propostas mais variadas em termos musicais que leva a editora a chamar aos Mistress “uma mistura de Napalm Death, Brutal Truth e Extreme Noise Terror com a fúria e entusiasmo da nova geração grindcore”, e com razão. Os Mistress são, efectivamente, os novos heróis do grindcore, e a primeira banda em muitos anos com qualidade suficiente na sua música para reunir o consenso de toda a comunidade metaleira. (9/10)
Os One Bar Town dispensaram os serviços do baterista Jerk Christiansen, tendo já recrutado para o seu lugar Thorsten Luck, que tinha tocado no segundo disco da banda, «Say Me A Rosary». Em Setembro, a banda deve começar a composição para o seu quarto álbum de originais.
O que tinha sido planeado como um ano de folga pelos heróis noruegueses do rock Gluecifer transformou-se hoje oficialmente no fim da banda, depois de se saber do abandono de Biff Malibu - elemento fundador do grupo - e Raldo Useless. Em Setembro e/ou Outubro a banda dará os seus últimos espectáculos em 'cidades-chave', que serão anunciadas em breve.
Os americanos Nashville Pussy assinaram um contrato discográfico com a Steamhammer, subsidiária da editora gigante alemã SPV, e preparam-se agora para editar o seu novo álbum, «Get Some», no dia 26 de Setembro. O disco foi produzido por Daniel Rey (Ramones, etc) e misturado por Glen Robinson.
A editora francesa Cynfeirdd tem dois novos lançamentos, prontos a serem encomendados. O primeiro é «Twilight Fell From High Above» de Duparc, o novo projecto de Carlos Boll de The Mistery School. Algures entre dark pop e um som mais atmosférico, este lançamento conta com a vocalista feminina Isabella Piombo. O segundo lançamento é a versão em CD da trilogia «12'-10'-7'», de Omne Datum Optimum, Gaë Bolg & The Church Of Fand e Nothvs Filvs Mortis. Esta edição em digipack é limitada a 444 cópias e respeita o folheto de oito páginas que a edição original em vinil continha.
Os holandeses Epica devem regressar a Portugal no próximo dia 1 de Novembro, para um concerto em Lisboa, cuja primeira parte deverá estar a cargo de The Old Dead Tree.

No sábado, dia 16 de Julho, os Unified Theory apresentam-se ao vivo n'O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) a partir das 22.30h. A animação da after-party estará a cargo do DJ Watchman.
Depois de, na semana passada, os As I Lay Dying terem chegado ao primeiro lugar do top da Billboard com o novo disco, «Shadows Are Security», a segunda semana de lançamento não foi menos animada, com o título a vender nos Estados Unidos mais de 47.000 cópias nas duas primeiras semanas depois do lançamento. Esta marca faz do álbum o título mais bem sucedido da Metal Blade no mercado americano desde sempre.
O Festival Sundown 2006, que decorre no dia 22 de Outubro na localidade alemã de Gaildorf, no Körhalle, tem já o seu cartaz completo. As bandas que tocam no festival serão os Primordial, Rage, Ektomorf, Symphorce, Betzefer, Disbelief, Graveworm, The Duskfall, Equilibrium, Justice, Undertow, Koroded, Cataract e Synus. Os bilhetes estão já à venda no site, e custam Eur 16.00h.
Amanhã, quinta-feira, dia 14 de Julho, os Be-dom actuam ao vivo na Semana da Juventude da Trofa, a partir das 22.00h.
Os Gojira terminaram a masterização do seu novo disco, «From Mars To Sirius», que é editado no dia 27 de Setembro pela Listenable Records. Vejam um e-card da banda, que inclui um dos novos temas, aqui.

De Vampyrica Philosophia CD
Officina Rock/CM Distro/Recital
Lord Vampyr é a entidade máxima do black metal vampírico italiano há pelo menos 10 anos. A banda que formou – Theatres Des Vampires – chegou onde poucas bandas do estilo conseguiram chegar (seis álbuns editados, contrato com a Blackend Records) e o consenso parecia criado em relação à supremacia dos italianos em termos de black metal vampírico. Apesar disso, Lord Vampyr acabou com a banda. Este seu subsequente projecto a solo era esperado com alguma curiosidade pelos fãs de Theatres Des Vampires, mas não deixa de parecer de um perfil bem mais modesto devido à queda de popularidade a que o estilo parece votado. Ainda assim, «De Vampyrica Philosophia» não cede nem um milímetro de espaço a outros estilos, e mostra-nos um Lord Vampyr no mínimo coerente consigo próprio, seguindo o mesmo caminho – ou melhor, recuando dois passos e atalhando para um som ainda mais típico de black metal gótico e teatral fortemente enraizado na imagem vampírica. A grande vantagem da carreira a solo de Vampyr é precisamente poder seguir um caminho ainda mais ortodoxo em termos estilísticos, sem ter que dar satisfações nem discuti-los com nenhum membro da sua banda, e poder ter um disco como este, pleno de beleza vampírica materializada em temas como «Carmilla... Whispers From The Grave», «Nocturnal Vampire’s Orgy», «Blood Lovers» ou «A Sad Litany of Vampires». A grande desvantagem é que as fraquezas de Lord Vampyr ficam muito mais expostas – a incapacidade de conseguir um som verdadeiramente equilibrado entre clareza sinfónica e poder metálico e a sua voz limpa, que continua tão inconstante como nos dias de Theatres Des Vampires. Provavelmente, já todos sabemos o que temos aqui: Lord Vampyr É Theatres Des Vampires com outros músicos, sem tirar nem pôr – aliás, tirando um pouco de capacidade técnica instrumental aqui e colocando um pouco mais de consistência conceptual ali. «De Vampyrica Philosophia» não vai com certeza salvar o black metal gótico vampírico mas, devido à natureza da personagem que o apresenta, também não vai passar despercebido. (6/10)
A banda alemã de deep droning ambient Troum gravou recentemente dois temas para um EP em 10" limitado a ser lançado em breve pela Fron Beyond Productions, subsidiária da Displeased Records.
Os I've Had Enough estão neste momento em fase de composição de novo material. A banda tem feito parcerias de composição com artistas como Tom Golzen (ex-Brothers Grimm, ex-Quire Boys), e ainda planeia novas parcerias com Viggo Mastad (Attent!on, Israelvis, ex-Angor Watt), Joszi Sorokowski (White Noise Tonstudio, ex-Sophie Treasure), Pohl Pot (Punktucke, ex-The Varanes, ex-Grass) e Stefan Kletezka (One Bar Town). Está planeada uma pré-produção para o mês de Agosto, após a qual a banda vai tentar encontrar uma editora para lançar o disco.
O cartaz do Liperske 3 - Penaguião Metalfest, que decorre em Santa Marta de Penaguião no dia 24 de Setembro, conta agora com mais uma banda: Agonized. Neste momento temos confirmados no festival os ThanatoSchizO, The Firstborn, In Solitude, Flagellum Dei, Agonized e In Kairos, e ainda pode ser confirmado mais um nome nos próximos dias.
No domingo, dia 24 de Julho, os Prime, Angriff e Spitout actuam ao vivo no Bar Barracão, em Viseu, a partir das 16.00h. A entrada custará Eur 1,50.
Eis a programação desta semana do Clube TocSin, que fica na Rua da Atalaia, 172, no Bairro Alto, em Lisboa:
13.07 - My Fragile Dreams - noite goth/electro/metal/etc com DJ's RuiJL e Suspyria
14.07 - Noite vanguarda com DJ Dark Venus
15.07 - Noite metal/black metal com DJ Psycho
16.07 - Noite goth/electro/industrial/80's com DJ Leathership e Dlock

I, Monarch CD
Earache Records/Megamúsica
Depois de abrirem caminho, à bomba, para o pelotão da frente do death metal extremo, os Hate Eternal, de Erik Rutan (o mesmo de Morbid Angel) gozam pela primeira vez a sensação da verdadeira expectativa com este terceiro disco. «I, Monarch» é o primeiro álbum do grupo depois de terem conquistado o estatuto de estrelas, e justifica, em cada segunda de música, esse estatuto, com uma mistura de precisão técnica e brutalidade incontida. Composto por 10 temas de death metal de um extremismo clinicamente calculado, «I, Monarch» pode ser considerado digno de figurar na lista dos melhores discos de sempre do estilo, ao lado de obras de bandas como Nile, Morbid Angel e Cannibal Corpse, não apenas devido à invulgar capacidade de brutalidade, velocidade, precisão técnica e extremismo lírico, mas também devido ao talento que faz com que o trio arranje espaço nas músicas para incluir solos de guitarra que contrastam com os temas em termos de ritmo e atmosfera, e também sons de instrumento ‘estranhos’ ao death metal como didgeridoo ou tabla indiana. Depois de escutado o disco com atenção, o caminho de Hate Eternal não é assim tão diferente das bandas mais conservadoras do estilo, mas o modo como abordam o death metal, a paixão que incluem em cada riff, em cada blast e o cuidado que empregam em cada pormenor musical do seu disco fazem de «I, Monarch» uma obra quase irresistível para quem gosta de death metal. Um pouco mais de variação, em termos de receita musical e estrutura de composição, não faria mal ao álbum, mas o que temos aqui é death metal na sua mais pura e inadulterada forma, e também no seu sentido artístico mais alto. Assim sendo, existe pouco espaço para queixas, restando abanar a cabeça como se não houvesse amanhã ao som daquele que porventura será o grande disco da carreira de Hate Eternal. (8/10)
- Forgotten Suns ao vivo no Instituto Português da Juventude, no Parque das Nações (Lisboa) - 21.30h
- Prime e Snuffle ao vivo em Nariz (Aveiro)

Breaking The Fourth Wall CD
Earache Records/Megamúsica
Reedição do álbum de estreia dos americanos Beecher, aqui disponível com seis faixas-extra, incluindo cinco músicas gravadas no BBC Radio One Rock Show Session em Agosto de 2003 e uma remistura de um dos temas feita por Jansky Noise. «Breaking The Fourth Wall» segue mais ou menos à risca os parâmetros do metalcore actual, com uma mistura de riffs apressados e apertados, com um ritmo normalmente rápido, e uma vocalização agressiva e meio aguda, intercalada por momentos de melodia limpa. Não há nada de verdadeiramente inovador na música de Beecher e, por isso, a banda limita-se a tentar fazer transparecer a sua energia em temas que têm os mesmos elementos musicais que dezenas de outras bandas de metalcore actual, mas poucas vezes o conseguem. Alguns dos momentos mais felizes do disco acontecem quando os Beecher juntam à sua receita musical um ambiente quase épico de teclados estranhos a pairar por cima da música, mas esses momentos são quase imediatamente descompensados por influências noise chatinhas que a banda americana também inclui na sua música. É, sem dúvida, um álbum de estreia que revela algum talento, mas no actual mar de lançamentos metalcore, não admira que a edição original tenha passado despercebida, e não existe razão nenhuma para que esta reedição não passe também. (6/10)
O compositor e baixista de Blanc Faces, Brian LaBlanc, aceitou dissertar o disco de estreia homónimo do projecto, editado no início desta semana.
«Here's to You» - Esta é uma faixa de pop/rock composta como tributo às esposas ou namoradas que às vezes tomamos como garantidas! Às vezes esquecemos as pessoas que nos estão mais próximas e esta é uma música também para elas! Fiz algumas experiências com vocalizações directas na música, mas acho que o 'refrão Jimi Jamison' é o que soa melhor.
«Staying Power» - Esta faixa tem guitarras parecidas com Foreigner. Admiro o Mick Jones há anos, e isto é um tributo a ele. Ele nunca esteve tão bem, e ainda toca maravilhosamente. É um rocker que continua, e é de tipos assim que eu e o meu irmão gostamos. 'Keep on rockin' 'till the day I die... 100 miles an hour... I've got Staying Power'. Dei um pequeno tratamento à Mark Farner às vozes, juntamente com o Lou Gramm!
«A Little too Late» - Escrevemos esta faixa há uns anos, influenciados por Cheap Trick. Robin Zander é outra grande voz, muitas vezes injustiçada. Puxámos a produção um bocadinho para cima, segundo uma sugestão do Serafino. Tomámos a decisão certa.
«The Best of it» - Diria que eta faixa é infuenciada por John Waine. Sentimos falta daquele ambiente de «Missing You» e queriamos uma música nessa onda. A bateria do Kyle e o solo do Butch dão muita vida à música. Em termos vocais, tentei dar algum sentimento ao tema, numa espécie de mistura de Steve Perry e John Waine.
«Pray for me Tonight» - Uma das minhas músicas favoritas do CD. É uma faixa sobre a prespectiva de um soldado que está no Iraque. Quer concordemos ou não com a guerra, ele ou ela está lá a dizer 'não me esqueçam; rezem por mim esta noite, para que eu saia daqui com vida'. Tudo o que eu me consegui lembrar era do Steve Perry a cantar isto, e tentei fazer o que ele faria. Foi muito emocionante cantá-la.
«Sorry for the Heartache» - O Serafino adora rockm, e queria uma música rápida no CD. Esta é uma faixa bem ao estilo de Sammy Hagar/Rick Springfield para lhe dar rock!
«Turn This World Around» - Mais uma faixa de rock, mais uma vez ao estilo de Hagar/Springfield com uma mensagem segundo a qual devemos olhar pelas crianças que crescem neste mundo de loucos, e que podem virá-lo ao contrário.
«We Will Rise» - Uma música sobre o 11 de Setembro de 2001. Uma faixa de esperança para que possamos todos erguer-nos das cinzas e reacordar da tragédia. Adoro as mudanças de tom desta música, reminiscentes de David Paich e Jim Peterik. Em termos vocais, pensei no Bobby Kimbal para esta faixa, e tentei dar-lhe alguns dos tratamentos dele. Ele é um excelente cantor de rock, um dos meus favoritos. Espero que transpareça!
«Where do I go from here» - Outra música escrita sobre o 11 de Setembro, da prespectiva de um marido que perde a esposa na tragédia. No sítio onde nós vivemos muitas pessoas trabalhavam em Nova Iorque e estas são histórias que ouvimos de muitas bocas. O meu irmão emocionou-se com esta. Mais uma vez aqui, pensei no Bonny Kimbal na abordagem às vozes.
«A Stranger to Love» - Esta era uma faixa antiga que tinhamos composto mais ou menos no estilo de (acreditem ou não) Air Supply! O meu irmão canta os versos e eu entro nas secções da ponte e do refrão. O Serafino queria-a muito mais orientada para as guitarras, e tinha razão.
«Edge of the World» - Acho que é a minha favorita do CD. Esta era uma faixa antiga para a qual o Serafino propôs grandes sugestões: colocar as guitarras mais altas e cantar com tudo o que eu tinha dentro de mim. Foi quase toda gravada no mesmo take. Estava a beber Amarone de Allegrini nessa noite em estúdio, e havia uma grande atmosfera naquela garrafa! Pusémos a gravar e saiu assim.
«Beneath This Earth» - Uma faixa rápida composta no estilo de Survivor. Nós adoramos o estilo de composição do Jim Peterik e somos sempre influenciados por ele. O tratamento vocal foi uma mistura de muitos dos meus cantores favoritos. Espero que consigam identificá-los!
Os Infinited Hate terminaram as gravações do seu segundo álbum. O trabalho gráfico também já está terminado. Dêm uma vista de olhos na capa aqui.
O site oficial dos Assert foi recentemente actualizado, com novos mp3 e vídeos.

Nos dias 5 e 6 de Agosto decorre o Festival Rock in Ribeira Seca, em Ribeira Grande, nos Açores, que este ano conta com a participação de bandas como Reborn, The Bliss, Zymosis e Tarantula.
Premiados com um bilhete individual para o concerto de hoje de Alice Cooper e Ramp no Freeport de Alcochete. Os bilhetes deverão ser levantados até às 18.00h de hoje no local do concerto.
Rui Pedro Pestana Dias
Bruno Jorge da Costa Marinho
Helena João Pestana Dias
Adelino Pedro Coelho Oliveira
Ricardo Duarte Pires Martins Ferreira
Daniela Sousa
Marco António Pereira do Vale
- Insaniae ao vivo na Casa da Juventude das Mercês (Sintra) - 21.00h
- Alice Cooper e Ramp ao vivo no Freeport (Alcochete) - 21.00h
- Godiva, Embracing Darkness e Well Made Mistake ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- ThanatoSchizO e Da Weasel ao vivo no Forte de São Neutel, em Chaves - 22.00h
- Motornoise, Dead Singer e Soda Káustica ao vivo no Bar Porto Rio - 23.00h
- Contratempos ao vivo no Santiago Alquimista, em Lisboa - 23.00h
- Noctívagus e The Dead Poets ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.30h
- Forgotten Suns ao vivo no Telheiros Bar, em Pegões - 23.30h
- Prime ao vivo no Soir Joaquim António Aguiar, em Évora
- In Solitude e Cycles ao vivo em Nariz (Aveiro)
- d3ö ao vivo no Café da Praia (S. Pedro de Moel)
- Budhi ao vivo no Bar 10cibeis, em S. João da Madeira
- Corvos ao vivo em Famalicão

Layers Of Lies CD
Nuclear Blast/Mastertrax/Recital
De repente já passaram três anos, e «Expanding Senses» é já um pretérito, que será perfeito só até os fãs de Darkane ouvirem este novo disco. «Layers Of Lies» aperta a malha de fios de thrash metal técnico, death metal melódico e metal industrial abrasivo, e deixa muito pouco espaço para respirar. Todos os temas de «Layers Of Lies» são exemplos do quão dinâmicos os suecos podem ser na composição da sua música, alternando com um ritmo quase inacreditável riffs atractivos, tempos variados, solos bem feitos e uma vocalizção bem agressiva. Alguns dos temas aproximam a receita musical de Darkane um pouco perto demais de Strapping Young Lad, sobretudo quando a bateria de Peter Wildoer deixa de dar espaço aos outros instrumentos e a voz de Andreas Sydow começa a invocar Devin Townsend, mas em termos gerais «Layers Of Lies» caracteriza-se por uma boa capacidade de reinvenção do estilo de Darkane, com uma capacidade interessente de escrever temas que funcionam bem em termos de dinâmica e com variação q.b. Talvez falte um pouco de emoção às melodias dos temas, tirando quando a influência Soilwork entra em alguns refrões, mas isso é apenas o sentido de perfeição de um jonalista a inventar coisas onde elas não existem nem precisam de existir. «Layers Of Lies» é a evolução certa para Darkane, e ponto final. Quem gostar de death/thrash metal sueco, técnico e melódico, tem aqui a sua cena. (8/10)
Está em preparação um álbum de tributo a Necrovore. A informação sobre este lançamento ainda é escassa, mas para já sabe-se que bandas como Headhunter D.C. e Abominator foram convidadas a participar e aceitaram. Mais notícias sobre isto em breve.
A Bloodline, sub-editora da Diehard Records, vai reeditar os dois primeiros álbuns dos aggro-thrashers dinamarqueses Hatesphere, «Bloodred Hatred» e «Hatesphere» em LP, em tiragens limitadas a 500 cópias. Encomendem-nos aqui.
A banda de black metal sueca Svardsyn já tem uma secção no myspace.com - por lá, podem consultar a história do grupo, ver fotos e ouvir mp3. Vejam-na aqui.
- Ramp ao vivo nas Festas do Concelho do Nordeste, na ilha de S. Miguel (Açores) - 22.00h
- Out Standing, Spellbound e Enle ao vivo no Clube Castelo Branco - 22.00h
- Slot Machine ao vivo no Rock House Café (Alenquer) - 23.00h
- Oratory, Golden X, Kamikazes e Nó Cego ao vivo no Festival do Prado, em Prado (Braga)
- Prime ao vivo no Clube 56, em Setúbal
- Diesel-Humm ao vivo em Nariz (Aveiro)
- Peste & Sida ao vivo no Samouco
- Corvos ao vivo no Castelo de São Jorge

This Godless Endeavor CD
Century Media/Mastertrax/Recital
Antes de começar a esgotar os adjectivos superlativos em relação a este novo álbum de Nevermore, deixem-me dizer-vos que descobri os Nevermore muito depois de toda a gente. «A Dead Heart In A Dead World» foi o disco que me levou a entrar no universo da banda, em 2000, e nem sequer conhecia Sanctuary. Por isso, ainda é com um misto de admiração enlevada que olho para a banda de Warrel Dane e Jeff Loomis, embora não seja preciso grande objectividade para perceber que «This Godless Endeavor» é um dos melhores discos do grupo. Pura e simplesmente, porque volta a trazer de volta os Nevermore em todo o seu esplendor artístico e com um som demolidor, ao contrário do que havia acontecido com o último «Enemies Of Reality». O que separa realmente os Nevermore de todas as outras bandas é o tom incrivelmente sentido da voz de Warrel, e o facto de toda a banda compôr e tocar para que esse factor sobressaia. Em «This Godless Endeavor» Dane tem uma das melhores prestações de sempre, em temas suficientemente variados para o ouvirmos furioso, desesperado, triste ou pura e simplesmente contemplativo. Os ritmos complexos e o extraordinário trabalho de guitarra de Jeff Loomis e Steve Smyth até parecem fáceis ante a composição impecável dos temas do disco, e se estes riffs não estavam já inventados num lugar qualquer do subconsciente da nossa cabeça, à espera que os Nevermore os libertassem, então eu devo estar a ficar maluco. A capacidade da banda de oscilar entre o puro metal, duro e de dentes cerrados, com melodias vocais épicas e desesperadas, é mítica e começa a ganhar dimensões bíblicas com temas como o que dá o título a este disco, por exemplo. Já se sabia que “metal sofisticado” é o nome do meio de Nevermore, mas «This Godless Endeavor» deixa ainda ver um pouco mais de talento dos cinco músicos americanos, colocando a fasquia demasiado alta para a concorrência em relação ao melhor álbum do ano deste ano. Por este andar, a luta fica reduzida a Meshuggah e Nevermore, e o resto limitar-se-á a lutar por um lugar de relevo na liga de honra. (10/10)
No dia 21 de Julho, uma quinta-feira, os portugueses Mosh e My Own Blast actuam ao vivo no palco Brainstorm do Hard Club (Gaia), a partir das 22.00h. A entrada custará Eur 5,00.
No Outono os Agathocles entram em estúdio para gravarem o seu novo álbum de originais, que vai ser lançado pela Displeased Records.
A Karmageddon Media vai reeditar, no dia 18 de Julho, o álbum «Like An Everflowing Stream», de Dismember, lançado originalmente em 1994 pela Nuclear Blast Records. A reedição vai conter quatro faixas-extra.
Os black-metallers Flagellum Dei são a mais recente confirmação do festival Liperske 3 - Penaguião Metalfest, que decorre em Santa Marta de Penaguião no dia 24 de Setembro. Os Flagellum Dei juntam-se assim a um cartaz constituído, até ao momento, por ThanatoSchizO, The Firstborn, In Solitude e In Kairos.
A webzine Ventrilocution celebra hoje um ano de existência. Vale a pena espreitar e ver como uma das melhores publicações nacionais redigidas em inglês na net tem conseguido manter um projecto jornalístico de grande valor.
O novo álbum de Criminal, «Sicario», já tem data de saída definida: 5 de Setembro. O disco foi gravado durante o mês de Maio no Stage One Studio de Andy Classen, e contém temas como «Rise and Fall», «Walking Dead», «The Land God Forgot» ou «Self Destruction», sendo este último uma versão re-gravada de um tema que fez parte do disco de estreia da banda, «Victimized», lançado em 1994.
Temos 25 bilhetes individuais para o concerto de Alice Cooper e Ramp no sábado, dia 9 de Julho, no Freeport de Alcochete, aos 25 primeiros leitores que nos enviarem um mail e nos disserem o nome de três álbuns de originais de Alice Cooper. O passatempo está a decorrer até ser divulgada a lista dos 25 vencedores. Incluam o vosso nome completo e número de BI na resposta.

Bloodwork: Techniques Of Torture CD
Regain Records/Recital
Quem segue o underground de perto lembrar-se-á com certeza da banda sueca Sargatanas, mas quase que aposto que não reconhecerá essa banda nestes Sargatanas Reign. Acontece que é a mesmíssima entidade. No entanto, desde o final dos anos 90 a sonoridade dos suecos metamorfoseou-se e deixou de ser black metal, sendo que «Bloodwork: Techniques Of Torture» é já o segundo álbum de originais de uma banda de death metal técnico totalmente madura e que sabe o que faz. A abordagem técnica e ligeiramente old-school dos Sargatanas Reign à sua música deve as suas influências a bandas como Death e até Morbid Angel, sobretudo em termos de intensidade dos segundos e mais-valia instrumental e vocalização dos primeiros. Mesmo em termos de sonoridade os Sargatanas Reign olham mais para trás do que para a frente, colocando a bateria, neste seu trabalho, a soar como nos álbuns americanos de finais dos anos 90, e bem longe dos ‘trigganços’ que se vêm hoje. Posto isto, e tendo em conta que os 10 temas do disco estão compostos para fazer brilhar a componente técnica do death metal old-school dos Sargatanas Reign, o que aqui temos é um produto extremamente bem definido. Aliás, se não fossem os pózinhos de thrash metal que se encontram em alguns recantos escondidos do disco, «Bloodwork: Techniques Of Torture» seria o álbum certo para mostrar como a sonoridade de final dos anos 90 se mantém até hoje. Assim sendo, este é ‘apenas’ um bom disco de death metal feito a pensar nos fãs de Death. Certamente haverá coisas mais originais para ouvir actualmente, mas nem toda a gente procura bandas originais na música que ouve, certo? (6/10)
No dia 16 de Julho, sábado, os Lvpercalia apresentam o seu novo MCD, «The New Blood», ao vivo no Hard Club, em Gaia. A primeira parte será assegurada pelos Drop D e Sorrow Breed. O início dos concertos está previsto para as 22.00h, e a entrada custa Eur 5,00.
Os Insaniae foram uma das cinco bandas apuradas para o final do concurso Rampa de Lançamento e, por isso, actuam no sábado, dia 9 de Julho, na Casa da Juventude das Mercês, em Sintra, a partir das 21.00h. A entrada é livre.
Está confirmado: a digressão europeia de Nile e Unleashed tem passagem assegurada por Portugal. A data nacional decorre no dia 2 de Outubro, no Le Son, em Coimbra.

No sábado, dia 30 de Julho, O Culto Bar, em Cacilhas (Almada) vai ter uma noite dedicada às sonoridades EBM, cyberpunk e future sounds, a cargo do DJ de_profundiis, da Metropolis. O início está previsto para as 22.00h.
Os Anathema são a última confirmação, em termos de bandas pesadas, do Festival Vilar de Mouros deste ano. A banda britânica actua no primeiro dia de festival - 28 de Julho - o mesmo em que actuam os Nightwish e Within Temptation. Três dias depois, no dia 31, é a vez de Porcupine Tree subir ao palco de Vilar de Mouros.
A Displeased Records está a preparar uma nova edição de LP's para o final deste mês. No dia 28 é editada a versão em LP do novo disco de Nattefrost, «Terrorist», bem como uma versão limitada em LP do novo álbum de Arcana, «Le Serpent Rouge». Para o fim de Agosto ficam as edições em vinil de «Sideshow Symphonies» de Arcturus, «The Promise Of Worse To Come» de Incriminated e do novo álbum de Carpathian Forest.
Está agendada mais uma noite dedicada ao metal nacional no Hard Club, de Gaia: no dia 14, quinta-feira, os Deeper Fall, Cyanid e Loss Spectra Of Pure actuam ao vivo no palco Brainstorm, a partir das 22.00h. A entrada custará Eur 5,00.

Hydra CD
Cold Records/Regain Records/Recital
Apesar do metal ser um estilo de música sobre-povoado nos tempos que correm, de haver cada vez mais bandas, cada vez mais discos e cada vez mais editoras, é inegável que, quando uma banda tem talento, este acaba sempre por vir à tona. É o caso dos seucos Satariel que, com este terceiro álbum, se arriscam a entrar na primeira divisão das bandas de metal do seu país e da Europa. Como argumento, o quinteto apresenta um death metal que equilibra extraordinariamente bem agressão e melodia, sobretudo as refrescantes melodias vocais de Pär Johansson, que desaguam invariavelmente em refrões quase instintivamente irresistíveis. Apesar de grande parte da atenção do álbum anterior de Satariel se ter virado para a voz do convidado Massiah Marcolin (de Candlemass), a verdade é que Pär já brilhava nesse disco, com um dos tons limpos mais expressivos do metal sueco. Neste disco, Pär partilha o seu talento com o convidado Lenny Blade (ex-Hypnosia) que providencia os gritos agressivos que complementam a voz do líder de Satariel de um modo dinâmico, extremo e sofisticado. Em termos puramente musicais, «Hydra» é composto por temas cheios de riffs orelhudos e com sentido, apoiados por uma secção rítmica sem pontos fracos e por alguns solos de guitarra da responsabilidade de outro convidado: Simon Johansson, de Memory Garden. O resultado final, apresentado com uma produção clara que, apesar disso, não retira protagonismo à música, é uma das mais interessantes propostas em termos de metal melódico sueco dos últimos tempos, fugindo à batida receita de In Flames e cravando o seu próprio caminho. Sobretudo porque os Satariel recorrem muito menos à velocidade do que seria de esperar, e preferem compôr os seus temas em tempos mais lentos e balançados, explorando magnificamente todas as possibilidades que eles lhes oferecem. Se, por vezes, os Satariel parecem entrar por terrenos meio góticos, a maior parte das músicas de «Hydra» tem a energia de um verdadeiro álbum de death/thrash metal extremo e melódico com todos os predicados que fazem as grandes bandas, havendo apenas dois temas que podem ser considerados ‘fillers’ no disco todo. Se continuam assim, os Satariel arriscam-se a arrancarem o ceptro do metal sueco das mãos de bandas bem mais velhas que não estarão preparadas a cedê-lo assim tão facilmente a um grupo de jovens músicos que, a seu favor, têm apenas um punhado de talento. Talento que, em temas como «The Freedom Fall», «For Galaxies to Clash» ou «Claw the Clouds» parece ser suficiente para conquistar o mundo. (8/10)
Os portugueses Out Standing celebram o lançamento do seu split-CD acabado de editar no dia 8, sexta-feira, no Clube Castelo Branco, com um concerto. Antes dos Out Standing, e a partir das 22.00h, actuam os Spellbound e Enle.
Os The Temple acabaram de anunciar a sua ligação oficial à luta contra a barbaridade das touradas, e criaram um site para o efeito. Vejam-no aqui.
Os Born From Pain vão fazer as primeiras partes dos concertos da digressão europeia de Six Feet Under entre 23 e Outubro e 11 de Novembro. Os países percorridos pela digressão - que também inclui Mantas no cartaz - nessa altura são: Alemanha, França, Suíça, Áustria, Dinamarca, Holanda e Bélgica.

The Funeral Album CD
Century Media/Mastertrax/Recital
Existe qualquer coisa de profundamente belo em saber-se que o acto que se está a praticar é o último. Depois de 14 anos de carreira os Sentenced, orientados por aquele sentido estético que guiou toda a sua vida enquanto banda, fazem um derradeiro álbum e não têm problemas em assumir que é o último. «The Funeral Album» constitui, pois, uma despedida consciente e sentida por parte de uma das mais importantes bandas da cena finlandesa dos anos 90. E é aqui que entra aquela história do último acto. O último acto dos Sentenced enquanto banda é um dos seus melhores álbuns – senão o melhor – de sempre. O conjunto de músicas encerrado em «The Funeral Album» constitui um legado de tudo quanto a banda representou ao longo de sete discos e dois mini-discos: metal melódico e melancólico no seu melhor, com irresistíveis arranjos de guitarra e de voz, variados em termos de ritmo e com pormenores deliciosos. Os ‘pormenores deliciosos’ neste disco incluem dois interlúdios – um totalmente poderoso e pesado, quase black metal norueguês, e outro acústico, belo e lento – duas músicas adornadas por um coro infantil e sons de tesouras e fechos a enriquecer riffs. Enquanto somos presenteados com o que de melhor o estilo muito próprio de metal melódico e negro de Sentenced pode produzir, os temas versam, invariavelmente, sobre despedida, morte, desapontamento e, claro está, desgostos de amor. Toda a melancolia finlandesa, de que os Him apenas conseguem dar uma pálida imagem e os Amorphis quase conseguiram, em tempos, retratar, cai em cima dos temas de «The Funeral Album» como uma maldição à qual os Sentenced não conseguem escapar. O tema final da carreira do quinteto chama-se «End of the Road» e, nele, Ville Laihiala a dada altura canta “farewell my friend, you will be missed”.Poucas bandas farão tanta falta ao metal mundial como os Sentenced. (9/10)
Eis a programação desta semana do TocSin Club, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto (Lisboa):
05.07 - Especial Bauhaus/Peter Murphy, com DJ Thakisis
06.07 - Especial The Gathering, com DJ Kremathor
07.07 - The Panic Room (gótico/psycho/punk/post-punk/m. portuguesa), com DJ Blitz (Vasco)
08.07 - Noite metal/black metal, com DJ Conqueror
09.07 - The Graveyard X-Press (gothic rock/deathrock/post-punk/coldwave), com DJ's Stygmata & Treccine
No dia 9 de Julho os Godiva, Embracing Darkness e Well Made Mistake actuam ao vivo no Hard Club, de Gaia, a partir das 22.00h. A entrada custará Eur 5,00.
A webzine nacional Back To The Grave foi recentemente alvo de uma actualização, com entrevistas a bandas como Orphaned Land, Decapitated, Incantation, Nargaroth, Gorerotted, Lex Talionis e Humanart, bem como algumas reportagens de concertos ao vivo e críticas. Visitem-na aqui.
A banda brasileira de dark matal Blood Tears está neste momento a gravar o seu álbum de estreia, «Nothing But Sorrow». Entretanto, já é possível ouvir samples da música do grupo no carcasse.com
Os portugueses Opus Draconis participam na compilação «The Iron Force Metal Compilation Vol. II», lançada pela editora chilena Risestar Music. São 17 bandas, num total de 18 faixas de metal extremo, que estão disponíveis num disco que é distribuído gratuitamente, bastando pedir um exemplar para este mail.
- Edição de «Do You Miss Me», de Robin Beck
- Edição de «Blanc Faces», de Blanc Faces
- Edição de «The Full Moon Collection», de Bad Moon Rising

The Knuckle Philosophy CD
Alveran Records/Century Media/Mastertrax/Recital
Com uma forte reputação na Alemanha, Estados Unidos e Japão, solidamente construída desde 1999, os Settle The Score chegam aqui ao segundo álbum de originais, depois da estreia «Royal Flesh» ter apanhado a onda do metalcore em fase de formação. O hardcore do quarteto alemão tem muito pouco de metal, excepto talvez pelo facto de ser um pouco mais pesado do que a maioria das bandas dos anos 80, mas não é excessivamente poderoso quando comparado com a cena que imula: a nova-iorquina. É mais ou menos nessa área musical que os Settle The Score se movem, e não se preocupam em sair muito dela em 12 das 13 faixas que «The Knuckle Philosophy» propõe. São, basicamanete, ataques de 2/3 minutos de hardcore puro e duro, nada inovador na forma, composição e interpretação, mas tocado com uma energia e força que parecem genuínas. Por não inovarem e voltarem precisamente ao que o hardcore fez e faz há 10 anos, principalmente em Nova-Iorque, os Settle The Score ficam um pouco abaixo da média quando comparados com a concorrência. Apesar disso, podem perfeitamente competir com as melhores bandas do estilo em cima de um palco e, suspeito, é isso que vão fazer nos próximos meses. Como rastilho desses concertos, «The Knuckel Philosophy» pode ter algum valor, pela carga energética que as suas músicas transportam. Como obra discográfica, deixa algo a desejar. (5/10)
O novo disco de Robin Beck, «Do You Miss Me», é editado hoje pela Frontiers Records. Para celebrar a ocasião, a cantora disponibilizou online o seu novo website. Visitem-no aqui.
A Metal Bus Tour está a organizar uma excursão de Lisboa ao festival Vilar de Mouros para o dia 28 de Julho, para o dia em que actuam os Nightwish, Within Temptation e Dimmu Borgir. O preço da escursão é de Eur 25,00.
- 25 Tha Life, Inverse, On Equal, No Forgiveness e Genoflie ao vivo no Bar Ribeirinha - 15.00h
- Forgotten Suns ao vivo no Auditório Fernando Pessa, em Chelas (Lisboa) - 21.30h
- Seven Stitches ao vivo na Concentração Motard de Melides

Gnoia CD
Firedoom Music/Recital
Depois da boa impressão deixada pelo split-CD com Aarni, é agora chegada a vez de ouvirmos o disco de estreia de Umbra Nihil, um obscuro projecto do norte da Finlândia, constituído por três elementos: VV, MM (de Aarni) e JK. “Variedade” é o nome do jogo aqui, e faz a Firedoom chamar ao estilo de música praticado pelos Umbra Nihil “slow obscure metal” em vez de doom metal, que é na realidade a raíz da sonoridade do projecto. Ainda assim, é apenas o ponto de partida, uma vez que os longos e lentos temas de «Gnoia» demonstram uma propensão dos três músicos finlandeses para a experimentação, oscilando normalmente entre riffs de guitarra doom, aos quais falta algum poder de fogo deixado em branco pela produção,e momentos ambientais de puro ambiente, interlúdios ambientais ou solos tocados em ambiente quase jazzístico. A produção é, efectivamente, o Calcanhar de Aquiles deste disco, sobretudo em termos de sonoridade de guitarra. Se pensarmos que grande parte do som dos Umbra Nihil é baseado em riffs pesados e baixos com um lead de guitarra por cima, vemos que, sem uma produção condizente, se perde grande parte do objectivo da música do trio. Ainda assim, os sete temas de «Gnoia» valem pela decalage que os Umbra Nihil conseguem fazer, apresentando vários ambientes musicais diferentes em cada música, todos dentro da melancolia doom ou dark, sem nunca perderem realmente de vista o todo do tema, ou a coesão. Facilmente se percebe que esta não é uma banda qualquer, e que as ideias que correm em temas como «Words Left Unspoken», «Shields Down» ou «The Dream in the Witch-House» podem perfeitamente ser de um dos grandes colectivos de doom do futuro, se a produção ajudar os Umbra Nihil numa próxima oportunidade. (6/10)
Os Budhi actuam ao vivo no Bar 10cibeis, em S. João da Madeira, no próximo dia 9 de Julho, de hoje a uma semana.
No próximo dia 6 de Julho - quarta-feira - a Frontiers Records vai disponibilizar aos subscritores da sua newsletter a faixa «The Battle», do álbum de estreia homónimo de Russell Allen (Symphony X) e Jorn Lande (Masterplan). O link para a faixa será enviado por e-mail aos subscritores da newsletter da editora, que pode ser assinada no site da Frontiers Records.
- 25 Tha Life, Last Hop, Deadly Mind e For The Glory ao vivo no Pavilhão FC Torrense, em Torre da Marinha (Seixal) - 20.00h
- Theriomorphic, Waco e Stuprum Dei ao vivo no Rock House Café, em Alenquer - 21.30h
- Pitch Black e Goldenpyre ao vivo no Bar Porto Rio (Porto) - 22.00h
- Solid Impact e Loss Spectra Of Pure ao vivo no Ribeirinha Bar (Porto) - 22.00h
- Prime ao vivo em Rande (Felgueiras)
- Devonian ao vivo no Bemposto (perto de Gavião)

All Dead Here… CD
Season Of Mist/Recital
Ao quinto disco de originais, J. Maestro Discordia parece ter-se chateado com o negócio mercantilista em que o metal se transformou. Despedido (ou auto-demitido) da Century Media, decidiu gravar e editar o novo disco sózinho, tendo à última hora licenciado a distribuição à editora francesa Season Of Mist. Aparentemente, este acto de emancipação musical deveria garantir ao seu projecto Morgul uma liberdade saudável para este novo disco, não fosse essa liberdade um dos pontos de referência de Morgul mesmo antes de «All Dead Here...». As principais diferenças deste disco estão na ligeira distorção que a gravação da voz de Maestro Discordia tem – como se as vozes tivessem sido gravadas com o volume excessivamente alto - e um refinamento nos pormenores na receita musical do que Morgul havia feito em «Sketch Of Supposed Murderer». A mistura de black, death, dark metal, sons industriais e violinos que invocam a beleza do folk norueguês é feita com a classe, a agilidade e a inconstância dos grandes génios. Ou seja, há vislumbres que nos permitem perceber que as influência estão na música de «All Dead Here...», mas Maestro Discordia nunca as deixa ficar tempo suficiente no nosso ouvido para que nos possamos agarrar a elas. Somos violentados pela música de Morgul sem termos oportunidade de responder. É esta a principal característica deste disco. Isso e uma capacidade cada vez maior para escrever riffs com sentido, orelhudos e pesados, e misturá-los com melodia e um ambiente pesado, como acontece na melhor faixa deste disco, que surge precisamente no final do disco e que se chama «Empty». «All Dead Here...» é mais um tratado de melodia sinfónica, doentia e emocionalmente abusadora, à boa maneira do que os Arcturus fizeram nos seus velhos tempos, mas com a imagem de marca sonora de Morgul. Adore-se ou odeie-se, é preciso ter tomates, talento e uma forte instabilidade mental para fazer um disco assim. (8/10)
A banda de ska Contratempos actua no dia 9 de Julho no Santiago Alquimista, em Lisboa, a partir das 23.00h. O concerto servirá de lançamento ao seu álbum de estreia «Algures, No Meio Do Nada», auto-financiado pela banda. A seguir ao concerto haverá uma 'DJ-battle' para animar a noite
Os Thy Majestie terminaram as gravações e misturas do seu novo álbum, «Jeanne d'Arc», que vai ser agora masterizado no Mastering Room, na Suécia. O lançamento está previsto para o dia 3 de Agosto.
Os Cycles vão actuar, juntamente com os In Solitude, em três datas distintas durante o mês de Julho:
09.07 - Encontro Nacional de Paintball, em Nariz (Aveiro)
23.07 - Duke Bar, em Maceda
29.07 - Bar Porto Rio, no Porto
Os norte-americanos Korn vão actuar na edição deste ano do Festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar, mais concretamente no dia 7 de Agosto, o último do festival. Os bilhetes estão à venda a partir de hoje.
Os Impaled Nazarene renovaram o seu contrato discográfico com a editora francesa Osmose Productions, por mais dois álbuns. A banda entra em estúdio, mais concretamente no renovado Sonic Pump Studio, no dia 21 de Novembro para gravar o novo disco. A produção vai ficar a cargo de Tapio Pennanen. Em Setembro é editada uma versão em vinil do álbum ao vivo «Death Comes In 26 Carefully Selected Pieces», num 10"-duplo limitado a 500 cópias de tiragem. Entretanto, a banda concordou em relançar os discos «Latex Cult» e «Rapture» em edições em digipack com novos trabalhos gráficos, com os temas remasterizados, e com material extra.
Os noruegueses Wig Wam, que recentemente puderam ser vistos no Festival da Eurovisão a representar o seu país, assinaram um contrato discográfico com a Napalm Records, para o território da Alemanha, Áustria e Suíça.
Os britânicos Amplifier estão neste momento a ultimar a composição dos temas que farão parte do seu novo EP, «The Astronaut Dismantles HAL». Apesar do EP sair a mid-price, conterá cerca de 40 minutos de música e servirá de aperitivo para o próximo álbum de originais, que tem edição prevista para Maio de 2006. Depois da edição do EP, os Amplifier devem encetar uma digressão europeia que lhes ocupará grande parte do mês de Setembro.
Os alemães End Of Green filmaram um vídeo-clip para o tema «Dead End Hero», que faz parte do seu novo álbum de originais. O vídeo foi realizado por Michael Schneider (The Crown, Ektomorf, Brainstorm) e deverá começar a passar nos canais europeus especializados ainda durante este mês.

Warrior’s Death CD
From Beyond/Displeased Records
Quatro anos depois de «Cursed Visions From His Infernal Realm», os americanos Resuscitator, considerados uma das mais cruas bandas de death/black metal do outro lado do oceano, estão finalmente de regresso para um aguardado segundo álbum de originais. O material de «Warrior’s Death» oscila entre death/black metal rápido e old-school, com produção a condizer, e alguns momentos mais lentos e mórbidos, que enriquecem em muito o ambiente do disco. Ainda assim, e tirando algumas ideias que tornam as músicas de «Warrior’s Death», a espaços, mais orgânicas e dinâmicas, falta aos Resuscitator o requinte que, há uma dezena de anos, tornava os Immortal e os Enthroned reis deste estilo. O quarteto da Califórnia consegue invocar os ambientes soturnos de bandas americanas de post-black metal como Leviathan e Xhastur nos momentos mais lentos da sua música, mas esses não abundam, e são normalmente entremeados com partes rápidas e mais pesadas, em que os Resuscitator acabam por ser perfeitamente iguais – nem melhores, nem piores – a dezenas de outras bandas de death/black metal cru e brutal, o que não valoriza em nada o esforço de composição presente em «Warrior’s Death». Ainda assim, louve-se o esforço da banda pela diferença, e saliente-se «A Warrior’s Death» como um muito razoável disco para quem gosta de death/black metal americano com um som orgânico e directo, embora claro, e muita variação na composição. (7/10)
Os The Firstborn estão confirmados no cartaz do Liperske deste ano, que decorre em Santa Marta de Penaguião, no dia 24 de Setembro. Juntam-se assim aos ThanatoSchizO, In Solitude e In Kairos. A organização ainda deve confirmar mais três nomes até à data do festival.
Os suecos The Duskfall terminaram as gravações do seu novo álbum, «Lifetime Supply Of Guilt». O disco foi produzido por Daniel Bergstrand no Dug-Out Studio em Uppsala, na Suécia e masterizado no Cutting Room, em Solna, também na Suécia. A edição está prevista para o dia 22 de Agosto. No mesmo dia, a Nuclear Blast reedita os álbuns anteriores de The Duskfall, «Source» e «Frailty», num só disco, com faixas-extra.
Os recentemente reunidos Alien assinaram um contrato discográfico com a Frontiers Records, válido para a edição do seu novo álbum, «Dark Eyes». O disco promete ser essencial para os antigos fãs do hard-rock melódico destes suecos. Os membros fundadores Tony Borg (guitarra) e Jim Jidhed (voz) são os responsáveis por esta reunião. O disco sai no último terço do ano. Até lá, podem ser ouvidos samples aqui, aqui, aqui e aqui.