
«Is Kartos I Karta» CD
Ledo Takas Records
Não é preciso ter-se andado muito distraído para nunca se ter ouvido falar dos lituanos Obtest. A banda tem mais de 10 anos de carreira e «Is Kartos I Karta» é já o seu terceiro álbum de originais editado (entre inúmeros Eps em 7” e edições em cassete) mas até há bem pouco tempo a sua sonoridade era muito pouco conhecida da Europa central para baixo. Felizmente a expansão da influência da – também lituana – editora Ledo Takas Records permite-nos agora tomar contacto com o ‘heathen war heavy metal’ – como o press-release lhe chama - dos Obtest. A descrição dificilmente poderia ser mais precisa. Os ritmos da música da banda formam uma apertada malha de tempos rápidos onde o duplo-bombo tem uma preponderância inusitada, assim como os blasts. A sonoridade dos Obtest fica depois completa com riffs de guitarra de óbvia influência clássica em termos de heavy metal, com um pé no elemento folk e com vocalizações que conseguem ser agressivas e manter um certo estilo próprio, pisando também terrenos folk sobretudo devido ao uso do lituano nas letras. O resultado final é um álbum de folk-metal agressivo e rápido como poucos e, ainda assim, com o indelével aroma épico das tradições e história da Europa de Leste. Mantendo uma forte componente de originalidade na sua música e trabalhando na evolução da competência técnica e capacidade de produção sonora ao longo dos anos, os Obtest são hoje, arriscar-me-ia a dizer, um dos melhores exemplos do que os jovens países de Leste podem ter em termos de metal. (8/10)
Poucos dias depois de se saber que o guitarrista Juha-Pekka Alanen ia abandonar os Celesty devido a uma mudança de interesses musicais, é agora conhecido o nome do novo elemento da banda finlandesa: chama-se Teemu Koskela e é um amigo antigo do grupo.
«The Sickness Within», o mais recente trabalho dos dinamarqueses Hatesphere, foi o grande vencedor da sessão deste ano dos Danish Metal Awards. O disco arrecadou os prémios de "Álbum do ano" e "Melhor produção", duas das cinco categorias para que os Hatesphere estavam nomeados. A banda iniciou ontem mais uma digressão europeia, que dura até dia 21 de Dezembro.

O Natal este ano vai ser celebrado com muito peso a norte: os Holocausto Canibal, Pitch Black, Necrose e Fetal Incest actuam ao vivo no Porto Rio (Barco Gandufe, Rua do Ouro, Porto) no dia 23 de Dezembro a partir das 22.00h.
Mais uma festinha de Natal: no dia 16 de Dezembro os Pitch Black e os Hematoma tocam ao vivo no Hard Sound Xtmas Fest, que decorre no Café Teatro de Viana do Castelo.
O Seixal Metalfest, que decorre em Corroios esta sexta e sábado, vai ter uma festa de warm-up na quinta-feira, dia 1 de Dezembro, no Culto Bar, em Cacilhas (Almada). Durante a noite vão ser oferecidos brindes aos presentes, enquanto que a música vai ser gerida pelos DJs Cameraman Metálico e Eskimo.

Os Aphelion Aphrodites actuam ao vivo na sexta-feira, dia 9 de Dezembro, no Tabu Bar, em Alijó (Vila Real). A entrada é livre e o início do concerto está previsto para as 22.00h.

O projecto russo de doom metal Comatose Vigil acaba de editar o seu álbum de estreia, chamado «Not A Gleam Of Hope», através da Marche Funebre Productions. São quatro longos temas de doom metal majestoso e funéreo, de acordo com a descrição da editora.
Eis a programação para esta semana do Clube TocSin, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa:
30.11 - Angels & Sinners Night - Gótico/Electro/New Wave/80's, com DJ Dark Venus
01.12 - Dawn of the Dead - Gothic Rock/Death Rock/Post-punk/Coldwave/Industrial, com DJ Lynn Gish
02.12 - Noite Metal/Death Metal/Hard Rock/Heavy, com DJ Psycho
03.12 - Graveyard Express - Gothic Rock/Death Rock/Post-punk/Coldwave, com DJs Stygmata e Trecinne
A Metal Blade europeia iniciou as actividades de uma street-team. Vejam como inscrever-se aqui. Ao mesmo tempo, a editora tem agora também uma página disponível no myspace. Visitem-na neste link.

«Mourning Sun», o novo álbum de Fields Of The Nephilim, vai ter direito a uma festa de lançamento portuguesa no dia 3 de Dezembro - sábado - no Lado Negro Bar, em Almada. A festa começa às 21.00h e dará aos participantes a oportunidade de ouvir o novo disco na íntegra, bem como temas clássicos, raridades, out-takes e músicas de projectos paralelos de Fields Of The Nephilim. Haverá ainda sorteio de material promocional da banda e projecção de vídeos.
Depois do single «Episcolum Servo Servorum Satanii», de 2004, os brasileiros Blackmass lançam agora o seu álbum de estreia, chamado «Gloria Diaboli». A edição é da Blasphemy Productions.

«Moonlake» CD
Synthetic Symphony/Recital
Admirado nas mesmas esferas da música experimental que elevaram Jean-Michel Jarre a herói e depois o fizeram cair em desgraça, Klaus Schulze conheceu algum protagonismo na cena rock/metal actual devido às reedições do seu fundo de catálogo recentemente lançadas pela Revisited Records que, por acaso, é uma sub-editora da InsideOut Music (‘casa’ de nomes como Symphony X, Devin Townsend, TOC ou Pain Of Salvation). No entanto, não se deixem enganar pelas associações: Klaus Schulze é um mestre sim senhor – mas da música electrónica experimental. Para os ‘sobreviventes’ que ainda querem saber mais sobre o senhor, fica a informação de que «Moonlake», o novo álbum de Kalus Schulze, é composto por quatro faixas (cujos tempos de duração variam entre os 10 e os 30 minutos) cuja base é precisamente o ritmo electrónico, mas que encorpam numa espécie de experimentalismo devido ao carácter progressivo do músico. Usando um mini-moog com distorção wah-wah, Klaus Schulze vai incluindo sons por cima de ritmos hipnóticos electrónicos criando o efeito que pretende. Nos dois temas gravados em estúdio destacam-se as influências étnicas de «Playmate in Paradise», que poderiam colocar a música num qualquer catálogo de música étnica/electrónica como a Blue Flame. Na outra ponta do álbum temos duas músicas gravadas ao vivo na Polónia em Novembro de 2003, num concerto para um gigantesco espectáculo de luzes, em que Klaus Schulze mostra o seu lado mais ‘jarresco’ em termos de teclados e, também, o mais chatinho. «Moonlake» trata-se de uma experiência sem dúvida diferente para os mais vanguardistas fãs de música experimental que por aí há. No entanto, nem por isso é interessante. Antes, reflecte o carácter introspectivo de um músico que procura mais a sua satisfação pessoal do que a de quem ouve a sua música – neste caso, para mal de quem está do outro lado do processo criativo. «Moonlake» não é um álbum desafiador. Será, quanto muito, um trabalho com algum interesse académico para quem não conhece experiências mais ousadas em termos de fusão de música experimental ambiental com influências electrónicas e/ou étnicas. (4/10)
- Edição de «Aisling», de Aisling
- Edição de «Aeolian», de The Ocean
- Edição de «You Make Me Nervous», de If Lucy Fell
- Edição de «Inferno (30th Anniversary)», de Motörhead
- Edição de «Hammer Of Darkness», de AmmiT
- Edição do 10" EP «Archaic Undead Fury», de Pentacle
- Reedição de «Last Son Of The Fjord», de Nomans Land
12.11.2005 Culto Club, Cacilhas

Foi no dia 12 de Novembro que os mais saudosistas das gloriosas noites lisboetas de sábado à noite, passadas na discoteca improvisada Juke Box, se encheram de nostalgia para receber uma banda que não falhava um destes sábados. Falamos dos germânicos The Eternal Afflict que, através do seu mítico tema «San Diego», eram responsáveis por um momento sempre repleto de dança, ‘pulinhos’ e animação.
Já passaram entretanto muitos anos e banda tem em carteira oito álbuns. No entanto, o interesse em redor deste clássico permanece como o mote máximo para ‘ir ver’ um colectivo que, em quinze anos, pisou agora pela primeira vez um palco luso. O evento foi organizado pelos ‘leirienses’ responsáveis pelo festival itinerante Fade In que, depois de terem feito uma primeira experiência fora de Leiria (Laibach no Hard Club), escolheram o espaço do Culto Club (em Almada) para servir de palco à deslocação do festival até sul.

O ambiente era descontraído e banda estava aberta a trocar experiências com os fãs. Mas este ambiente familiar não significa pouca gente: esta foi, aliás, a maior enchente gótica que esta casa viu até à data. Houve exuberância de vinil e jovens aperaltadas abundavam, embelezando uma noite em que a expectativa era muita.
Para os mais jovens, ou distraídos, os ‘Eternal’ praticam um EBM com a adição de algumas influências punk, vislumbradas também nos motes politico-sociais que algumas passagens líricas traduzem. Em palco a veia electrónica está assumidíssima, encontrando-se apenas Wynus e Mark, atrás dos sintetizadores, para além do vocalista Cyan. A convidada Sara Noxx veio essencialmente para desempenhar ‘backing vocals’ e só já no fim aproveita «Venustrap» para um dueto com Cyan, de longe o melhor momento da noite. De resto, o público pedia-lhe «Society» - o seu maior êxito a solo – mas, sorridente, Sara respondia apenas “nice joke!!”. A sua voz é uma mais valia, e o seu estridente timbre, quase infantil, assenta na perfeição a qualquer trilha electro-goth, valendo-lhe tal dom inúmeros elogios.

Existem no entanto dois aspectos relativos a Sara que não posso deixar de mencionar: o primeiro prende-se com o facto de a meio do concerto, e por entre temas em que se encontrava menos participativa, esta jovem estar com a cara mais sôfrega que alguma vez vi num palco. Depois, já com uma expressão de quem estava prestes a cortar os pulsos, sentou-se mesmo numas escaditas contíguas ao palco e ficou a olhar para o chão, cessando apenas esta ‘meditação’ para tirar umas fotos ao público e à banda... O segundo aspecto é um pouco primário mas não posso deixar de expressá-lo, por tão evidente: se a esmagadora maioria do público se aperaltou para receber a banda alemã, Sara Noxx fez questão de se apresentar o mais ‘casual’ possível - lencito na cabeça, t-shirt alargada e já com aspecto de muito lavada, calcita de ganga azul clara e ténis. Não percebi muito bem se foi uma afirmação social se foi apenas mero desleixo para com quem foi vê-la. É um mero à parte mas que me fez ficar a pensar: “não se poderia ter arranjado um bocadito melhor?? Hein? É um pouco desrespeitosa, tal aparência.”

Relativamente à musica propriamente dita, tudo começou com uma introdução, seguindo-se «Babylon». A voz estava ainda pouco audível e o baixo volume geral fazia com que se ouvisse um público que ainda não tinha parado de conversar. Foi um começo estranho. «We libanon you» e «Euphonic & Demonic» já cativaram mais um público que ainda encetava os primeiros movimentos corporais, enquanto «Trauma Rouge», «Godless» e «The Riot in Cellblock 666» colocavam já tudo a dançar, contando-se inclusivamente os primeiros apelantes a «San Diego». Seguiram-se «Perfect Future», «Childhood», «Hellbound» e «Door to my pain» e, para quem tinha dúvidas, confirmou-se: os novos contornos excessivamente electro que todos os temas agora ostentam não só desvirtuam um pouco as origens como cortam o impacto. Seguiram-se«Crash Course In The Garden of Christ», «Agony, I like», «The With» e «Tranceworld» e já ninguém se mostrava inibido em mexer-se. Foi a primeira tentativa para encerrar a noite, com Wynus a juntar-se na frente do palco a Cyan para cantar estes últimos temas. Nos primeiros encores o dueto, perfeito, com Sara em «Venustrap» e ainda o tema «Dream Eraser». Já haviam passados dezassete (!) temas mas não havia dúvida: haveria um segundo encore, porque o expoente «San Diego» ainda estava de fora.

E assim foi. «San Diego» e «Rock n Roll Whore» a encerrar. O tema mais desejado desiludiu pela falta de guitarras e força em palco e um público já ‘cansadito’ nem sequer o cantou com o devido fôlego - talvez também um pouco desiludido com a falta de energia de que a música agora padece. Apesar de tudo foi o momento mais alto do Culto Club até agora, e é já com grande ansiedade que se esperam mais iniciativas tão puramente ‘Gó’ nesta ‘casa’ lisboeta. O Fade In continua a gerar novos ‘fadeinners’, já que em cada evento organizado ‘prendem’ novos devotos, expectantes de novo acto internacional que este ‘festival’ traga.
Texto: João Matos
Fotos: Eva Matos

«Sleep In Your Grave» CD
Century Media/Recital
Com a aparente inocência de ser mais uma banda de metalcore americana que, por acaso, foi uma das vencedoras do concurso Battle For Ozzfest, os Manntis estreiam-se aqui na Century Media, depois de «Sleep In Your Grave» ter sido originalmente financiado pela própria banda. À primeira audição compreende-se porque é que a gigante editora alemã apostou nos jovens Manntis. A banda tem uma propensão ligeiramente fora do comum para compôr e tocar temas extremamente pesados e intensos que, regra geral, esgotam tudo o que têm em cerca de dois minutos e meio. O resultado é um álbum com menos de meia-hora e com uma intensidade algo rara hoje em dia. Apesar de terminar com uma balada acústica e de raramente carregar no acelerador dos ritmos, «Sleep In Your Grave» está cheio de músicas com uma energia que apenas o hardcore parece ser capaz de fornecer e o peso certo de uma banda que mistura metal em tudo o que faz. Não se trata de nada que os fãs de The Black Dahlia Murder ou Hurtlocker não tenham já ouvido, mas é sempre interessante ouvir metalcore com esta intensidade e este desprezo pela melodia mais óbvia e emotiva. Fazem falta bandas assim ao metalcore actual, para que a cena não seja apenas uma parada de grupos pop-wannabes que se colam à moda mais recente dentro do metal. Nem tudo está ainda no ponto e a variação dentro do álbum, que pode ainda levar mais uns toques, mas para disco de estreia «Sleep In Your Grave» consegue manter a cabeça bem fora de água na onda do metalcore, apesar de todo o peso que carrega. (7/10)
A página oficial da Metal Blade tem, desde a semana passada, disponíveis alguns samples de novos lançamentos da editora, nomeadamente de The Ocean («Une Saison en Enfer»), 3 («Alien Angel») e Demiricous («Repentagram»). Existem ainda novos vídeos online de bandas como As I Lay Dying («Through Struggle»), Into The Moat («Empty Shell»), «Since The Flood («Valor and Vengeance») e Six Feet Under («Deathklaat»).
O novo álbum dos italianos Canaan, chamado «The Unsaid Words», é editado ainda antes do final do ano, estando a data certa de saída ainda por definir.
O Ad Aeternum é um festival itinerante de doom/goth metal com bandas nacionais do estilo, que tem já as três primeiras datas marcadas, a saber:
17.12 - Tearful, Insaniae e Heavenly Bride, no Ritmus Bar (Corroios)
21.12 - Heavenly Bride e Mindfeeder, no Culto Bar (Cacilhas)
06.01 - Insaniae e Heavenly Bride, no Culto Bar (Cacilhas)
No dia 23 de Dezembro acontece no Hard Club o The Ultimate Metal Christmas Fest, com actuações de cinco bandas nacionais: Tarantula, Genocide, The Fire, W.A.K.O. e The Jills. O festival começa às 22.00h e as entradas custam Eur 5,00, estando apenas à venda no local do concerto na própria noite.
Os Holocausto Caibal cancelaram a sua actuação no Seixal Metalfest 2005, que decorre nos dias 2 e 3 de Dezembro no Cine Teatro do Ginásio Clube de Corroios. A banda, que tinha actuação marcada para o dia 3, vê assim o seu lugar ocupado pelos Veinless.
Os finlandeses Waltari assinaram um contrato discográfico com a Dockyard 1. A banda, liderada por Kärtsy Hatakka, revolucionou o metal dos anos 90 à sua maneira com a edição de discos como «Big Bang» e projectos como «Evankeliumi», que juntava death metal, ballet e a Helsinki Symphony Orchestra. O próximo álbum de Waltari chama-se «Blood Sample» e é editado no dia 20 de Março do próximo ano.

No dia 8 de Dezembro o Plazza, em Vila do Conde, acolhe um concerto de tributo ao malogrado guitarrista Dimebag Darrell, com três bandas nacionais: E.A.K., Defuse e Tryangle. O início dos concertos está previsto para as 22.00h e a entrada custará Eur 3,00 + Eur 2,00 de consumo.
- My Cubic Emotion, One Hundred Steps, Genoflie e Blind Charge ao vivo no Ribeirinha Bar (Ribeira do Porto) - 16.00h
- Tattoo & Rock Festival: Last Hope e Tara Perdida ao vivo no Clube Lua, no Jardim do Tabaco (Lisboa) - 22.00h
- Perfeito Defeito ao vivo no ginásio de Corroios - 22.00h
- If Lucy Fell ao vivo no Mercado Bar, no Bairro Alto (Lisboa) - 22.00h
- Tattoo & Rock Festival: Mata-Ratos e God ao vivo no Clube Lua, no Jardim do Tabaco (Lisboa) - 00.00h
- Drill ao vivo no Ribeirinha Bar (Porto)
- Prime, SpitOut e Out Standing ao vivo no Blá Blá, em Matosinhos
- Edição de «Out Loud», de Naio Ssaion
- Edição de «Heralding - The Fireblade», de Falkenbach
- Reedição de «Flyday», de Kraan
- Reedição de «Dancing In The Shade», de Kraan
- Reedição de «Live 2001», de Kraan
- Reedição de «The Wake», de IQ
- Reedição de «Tales From The Lush Attic», de IQ

«Spirit In Flames» CD
Copro Records/Recital
Mais um regresso da terra dos mortos. Desta vez são os Cancer, banda que está de volta depois de se ter separado em 1994, numa altura em que o death e o thrash metal ainda podiam ser tocados num mesmo estilo sem se falar em “Suécia”. Este regresso parte precisamente do ponto onde os Cancer deixaram a cena – depois de «Black Faith» - e soa, necessariamente, um pouco datado, embora seja mais lógico serem os Cancer a fazerem esta sonoridade hoje em dia do que um grupo de putos que começou a ouvir os discos destes mesmos britânicos há meia-dúzia de dias. Como nos bons velhos tempos, «Spirit In Flames» tem a sua base em riffs de guitarra extremamente infecciosos e que normalmente respiram bem nos ritmos balançados e nunca rápidos – por vezes até morbidamente lentos – das músicas deste disco. A voz de John Walker (querem melhor nome para um vocalista?) permanece tão indefinida quanto antes, não sendo gritada nem gutural surgindo, em vez disso, num registo meio podre que retira alguma força à música de Cancer. O principal argumento do death/thrash metal da banda é o groove que a secção rítmica e os riffs conseguem, juntos, criar nos melhores momentos do disco – momentos que fazem lembrar a época dourada do metal extremo britânico de que só restavam os Bolt Thrower até este regresso de Cancer. «Spirit In Flames» não é o disco ‘no ponto’ que os Cancer fariam se tivessem continuado a tocar juntos nos últimos 11 anos, mas é um bom regresso à sonoridade antiga, embora este acréscimo de zero a essa sonoridade possa fazer os fãs perguntarem porque raio não se cingiu a banda aos quatro álbuns que gravou na sua primeira encarnação. (7/10)

«Those Once Loyal», o novo álbum dos brutânicos Bolt Thrower, entrou directamente para o 76.º lugar do top oficial de vendas alemão na semana passada. Trata-se da mais alta entrada directa dos Bolt Thrower para o top alemão. Entretanto, está já confirmado que a digressão europeia da banda (em Abril) passará por Portugal, faltando confirmar a(s) data(s) e local(is).
«The Album», o aguardado duplo-CD com o novo disco de This Empty Flow, está agendado para sair no próximo mês de Janeiro.
Os portugueses Quetzal's Feather já têm pronto a ser editado o sucessor do EP «...From The Ashes», de 2004. Chama-se «...Where And How The Past Still Echoes...», sai pela Corpos Editora e trata-se de um maxi-single com cinco novos temas com produção de Rodolfo Cardoso. O lançamento, em concerto, está marcado para o próximo dia 2 de Dezembro no Blá Blá, em Matosinhos. A banda tem, entretanto, um concerto já amanhã no Whisky Bar, no Prado (Braga) e outro no Bar Fashion, em Vila Real, no dia 17 de Dezembro.
Os Serpent Rise - considerados a mais antiga banda de doom metal em actividade no Brasil - vão reeditar em CD a sua demo «Anastenárides», lançada originalmente em 1994. O CD vai ainda conter as duas faixas da demo «Travellin' Free», de 1995, como bónus. O lançamento é feito numa co-produção das editoras Satanael Records e Wolfshade Productions. Podem pré-encomendar o disco através deste e-mail.

No dia 23 de Dezembro decorre no Lótus Bar, em Cascais, o Doom Your Xmas, que vai contar com actuações ao vivo de VS777 e Desire. O início dos concertos está previsto para as 22.30h e a entrada custará Eur 5,00.
Esta noite é Noite Industrial no Lado Negro Bar, em Almada, com música a cargo do DJ Índio. Para amanhã, sábado, ficam sonoridades mais góticas, metal e industrais com a gestão musical a pertencer ao DJ Zethar. Em amboos os dias vai haver "Dark Hour", com a imperial a custar Eur 0,90 até às 00.00h
Os espanhóis The Eyes vão realizar vários concertos em Portugal na primeira semana de Dezembro, a saber:
02.12 - A.R. Músicos de Faro (com Blacksunrise e The Highest Cost) - 21.00h
03.12 - Lótus Bar, em Cascais (com Sick Souls e The Art Of Chaos) - 22.30
04.12 - Culto Bar, em Cacilhas (com 100Steps e Seven Stitches) - 17.00h
O próximo mês de Fevereiro foi a altura escolhida pelos norueguesas Communic para entraram em estúdio com vista à gravação do seu segundo álbum de originais. A banda optou pelos Hansen Studios em Ribe, na Dinamarca - o mesmo onde gravaram o disco de estreia, «Conspiracy In Mind». O lançamento do novo álbum deverá ser feito entre a Primavera e o Verão de 2006, via Nuclear Blast.
O álbum «In Reverie», de Beyond Dawn, originalmente lançado em 1999, vai ser reeditado pela Eibon Records no próximo mês, numa co-produção com a Duplicate Records. A reedição vai conter duas faixas-extra.

Este sábado, dia 26 de Novembro, o Satori666 em Querença (Loulé) recebe em concerto os Tiny Tuned, Defying Control e Barafunda Total a partir das 23.00h.
Estão, a partir desta semana, disponíveis no site oficial dois singles retirados do novo álbum de Neal Morse, «?». Estes singles são versões exclusivas e muito diferentes dos temas do disco, usados para promover o novo trabalho do ex-membro de Spock's Beard e Transatlantic na internet e em rádios.
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Os alemães Machinemade God assinaram um contrato discográfico com a Metal Blade. A banda convenceu o escritório local da Metal Blade com apenas uma demo. No entanto, neste momento, os Machinemade God têm já o seu álbum de estreia pronto (gravado em Abril e Maio deste ano na Dinamarca com o produtor Jacob Bredahl de Hatesphere) e à espera da edição, que será feita em Fevereiro do próximo ano. O disco vai chamar-se «The Infinity Complex». É já possível ouvir uma versão demo do tema «Bleeding From Within» neste link.

«Helluva Time» CD
Frontiers Records/Recital
Depois de 15 anos a serem considerados e promovidos como “a banda de Michael Bormann-que-era-vocalista-de-Bonfire”, os Jaded Heart tiveram que, neste sétimo álbum de originais, lidar com a saída de Bormann e provar que o novo homem-do-leme, Johan Fahlberg, está à altura dos acontecimentos. A banda acabou por fazê-lo mudando pouco ou nada ao seu hard-rock melódico e que deve muito à originalidade, adaptando a voz de Fahlberg o melhor que podia a temas que soam exactamente como se Michael Bormann ainda estivesse na banda. O resultado é a continuação da absoluta mediocridade, em termos de hard-rock, que os Jaded Heart têm cumprido desde 1990. Os temas de «Helluva Time» batem precisamente nos mesmos pontos que o hard rock mais manhoso da década de 90 já batia e não apresentam nenhuma inovação – ou mesmo uma ponta de música excitante – em termos de melodias, arranjos, solos ou riffs de guitarra. Notem bem que também não existe nada de errado, técnica e estilisticamente, com o álbum. Mas este medo de arriscar em algo de diferente, esta manipulação de uma receita que cheira a bafio por todos os lados e a recusa destes músicos em olharem para outro lado que não seja o seu umbigo e evoluirem merece que a cena hard-rock faça a sua selecção natural e os expulse. Ou será por acaso que até um músico com o duvidoso gosto de Michael Bormann se cansa da banda que ele próprio criou e envereda uma carreira a solo por acaso? (4/10)
Os finlandeses Him regressam a Portugal no dia 2 de Março de 2006 para um concerto no Coliseu dos Recreios de Lisboa. O espectáculo, inserido na digressão europeia do último álbum «Dark Light», tem início previsto para as 21.30h com as portas a abrirem às 20.30. Os bilhetes custam Eur 25,00.
Os norte-americanos The Black Dahia Murder estão neste momento à procura de um novo baterista que possa cumprir a apertada agenda de datas ao vivo a que a banda está actualmente submetida. Quem estiver interessado no lugar deve fazer uma maqueta a tocar o tema «Flies» o mais perto possível do original. Depois disso contactem a banda directamente através da página do myspace ou através do e-mail.

Os alemães Qntal actuam em Portugal no próximo dia 10 de Dezembro, em Leiria, no Teatro Miguel Franco, a partir das 22.00h, no último concerto inserido no Fade In Festival deste ano. A banda, que faz a ponte entra a música de influências celtas medievais e uma abordagem mais moderna, começou por ser um projecto paralelo de Deine Lakaien e acabou por ganhar uma alma própria que justifica esta presença no nosso país. A lotação para este concerto é limitada a 213 pessoas e os bilhetes estão à venda por Eur 20,00. Informações e reservas através deste e-mail.
Já há data de edição para «Cocked And Loaded», o primeiro álbum de Revolting Cocks (banda paralela de Al Jourgensen, de Ministry) desde 1993. O disco sai no dia 6 de Março de 2006 através da Thirteenthplaned, de Al, com distribuição a cargo da Soulfood Music. Vale aqui recordar que o disco tem participações especiais de gente como Jello Biafra (Dead Kennedys), Gibby Haynes (Butt Hole Surfers), Rick Nielsen (Cheap Trick), Robin Zander (Cheap Trick), Billy Gibbons (ZZ Top), Stevie Banch (Spyder Baby) e Phildo Owen (Skatenings). É já possível ouvir um sampler do tema «Caliente (Dark Entries)», que vai também fazer parte da banda-sonora do filme Saw 2, aqui.

Foi editado esta semana «In Our Mad Bliss», o novo disco de Ignis Fatuus. Este segundo trabalho surge oito (!) anos depois da estreia do grupo, chamada «The Futility Goddess», que contava com participações vocais de Jarboe, ter marcado a cena da chamada 'fairy music' de uma forma indelével. A edição é da Eibon Records.

Já saiu a nova edição da Melodic Rock Fanzine, uma publicação dedicada ao hard rock melódico, editada pela Frontiers Records e distribuída gratuitamente nas lojas da especialidade. Este #11 conta com entrevistas e artigos com bandas como The Mob, Khymera, Soul Doctor, Legs Diamond, Mark Spiro, Bad Habit, Bruce Turgon, Green, Enemies Swe e muitos outros. Vejam a edição em PDF aqui.

«Tinnitus + Live In Paris» 2CD
Abacus Recordings/Recital
Pelas minhas contas, «Tinnitus + Live In Paris» é já a terceira compilação nos 14 anos de vida dos Backyard Babies, se contarmos com «Independent Days» e «From Demons To Demos». É no entanto, há que reconhecê-lo, o primeiro ‘best-of’ a sério e o primeiro disco ao vivo oficial da banda do guitarrista Dregen, de Hellacopters e isso por si só já vale a pena. Porque os Backyard Babies são, actualmente, uma das mais importantes e talentosas bandas sobreviventes do ‘boom’ de escandi-rock do início da década e os verdadeiros sucessores – assumidos – do legado de Hellacopters. «Tinnitus + Live In Paris» é, pois, uma boa revisão da matéria dada, em 12 lições retiradas de cinco álbuns de originais e um EP, que permitirá a quem não conhece a banda ter uma idea muito concisa do que os Backyard Babies são capazes de fazer em pouco menos de 50 minutos. O rock do quarteto deve tanto ao glam quanto ao metal e tem no desarmante e quase despreocupado trabalho de guitarras o seu ponto forte, assim como nas melodias vocais apresentadas, dependendo do álbum de que se estiver a falar. Em termos gerais, os temas de «Tinnitus» e «Live In Paris» são sensivelmente os mesmos, batendo nos mais irresistíveis momentos de «Diesel And Power», «Total 13», «Making Enemies Is Good» e «Stockholm Syndrome» que, para o bem e para o mal, são músicas que definiram o escandi-rock tal como ele é conhecido hoje. (7/10)
Duas das mais excitantes bandas da actualidade - os The Ocean e os Burst - acabaram de editar um split-7" chamado «Futhermocker». Este EP contém um tema inédito de cada uma das bandas e é limitado a 220 cópias. Podem adquiri-lo através deste, deste ou deste site.
Já estão online samples do próximo álbum de Amorphis, chamado «Eclipse». Escutem-nos aqui. O disco é editado pela Nuclear Blast no dia 10 de Fevereiro de 2006.
Eis a programação para esta semana do Clube Tocsin, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa:
23.11 - Som dos Gatos (Gótico/80's/MMP/Alternativo), com DJ Lena Cat
24.11 - Panic Room (Gótico/Psycho/Punk/Post-Punk/MMP), com DJ Blitz
25.11 - Noite Metal/Death Metal/Hard Rock/Heavy, com Conqueror
26.11 - Gótico/Electro/Industrial/80's, com Dead DJ

No próximo domingo, dia 27 de Novembro, o Ribeirinha Bar, na Ribeira do Porto, recebe em concerto os Blind Charge, Genoflie, My Cubic Emotion e One Hundred Steps, a partir das 16.00h. A entrada custará Eur 4,00.
Já há confirmações para alguns dos nomes que vão actuar na edição do próximo ano - a nona - do SWR Barroselas Metalfest. Os nomes conhecidos são, para já: Ingrowing, Isacaarum (ambos da República Checa), Suhrim, Prejudice (ambos da Bélgica), Lux Ferre e Theriomorphic (ambos de Portugal). Entretanto já estão abertas as inscrições para as bandas interessadas em participar nas Warm-Up Sessions do próximo ano. Quem tiver interesse deve enviar o material audio para SWR Barroselas Metalfest, Rua Frei Custódio 259, 4905-447 Barroselas ou então, se já tiverem concorrido às Warm-Up deste ano e não tiverem sido apurados, confirmar o interesse em participar no próximo ano com o mesmo material para este e-mail. As Warm-Up Sessions realizam-se nos meses de Janeiro e Fevereiro em locais ainda a designar. Desta espécie de eliminatórias são apuradas seis bandas que actuam no festival.

Os italianos The Dogma - banda de heavy/power metal sinfónico liderada pelo guitarrista Cosimo Binetti - assinaram um contrato discográfico pela Drakkar Records, sub-editora da Sony/BMG. A banda planeia lançar o seu álbum de estreia, chamado «Black Roses», num futuro bastante próximo.
Os americanos Xhastur e Leviathan, dois dos mais emblemáticos projectos de post-black metal do outro lado do Atlântico, têm um split-CD recentemente editado, que vai ter distribuição europeia através da Displeased Records a partir do dia 13 de Dezembro.

Os 3.75 Pastorinhos, Rubigan 12 e Rende & Castiga actuam ao vivo no Lótus Bar, em Cascais, na sexta-feira dia 2 de Dezembro. O concerto começa às 22.00h e a entrada vale Eur 5,00.
- Edição de «Nightmare Inc.», de A Traitor Like Judas
- Edição de «Future's Calling», de Dreamland
- Edição de «When Times Turn Red», de Perzonal War
- Edição do DVD/CD «Over The Years And Through The Woods», de Queens Of The Stone Age

«Born II Rock» CD
Black Lodge/Recital
A lançar apenas o segundo álbum em sete anos de carreira os Hellfueled são já um considerável caso de sucesso na cena do heavy metal mais clássico europeu. O motivo? Uma espécie de mistura entre heavy metal, hard rock e um vocalista que tem um tom em tudo semelhante ao senhor Ozzy Osbourne na sua melhor fase (leia-se «Bark At The Moon»). Este último aspecto chega a ser preponderante para quem ouve a música dos Hellfueled pela primeira vez. Conscientes dos arrepios que provocam na espinha dos fãs do Rei-Metal, os Hellfueled apresentam, em «Born II Rock», temas que musicalmente estão mais perto do trabalho de hard’n’heavy feito pela dupla Randy Roads/Ozzy Osbourne nos primeiros discos da carreira a solo do vocalista de Black Sabbath. Embora melhor produzidos, com uma inevitável abordagem mais pesada e com melodias mais óbvias, os temas de «Born II Rock» nunca conseguem – nem querem – sair verdadeiramente debaixo da sombra de quem tentam invocar e isso acaba por deixar os Hellfueled sem grande margem de manobra criativa num segundo álbum em que era suposto revelarem a sua emancipação musical. Restam-nos, assim, 11 faixas de puro divertimento metaleiro clássico cuja principal virtude é o facto de poderem agradar ao mais conservador fã de Ozzy Osbourne. Apesar de usarem uma receita bem feita e de comporem músicas redondinhas que funcionam bem em termos de melodia e peso, é pouco para uns Hellfueled que, por esta altura, deveriam estar à procura de alternativas em termos de composição para um beco musical sem saída onde, ao invés disso, escolhem enfiar-se ainda mais profundamente. (6/10)
Os Beyond The Embrace ficaram recentemente sem baterista, depois de Kevin Camille ter abandonado a banda. O grupo está agora à procura de um novo baterista que possa ensaiar regularmente e que seja da área de Massachussets. Se por acaso conhecem alguém nestas condições digam-lhe para contactar este e-mail.
O projecto all-star Tribuzy, que lançou recentemente o álbum «Execution», teve o seu primeiro concerto há poucas semanas no Brasil, com vista à gravação de um DVD. No concerto participaram Bruce Dickinson, Roy Z., Roland Grapow, Mat Sinner e Ralf Scheepers, entre outros.

No próximo sábado, 26 de Novembro, os Freedom apresentam o álbum «Shut Up And Take The Pain» ao vivo no Porto Rio, que fica no Barco Gandufe (no Porto). Os Rolls Rockers e Soda Kaustica também participam na festa, que terá nos DJs Quisto e El Oscar os gestores de música para o resto da noite. O início das festividades está marcado para as 23.00h e a entrada custará Eur 5,00.
- 3,75 Pastorinhos e os Graxos Leprosos ao vivo no Bar Maria Fumaça, em Casais S. Lourenço (Ericeira) - 16.00h
- Sigur Rós e Amina ao vivo no Coliseu dos Recreios (Lisboa) - 21.00h

«Amerijuanican» CD
Relapse Records/Recital
Senhores de uma sonoridade sludge muito inspirada nas propriedades ‘terapêuticas’ da ervinha-que-faz-rir, os Bongzilla mantêm-se no seu caminho musical há cerca de uma década, começando agora a receber os créditos pelo seu trabalho. «Amerijuanican» é a nova proposta do grupo norte-americano e, tal como no último «Gateway», enche os ouvidos dos fãs de riffs gigantes, viciosos e sujos, numa produção envolta em fumo e transe hipnótico. O sludge dos Bongzilla não é tão simples como possa parecer à primeira audição: as longas partes instrumentais mostram um trabalho de casa muito bem estudado, enquanto que as vocalizações – mais ‘podres’ do que propriamente grunhidas – ajudam a dar ao sludge da banda um sentimento de originalidade, apesar dos Bongzilla estarem a usar elementos musicais que dezenas de outras bandas já usaram antes. Sacrificando, até certo ponto, um groove que seria impossível manter com ritmos tão lentos quanto os praticados em «Amerijuanican», os Bongzilla conseguem levar o doom metal à frente e criar uma espécie de crossover ‘medicinal’, ideal para noites de ‘confraternização quimicamente induzida’ com amigos. É, sobretudo, pelo tamanho gigante dos riffs de guitarra e por esta espécie de sludgle-doom progressivo que «Amerijuanican» vale a pena. Os Bongzilla demonstram estar num momento particularmente bom de forma e terem chegado a uma fase da sua carreira em que merecem, efectivamente, receber os louros por um trabalho musical que não olha para o lado e se mantém, teimosamente, no seu próprio trilho. (8/10)