- Dr. Salazar e Karma ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada)

«Is Kartos I Karta» CD
Ledo Takas Records
Não é preciso ter-se andado muito distraído para nunca se ter ouvido falar dos lituanos Obtest. A banda tem mais de 10 anos de carreira e «Is Kartos I Karta» é já o seu terceiro álbum de originais editado (entre inúmeros Eps em 7” e edições em cassete) mas até há bem pouco tempo a sua sonoridade era muito pouco conhecida da Europa central para baixo. Felizmente a expansão da influência da – também lituana – editora Ledo Takas Records permite-nos agora tomar contacto com o ‘heathen war heavy metal’ – como o press-release lhe chama - dos Obtest. A descrição dificilmente poderia ser mais precisa. Os ritmos da música da banda formam uma apertada malha de tempos rápidos onde o duplo-bombo tem uma preponderância inusitada, assim como os blasts. A sonoridade dos Obtest fica depois completa com riffs de guitarra de óbvia influência clássica em termos de heavy metal, com um pé no elemento folk e com vocalizações que conseguem ser agressivas e manter um certo estilo próprio, pisando também terrenos folk sobretudo devido ao uso do lituano nas letras. O resultado final é um álbum de folk-metal agressivo e rápido como poucos e, ainda assim, com o indelével aroma épico das tradições e história da Europa de Leste. Mantendo uma forte componente de originalidade na sua música e trabalhando na evolução da competência técnica e capacidade de produção sonora ao longo dos anos, os Obtest são hoje, arriscar-me-ia a dizer, um dos melhores exemplos do que os jovens países de Leste podem ter em termos de metal. (8/10)
Poucos dias depois de se saber que o guitarrista Juha-Pekka Alanen ia abandonar os Celesty devido a uma mudança de interesses musicais, é agora conhecido o nome do novo elemento da banda finlandesa: chama-se Teemu Koskela e é um amigo antigo do grupo.
«The Sickness Within», o mais recente trabalho dos dinamarqueses Hatesphere, foi o grande vencedor da sessão deste ano dos Danish Metal Awards. O disco arrecadou os prémios de "Álbum do ano" e "Melhor produção", duas das cinco categorias para que os Hatesphere estavam nomeados. A banda iniciou ontem mais uma digressão europeia, que dura até dia 21 de Dezembro.

O Natal este ano vai ser celebrado com muito peso a norte: os Holocausto Canibal, Pitch Black, Necrose e Fetal Incest actuam ao vivo no Porto Rio (Barco Gandufe, Rua do Ouro, Porto) no dia 23 de Dezembro a partir das 22.00h.
Mais uma festinha de Natal: no dia 16 de Dezembro os Pitch Black e os Hematoma tocam ao vivo no Hard Sound Xtmas Fest, que decorre no Café Teatro de Viana do Castelo.
O Seixal Metalfest, que decorre em Corroios esta sexta e sábado, vai ter uma festa de warm-up na quinta-feira, dia 1 de Dezembro, no Culto Bar, em Cacilhas (Almada). Durante a noite vão ser oferecidos brindes aos presentes, enquanto que a música vai ser gerida pelos DJs Cameraman Metálico e Eskimo.

Os Aphelion Aphrodites actuam ao vivo na sexta-feira, dia 9 de Dezembro, no Tabu Bar, em Alijó (Vila Real). A entrada é livre e o início do concerto está previsto para as 22.00h.

O projecto russo de doom metal Comatose Vigil acaba de editar o seu álbum de estreia, chamado «Not A Gleam Of Hope», através da Marche Funebre Productions. São quatro longos temas de doom metal majestoso e funéreo, de acordo com a descrição da editora.
Eis a programação para esta semana do Clube TocSin, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa:
30.11 - Angels & Sinners Night - Gótico/Electro/New Wave/80's, com DJ Dark Venus
01.12 - Dawn of the Dead - Gothic Rock/Death Rock/Post-punk/Coldwave/Industrial, com DJ Lynn Gish
02.12 - Noite Metal/Death Metal/Hard Rock/Heavy, com DJ Psycho
03.12 - Graveyard Express - Gothic Rock/Death Rock/Post-punk/Coldwave, com DJs Stygmata e Trecinne
A Metal Blade europeia iniciou as actividades de uma street-team. Vejam como inscrever-se aqui. Ao mesmo tempo, a editora tem agora também uma página disponível no myspace. Visitem-na neste link.

«Mourning Sun», o novo álbum de Fields Of The Nephilim, vai ter direito a uma festa de lançamento portuguesa no dia 3 de Dezembro - sábado - no Lado Negro Bar, em Almada. A festa começa às 21.00h e dará aos participantes a oportunidade de ouvir o novo disco na íntegra, bem como temas clássicos, raridades, out-takes e músicas de projectos paralelos de Fields Of The Nephilim. Haverá ainda sorteio de material promocional da banda e projecção de vídeos.
Depois do single «Episcolum Servo Servorum Satanii», de 2004, os brasileiros Blackmass lançam agora o seu álbum de estreia, chamado «Gloria Diaboli». A edição é da Blasphemy Productions.

«Moonlake» CD
Synthetic Symphony/Recital
Admirado nas mesmas esferas da música experimental que elevaram Jean-Michel Jarre a herói e depois o fizeram cair em desgraça, Klaus Schulze conheceu algum protagonismo na cena rock/metal actual devido às reedições do seu fundo de catálogo recentemente lançadas pela Revisited Records que, por acaso, é uma sub-editora da InsideOut Music (‘casa’ de nomes como Symphony X, Devin Townsend, TOC ou Pain Of Salvation). No entanto, não se deixem enganar pelas associações: Klaus Schulze é um mestre sim senhor – mas da música electrónica experimental. Para os ‘sobreviventes’ que ainda querem saber mais sobre o senhor, fica a informação de que «Moonlake», o novo álbum de Kalus Schulze, é composto por quatro faixas (cujos tempos de duração variam entre os 10 e os 30 minutos) cuja base é precisamente o ritmo electrónico, mas que encorpam numa espécie de experimentalismo devido ao carácter progressivo do músico. Usando um mini-moog com distorção wah-wah, Klaus Schulze vai incluindo sons por cima de ritmos hipnóticos electrónicos criando o efeito que pretende. Nos dois temas gravados em estúdio destacam-se as influências étnicas de «Playmate in Paradise», que poderiam colocar a música num qualquer catálogo de música étnica/electrónica como a Blue Flame. Na outra ponta do álbum temos duas músicas gravadas ao vivo na Polónia em Novembro de 2003, num concerto para um gigantesco espectáculo de luzes, em que Klaus Schulze mostra o seu lado mais ‘jarresco’ em termos de teclados e, também, o mais chatinho. «Moonlake» trata-se de uma experiência sem dúvida diferente para os mais vanguardistas fãs de música experimental que por aí há. No entanto, nem por isso é interessante. Antes, reflecte o carácter introspectivo de um músico que procura mais a sua satisfação pessoal do que a de quem ouve a sua música – neste caso, para mal de quem está do outro lado do processo criativo. «Moonlake» não é um álbum desafiador. Será, quanto muito, um trabalho com algum interesse académico para quem não conhece experiências mais ousadas em termos de fusão de música experimental ambiental com influências electrónicas e/ou étnicas. (4/10)
- Edição de «Aisling», de Aisling
- Edição de «Aeolian», de The Ocean
- Edição de «You Make Me Nervous», de If Lucy Fell
- Edição de «Inferno (30th Anniversary)», de Motörhead
- Edição de «Hammer Of Darkness», de AmmiT
- Edição do 10" EP «Archaic Undead Fury», de Pentacle
- Reedição de «Last Son Of The Fjord», de Nomans Land
12.11.2005 Culto Club, Cacilhas

Foi no dia 12 de Novembro que os mais saudosistas das gloriosas noites lisboetas de sábado à noite, passadas na discoteca improvisada Juke Box, se encheram de nostalgia para receber uma banda que não falhava um destes sábados. Falamos dos germânicos The Eternal Afflict que, através do seu mítico tema «San Diego», eram responsáveis por um momento sempre repleto de dança, ‘pulinhos’ e animação.
Já passaram entretanto muitos anos e banda tem em carteira oito álbuns. No entanto, o interesse em redor deste clássico permanece como o mote máximo para ‘ir ver’ um colectivo que, em quinze anos, pisou agora pela primeira vez um palco luso. O evento foi organizado pelos ‘leirienses’ responsáveis pelo festival itinerante Fade In que, depois de terem feito uma primeira experiência fora de Leiria (Laibach no Hard Club), escolheram o espaço do Culto Club (em Almada) para servir de palco à deslocação do festival até sul.

O ambiente era descontraído e banda estava aberta a trocar experiências com os fãs. Mas este ambiente familiar não significa pouca gente: esta foi, aliás, a maior enchente gótica que esta casa viu até à data. Houve exuberância de vinil e jovens aperaltadas abundavam, embelezando uma noite em que a expectativa era muita.
Para os mais jovens, ou distraídos, os ‘Eternal’ praticam um EBM com a adição de algumas influências punk, vislumbradas também nos motes politico-sociais que algumas passagens líricas traduzem. Em palco a veia electrónica está assumidíssima, encontrando-se apenas Wynus e Mark, atrás dos sintetizadores, para além do vocalista Cyan. A convidada Sara Noxx veio essencialmente para desempenhar ‘backing vocals’ e só já no fim aproveita «Venustrap» para um dueto com Cyan, de longe o melhor momento da noite. De resto, o público pedia-lhe «Society» - o seu maior êxito a solo – mas, sorridente, Sara respondia apenas “nice joke!!”. A sua voz é uma mais valia, e o seu estridente timbre, quase infantil, assenta na perfeição a qualquer trilha electro-goth, valendo-lhe tal dom inúmeros elogios.

Existem no entanto dois aspectos relativos a Sara que não posso deixar de mencionar: o primeiro prende-se com o facto de a meio do concerto, e por entre temas em que se encontrava menos participativa, esta jovem estar com a cara mais sôfrega que alguma vez vi num palco. Depois, já com uma expressão de quem estava prestes a cortar os pulsos, sentou-se mesmo numas escaditas contíguas ao palco e ficou a olhar para o chão, cessando apenas esta ‘meditação’ para tirar umas fotos ao público e à banda... O segundo aspecto é um pouco primário mas não posso deixar de expressá-lo, por tão evidente: se a esmagadora maioria do público se aperaltou para receber a banda alemã, Sara Noxx fez questão de se apresentar o mais ‘casual’ possível - lencito na cabeça, t-shirt alargada e já com aspecto de muito lavada, calcita de ganga azul clara e ténis. Não percebi muito bem se foi uma afirmação social se foi apenas mero desleixo para com quem foi vê-la. É um mero à parte mas que me fez ficar a pensar: “não se poderia ter arranjado um bocadito melhor?? Hein? É um pouco desrespeitosa, tal aparência.”

Relativamente à musica propriamente dita, tudo começou com uma introdução, seguindo-se «Babylon». A voz estava ainda pouco audível e o baixo volume geral fazia com que se ouvisse um público que ainda não tinha parado de conversar. Foi um começo estranho. «We libanon you» e «Euphonic & Demonic» já cativaram mais um público que ainda encetava os primeiros movimentos corporais, enquanto «Trauma Rouge», «Godless» e «The Riot in Cellblock 666» colocavam já tudo a dançar, contando-se inclusivamente os primeiros apelantes a «San Diego». Seguiram-se «Perfect Future», «Childhood», «Hellbound» e «Door to my pain» e, para quem tinha dúvidas, confirmou-se: os novos contornos excessivamente electro que todos os temas agora ostentam não só desvirtuam um pouco as origens como cortam o impacto. Seguiram-se«Crash Course In The Garden of Christ», «Agony, I like», «The With» e «Tranceworld» e já ninguém se mostrava inibido em mexer-se. Foi a primeira tentativa para encerrar a noite, com Wynus a juntar-se na frente do palco a Cyan para cantar estes últimos temas. Nos primeiros encores o dueto, perfeito, com Sara em «Venustrap» e ainda o tema «Dream Eraser». Já haviam passados dezassete (!) temas mas não havia dúvida: haveria um segundo encore, porque o expoente «San Diego» ainda estava de fora.

E assim foi. «San Diego» e «Rock n Roll Whore» a encerrar. O tema mais desejado desiludiu pela falta de guitarras e força em palco e um público já ‘cansadito’ nem sequer o cantou com o devido fôlego - talvez também um pouco desiludido com a falta de energia de que a música agora padece. Apesar de tudo foi o momento mais alto do Culto Club até agora, e é já com grande ansiedade que se esperam mais iniciativas tão puramente ‘Gó’ nesta ‘casa’ lisboeta. O Fade In continua a gerar novos ‘fadeinners’, já que em cada evento organizado ‘prendem’ novos devotos, expectantes de novo acto internacional que este ‘festival’ traga.
Texto: João Matos
Fotos: Eva Matos

«Sleep In Your Grave» CD
Century Media/Recital
Com a aparente inocência de ser mais uma banda de metalcore americana que, por acaso, foi uma das vencedoras do concurso Battle For Ozzfest, os Manntis estreiam-se aqui na Century Media, depois de «Sleep In Your Grave» ter sido originalmente financiado pela própria banda. À primeira audição compreende-se porque é que a gigante editora alemã apostou nos jovens Manntis. A banda tem uma propensão ligeiramente fora do comum para compôr e tocar temas extremamente pesados e intensos que, regra geral, esgotam tudo o que têm em cerca de dois minutos e meio. O resultado é um álbum com menos de meia-hora e com uma intensidade algo rara hoje em dia. Apesar de terminar com uma balada acústica e de raramente carregar no acelerador dos ritmos, «Sleep In Your Grave» está cheio de músicas com uma energia que apenas o hardcore parece ser capaz de fornecer e o peso certo de uma banda que mistura metal em tudo o que faz. Não se trata de nada que os fãs de The Black Dahlia Murder ou Hurtlocker não tenham já ouvido, mas é sempre interessante ouvir metalcore com esta intensidade e este desprezo pela melodia mais óbvia e emotiva. Fazem falta bandas assim ao metalcore actual, para que a cena não seja apenas uma parada de grupos pop-wannabes que se colam à moda mais recente dentro do metal. Nem tudo está ainda no ponto e a variação dentro do álbum, que pode ainda levar mais uns toques, mas para disco de estreia «Sleep In Your Grave» consegue manter a cabeça bem fora de água na onda do metalcore, apesar de todo o peso que carrega. (7/10)
A página oficial da Metal Blade tem, desde a semana passada, disponíveis alguns samples de novos lançamentos da editora, nomeadamente de The Ocean («Une Saison en Enfer»), 3 («Alien Angel») e Demiricous («Repentagram»). Existem ainda novos vídeos online de bandas como As I Lay Dying («Through Struggle»), Into The Moat («Empty Shell»), «Since The Flood («Valor and Vengeance») e Six Feet Under («Deathklaat»).
O novo álbum dos italianos Canaan, chamado «The Unsaid Words», é editado ainda antes do final do ano, estando a data certa de saída ainda por definir.
O Ad Aeternum é um festival itinerante de doom/goth metal com bandas nacionais do estilo, que tem já as três primeiras datas marcadas, a saber:
17.12 - Tearful, Insaniae e Heavenly Bride, no Ritmus Bar (Corroios)
21.12 - Heavenly Bride e Mindfeeder, no Culto Bar (Cacilhas)
06.01 - Insaniae e Heavenly Bride, no Culto Bar (Cacilhas)
No dia 23 de Dezembro acontece no Hard Club o The Ultimate Metal Christmas Fest, com actuações de cinco bandas nacionais: Tarantula, Genocide, The Fire, W.A.K.O. e The Jills. O festival começa às 22.00h e as entradas custam Eur 5,00, estando apenas à venda no local do concerto na própria noite.
Os Holocausto Caibal cancelaram a sua actuação no Seixal Metalfest 2005, que decorre nos dias 2 e 3 de Dezembro no Cine Teatro do Ginásio Clube de Corroios. A banda, que tinha actuação marcada para o dia 3, vê assim o seu lugar ocupado pelos Veinless.
Os finlandeses Waltari assinaram um contrato discográfico com a Dockyard 1. A banda, liderada por Kärtsy Hatakka, revolucionou o metal dos anos 90 à sua maneira com a edição de discos como «Big Bang» e projectos como «Evankeliumi», que juntava death metal, ballet e a Helsinki Symphony Orchestra. O próximo álbum de Waltari chama-se «Blood Sample» e é editado no dia 20 de Março do próximo ano.

No dia 8 de Dezembro o Plazza, em Vila do Conde, acolhe um concerto de tributo ao malogrado guitarrista Dimebag Darrell, com três bandas nacionais: E.A.K., Defuse e Tryangle. O início dos concertos está previsto para as 22.00h e a entrada custará Eur 3,00 + Eur 2,00 de consumo.
- My Cubic Emotion, One Hundred Steps, Genoflie e Blind Charge ao vivo no Ribeirinha Bar (Ribeira do Porto) - 16.00h
- Tattoo & Rock Festival: Last Hope e Tara Perdida ao vivo no Clube Lua, no Jardim do Tabaco (Lisboa) - 22.00h
- Perfeito Defeito ao vivo no ginásio de Corroios - 22.00h
- If Lucy Fell ao vivo no Mercado Bar, no Bairro Alto (Lisboa) - 22.00h
- Tattoo & Rock Festival: Mata-Ratos e God ao vivo no Clube Lua, no Jardim do Tabaco (Lisboa) - 00.00h
- Drill ao vivo no Ribeirinha Bar (Porto)
- Prime, SpitOut e Out Standing ao vivo no Blá Blá, em Matosinhos
- Edição de «Out Loud», de Naio Ssaion
- Edição de «Heralding - The Fireblade», de Falkenbach
- Reedição de «Flyday», de Kraan
- Reedição de «Dancing In The Shade», de Kraan
- Reedição de «Live 2001», de Kraan
- Reedição de «The Wake», de IQ
- Reedição de «Tales From The Lush Attic», de IQ

«Spirit In Flames» CD
Copro Records/Recital
Mais um regresso da terra dos mortos. Desta vez são os Cancer, banda que está de volta depois de se ter separado em 1994, numa altura em que o death e o thrash metal ainda podiam ser tocados num mesmo estilo sem se falar em “Suécia”. Este regresso parte precisamente do ponto onde os Cancer deixaram a cena – depois de «Black Faith» - e soa, necessariamente, um pouco datado, embora seja mais lógico serem os Cancer a fazerem esta sonoridade hoje em dia do que um grupo de putos que começou a ouvir os discos destes mesmos britânicos há meia-dúzia de dias. Como nos bons velhos tempos, «Spirit In Flames» tem a sua base em riffs de guitarra extremamente infecciosos e que normalmente respiram bem nos ritmos balançados e nunca rápidos – por vezes até morbidamente lentos – das músicas deste disco. A voz de John Walker (querem melhor nome para um vocalista?) permanece tão indefinida quanto antes, não sendo gritada nem gutural surgindo, em vez disso, num registo meio podre que retira alguma força à música de Cancer. O principal argumento do death/thrash metal da banda é o groove que a secção rítmica e os riffs conseguem, juntos, criar nos melhores momentos do disco – momentos que fazem lembrar a época dourada do metal extremo britânico de que só restavam os Bolt Thrower até este regresso de Cancer. «Spirit In Flames» não é o disco ‘no ponto’ que os Cancer fariam se tivessem continuado a tocar juntos nos últimos 11 anos, mas é um bom regresso à sonoridade antiga, embora este acréscimo de zero a essa sonoridade possa fazer os fãs perguntarem porque raio não se cingiu a banda aos quatro álbuns que gravou na sua primeira encarnação. (7/10)

«Those Once Loyal», o novo álbum dos brutânicos Bolt Thrower, entrou directamente para o 76.º lugar do top oficial de vendas alemão na semana passada. Trata-se da mais alta entrada directa dos Bolt Thrower para o top alemão. Entretanto, está já confirmado que a digressão europeia da banda (em Abril) passará por Portugal, faltando confirmar a(s) data(s) e local(is).
«The Album», o aguardado duplo-CD com o novo disco de This Empty Flow, está agendado para sair no próximo mês de Janeiro.
Os portugueses Quetzal's Feather já têm pronto a ser editado o sucessor do EP «...From The Ashes», de 2004. Chama-se «...Where And How The Past Still Echoes...», sai pela Corpos Editora e trata-se de um maxi-single com cinco novos temas com produção de Rodolfo Cardoso. O lançamento, em concerto, está marcado para o próximo dia 2 de Dezembro no Blá Blá, em Matosinhos. A banda tem, entretanto, um concerto já amanhã no Whisky Bar, no Prado (Braga) e outro no Bar Fashion, em Vila Real, no dia 17 de Dezembro.
Os Serpent Rise - considerados a mais antiga banda de doom metal em actividade no Brasil - vão reeditar em CD a sua demo «Anastenárides», lançada originalmente em 1994. O CD vai ainda conter as duas faixas da demo «Travellin' Free», de 1995, como bónus. O lançamento é feito numa co-produção das editoras Satanael Records e Wolfshade Productions. Podem pré-encomendar o disco através deste e-mail.

No dia 23 de Dezembro decorre no Lótus Bar, em Cascais, o Doom Your Xmas, que vai contar com actuações ao vivo de VS777 e Desire. O início dos concertos está previsto para as 22.30h e a entrada custará Eur 5,00.
Esta noite é Noite Industrial no Lado Negro Bar, em Almada, com música a cargo do DJ Índio. Para amanhã, sábado, ficam sonoridades mais góticas, metal e industrais com a gestão musical a pertencer ao DJ Zethar. Em amboos os dias vai haver "Dark Hour", com a imperial a custar Eur 0,90 até às 00.00h
Os espanhóis The Eyes vão realizar vários concertos em Portugal na primeira semana de Dezembro, a saber:
02.12 - A.R. Músicos de Faro (com Blacksunrise e The Highest Cost) - 21.00h
03.12 - Lótus Bar, em Cascais (com Sick Souls e The Art Of Chaos) - 22.30
04.12 - Culto Bar, em Cacilhas (com 100Steps e Seven Stitches) - 17.00h
O próximo mês de Fevereiro foi a altura escolhida pelos norueguesas Communic para entraram em estúdio com vista à gravação do seu segundo álbum de originais. A banda optou pelos Hansen Studios em Ribe, na Dinamarca - o mesmo onde gravaram o disco de estreia, «Conspiracy In Mind». O lançamento do novo álbum deverá ser feito entre a Primavera e o Verão de 2006, via Nuclear Blast.
O álbum «In Reverie», de Beyond Dawn, originalmente lançado em 1999, vai ser reeditado pela Eibon Records no próximo mês, numa co-produção com a Duplicate Records. A reedição vai conter duas faixas-extra.

Este sábado, dia 26 de Novembro, o Satori666 em Querença (Loulé) recebe em concerto os Tiny Tuned, Defying Control e Barafunda Total a partir das 23.00h.
Estão, a partir desta semana, disponíveis no site oficial dois singles retirados do novo álbum de Neal Morse, «?». Estes singles são versões exclusivas e muito diferentes dos temas do disco, usados para promover o novo trabalho do ex-membro de Spock's Beard e Transatlantic na internet e em rádios.
«

Os alemães Machinemade God assinaram um contrato discográfico com a Metal Blade. A banda convenceu o escritório local da Metal Blade com apenas uma demo. No entanto, neste momento, os Machinemade God têm já o seu álbum de estreia pronto (gravado em Abril e Maio deste ano na Dinamarca com o produtor Jacob Bredahl de Hatesphere) e à espera da edição, que será feita em Fevereiro do próximo ano. O disco vai chamar-se «The Infinity Complex». É já possível ouvir uma versão demo do tema «Bleeding From Within» neste link.

«Helluva Time» CD
Frontiers Records/Recital
Depois de 15 anos a serem considerados e promovidos como “a banda de Michael Bormann-que-era-vocalista-de-Bonfire”, os Jaded Heart tiveram que, neste sétimo álbum de originais, lidar com a saída de Bormann e provar que o novo homem-do-leme, Johan Fahlberg, está à altura dos acontecimentos. A banda acabou por fazê-lo mudando pouco ou nada ao seu hard-rock melódico e que deve muito à originalidade, adaptando a voz de Fahlberg o melhor que podia a temas que soam exactamente como se Michael Bormann ainda estivesse na banda. O resultado é a continuação da absoluta mediocridade, em termos de hard-rock, que os Jaded Heart têm cumprido desde 1990. Os temas de «Helluva Time» batem precisamente nos mesmos pontos que o hard rock mais manhoso da década de 90 já batia e não apresentam nenhuma inovação – ou mesmo uma ponta de música excitante – em termos de melodias, arranjos, solos ou riffs de guitarra. Notem bem que também não existe nada de errado, técnica e estilisticamente, com o álbum. Mas este medo de arriscar em algo de diferente, esta manipulação de uma receita que cheira a bafio por todos os lados e a recusa destes músicos em olharem para outro lado que não seja o seu umbigo e evoluirem merece que a cena hard-rock faça a sua selecção natural e os expulse. Ou será por acaso que até um músico com o duvidoso gosto de Michael Bormann se cansa da banda que ele próprio criou e envereda uma carreira a solo por acaso? (4/10)
Os finlandeses Him regressam a Portugal no dia 2 de Março de 2006 para um concerto no Coliseu dos Recreios de Lisboa. O espectáculo, inserido na digressão europeia do último álbum «Dark Light», tem início previsto para as 21.30h com as portas a abrirem às 20.30. Os bilhetes custam Eur 25,00.
Os norte-americanos The Black Dahia Murder estão neste momento à procura de um novo baterista que possa cumprir a apertada agenda de datas ao vivo a que a banda está actualmente submetida. Quem estiver interessado no lugar deve fazer uma maqueta a tocar o tema «Flies» o mais perto possível do original. Depois disso contactem a banda directamente através da página do myspace ou através do e-mail.

Os alemães Qntal actuam em Portugal no próximo dia 10 de Dezembro, em Leiria, no Teatro Miguel Franco, a partir das 22.00h, no último concerto inserido no Fade In Festival deste ano. A banda, que faz a ponte entra a música de influências celtas medievais e uma abordagem mais moderna, começou por ser um projecto paralelo de Deine Lakaien e acabou por ganhar uma alma própria que justifica esta presença no nosso país. A lotação para este concerto é limitada a 213 pessoas e os bilhetes estão à venda por Eur 20,00. Informações e reservas através deste e-mail.
Já há data de edição para «Cocked And Loaded», o primeiro álbum de Revolting Cocks (banda paralela de Al Jourgensen, de Ministry) desde 1993. O disco sai no dia 6 de Março de 2006 através da Thirteenthplaned, de Al, com distribuição a cargo da Soulfood Music. Vale aqui recordar que o disco tem participações especiais de gente como Jello Biafra (Dead Kennedys), Gibby Haynes (Butt Hole Surfers), Rick Nielsen (Cheap Trick), Robin Zander (Cheap Trick), Billy Gibbons (ZZ Top), Stevie Banch (Spyder Baby) e Phildo Owen (Skatenings). É já possível ouvir um sampler do tema «Caliente (Dark Entries)», que vai também fazer parte da banda-sonora do filme Saw 2, aqui.

Foi editado esta semana «In Our Mad Bliss», o novo disco de Ignis Fatuus. Este segundo trabalho surge oito (!) anos depois da estreia do grupo, chamada «The Futility Goddess», que contava com participações vocais de Jarboe, ter marcado a cena da chamada 'fairy music' de uma forma indelével. A edição é da Eibon Records.

Já saiu a nova edição da Melodic Rock Fanzine, uma publicação dedicada ao hard rock melódico, editada pela Frontiers Records e distribuída gratuitamente nas lojas da especialidade. Este #11 conta com entrevistas e artigos com bandas como The Mob, Khymera, Soul Doctor, Legs Diamond, Mark Spiro, Bad Habit, Bruce Turgon, Green, Enemies Swe e muitos outros. Vejam a edição em PDF aqui.

«Tinnitus + Live In Paris» 2CD
Abacus Recordings/Recital
Pelas minhas contas, «Tinnitus + Live In Paris» é já a terceira compilação nos 14 anos de vida dos Backyard Babies, se contarmos com «Independent Days» e «From Demons To Demos». É no entanto, há que reconhecê-lo, o primeiro ‘best-of’ a sério e o primeiro disco ao vivo oficial da banda do guitarrista Dregen, de Hellacopters e isso por si só já vale a pena. Porque os Backyard Babies são, actualmente, uma das mais importantes e talentosas bandas sobreviventes do ‘boom’ de escandi-rock do início da década e os verdadeiros sucessores – assumidos – do legado de Hellacopters. «Tinnitus + Live In Paris» é, pois, uma boa revisão da matéria dada, em 12 lições retiradas de cinco álbuns de originais e um EP, que permitirá a quem não conhece a banda ter uma idea muito concisa do que os Backyard Babies são capazes de fazer em pouco menos de 50 minutos. O rock do quarteto deve tanto ao glam quanto ao metal e tem no desarmante e quase despreocupado trabalho de guitarras o seu ponto forte, assim como nas melodias vocais apresentadas, dependendo do álbum de que se estiver a falar. Em termos gerais, os temas de «Tinnitus» e «Live In Paris» são sensivelmente os mesmos, batendo nos mais irresistíveis momentos de «Diesel And Power», «Total 13», «Making Enemies Is Good» e «Stockholm Syndrome» que, para o bem e para o mal, são músicas que definiram o escandi-rock tal como ele é conhecido hoje. (7/10)
Duas das mais excitantes bandas da actualidade - os The Ocean e os Burst - acabaram de editar um split-7" chamado «Futhermocker». Este EP contém um tema inédito de cada uma das bandas e é limitado a 220 cópias. Podem adquiri-lo através deste, deste ou deste site.
Já estão online samples do próximo álbum de Amorphis, chamado «Eclipse». Escutem-nos aqui. O disco é editado pela Nuclear Blast no dia 10 de Fevereiro de 2006.
Eis a programação para esta semana do Clube Tocsin, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa:
23.11 - Som dos Gatos (Gótico/80's/MMP/Alternativo), com DJ Lena Cat
24.11 - Panic Room (Gótico/Psycho/Punk/Post-Punk/MMP), com DJ Blitz
25.11 - Noite Metal/Death Metal/Hard Rock/Heavy, com Conqueror
26.11 - Gótico/Electro/Industrial/80's, com Dead DJ

No próximo domingo, dia 27 de Novembro, o Ribeirinha Bar, na Ribeira do Porto, recebe em concerto os Blind Charge, Genoflie, My Cubic Emotion e One Hundred Steps, a partir das 16.00h. A entrada custará Eur 4,00.
Já há confirmações para alguns dos nomes que vão actuar na edição do próximo ano - a nona - do SWR Barroselas Metalfest. Os nomes conhecidos são, para já: Ingrowing, Isacaarum (ambos da República Checa), Suhrim, Prejudice (ambos da Bélgica), Lux Ferre e Theriomorphic (ambos de Portugal). Entretanto já estão abertas as inscrições para as bandas interessadas em participar nas Warm-Up Sessions do próximo ano. Quem tiver interesse deve enviar o material audio para SWR Barroselas Metalfest, Rua Frei Custódio 259, 4905-447 Barroselas ou então, se já tiverem concorrido às Warm-Up deste ano e não tiverem sido apurados, confirmar o interesse em participar no próximo ano com o mesmo material para este e-mail. As Warm-Up Sessions realizam-se nos meses de Janeiro e Fevereiro em locais ainda a designar. Desta espécie de eliminatórias são apuradas seis bandas que actuam no festival.

Os italianos The Dogma - banda de heavy/power metal sinfónico liderada pelo guitarrista Cosimo Binetti - assinaram um contrato discográfico pela Drakkar Records, sub-editora da Sony/BMG. A banda planeia lançar o seu álbum de estreia, chamado «Black Roses», num futuro bastante próximo.
Os americanos Xhastur e Leviathan, dois dos mais emblemáticos projectos de post-black metal do outro lado do Atlântico, têm um split-CD recentemente editado, que vai ter distribuição europeia através da Displeased Records a partir do dia 13 de Dezembro.

Os 3.75 Pastorinhos, Rubigan 12 e Rende & Castiga actuam ao vivo no Lótus Bar, em Cascais, na sexta-feira dia 2 de Dezembro. O concerto começa às 22.00h e a entrada vale Eur 5,00.
- Edição de «Nightmare Inc.», de A Traitor Like Judas
- Edição de «Future's Calling», de Dreamland
- Edição de «When Times Turn Red», de Perzonal War
- Edição do DVD/CD «Over The Years And Through The Woods», de Queens Of The Stone Age

«Born II Rock» CD
Black Lodge/Recital
A lançar apenas o segundo álbum em sete anos de carreira os Hellfueled são já um considerável caso de sucesso na cena do heavy metal mais clássico europeu. O motivo? Uma espécie de mistura entre heavy metal, hard rock e um vocalista que tem um tom em tudo semelhante ao senhor Ozzy Osbourne na sua melhor fase (leia-se «Bark At The Moon»). Este último aspecto chega a ser preponderante para quem ouve a música dos Hellfueled pela primeira vez. Conscientes dos arrepios que provocam na espinha dos fãs do Rei-Metal, os Hellfueled apresentam, em «Born II Rock», temas que musicalmente estão mais perto do trabalho de hard’n’heavy feito pela dupla Randy Roads/Ozzy Osbourne nos primeiros discos da carreira a solo do vocalista de Black Sabbath. Embora melhor produzidos, com uma inevitável abordagem mais pesada e com melodias mais óbvias, os temas de «Born II Rock» nunca conseguem – nem querem – sair verdadeiramente debaixo da sombra de quem tentam invocar e isso acaba por deixar os Hellfueled sem grande margem de manobra criativa num segundo álbum em que era suposto revelarem a sua emancipação musical. Restam-nos, assim, 11 faixas de puro divertimento metaleiro clássico cuja principal virtude é o facto de poderem agradar ao mais conservador fã de Ozzy Osbourne. Apesar de usarem uma receita bem feita e de comporem músicas redondinhas que funcionam bem em termos de melodia e peso, é pouco para uns Hellfueled que, por esta altura, deveriam estar à procura de alternativas em termos de composição para um beco musical sem saída onde, ao invés disso, escolhem enfiar-se ainda mais profundamente. (6/10)
Os Beyond The Embrace ficaram recentemente sem baterista, depois de Kevin Camille ter abandonado a banda. O grupo está agora à procura de um novo baterista que possa ensaiar regularmente e que seja da área de Massachussets. Se por acaso conhecem alguém nestas condições digam-lhe para contactar este e-mail.
O projecto all-star Tribuzy, que lançou recentemente o álbum «Execution», teve o seu primeiro concerto há poucas semanas no Brasil, com vista à gravação de um DVD. No concerto participaram Bruce Dickinson, Roy Z., Roland Grapow, Mat Sinner e Ralf Scheepers, entre outros.

No próximo sábado, 26 de Novembro, os Freedom apresentam o álbum «Shut Up And Take The Pain» ao vivo no Porto Rio, que fica no Barco Gandufe (no Porto). Os Rolls Rockers e Soda Kaustica também participam na festa, que terá nos DJs Quisto e El Oscar os gestores de música para o resto da noite. O início das festividades está marcado para as 23.00h e a entrada custará Eur 5,00.
- 3,75 Pastorinhos e os Graxos Leprosos ao vivo no Bar Maria Fumaça, em Casais S. Lourenço (Ericeira) - 16.00h
- Sigur Rós e Amina ao vivo no Coliseu dos Recreios (Lisboa) - 21.00h

«Amerijuanican» CD
Relapse Records/Recital
Senhores de uma sonoridade sludge muito inspirada nas propriedades ‘terapêuticas’ da ervinha-que-faz-rir, os Bongzilla mantêm-se no seu caminho musical há cerca de uma década, começando agora a receber os créditos pelo seu trabalho. «Amerijuanican» é a nova proposta do grupo norte-americano e, tal como no último «Gateway», enche os ouvidos dos fãs de riffs gigantes, viciosos e sujos, numa produção envolta em fumo e transe hipnótico. O sludge dos Bongzilla não é tão simples como possa parecer à primeira audição: as longas partes instrumentais mostram um trabalho de casa muito bem estudado, enquanto que as vocalizações – mais ‘podres’ do que propriamente grunhidas – ajudam a dar ao sludge da banda um sentimento de originalidade, apesar dos Bongzilla estarem a usar elementos musicais que dezenas de outras bandas já usaram antes. Sacrificando, até certo ponto, um groove que seria impossível manter com ritmos tão lentos quanto os praticados em «Amerijuanican», os Bongzilla conseguem levar o doom metal à frente e criar uma espécie de crossover ‘medicinal’, ideal para noites de ‘confraternização quimicamente induzida’ com amigos. É, sobretudo, pelo tamanho gigante dos riffs de guitarra e por esta espécie de sludgle-doom progressivo que «Amerijuanican» vale a pena. Os Bongzilla demonstram estar num momento particularmente bom de forma e terem chegado a uma fase da sua carreira em que merecem, efectivamente, receber os louros por um trabalho musical que não olha para o lado e se mantém, teimosamente, no seu próprio trilho. (8/10)
Os húngaros Ektomorf vão fazer as primeiras partes dos concertos da digressão europeia dos Children Of Bodom, que começa no dia 27 de Dezembro. O cartaz incluirá também os One Man Army And The Undead Quartet. Esta digressão tem passagem marcada por Portugal, pelo Hard Club (em Gaia) no dia 19 de Janeiro de 2006.
Os Dragonforce foram obrigados a cancelar o concerto de quarta-feira, dia 16 de Novembro, no CBGB, em Nova Iorque (o tal que tinha esgotado a lotação em poucas horas) devido ao facto das autoridades americanas não terem deixado a banda entrar em território dos Estados Unidos, por falta de vistos.
Os Moonspell assinaram um contrato discográfico com a Steamhammer Records, subsidiária da gigante alemã SPV, válido por três álbuns, abandonando assim a Century Media. A banda de Fernando Ribeiro gravou, entre 1 e 27 de Novembro, o novo álbum, chamado «Memorial», nos Woodhouse Studios em Hagen (Alemanha), onde reencontraram o produtor Waldemar Sorychta (Grip Inc.), o mesmo que tinha trabalhado com os Moonspell nos seus três primeiros álbuns, «Wolfheart», «Irreligious» e «Sin/Pecado». «Memorial» vai conter entre oito e 10 novas faixas, incluindo «Once it was Ours!», «Blood Tells», «Sanguine», «Finisterra», «Upon the Blood of Men» e «At the Image of Pain». O novo material tem sido descrito pelo grupo como "a melhor música que alguma vez escrevemos juntos" e "uma homenagem à cena e às bandas dos anos 90". Para já, a SPV planeia lançar o disco na Primavera de 2006. Quanto ao DVD de estreia de Moonspell, «Lunar Still/13 Years Of Doom», a maioria dos conteúdos estará pronta a entrar em produção mas o lançamento foi adiado devido a assuntos legais que estão a demorar um pouco mais do que o previsto para serem resolvidos. A Century Media deve lançar o DVD durante o ano de 2006.
Os Anti-Clockwise disponibilizaram mais uma demo de um dos novos temas - este chama-se «No Feelings Day» - na sua página do Myspace. A banda entra em estúdio este mês para gravar o sucessor de «If You Want It... Come And Get It», editado em 2003. O vídeo do tema «Fucked up the Brain», retirado do último álbum, está também disponível para download no site oficial da banda.
Os gothic-rockers brasileiros Seduced By Suicide estão a terminar a gravação do seu MCD de estreia, que vai chamar-se «Gothic Dream». Um dos temas deste MCD - «The Death Of My Life» - está já, entretanto, disponível para download gratuito no site da banda, assim como a capa do disco e todo o trabalho gráfico que vai acompanhar o lançamento.
A aproveitar o balanço do lançamento do novíssimo álbum «Those Once Loyal», a Earache Records reeditou no final do mês passado o álbum «Realm Of Chaos», dos britânicos Bolt Thrower. Editado originalmente em 1989 e há já algum tempo esgotado, «Realm Of Chaos» foi remasterizado para este relançamento. O álbum foi o primeiro dos cinco que a banda gravou para a Earache Records, tendo vendido mais de 50.000 cópias.
Os Korpiklaani, novos heróis finlandeses do folk-metal, entraram em estúdio no dia 14 de Novembro para iniciar as gravações do seu terceiro álbum, que vai chamar-se «Tales Along This Road». O disco deverá ser lançado pela Napalm Records em Março de 2006. A banda deverá interromper as gravações para realizar mais datas da sua Clan’s European Tour, nomeadamente na República Checa (onde tocam no Winter Masters Of Rock Festival ao lado de bandas como Hammerfall e Stratovarius) e na Alemanha, entre outros. A digressão promocional de apoio ao terceiro disco já está, entretanto, a ser delineada. Para já sabe-se que começa no dia 30 de Março de 2006 e que durará três semanas.

Eis, finalmente, o cartaz completo da edição deste ano do Festirock, que decorre nos dias 9 e 10 de Dezembro de 2005 no Parque de Exposições do Montijo. No dia 9 actuam os ThanatoSchizO, Cycles, Hyubris e Why Angels Fall. No dia 10 é a vez dos Ramp, Painstruck, Shadowsphere e Pitch Black. O bilhete, válido para os dois dias, custa Eur 10,00.
O vocalista Mathias Blad está de regresso aos Falconer. Este regresso prende-se com o facto dos suecos estarem, de novo, a praticar uma sonoridade mais próxima do folk-metal (como quando Blad esteve na banda anteriormente) e, assim, Kristoffer abandona os Falconer por motivos puramente musicais.

No dia 26 de Novembro - sábado - realiza-se a sexta edição do festival Rock da Velha, na Sociedade Recreativa e Filarmónica da Música Velha, em Pernes (Santarém). Pelo palco passarão os Process Of Guilt, Waste Disposal Machine e Devonian. O início do festival está previsto para as 22.00h.
- Sigur Rós e Amina ao vivo no Coliseu do Porto - 21.00h
- V - Metalfest: Hordes Of Yore, Panzerfrost, Vizir e Devonian ao vivo no Salão de Convívio de Casais de Matos em Calvaria (Porto de Mós) - 22.00h
- Decreto 77 e Gatos Pingados ao vivo no Ritmus Bar (Corroios) - 22.00h
- Lupercalia, Why Angels Fall e Gwydion ao vivo no Lótus Bar (Cascais) - 22.30h
- Skyeyes, Sortilege e Projecto 103 ao vivo no Satori666, em Loulé - 23.00h
- Loud!er Sound: Theriomorphic e Necrose ao vivo no Porto-Rio (Barco Gandufe, Porto) - 23.00h
- Phantom Vision e Los Paralitikos ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada)
- Drill ao vivo na Fnac do Algarve - 21.30h
- Caustic, Pestifer, The Ladder e Cyanid ao vivo no Alambik Club, em Carvoeiro (Viana do Castelo) - 22.00h
- Phantom Vision e Los Paralitikos ao vivo no Lótus Bar (Cascais) - 22.30h
- Edição de «To Be Or Not To Be», de Yargos
- Edição de «The Masquerade», de Chain Collector
- Edição de «Hard To Be A Rock'n'Roller», de Wig Wam
- Edição de «Fear In A Handful Of Dust», de Hurtlocker
- Edição da caixa «The Decca Years 1975-1978», de Kaipa
- Reedição de «All Is Safely Gathered In», de Barclay James Harvest
Os espanhóis Caustic actuam em Portugal, no Alambik Club, no Carvoeiro (Viana do Castelo), amanhã, dia 18 de Novembro. A noite contará ainda com actuações dos portugueses Pestifer, The Ladder e Cyanid. O início dos concertos está previsto para as 22.00h. A entrada custará Eur 5,00.
Este mês vai ter duas festas Loud!er Sound, organizadas pela revista Loud. A primeira decorre no dia 19 no Porto Rio, no Barco Gandufe, na Rua do Ouro (Porto), em que actuarão os Theriomorphic e Necrose, com a entrada a valer Eur 5,00. A segunda é no dia 26 e tem lugar no Colinas Bar, em Branca (Albergaria-a-Velha), com actuações de E.A.K. e Larkin, sob preço de entrada de Eur 3,00 (com oferta de bebida). O início das festas está marcado, em ambos os dias, para as 23.00h. Nas duas festas haverá DJs da Loud! a animar a noite, bem como oferta de CDs.

Amanhã, dia 18 de, o Lado Negro Bar, em Almada, recebe a Darknight. Entre as 23.00h e as 2.00h música será gerida pela DJ Darkvenus, sendo que entre as 21.30h e as 00.00h haverá uma Dark-Hour, com a imperial a custar Eur 0,90.
Na próxima sexta-feira, dia 18, o Sushi Dance Club, de Leiria (junto ao Continente), recebe a partir da meia-noite uma festa que relembrará os saudosos tempos do Stormzone. Os DJs de serviço serão Carlos Matos (Goths Are Dangerous) e Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), em selecções goth'n'roll que deverão fazer as delícias dos amantes de sonoridades rock, EBM, gótico, batcave, synthpop, electro, dark 80's e indie.
O concerto de Encephalon e In Kairos no Fashion Klub de Vila Real, anteriormente agendado para o dia 16 de Dezembro, foi antecipado para o dia 12 do mesmo mês. A hora mantém-se inalterável: 22.30h. Nessa noite o Fashion Klub terá um consumo mínimo de Eur 2,50.
A banda de doom metal portuguesa Before The Rain entra em estúdio no dia 20 deste mês para gravar o seu álbum de estreia, «One Day Less».
Os Ramp serão os cabeças de cartaz do segundo dia do Festi Rock, que decorre no Parque de Exposições do Montijo nos dias 9 e 10 de Dezembro deste ano. Mais bandas serão confirmadas em breve. Os bilhetes para o festival custarão Eur 10,00, sendo que o evento terá também uma feira de CDs, um promo-hall, workshops, espectáculos de variedades, um video-hall e algumas exposições. A organização cabe à Feedback Records.
Este sábado, dia 19 de Novembro, o Ritmus Bar de Corrois (junto à Renault de Vale-Milhaços) recebe em concerto os Decreto 77 e os Gatos Pingados, a partir das 22.00h. A entrada custará Eur 3,50 e dará direito a uma imperial.
Os Deadsoul Tribe gravaram um vídeo-clip promocional para o tema «A Flight on an Angels Wing», retirado do mais recente álbum, «The Dead Word». O vídeo pode ser visto desde já neste link.

No domingo, dia 20 de Novembro, os 3,75 Pastorinhos e os Graxos Leprosos actuam ao vivo no Bar Maria Fumaça, em Casais S. Lourenço (Ericeira) a partir das 16.00h.
Os Antgoria, banda liderada pela famosa Sarah Jezebel Deva (conhecida pelos seus trabalhos com Cradle Of Filth, Therion e Mortiis, entre outros), assinaram um contrato discográfico com a Listenable Records. A banda, que pratica metal gótico e sinfónico, conta ainda com os músicos e compositores Chris Rehn (Abyssos) e Tommy Rehn (Moahni Moahna). O disco de estreia tem edição prevista para Abril de 2006. Entretanto, é já possível ouvir o tema Six Feet Under's Not Deep Enough». Cliquem aqui.
Depois de ter estabelecido uma parceria com uma empresa de entretenimento para telemóveis, a Earache Records tem agora grande parte do reportório dos artistas do seu catálogo disponível em toques truetone, polifónicos e monofónicos, para além de logotipos, gráficos coloridos e protectores de ecrã. Vejam todo o catálogo aqui.
Eis a programação para esta semana do clube Tocsin, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa.
16.11 - Mundos Paralelos (Syntpop/Electro/Industrial/EBM) com DJs [Makina] e MoonQueen
17.11 - Noite Gótica, com DJ Pedro Morcego
18.11 - Moite Metal/Death Metal/Hard Rock/Heavy, com DJ Psycho
19.11 - Gótico/Electro/Industrial/80's, com DJ Angelizer
Os temas «Guess Again» e «Ignorant», retirados do último álbum dos holandeses Callenish Circle, chamado «Pitch.Black.Effects», estão disponíveis para download gratuito na página da banda no myspace.
Os Zyklon iniciaram finalmente as gravações do seu terceiro álbum, que vai chamar-se «Disintegrate». As gravações estão a decorrer no Akkerhaugen Studio, na Noruega. A mistura está marcada para o mês de Fevereiro, no Studio Fredman, na Suécia. Enquanto as gravações decorrem, os Zyklon estão ao mesmo tempo a finalizar o trabalho de edição para o seu DVD «Storm Detonation Live». Ambos os títulos deverão saír na Primavera, via Candlelight Records.
Já saiu a nova edição - correspondente ao mês de Novembro - da e-zine argentina Furias. Esta edição conta com entrevistas a Pantheist, Berzerk e Metalium, bem como a habitual quantidade de críticas e notícias. Para a receberem directamente no vosso e-mail inscrevam-se aqui.

Os Bad Religion vão editar um DVD ao vivo no dia 14 de Fevereiro do próximo ano. O DVD, cujo título provisório é «Live At The Palladium», foi captado em duas noites consecutivas na mítica sala de Hollywood em Novembro do ano passado. Contém coisas como uma versão de «Cease» (do álbum de 1996 «The Gray Race») tocada ao piano pelo vocalista Greg Graffin, bem como entrevistas e actuações antigas da banda filmadas para canais de TV.
Os britânicos Anaal Nathrakh vão dar o primeiro concerto da sua carreira no dia 15 de Dezembro, no clube londrino Underworld. A actuação fará parte do festival A Cold Night In Hell 2006, organizado pela revista Terrorizer, em que também participarão os Khold, Ted Maul e Leech Woman. No seguimento deste concerto, os Anaal Nathrakh actuarão a seguir no Edwards No. 8, juntamente com Ramesses e Narcosis. Para ambos os concertos, a formação da banda será reforçada por Ventor na guitarra, Shane Embury (Napalm Death, Lock-Up, Warhammer) no baixo e Danny Herrera (Napalm Death, Venomous Concept) na bateria.
Os Divine Lust actuam ao vivo no Ritmus Bar, em Corroios, no dia 16 de Dezembro, num concerto cuja banda de apoio ainda está por definir. A entrada custará Eur 3,50.

A Darkfashion está a organizar uma excursão de fim-de-ano ao clube Sanctuary, em Barcelona. A excursão sai de Lisboa no dia 30 de Dezembro e tem passagem pelo Porto a caminho de Espanha. A chegada está prevista para dia 1 de Janeiro à noite. Mais informações através deste e-mail.
Os açorianos Hiffen - banda de rock progressivo com vocalização feminina - editaram o seu álbum de estreia, chamado «Crashing». O grupo tem no seu currículo um primeiro lugar no concurso AngraRock 2003 e a subsequente abertura para o concerto insular dos Paradise Lost.

«Jul» MCD
CCP Records/Recital
Depois do surpreendentemente bem feito álbum de estreia «...den Ahnen zum Grusse...», os alemães XIV Dark Centuries estão de regresso com um MCD de cinco novas faixas que visam actualizar os fãs em relação à sonoridade da banda e encurtar a espera pelo novo disco. A banda continua a praticar o mesmo metal pagão que mistura de forma homogénea folk, black e heavy metal – só que, nestas cinco faixas, a mistura provém de uma banda ainda mais coesa e mais certa do que quer fazer, e de como o fazer. O resultado é um MCD artisticamente forte que DEIXA mesmo água na boca em relação ao que aí vem em termos de novo material de XIV Dark Centuries. Depois de uma entrada, chamada «Auf zur Schlacht», toda energética onde os riffs de heavy metal se misturam com a energia do black metal e melodias pagãs germânicas, a banda presenteia-nos com «Bragarful», um tema com uma introdução de flauta e canto tradicional, com uma essência toda folk, só para depois descarregar uma das mais violentas passagens de metal que a banda alguma vez compôs, onde até cabem vocalizações death metal, e entremeá-las com um refrão de novo folk e um solo bem heavy metal. Perfeito. Segue-se «Julenzeit», um tema mais medieval, indicado para recuperar da energia dispendida nas duas primeiras músicas. «Rauhnaechte», com os seus quatro minutos, é a faixa mais longa do MCD, e tem tempo para uma introdução bem atmosférica antes e atacar o ouvinte com uma espécie de aplicação da receita de XIV Dark Centuries a um ritmo mais lento e mórbido. O MCD fecha com «Liodhahattr», um curto tema tradicional folclórico onde as vocalizações são todas feitas com o típico registo tradicional germânico. Pelo andar da carruagem, os XIV Dark Centuries têm a caminho um álbum muito especial e estão a transformar-se numa banda da primeira divisão europeia de folk metal, digna de ser mencionada ao lado de nomes como Finntroll, Turisas, Moonsorrow ou Nokturnal Mortum. (8/10)
O blog nacional Metal Incandescente, cujos conteúdos incluem notícias, críticas e artigos sobre o mundo do metal, tem agora uma edição renovada, com artigos de opinião e novos colaboradores, para além de, em breve, irem surgir entrevistas técnicas feitas a músicos sobre os instrumentos que tocam.
A mítica banda de noise belga Amenra assinou um contrato discográfico com a Hypertension Records. O próximo disco, que será a versão audio da última instalação artística do grupo, chamar-se-á «Mass III», e tem data de edição prevista para o dia 15 de Fevereiro de 2006. O álbum foi produzido por The Dice e misturado por Zlaya Hadzic (conhecido por ter trabalhado com Sonic Youth) no famoso estúdio belga Electric City. Já a partir do dia 15 de Janeiro, a editora terá um pacote especial para enviar a quem encomendar o disco directamente, com uma t-shirt e um DVD especial.
Zion, o super-projecto grego que conta com os vocalistas Zion (Crossover, ex-Hocus, ex-Exartisi), Aphazel (Ancient, Dreamlike Horror) e Ifigeneia (Crossover), com os guitarristas Poydeykis (Sacred Blood, ex-Morpheus, ex-Metally Insane) e Mike G. (Snowblind, ex-Nightfall), com o baixista Faethon (Sacred Blood, ex-Tormented Angel), com os teclistas Nick (Deviser) e Bob Katsionis (Nightfall, Firewind, Imagery) e com o baterista Zoltan (Crossover, ex-AKU) acabou de lançar um novo promo-CD, chamado «Dracula». Este disco conceptual, baseado na realidade histórica e eventos reais da Transilvânia do tempo de Vlad Tepes, serve para o projecto conseguir arranjar uma editora que lance oficialmente o álbum.
Depois de 14 anos de carreira, seis álbuns e aproximadamente 600 concertos, os veteranos do crossover alemães Such A Surge decidiram fazer a sua última digressão antes de a banda ser definitivamente posta de lado. O grupo colocou uma declaração oficial neste link.
Os Hate encontraram finalmente o guitarrista que procuravam há algum tempo, depois da saída de Kaos. Ele é Hellbeast, conhecido pelo seu trabalho em bandas como Chaosphere e Damned. O recrutamento deste jovem de apenas 19 anos permite aos Hate voltarem a ser um quarteto a tempo do início da digressão de promoção do novo álbum «Anaclasis».
Os Dragonforce colocaram online, para audição em streamming, o tema «Through the Fire and Flames», retirado do novo álbum «Inhuman Rampage», que é editado no dia 9 de Janeiro. Escutem-no aqui.
Quem conhece a banda de darkwave ciber-industrial Collide sabe que o grupo não é propriamente muito prolífero em termos de concertos. Por isso, é notícia o lançamento de um DVD da banda ao vivo, que conterá o nono (!) concerto de Collide, filmado especialmente para esta edição no El Rey Theater, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Para além do concerto de 14 temas, o DVD incluirá ainda dois vídeo-clips da banda, realizados por Kevin McVei (responsável também pela direcção do DVD), uma entrevista e algumas outras músicas gravadas ao vivo, quer em versões acústicas quer em outras datas da mesma digressão da data do El Rey Theater. A edição é da Alfa Matrix.
Os suecos Arch Enemy começaram neste passado fim-de-semana mais uma digressão americana, que os vai levar a 12 salas nos Estados Unidos e duas no Canadá, até ao primeiro dia de Dezembro. Com eles, os Arch Enemy levaram para a estrada os All That Remains, Mnemic e A Perfect Murder.
Ainda antes da digressão europeia com Liar em Fevereiro do próximo ano, as novas sensações do metalcore americano The Black Dahlia Murder vão cumprir três datas ao vivo na Coreia e Japão no mês de Dezembro. Para estes espectáculos a banda contará com Tony Laureano (ex-Nile) como baterista convidado e ainda com Bart Williams (Today I Wait) como baixista.

Foi criado um fotolog exclusivamente dedicado aos Censurados. Este blog fotográfico é alvo de actualizações constantes e constitui um fabuloso documento histórico sobre a mítica banda portuguesa não apenas com fotos, mas também com várias novidades. Vejam-no aqui.
Will Rahmer, vocalista e baixista de Mortician, sofreu algumas complicações de saúde não especificadas durante a digressão europeia que a banda americana está actualmente a fazer, juntamente com Akercocke e Blood Red Throne. A digressão não foi cancelada, sendo que têm sido os próprios membros de Akercocke e Blood Red Throne que têm cantado e tocado baixo com Mortician nas datas sem Rahmer, até o músico estar totalmente recuperado.

No sábado, dia 19 de Novembro, os Skyeyes, Sortilege e Projecto 103 actuam ao vivo no Satori 666, em Loulé, a partir das 23.00h.
- Edição de «Schizo Deluxe», de Annihilator
- Edição de «Pitch.Black.Effects», de Callenish Circle
- Edição de «Those Once Loyal», de Bolt Thrower
- Edição do DVD-duplo e CD-duplo «Showtime», de UFO

Já está definido o cartaz da segunda edição do Seixal Metalfest, que decorre este ano nos dias 2 e 3 de Dezembro no Cine-Teatro do Ginásio Clube de Corroios. No primeiro dia actuarão os Desire, Divine Lust, In Tha Umbra, Naked Soul e Hordes Of Yore. Para o segundo dia do festival ficam os Painstruck, Holocausto Canibal, Shrapnel, The Ransack e God. Os bilhetes custam Eur 10,00 por um dia, Eur 15,00 pelos dois dias. O início do festival, em ambos os dias, está previsto para as 20.00h.
No dia 30 de Novembro - uma quarta-feira - os Dr. Salazar e os Karma actuam ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada).
Está já disponível o blog de A a Z do metal português, que visa disponibilizar uma enciclopédia, em formato blog, que contenha uma base de dados de toda as bandas do metal português (e também punk e hardcore), com a sua biografia, discografia e contactos. Visitem-na aqui.
Os R.J.A. apresentam ao vivo o novo CD, «Está Tudo?!...», no dia 3 de Dezembro, no Lareira Bar, junto à Escola Básica 2+3 Dr. Ruy de Andrade, no Entroncamento, a partir das 22.00h. Os Acromaníacos e Clean Spirit também participam na festa.

«The Astronaut Dismantles HAL» CD
Steamhammer/Recital
É perigoso quando uma banda evolui com a velocidade com que os Amplifier o fazem. O trio britânico que tem no seu currículo o interessante álbum de estreia homónimo presenteia-nos aqui com um EP de seis faixas inteiramente novas, onde a música volta a metamorfosear-se e reconstruir-se para uma mistura de rock sujo, por vezes progressivo, com a distorção do post-hardcore. A combinação de estilos tão díspares confere à música de Amplifier um carácter de ecletismo, mas o modo como a banda tem vindo a progredir, em termos de composição, tem levado o seu material mais recente num caminho bastante mais etéreo e atmosférico do que seria de esperar para quem ouviu «Amplifier» há um par de anos. Os seis temas de «The Astronaut Dismantles HAL» não são fáceis de digerir, demoram a entrar no ouvido e chegam a fazer duvidar se valerá a pena insistirmos num estilo de música tão propositadamente anti-comercial e abstémio de refrões e melodias óbvias. A verdade é que nem todos os temas acabam, afinal, por valer as inúmeras audições que o EP merece, mas em termos gerais a música de Amplifier neste disco, pela ambição modesta que demonstram, é efectivamente refrescante e detém qualidade suficiente para que valha a pena ser ouvida. O poder do trio britânico em criar bons temas com um baixo sujo e vicioso, guitarras preguiçosas e uma voz pela qual não se dá nada é um pequeno milagre na cena musical actual. Ainda assim, e dado o poder evolutivo dos Amplifier, ficamos à espera para ver o que se pode seguir. (7/10)
Os espanhóis Los Paralitikos actuam ao vivo em Portugal na próxima semana, nos dias 18 e 19 de Novembro, no Lótus Bar, em Cascais e no Culto Bar, em Cacilhas (Almada) respectivamente. A banda será convidada especial dos portugueses Phantom Vision, que encerram ambas as noites.
A Fast Beat Records lançou uma compilação que visa ter uma previsão, em audio, do que vão ser os Danish Metal Awards deste ano. A compilação, chamada «The Beginning», contém temas de Illdisposed, Mnemic, Konkhra, Exmorten, Withering Surface, Force Of Evil, Raunchy e Urkraft entre outros e pode ser encomendada directamente através do site da editora.
A digressão europeia de Doro e Sonata Artica do próximo ano tem passagem marcada por Portugal, pelo Hard Club, de Gaia, para o dia 4 de Maio.
No próximo sábado, dia 19 de Novembro, os Hordes Of Yore, Panzerfrost, Vizir e Devonian actuam ao vivo no Salão de Convívio de Casais de Matos, em Calvaria (Porto de Mós) a partir das 22.00h. A entrada custará Eur 5,00.
- Head Hunter Fest III: Necrose, Fetal Incest, Underneath, Sem Cura e The Ransack ao vivo na Quinta de S. Pedro, em Lagoa - 16.00h
- Changes e Andrew King ao vivo na Associação Os Aliados, em S. Pedro de Sintra - 21.00h
- Projecto 103 ao vivo na Associação Recreativa Cabanense, em Cabanas de Tavira - 21.00h
- The Prostitutes e Dead Singer ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Scaena ao vivo no Ritmus Bar (Corroios) - 22.00h
- Desire e Hordes Of Yore ao vivo no Café Teatro, em Viana do Castelo - 23.00h
- Rome Nine Roses e Profane Joy Of Music ao vivo no Ribeirinha Bar (Porto) - 23.00h
- The Eternal Afflict ao vivo n'o Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 23.00h
- The Traumatics e Nerd ao vivo na Guarda

«One Life One Sentence» CD
Dockyard 1/Recital
Segundo álbum da banda de hardcore metade belga metade holandesa que conta com elementos de Arkangel, Lenght Of Time, Deviate, Backfire!, Downshot, Code Red, Down But Not Out e Backstabbers Bxl. Isto dividido entre dois vocalistas, dois guitarristas, um baterista e um baixista. Por esta descrição é fácil adivinhar que os membros de Angel Crew têm muita experiência em termos de hardcore e é precisamente isso que «One Life One Sentence» demonstra – mas também já o havia demonstrado o disco de estreia da banda, «Another Day Living In Hatred». Basicamente, a música da banda é uma versão europeia do hardcore brutal de rua nova-iorquino – com riffs mais melódicos e redondos, com mais melodia (daí o segundo vocalista, que está na banda praticamente apenas para fazer harmonias vocais) e com uma produção mais cuidada. O resultado final não fica, como seria de esperar, a dever muito, em termos de brutalidade, ao mais cru hardcore que vem do outro lado do Atlântico. Mas fica a dever muito à originalidade. Para além das referidas incursões melódicas, em termos de vocalizações, que algumas músicas apresentam, «One Life One Sentence» não tem uma personalidade musical definida de Angel Crew que possa sustentar o disco. Assim, o álbum fica reduzido à essência de 11 músicas de bom hardcore, sim senhor, mas hardcore igual ao que incontáveis outras bandas conseguem tocar – e gravar – hoje em dia. De uma banda que, ao ser formada, era o projecto paralelo de todos os membros, que por sua vez já vinham de bandas de hardcore, seria justo esperar um pouco mais. (6/10)
- Gatafunho ao vivo no Fashion Klub (Vila Real) - 23.00h
- Edição do EP «In Liebe Und Freundschaft», de Doro
- Edição de «Wall Street Voodoo», de Roine Stolt
- Edição de «Shizo Deluxe», de Annihilator
- Edição de «Zu Alt», de Knorkator
- Edição do DVD «Live In Athens», de Fates Warning
- Reedição de «High On Infinity», de Count Raven
- Reedição de «Messiah Of Confusion», de Count Raven

«The Sickness Within» CD
Steamhammer/Recital
Depois de abrirem caminho à bomba até à gigante Steamhammer – subsidiária da SPV onde pontuam actualmente nomes como Sepultura, Type O Negative ou Kamelot – os dinamarqueses Hatesphere aqui estão de novo, para um quarto álbum tão bruto e intenso como se nunca tivessem gravado nada antes. Por esta altura as comparações da sonoridade da banda dinamarquesa com a música de outros gigantes do aggro-thrash europeu – os The Haunted – começam a deixar de fazer sentido, devido a um uso crescente da vocalização mais agressiva, quase-sueca, e menos gutural por parte de Jacob Bredahl e também devido a uma certa sonoridade própria que os Hatesphere começam a revelar. «The Sickness Within» mantém-se, no entanto, inalterável no que diz respeito à intensidade e velocidade da música do quinteto. As 11 faixas do álbum surgem tão demolidoras como em qualquer um dos excelentes discos do passado dos Hatesphere, mas as composições parecem respirar um pouco mais, mercê de uma variação mais vincada ao longo das músicas, que faz a banda dinamarquesa optar por ritmos mais balançados para alternar com a habitual salva de blasts com que brinda o ouvinte. Ainda assim, «The Sickness Within» não é um álbum menos extremo que «Hatesphere», «Bloodred Hatred» ou «Ballet Of The Brute»; tem, isso sim, uma maneira diferente de expressão musical, mais variada e mais madura, colocando a intensidade do lado da coesão e optando pela classe da variedade em vez da exaustão da velocidade. Nem todos os temas funcionam na perfeição - «Bleed to Death», a meio do álbum, está claramente abaixo da qualidade do resto do disco – mas em termos gerais este novo trabalho do quinteto norueguês não desilude quem gosta de thrash metal moderno europeu com produção de topo e composição de grande classe. (8/10)
31.10.2005 Teatro Sá da Bandeira, Porto
Não sendo novidade, sabe sempre bem passar a noite de Halloween no centenário Teatro Sá da Bandeira, em pleno ambiente de evasão gótica. Desta feita, o evento que nos foi oferecido parte da iniciativa do, ainda distante, Fantasporto 2006.
A espera à porta de tão mítico local foi longa, mas depois a noite prolongou-se de forma a não desiludir as centenas de portuenses sedentos da banda lusa Moonspell. De um modo geral, o público presente estava abaixo dos 20 anos, mas a verdade é que também não eram poucos os já passavam dos 45 (??) anos (talvez). Com o apagar das luzes, sobe ao palco o já famoso, organizador do evento - Mário Dorminski – que anunciou a presença do compositor de bandas sonoras de filme de terror, Cláudio Simoneti (Daemonia) e delegou a abertura da noite a uns merecedores (nas suas palavras) Moonspell. O palco estava decorado com motes alusivos à data, da autoria de Daniel Makosh (road-manager da banda), e logo Fernando Ribeiro comunicou o facto de no dia seguinte partirem, de novo, para a Alemanha para começarem a gravar o novo álbum. Como o próprio líder referiu, a banda prescindiu do descanso para vir até ao Porto tocar mais uma noite... A intenção de elogio ficou algo perdida na mensagem, parecendo que estavam a fazer um favor. Bem intencionados ou não, a verdade é que deram o “concerto do costume” e até um pouco desinspirado. A passagem pelos quatro temas que iniciam «Antidote» abriu o concerto e, enérgicos ou não, o jovem público estava já em êxtase. Noticia mesmo é a estreia ao vivo do tema que serviu de suporte à curta-metragem “I’ll see you in my dreams”. Ao vivo o tema ganha contornos diferentes, com um estádio inicial longo que leva, depois, à entrada no tema propriamente dito. Num ecrã eram projectadas imagens do filme mas nem assim o tema cativou. O vídeo-clip é, talvez, o melhor das história do metal luso, e aí o tema consegue ‘estrelar’, mas ‘live’... faltou-lhe algo. Motivo também de ‘relatório’ é a ausência de temas obrigatórios como «Opium» ou qualquer um do álbum «Pecado». De «Under The Moonspell» é-nos agora sempre oferecido o mítico «Tenebrarum Oratorium», numa variante menos extrema. Já nos encores a banda encerra a noite, depois de um sempre fulgoroso «Alma Mater», cortando qualquer tentativa de catarse ao insistir com «Capricora at her Feet» para fechar; uma escolha controversa para encerrar o espectáculo e que jamais se compreenderá.
De seguida, a sala ficou substancialmente despida de pessoal para aplaudir a mestria de Claudio Simoneti. O experiente compositor italiano de 54 anos, responsável pelas pautas de filmes de Dário Argento (ou até mesmo James Carpenter), apareceu sozinho em palco com os seus dois teclados e descortinou com uma passagem de «Phantom of the Opera». Logo se juntaram um guitarrista, baixista e baterista que num tom tipicamente rock sinfónico o acompanharam no virtuosismo.
Claudio nasceu no Brasil e dirigiu-se ao público sempre num português muito compreensível. O entusiasmo de todos em palco transmitia-se para o público que fixava os olhos na forma indelével como Claudio pressionava as teclas de ambos os sintetizadores. Ao longo da noite o reportório passou ainda por momentos de “Dawn of the Dead”, “Suspiria”, “Halloween” ou até “Phenomena”. O público mais resistente foi-se mantendo, apesar do adiantado da hora, e no final ficou a sensação de uma memória ganha e de uma preenchida nova experiência. Aqui fica o repto de não perder a próxima passagem lusa dos Daemonia.
Texto: João Matos
Fotos: Eva Matos
Os The Bloodline - projecto paralelo dos membros de The Dreamside - preparam-se para editar o novo álbum, «At The Waters Of Lethe». A edição será efectuada em Fevereiro de 2006 pela Rebel Monster, uma sub-editora da Mascot Records.
Depois de algumas mudanças na formação - Jochen Laser é o novo guitarrista e Jan Beckmann é o novo baixista, mantendo-se o baterista Tim Schwarz e a vocalista Kirsten Zahn - os Bloodflowerz encontram-se já em composição para aquele que será o seu próximo álbum de originais, «Dark Love Poems». As gravações deverão decorrer no início de 2006, enquanto que o lançamento está previsto para o Verão de 2006, via Silverdust Records.
No dia 19 de Novembro, um sábado, os Lupercalia, Why Angels Fall e Gwydion actuam ao vivo no Lótus Bar, em Cascais. O início das actuações está previsto para as 22.30h.
A banda nacional de metal melódico Scaena actua ao vivo no Ritmus Bar, em Corroios (junto à Renault de Vale Milhaços) já amanhã, sábado, dia 12 de Novembro. A entrada custa Eur 3,50 e dá direito a uma imperial. O início do concerto está previsto para as 22.00h.
Os italianos Linea 77 lançaram na internet o site www.availableforpropaganda.com . Este site destina-se a seguir os acontecimentos à volta do lançamento do novo álbum da banda e inclui vídeos, entrevistas a propósito do disco, um fórum e vários downloads úteis.
Os portugueses ThanatoSchizO já têm uma página no myspace. Vejam-na aqui.
Os finlandeses Driller Killer terminaram as gravações do seu novo álbum, chamado «The 4Q Mangrenade», que decorreram no estúdio sueco Bellatrix. A edição deverá ser feita no início do próximo ano, via Osmose Productions.
A Metal Bus Tour está a organizar uma excursão ao concerto de Opeth em Madrid, no Arena, no dia 9 de Dezembro, com partidas de Lisboa e Porto. O preço da excursão, com bilhete incluído, é de Eur 80,00.
O baixista Adrian Lambert abandonou os Dragonforce. O facto de ter sido recentemente pai e a intensa agenda de concertos e digressões da banda terão sido os principais motivos que levaram a este abandono. Os Dragonforce encontram-se neste momento à procura de um novo baixista, sendo que Frederic Leclercq (Maladaptive, ex-Heavenly) vai ocupar temporariamente o lugar nos concertos deste mês, no Canadá e Estados Unidos. O novo álbum de Dragonforce, «Inhuman Rampage», é editado no dia 9 de Janeiro. No dia 10 de Fevereiro a banda estará em Portugal para fazer a primeira parte de Edguy no Hard Club, de Gaia.
- Edição de «Elvenmusic 3, Tales Of The Uninvited», de Caprice
01.11.2005 Teatro Miguel Franco – Leiria

No passado Dia de Todos os Santos, mais de duas centenas de almas preencheram o aprazível Teatro Miguel Franco, em Leiria, para testemunhar a divindade de uma senhora com mais de cinquenta anos. Falamos de Jarboe, antiga vocalista da mítica banda Swans, que a solo leva já uma carreira responsável por duas dezenas de álbuns.
O entusiasmo em redor do carisma que se antevia que ‘tal senhora’ oferecesse estava revestido por uma expectativa ainda maior devido aos seus acompanhantes de ocasião. No baixo, a mestria de Paz Lenchantin, protagonista da execução das ‘frequência graves’ do já clássico «Mer De Noms» dos geniais A Perfect Circle. Na guitarra o virtuoso Nic Le Ban, contido nesta noite em prol da performance geral do colectivo. Na percussão estavam dois aplicados bateristas - Phil Petrocelli e Mike Rollins – que, com os seus kits convencionais e bem apetrechados, não só se complementavam como tocavam mesmo partes idênticas ao mesmo tempo, não falhando sequer nenhuma quebra de ritmo propositada, tal a perfeição da execução.

A abrir a magia da noite, o tema «Scorpio», com Paz a entrar sozinha em palco, a meditar e a ficar depois cinco minutos em palco a respeitar a sua trilha de baixo enquanto, ainda no backstage, Jarboe encetava a sua emoção lírica, cantando atrás da cortina. Para «Feral», o segundo tema presenteado, entra em palco a formação completo e, antes de tudo, meditam num minuto de silêncio perfeito. Jarboe eleva a sua superstição ao colocar junto ao suporte do microfone um amuleto simbolizado por uma pequena caveira, e gela o público pela forma como impele para o exterior aquilo que só o seu espírito sente. De seguida «Pure War» consegue exaltar de tal forma as suas sensações ao ponto de fazer cada um dos presentes sentir, num arrepio, aquilo que Jarboe vive em palco. Já mais desinibida, expulsa qualquer contenção, avançando mesmo até junto da primeira fila de cadeiras do público, emociona com «Song for Dead Time». Seguiram-se momentos que já não negavam o carácter inesquecível da noite, com passagem por «Scarification» e «Seduce & Destroy».

Em «Dear 666» a forma petrificante como deixa o público é depois pacificada por «Sinner», onde Paz ‘encosta’ o baixo para ‘passar o arco pelo violino’, mostrando-se também à vontade em tal desempenho e embelezando ainda mais a noite. A terminar, «I Will Swallow», que traria uma persistente standing ovation - a primeira. Isto porque para além da intensidade até aqui vivida, para este terminus ficaria reservada uma louca fase final de percussão a solo, desempenhada por Phil. Um momento incrível, motivado pelas sensações que ambos os bateristas provocaram nesta fase final. Aquando deste momento, Jarboe vira as costas para o público e, dobrada, rodopia o seu longo cabelo num movimento rápido quase como o da mocita de Exorcista. Pronto – OK, sem ser 360º. Ainda a sentir ares de catarse final, coloca a mão na anca e, como uma hélice, gira o braço direito de forma freneticamente rápida. Se no primeiro acto temi que descolasse alguma massa encefálica da caixa craniana, desta feita pensei que fosse deslocar a clavícula.

A verdade é que apesar da idade, Jarboe está numa forma invejável, conseguindo um fôlego continuo que lhe permite vozes lancinantes e alento pleno de pulmão de atleta. Entre cada tema o tempo de aplausos já batia recordes, e desta feita a ovação foi muito para lá do que o que seria plausível, tal a resistência que as mãozinhas dos presentes demonstraram, mal acabou o momento de ‘estrelato’ de Phil. Para o – único - encore a banda volta com ‘cara’ de profunda gratidão e realização, numa emoção que, desta feita, vai na direcção público-palco. O tema escolhido para este ponto final foi «Mother/Father», dedicado a Michael Gira (de Swans).

Mais um concerto único e uma memória que nada nos apagará. Ao Carlos e à Célia, do Fade In, voltamos a expressar a nossa eterna gratidão por apostarem em ‘sons’ a que dificilmente teríamos acesso. O próximo momento a não perder dá-se já neste sábado dia 12 de Novembro, no renovado Culto Bar, em Almada. Desta feita o Fade In trará os The Eternal Afflict, mítica banda de San Diego, que nos virá fazer recordar as longas noites da Juke Box.

Texto: João Matos
Fotos: Eva Matos

«Lifeforce» CD
Massacre Records/Recital
Depois de terem contado com Alexi Laiho como convidado e produtor do último disco e das notícias que deram conta do ataque cardíaco que o vocalista Pete Beck sofreu em 2004, os Griffin têm visto a sua música ser relegada para segundo plano cada vez que são notícia. Dispostos a colocar de novo as luzes na direcção da sua música e com um Pete Beck (quase) totalmente recuperado – recentemente o vocalista cancelou a sua presença em alguns espectáculos de Griffin, que tiveram que apresentar outro vocalista – a banda norueguesa apresenta aqui o seu quarto disco, onde continua a explorar a mistura de power metal e rock’n’roll que tinha sugerido no último «No Holds Barred». É complicado explicar o que não funciona na música de Griffin, mas é quase certo que, em alturas diferentes, chega a ser quase tudo. Com um bom poder de debitar solos de guitarra bem feitos (cortesia de Marcus Silver), os Griffin têm os seus pontos fracos centrados principalmente na voz de Pete Beck e na ausência de elementos musicais que façam as suas composições sobressairem. A estes quase incontornáveis handicaps, a banda norueguesa responde com riffs medianos, muito entusiasmo e algumas tentativas de variação na sua receita musical. O tiro sai-lhes quase sempre ao lado, por mais voltas que dêm... e eles dão-as, chegando inclusivamente a colocar um coro muito soul’n’blues no tema «Premonition» para ajudar Pete Beck a soar mais melódico sem estragar nada que não possa ser arranjado depois. Ainda assim, a pista dada na última faixa, «Unforgiver», em que o refrão surge muito mais melódico e com um contraste mais vincado com a guitarra do convidado Andy LaRoque, pode sugerir uma melhoria no campo artístico dos Griffin, se seguirem por esse caminho no futuro. Por agora, «Lifeforce» não passa de um álbum pouco mais que medíocre de power metal com incursões pelo rock’n’roll, com alguns solos engraçados e pouco mais. (4/10)
Os Sadus estão a preparar o seu regresso às edições para Fevereiro de 2006, altura em que editam o novo álbum, «Out For Blood». O disco vai conter 11 novas faixas e três versões de outras bandas, casos de Invaders e Merciless Death. O disco vai ainda conter um vídeo com cenas de bastidores em secção multmédia.
Os suecos Psychopunch terminaram as gravações do seu próximo álbum de originais, que será o sexto da sua carreira. A produção do disco ficou a cargo de Pelle Saether, responsável por produções de discos de No Fun At All, The Hives e Carnal Forge, entre outros. O álbum vai ter o título «Kamikaze Love Reducer» e deverá ser mais uma bomba de punk'n'roll sueco como os Psychopunch já nos habituaram. Espera-se o lançamento para dia 23 de Janeiro de 2006.
Amanhã, dia 11 de Novembro, o Lado Negro Bar, em Almada, tem uma noite dedicada à cultura celta, com gestão musical a cargo de DJ Índio, que colocará a tocar uma mistura de sonoridades celtas, medievais e dark-folk. Durante a noite, ao consumir-se duas imperiais tem-se direito à terceira.

O próximo álbum de Bob Catley - o quinto da carreira a solo do senhor - vai chamar-se «Spirit Of Man» e é editado no dia 27 de Janeiro pela Frontiers Records. «Spirit Of Man» surge quase três anos depois do último «When Empires Burn». Escutem samples aqui, aqui, aqui e aqui.
- Why Angels Fall e VS777 ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 22.00h

«La Muerte» CD
Nuclear Blast/Recital
Segundo a Bíblia do death metal, os Gorefest foram, na década de 90, uma das principais bandas da cena europeia, tendo quase toda a sua discografia entre a lista dos 100 álbuns essenciais do estilo nos anos 90. É, portanto, natural que o regresso do grupo holandês ao activo seja algo que entusiasme os fãs do estilo e não levante a habitual questão sobre porque é que estão tantas bandas mortas a reunirem-se hoje em dia. «La Muerte» não é um álbum de death metal com raízes no rock dos anos 70 como o último disco que os Gorefest gravaram antes de se separarem - «Chapter 13» - mas traz de volta algumas das suas imagens musicais de marca. A primeira é, desde logo, a voz única de Jan-Chris de Koijer que, não estando tão potente quanto nos velhos tempos, continua a ter aquela entoação do estômago que fica tão bem no death metal da banda. Depois, o colectivo regressa com temas cheios de riffs com mais groove do que aquilo a que nos habituámos a ouvir ultimamente, quase a roçar o deathrock, embora os solos se mantenham bem enraizados no death metal clássico. A sonoridade de «La Muerte» fica completa com uma secção rítimica no ponto e com boa sonoridade (a bateria de Ed Warby parece um autêntico canhão de guerra). Com esta receita, os Gorefest partem para um disco onde há de tudo para todos: desde os temas rápidos e imparáveis aos mais lentos e demolidores, passando por um tema - «You Could Make me Kill» - que contém um dos mais melódicos leads de guitarra que os Gorefest já escreveram e um instrumental que faz a ponte entre os anos 90 dos Gorefest e o novo milénio de bandas como Mastodon – e que por acaso é o tema-título. O regresso dos holandeses não tenta disfarçar a idade da banda, mas também não tenta fazer-nos crer que os últimos 10 anos não passaram. Por isso, «La Muerte» é o disco que os Gorefest teriam feito se tivessem continuado a lançar álbuns nos últimos sete anos; e isso joga a favor deles. E dos fãs. (8/10)
Os Invoke viram-se recentemente obrigados a cancelar dois compromissos ao vivo devido a assuntos pessoais de membros da banda. Aproveitando a pausa, a banda vai regressar a estúdio para completar as gravações do álbum de estreia, «Next Of Kin».
É já na próxima semana, mais concretamente no dia 15 de Novembro, que os portugueses VS777 editam uma nova demo, que visa fazer a ponte entre a primeira promo - actualmente esgotada - e o novo trabalho, que a banda começa a gravar em breve. Assim, esta nova demo-CD contém quatro temas: «Humanometer '05» (originalmente lançada na promo e regravada para um split que nunca chegou a ser editado), «3/3-CBS» (lançada originalmente na promo, agora remasterizada), «Stellar Horror» (faixa a ser incluída no MCD «The Saturn Komplex») e «The Saturn Komplex» (gravada ao vivo no primeiro concerto da banda).
Os brasileiros Somberlain têm agora uma página no myspace. Vejam-na aqui. Entretanto, a gravação do álbum de estreia não aconteceu, como previsto, no passado mês de Agosto, tendo sido adiada para Dezembro devido a alguns compromissos de membros do grupo.

Os franceses Dagoba terminaram recentemente as gravações do seu segundo álbum, feitas com Tue Madsen (Mnemic, Hatesphere, The Haunted) no Antfarm Studios, na Dinamarca. Simen 'Vortex' Hestnaes, de Arcturus e Dimmu Borgir, esteve também em estúdio, para gravar a sua participação vocal em dois dos temas. A edição no novo disco de Dagoba está prevista para 20 de Fevereiro de 2006.
A Napalm Records está a oferecer um CD-sample de 16 faixas, com músicas dos artistas da editora, a quem encomendar discos online da página da empresa austríaca.
A banda italiana de death metal Gory Blister prepara-se para editar o seu novo álbum, chamado «Skymorphosys», no final do próximo mês de Janeiro, via Mascot Records. Serão, segundo a editora, 14 faixas de death metal brutal, vicioso, técnico e melódico, na melhor tradição de Death.
O concerto de Desire no sábado, dia 12 de Novembro, no Café Teatro de Viana do Castelo, contará com a presença dos Hordes Of Yore a assegurar a primeira parte do espectáculo. A hora de início do evento mantém-se prevista para as 23.00h.

No próximo sábado, dia 12 de Novembro os The Prostitutes e os Dead Singer actuam ao vivo no Hard Club, de Gaia, a partir das 22.00h. O consumo mínimo na noite será de Eur 5,00.

No dia 26 de Novembro, sábado, os Dr. Salazar e os Alluminia actuam ao vivo na Casa da Juventude de Sintra, na Tapada das Mercês, a partir das 17.00h. A entrada é livre.
- Gorgoroth e 1349 ao vivo no Hard Club (Gaia) - 21.00h
- Edição de «...The Beat Goes On», de Blacklisted
24.10.2005 Paradise Garage, Lisboa

Há pouco mais de uma semana, a sala lisboeta do costume (Garage, em Alcântara) abriu as suas portas para receber, uma vez mais, a mítica banda britânica The Mission.
Quando em 85 Wayne Hussey deixou os The Sisters of Mercy com a missão de formar uma nova banda, não contaria por certo vender mais de três milhões de álbuns e continuar, passados 20 anos, a encher salas com fieis devotos, ansiosos por entoar pela enésima vez clássicos como: «Deliverance» ou «Butterfly on a Wheel». A verdade é que, desde as gerações contemporâneas à génese do projecto, a um público mais recente, o interesse pela banda contínua intocável.
Desta feita, o mote foi a promoção do futuro DVD da banda intitulado «Lighting The Candles». Prestes a ser lançada, esta proposta não só faz uma fiel passagem por todos os momentos clássicos, como oferece o novo single «Breath me In».
Mal Wayne apareceu em palco, houve logo a sensação de estarmos perante um irrefutável ídolo e com o cabelo muito vermelho e uma castiça camisinha, rápidamente se deixou levar por um público sedento de recordações. O set escolhido levou-nos a hora e meia de puro ‘best-of’, onde não faltaram todos os temas esperados, incluindo os hinos: «Wasteland», «Tower of Strength», «Beyond The Pale», «Deliverance» e «Butterfly On A Wheel». «Deliverance» foi o último tema da noite, antes do regresso ao palco e, já depois de todos os elementos da banda estarem no backstage, o público continuou a cantá-lo durante mais dois minutos, num chamamento de banda mais original que o usual “olé olé” ou o “Portugal! Portugal! Portugal!”.

Entre os temas, Wayne esforçava-se por se dirigir ao público num português um pouco inventado, e disse estar a viver no Brasil - sem efeitos práticos, por enquanto. O primeiro contacto em ‘lusitano’ foi ao erguer uma garrafita de vinho tinto, que o próprio fez questão de ir vazando no intervalo de cada tema. Curioso também foi o facto de, durante a actuação, uma moça se ter aproximado do palco para, de forma discreta, ter passado a Wayne um papelito que este leu, mesmo enquanto cantava. Que será que diria tal bilhetito? Seria uma proposta para procriar? Se sim não sei se é boa ideia, já que as intentas digressões não pouparam a corrosão que o líder de The Mission já ostenta... mas pronto, pois que talvez não fosse uma desilusão “pás afoitas grupies”.
A abrir a noite aguardava-se a banda norueguesa Elusive que por nenhuma razão transmitida foi substituída pelos Phantom Vision. A banda da Amadora não tinha muito tempo disponível para um set extenso, mas ainda assim conseguiu espevitar a meia casa já presente, com o seu gótico-retro-pop.

O tema que serviu para os apresentar foi mesmo o single «Calling the Fiends» a que se seguiu «Last Frontier». O obrigatório «Archfiend» veio pelo meio, com a sala já mais composta para assistir ao derradeiro «The End» seguido de «Total Eclipse». Uma vez mais uma prestação que não deixa ninguém indiferente na banda de quem se pode dizer ser o maior ‘orgulho gótico’ nacional. Sabe sempre bem ver e ouvir Phantom.

Texto: João Matos
Fotos: Eva Matos

«Schizo Deluxe» CD
AFM Records/Recital
O problema de Annihilator, nos seus 16 anos de carreira, tem sido definitivamente a formação. Jeff Waters não consegue manter nenhum elemento na sua banda mais do que três álbuns seguidos e isso acaba, quase sempre, por ditar uma descontinuidade de disco para disco. Apesar da guitarra e composição de Waters manter o estilo de Annihilator dentro de uma espécie de power-thrash muito pessoal, mudar constantemente um posto como o vocalista acaba por mudar a sonoridade de uma banda, quer queriamos quer não. Neste momento é Dave Padden que agarra no microfone em Annihilator e a sua evolução na banda começa a fazer sentir-se em «Schizo Deluxe». Mais solto e desenvolto do que em «All For You», Padden aventura-se, nos temas deste disco, por terrenos menos sólidos, optando por algumas melodias que fazem juz ao nome do álbum e acabando por puxar Jeff Waters para o mesmo tipo de terrenos. Só assim se pode explicar que um lead de guitarra como o de «Too Far Gone», digno de um verdadeiro ‘guitar-hero’, tenha estado todos estes anos dentro de Waters para sair apenas agora. Depois, a melodia que Dave Padden acrescenta ao virtuosismo e poder da guitarra de Annihilator resulta de muitas maneiras diferentes ao longo dos 10 temas de «Schizo Deluxe», mas em todas elas parece funcionar bem; tanto no mais introspectivo e harmónico «Clare» como no insano e rápido «Invite It», Annihilator parece uma máquina bem-oleada de power-thrash inventivo e técnico como em poucos álbuns da sua carreira – normalmente aqueles em que a formação da banda se mantém intacta. Capaz de manter uma certa coerência estilística e não embarcar em modas mas incapaz de manter uma banda à sua volta por mais de cinco anos, Jeff Waters permanece imutável na sua intenção de fazer bons álbuns de heavy metal. Em «Schizo Deluxe» consegue-o. (8/10)
Os Melechesh anunciaram que Proscriptor (de Absu) não trabalhará com a banda na gravação do próximo álbum. A decisão foi tomada de mútuo acordo devido a dificuldades de gestão de calendários e a restrições geográficas. Proscriptor era membro de Melechesh desde 1999 e gravou dois discos com a banda liderada por Ashmedi: «Djinn» e «Sphynx».
A editora grega Black Lotus assinou um contrato discográfico com os franceses Pitbulls In The Nursery. A banda está no activo desde 2001 e chamou a atenção da Black Lotus com a demo de três temas «Impact», que esgotou num ápice, e que agradou especialmente a fãs de Dying Fetus, Death, Atheist e Meshuggah. Agora o álbum de estreia, chamado «Lunatic», vai ser gravado no Studio des Milans (Gojira, Psykup, Trepalium) durante três semanas, com a masterização a ser entregue a Jean Pierre Bouquet (Loudblast, Watcha, Lofofora). A edição está prevista para Fevereiro de 2006.
Já está disponível a segunda edição da fanzine brasileira Metal Warriors. São 16 páginas A4, impressas em off-set, com entrevistas a Ungodly, Astarte, Zorates, Volcano, Dark Side, Violator, Opus Draconis e Leviaethan, bem como algumas críticas e reportagens. Encomendem a vossa cópia através deste e-mail.
Depois da excelente notícia que deu conta do regresso dos canadianos Aggression ao activo, agora é a vez da Great White North anunciar que vai reeditar o álbum clássico «The Full Treatment» com novo trabalho gráfico, material bónus e fotos inéditas. A edição vai ser limitada a 1.000 cópias.
«Doctrines From The Kelemath New Empire Opus 2» é o nome de uma caixa especial que contém 3 CDs e 14 cartas ilustradas por Edgar Franco, cuja música é dividida pelos dois projectos de dark-ambient Melek-Tha e Posthuman Tantra. A edição é limitada a 50 cópias, sendo que cada cópia custa Eur 50,00. Façam as vossas encomendas através deste e-mail.
No dia 13 de Dezembro é editado o disco «Into Oblivion», de Rise And Fall, uma banda cuja sonoridade é descrita pela editora - a Reflections Records - como uma mistura de hardcore de Nova Iorque com sonoridades de bandas como Black Sabbath, Entombed, Neurosis, Motörhead, Discharge e Celtic Frost. A Reflections está a aceitar pré-encomendas deste disco desde já, e a oferecer uma t-shirt PunkMetal juntamente com o disco a quem pagar Eur 20,00 - esta oferta é limitada a 75 encomendas.
No início do mês de Dezembro uma reedição do disco de estreia homónimo de Censurados vai estar disponível, a um preço muito acessível, juntamente com o jornal Blitz. A edição original saiu pela El Tatu em 1990.
Eis a programação para esta semana do Clube TocSin, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa:
09.11 - Bad Music For Bad People (PostPunk, Gothrock, New Wave, 80's), com DJ Oni
10.11 - Dos anos 40 aos 80 (New Wave, 80's, Rockabilly, MPP), com DJs Lu & Mia
11.11 - Noite Metal, Death Metal, Hard Rock, Heavy, com DJ Conqueror
12.11 - Evil Soundzz (Gótico, Electrónico, Industrial, 80's), com DJs Leathership e Dlock

A banda polaca de black metal extremo Infernum assinou um contrato discográfico com a Sound Riot Records, válido por três discos. Os Infernum foram uma das bandas míticas da cena black metal dos anos 90 tendo, no entanto, permanecido o seu segundo álbum, chamado «The Curse», inédito até aos dias de hoje. Felizmente, este contrato com a Sound Riot vem mudar tudo e a aguardda edição de «The Curse» está agora prevista para o início de 2006. Um novo álbum de originais deve ser editado no final de 2006.
Os heróis do speed metal extremo britânico, Dragonforce, estarão em Portugal no dia 10 de Fevereiro, a fazer a primeira parte do concerto dos alemães Edguy no Hard Club, em Gaia. Esta será a segunda vez que a banda de Herman Li actuará em Portugal, depois de terem feito a primeira parte do último concerto de Iron Maiden em Portugal, no Pavilhão Atlântico.
- Drill ao vivo na Fnac do Colombo - 21.00h
- Thee Orakle ao vivo na Semana do Caloiro da UTAD, em Vila Real - 22.00h
- Deep Insight ao vivo na Semana do Caloiro de Vila Nova de Famalicão - 23.50h
- Edição de «Outside Looking In», de Bruce Turgon
- Edição de «The Mob», de The Mob
- Edição de «Pain Necessary To Know», de Ephel Duath
- Edição de «Fall Of The Despised», de Severe Torture
- Edição do CD/DVD «Live In Atlanta», de Seventh Key
- Edição do DVD «Livin' The Dream», de Magnum
- Reedição de «Stormblast», de Dimmu Borgir
O novo álbum de originais de Guru Guru, «In The Guru Lounge» vai servir de motivação para uma série de oito reedições de discos da lendária banda de kraut-rock liderada por Mani Neumeier; «Mani und seine Freunde» e «Moshi Moshi» são os primeiros, chegando às lojas já no dia 11 de Novembro.

«Majestic» CD
Mayan Records/Edel
Poucas bandas de power metal têm a identidade e sonoridade tão definida como os Gamma Ray. Kay Hansen e companhia têm vindo a construir uma carreira sólida e consistente, baseada em grandes discos de power metal que melhoram cada vez mais nas últimas propostas, casos de «No World Order» e «Powerplant». «Majestic» não é excepção. «My Temple», o tema de abertura, não deixa dúvidas que, quer em termos de poder, quer a nível de qualidade de som e composição, os Gamma Ray não baixaram a fasquia de qualidade. Nem todas as músicas do disco têm a qualidade e o poder de empolgar do tema de abertura, mas as 10 faixas de «Majestic» nunca desiludem os fãs, e é principalmente isso que se pretende de um novo disco de Gamma Ray. Obviamente a banda não vai mudar agora, a meio da sua segunda década de carreira – e muito menos o seu power metal actual vai convencer quem não se deixou convencer pelos discos anteriores do grupo. No entanto, «Majestic» tem tudo a ver com os riffs pesados de duas guitarras bem altas, solos épicos, secção rítimica certinha, melodias de teclados pomposas e majestosas – embora subjugadas às guitarras – e aquela voz mítica de Kai Hansen que nos faz sonhar com os melhores – e mais pesados – tempos de Helloween. Em «Majestic» salva-se o power metal pelo que ele tem de melhor – o seu lado clássico – e consegue-se apelar ao saudosismo de um estilo sem recorrer a piroseiras ou receitas musicais gastas e baças. Não existem muitas bandas capazes de o fazer assim, hoje em dia, como os Gamma Ray. E, aqui, convém voltar a ler a primeira frase desta crítica. (7/10)
Os Facedowninshit assinaram um acordo discográfico com a Relapse Records. A banda está neste momento a preparar o primeiro disco a ser lançado ao abrigo deste acordo, que deverá sair na Primavera de 2006.
A tempo de coincidir com o lançamento do seu novo disco, chamado «Future's Calling», os suecos Dreamland relançaram a sua página de internet. Vejam-na aqui.
- Deep Insight em showcase acústico na Fnac Gaiashopping (Gaia) - 17.00
- Young Gods e Bizarra Locomotiva ao vivo na Aula Magna de Lisboa - 21.00h

«Regression» CD
Scarlet Records/Recital
Ouvir este disco sem saber quem são os músicos por detrás de Smaxone pode ser uma experiência interessante. A mistura de metal extremo e melodias com uma abordagem moderna que, apesar de tudo, está bem aberta a influências que vão do mais old-school ao mais progressivo metal surpreende quem ouve «Regression» sobretudo pela sensação de imprevisibilidade que instala desde a primeira faixa. Depois de se saber que, para além do mentor Casper Skafte (guitarras, baixo, teclas) e do seu ex-companheiro de Elopa Claus Lillelund (voz limpa), são dois elementos de Mnemic – Brian Brylle Rasmussen (bateria) e Michael Bøgballe (voz agressiva) - que fazem parte de Smaxone, tudo começa a fazer sentido. Existem, afinal, mais do que meras referências à dinâmica quase esquizofrénica de Mnemic nas harmonias vocais cruzadas entre os dois cantores de serviço em Smaxone – e essa é uma das principais virtudes de «Regression», que faz a música dos 10 temas balançar sempre entre a agressividade desenfreada e a melodia quase emocionante. A música é tão variada quanto seria de esperar de uma excelente estreia de músicos que não são propriamente inexperientes. Do mais industrial «Freedom 2003» - que conta com um solo de guitarra todo heavy metal anos 80 e um ambiente etéreo bem carregado – às referências de prog-rock do último tema «I See You Part 2», passando pelo piscr de olhos à sonoridade de Devin Townsend em «If you Could», todo o disco está extremamente bem conseguido em termos de dinâmica, harmonia, peso, agressividade e gravação, podendo inclusivamente ser olhado como o lado mais emotivo – e variado – de Mnemic sem qualquer desprimor para uns ou outros. (8/10)
Os norte-americanos Fates Warning vão lançar, no final da próxima semana, o DVD «Live In Athens», com um concerto de 90 minutos gravado na capital grega durante a última digressão europeia da banda, em Fevereiro deste ano. Nesta digressão os Fates Warning tiveram como convidados o baterista e vocalista de Spock's Beard Nick D'Virgilio e o ex-teclista de Dream Theater e mentor de Chroma Key Kevin Moore. O material-bónus do DVD inclui, entre outras coisas, os temas «The Eleventh Hour» e «Another Perfect Day» gravados ao vivo no Headway Festival na Holanda, com o convidado especial Mike Portnoy (Dream Theater) na bateria.
«Unretrofied», o terceiro single e vídeo retirado do mais recente álbum de Dillinger Escape Plan, chamado «Miss Machine», vai aparecer no jogo WWE Smackdown Vs. Raw, que a Sony vai lançar para a Playstation 2 e plataformas PSP. O vídeo-clip do tema deve, entretanto, começar a aparecer em tudo quanto é programa de televisão especializado em metal. Entre 6 de Novembro e 10 de Dezembro os Dillinger Escape Plan estarão, entretanto, em digressão pelos Estados Unidos.
A reedição do disco «Solar Lovers», de Celestial Season, juntamente com os EPs «Sonic Orb», «Above Azure Oceans» e «Flowerskin» como bónus, foi firmada pela Displeased Records para o dia 28 de Janeiro de 2006.
Os australianos Vanishing Point estão neste momento à procura de um novo baixista. Encontrem todos os pormenores sobre como concorrer ao lugar aqui. Assim que o novo baixista estiver no seio da banda, o grupo volta aos concertos e toca, inclusivamente, no festival ProgPower deste ano.
Os Projecto 103, juntamente com três outras bandas a anunciar, actuam ao vivo em Cabanas de Tavira, na Associação Recreativa Cabanense, no sábado dia 12 de Novembro, a partir das 21.00h.
No próximo sábado, 12 de Novembro, os Desire actuam ao vivo no Café-Teatro de Viana do Castelo, a partir das 23.00h. A entrada custará Eur 5,00, com direito a uma bebida de cápsula.

«Stormblåst» CD
Nuclear Blast/Recital
A polémica instalou-se desde que os Dimmu Borgir anunciaram que se preparavam para relançar o seu segundo álbum, «Stormblåst», de 1996, numa versão totalmente regravada. Os fãs mais puristas da banda acharam que se tratava de uma maneira da banda facturar umas coroas extra sem ter que ser muito criativa. Os novos fãs, mais adeptos da fase mais ‘limpinha’ do grupo e que nunca morreram de amores pela produção dos dois primeiros discos, aguardaram ansiosamente pelo resultado. Pois bem, o resultado está aqui. O «Stormblåst» versão 2005 tem dois temas-extra («Sorgens Kammer – Del II» e «Avmaktslave»), um DVD-bónus com uma actuação da banda no Ozzfest 2004 e a bateria regravada pelo senhor Hellhammer (Mayhem, Arcturus, etc). Razões mais do que suficientes para fazer os mais irredutíveis fãs da primeira fase da carreira de Dimmu Borgir vacilarem à vista desta nova versão. Para além disso, Shagrath e Silenoz – os dois únicos elementos de Dimmu Borgir envolvidos nesta regracação – esforçaram-se conscientemente para não alterar muito na estrutura das músicas, limitando-se, na maior parte dos casos, a dar às músicas a boa produção que o trabalho merecia. É que, quer queiramos quer não, «Stormblåst» foi, em 1996, um álbum revolucionário, que começava por ser apenas ‘mais um’ disco de black metal ligeiramente influenciado por melodias pagãs para, logo a partir da segunda música, se transformar num festim de negridão onde black metal extremo, atmosferas mórbidas, influências clássicas e abordagens instrumentais plenas de virtuosismo partilhavam o mesmo disco. E, seja qual for a motivação para esta regravação, o «Stormblåst» que agora nos surge ganha uma nova dimensão, afastada do documento quase histórico de 1996 para mostrar um disco que mantém a sua actualidade artística e se mantém quase inigualável em termos de intensidade e atmosfera. (8/10)
- Colhões de Ferro Metalfest: Deskarga Etilika, Vizir, Panzer Frost, Sick Maniacs, Fetal Incest e Under Fetid Corpses ao vivo no Centro de Juventude das Caldas da Raínha - 21.30h
- Smartini, Inflow, Drop D, Aphelion Aphrodites, Mantra e Tragic Comic ao vivo no Centro Cultural de Paredes de Coura - 21.30h
- The Rasmus e Deep Insight ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Theriomorphic, VS777 e Scent Of Death ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 22.00h
- The Rasmus e Deep Insight ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Opus Draconis e SkyEyes ao vivo no Ritmus Bar (Corroios) - 22.00h
- Deep Insight ao vivo no Club Lagars (Porto) - 2.00h
- Portimão Rockfest III: Mata-Ratos, Mother's Last Child e Payasos Dopados ao vivo em Portimão
- Why Angels Fall ao vivo na Fnac AlgarveShopping (Albufeira)
Os suecos Burst terminaram as gravações do vídeo-clip do tema «Where the Wave Breaks», retirado do seu mais recente álbum, «Origo». Já há fotos exclusivas da gravação do vídeo, que podem ser vistas aqui. A estreia do vídeo - o primeiro a ser retirado deste segundo álbum da banda sueca - deve acontecer ainda este mês, antes dos Burst iniciarem a digressão europeia com Opeth.
Os suecos Anata revelaram a lista de temas que vai fazer parte do próximo álbum de originais, «The Conductors Departure», a ser editado nas primeiras semanas de 2006 pela Earache. O disco vai conter os seguintes temas: «Downward Spiral Into Madness», «Complete Demise», «Better Grieved Than Fooled», «The Great Juggler», «Cold Heart Forget in Hell», «I Would Dream of Blood», «Disobedience Pays», «Children's Laughter», «Renunciation» e «The Conductor's Departure».
Os black-metallers suecos The Legion terminaram a masterização do seu novo álbum, «Revokation», que foi feita no Teilor Maid Studio, na Suécia, depois das gravações terem decorrido nos estúdios Art Decay e Endarker, durante o último Verão. A editora descreve o disco como uma violentea mistura de «Batlles In The North», de Immortal com Angel Corpse.
O novo trabalho dos finlandeses Impaled Nazarene - o seu nono álbum de originais - vai chamar-se «Pro Patria Finlandia» e vai ser editado no dia 28 de Março de 2096 pela Osmose Productions. O disco vai ser gravado em meados de Novembro no Sonic Pump Studio, com produção de Tapio Pennanen.
A From Beyond Productions, sub-editora da Displeased Records, tem dois novos lançamentos planeados para o final deste mês, mais concretamente para o dia 28. O primeiro é «Hammer Of Darkness», o segundo álbum dos chilenos AmmiT, que regressam com o seu thrash metal de culto. O segundo é o EP em 10" de Pentacle, chamado «Archaid Undead Fury», com dois novos temas exclusivos desta experiente banda de death metal. Esta edição é limitada a 999 cópias.
Os suecos Assailant, que contam na sua formação com o guitarrista Oscar Norberg - irmão de Emil Norberg de Savage Circus e Persuder e de Nils Norberg de Nocturnal Rites - estão neste momento em estúdio a gravar o seu disco de estreia. Com as partes de guitarra, baixo e sintetizadores previamente gravadas no seu próprio estúdio, a banda está agora no Musikantens Studio, em Umea, a gravar a bateria. Seguidamente, a 4 de Dezembro os Assailant entrarão nos Hammer Music Studios, na Alemanha, para gravar as vocalizações. Há um diário de estúdio aqui. O disco, que ainda não tem título provisório, vai ser editado no dia 27 de Março de 2006 via Dockyard 1.

É já amanhã que decorre o Colhões de Ferro Metalfest, no Centro de Juventude de Caldas da Raínha, a partir das 21.30h. Pelo palco passarão os Deskarga Etilika, Vizir, Panzer Frost, Sick Maniacs, Fetal Incest e Under Fetid Corpses. A entrada custa Eur 4,00.
- Deep Insight em showcase acústico na Fnac do Colombo Lisboa) - 16.00h
- Portimão Rockfest III: Mindlock, Albert Fish e Face Of A Virus ao vivo em Portimão - 20.00h
- Steve Vai ao vivo na Aula Magna, em Lisboa - 21.00h
- Young Gods e Bizarra Locomotiva ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- The Rasmus e Deep Insight ao vivo no Paradise Garage (Lisboa) - 22.00h
- Decreto 77 e Left Hand ao vivo no Lótus Bar (Cascais) - 23.00h
- Perfeito Defeito ao vivo no First Bar, em Corroios - 23.00h
- Eleven ao vivo no Kamarro Klub (Barreiro)
- Edição de «The Dead Word», de Dead Soul Tribe
- Reedição de «Grim», de Wooly Wolstenholme's Maestoso

«Portals Of Uphobia» CD
Osmose Productions/Recital
Segundo álbum para os holandeses Detonation, que procuram fazer um death metal melódico tão sueco quanto lhes é possível. A estreia, «An Epic Defiance», tinha impressionado em 2003 precisamente por isso: era ‘apenas’ uma estreia e a banda já imulava quase na perfeição os seus heróis da Suécia. Em «Portals Of Uphobia» o quinteto introduz um aspecto mais atmosférico na sua música, nomeadamente com a entrada e saída acústicas de «Solitude Reflected» e com o instrumental «Lost Euphoria Part III«, que ‘parte’ o disco ao meio. Ainda assim, os Detonation não se afastam muito – nem querem – do espectro do death metal sueco com laivos thrash que esteve tão na moda até há um par de anos. Apesar de tecnicamente bem feito, bem gravado e com melodias, arranjos e solos de que os fãs do estilo não se podem queixar, existe o ónus da originalidade: uma banda não é verdadeiramente original até provar que o pode ser. Existe pouca vida nos temas de «Portals Of Uphobia» para além da habitual competência sueca – que neste caso é holandesa – mas ainda assim os 10 temas do disco podem constituir uns 45 minutos bem passados para quem ainda consegue ouvir riffs cortantes e hipnóticos, leads melódicos, refrões cheios de açúcar e solos a correr para apanhar o combóio feitos com entusiasmo mas sem nada que realmente os distinga da concorrência. Os Detonation bem se esforçam por variar as músicas do álbum em termos rítmicos - «Chaos Banished», à quarta faixa, com o seu ritmo mais lento, poderia ser uma pista, mas o grupo não a segue nos outros temas. Agarradinhos como estão ao discos suecos que têm na colecção, os holandeses nunca colocam o pé em ramo muito verde e, num segundo álbum, isso começa a parecer mal. Num terceiro álbum será mesmo imperdoável. (6/10)
«Synchestra», o novo álbum de Devin Townsend (de Strapping Young Lad) é editado no final de Janeiro de 2006, via InsideOut Music. Townsend descreveu o disco como "muito parecido com os «Ocean Machine» e «Terria» mas gravado como o «Infinity»". Steve Vai é convidado numa das faixas do disco. A coisa promete.
Os norte-americanos Unearthly Trance assinaram um contrato discográfico com a Relapse Records. Neste momento, a banda nova-iorquina está em pleno processo de composição para aquele que será o seu terceiro álbum de originais - o primeiro lançado pela Relapse. O trabalho vai chamar-se «Trident» e o seu lançamento está previsto para a Primavera de 2006. Os Unearthly Trance tornaram-se famosos no underground devido aos dois discos lançados pela Rise Above Records, editora de Lee Dorrian, vocalista de Cathedral.

A celebrar o 30.º aniversário da sua carreira, os Motörhead vão relançar o seu último álbum de originais, «Inferno», numa edição especial de 30,º aniversário, num luxuoso digipack que conterá um DVD-bónus com o concerto de aniversário da banda no Hammersmith Apollo, gravado a 16 de Junho deste ano, bem como um documentário de uma hora sobre a banda, o clip do último single «Whorehouse Blues», um making-of do mesmo clip e um pequeno documentário (cerca de 20 minutos) sobre Joe Petagno, o artista por detrás das capas de Motörhead.
Foi criado um blog dedicado à década de 80 do heavy metal nacional. Podem vê-lo aqui. Quem tiver material com que queira contribuir para o blog, deve enviá-lo para este e-mail.
A editora mexicana Witchcraft Records tem dois novos discos acabadinhos de lançar e prontos para encomendas directas. O primeiro é a edição mexicana de «Twilight Before Sunfall», o segundo disco da banda ucraniana de black metal épico Tangorodream, com duas faixas-bónus e um autocolante. O segundo é «Black Cataclysm», o disco de estreia dos black-metallers mexicanos From Forgotten Being. Esta edição é limitada a 500 cópias.
Os italianos Sadist vão reeditar os dois primeiros discos através da Beyond Productions. A primeira reedição vai ser do álbum «Above The Light», o primeiro dos Sadist, lançado originalmente em 1993. A reedição vai ser lançada em Dezembro, com os temas originais remasterizados nos Nadir Studios, de Tommy Talamanca, mais duas faixas-bónus, bem como as letras, que não estavam incluídas na versão original. A reedição de «Tribe» está prevista para os primeiros meses de 2006.
A Golden Lake Productions editou esta semana «Dominaeon», o novo álbum dos doomsters Forsaken. Este é já o terceiro álbum da banda de power-doom da ilha de Malta, e conta com 10 faixas de um estilo que a editora considera "uma excelente mistura de riffs grandiosos, vocalizações desesperadas e ritmos poderosos". Encomendem o disco directamente através deste e-mail.
Já saiu a nova edição da The Mick, uma das mais famosas publicações em formato PDF do underground actual. Para fazerem o download cliquem aqui.
- Steve Vai ao vivo na Casa da Música, no Porto - 21.00h

«Once Was Not» CD
Century Media/Recital
Quando uma banda chega a um determinado nível de qualidade técnica e musical e recebe o merecido reconhecimento por isso – como é o caso dos Cryptopsy – torna-se difícil manter a motivação para continuar a fazer bons discos. Para «Once Was Not», o quinto álbum de originais do quarteto canadiano, a principal motivação prendia-se com o regresso do vocalista original Lord Worm, afastado da banda desde os dois primeiros álbuns. «Once Was Not» começa por ser um trabalho típico dos reis do blast-beat, embora os Cryptopsy voltem a introduzir quantidades apreciáveis de requintado bom-gosto no seu death metal, quer em termos de pormenores, quer no que à variação diz respeito. As mudanças de tempo são constantes ao longo dos 11 temas do álbum e, embora a velocidade seja quase sempre previlegiada, é em momentos mais lentos como acontece em «The Frantic Pace of Dying» e «Endless Cemetery», na segunda metade do disco, que os Cryptopsy mostram toda aa evolução e progressão que a experiência de 11 anos de carreira lhes dá. A primeira parte do disco, ao invés, é a esperada demolição de death metal matematicamente técnico e brutalmente extremo que os Cryptopsy tão bem sabem fazer, sublimada por esse regresso da voz original de Lord Worm. Os interlúdios quase jazzísticos, a percussão arábica de «The End», a letra alemã de «Angelskigarden» ou o tom apocalíptico de «The Pestilence That Walketh In Darkness [Psalm 91: 5-8]» são apenas acessórios de um todo que vale pela velocidade e precisão técnica da sua secção rítmica. Apesar de presos a uma estética que depende da técnica, os Cryptopsy continuam a saber exactamente o que fazem, e a fazê-lo sem mácula. (8/10)

Em parceria com a banda, e para celebrar um ano sobre o lançamento da última demo dos Fear Thy Name, a Feedback tem para oferecer 10 cópias de «Riding The Chariots Of War», a demo-CD de três temas que o sexteto nacional lançou no início deste ano, a quem nos enviar um mail com o nome do estúdio em que esta demo foi gravada. As respostas serão aceites até às 00.00h de domingo, dia 6 de Novembro, ao que se seguirá um sorteio entre as respostas certas para apurar os 10 vencedores. Enviem as respostas para este e-mail. Apenas uma por pessoa, por favor.
A InsideOut Music assinou um contrato discográfico com a banda canadiana de rock progressivo Saga. O grupo liderado por Michael Sadler vai começar esta colaboração com a editora alemã com o lançamento de «Network», um novo álbum de originais, e com «The Chapters Live», um disco duplo ao vivo.
Os portugueses Cycles têm um novo site e e-mail. Vejam o novo site aqui e, a partir de agora, contactem a banda directamente através deste e-mail.
Os VS777 preparam-se para tocar dois concertos no espaço de uma semana em Lisboa. O primeiro é já no sábado, dia 5 de Novembro, no Culto Bar, em Cacilhas (Almada), onde substituem os anteriormente anunciados Invoke na noite de apresentação do novo álbum de Theriomorphic em que, para além destes últimos e dos VS777, passarão pelo palco os espanhóis Scent Of Death. Depois, no dia 9, quarta-feira, os VS777 regressam ao Culto Bar para tocarem com os Why Angels Fall. Em ambos os dias o início dos concertos está previsto para as 22.00h. Em outras notícias, os VS777 terminaram a pré-produção do seu próximo trabalho, e aguardam agora vaga em estúdio para realizarem a gravação.
A webzine brasileira Psychosis Death foi alvo de mais uma actualização, com a entrada no site de uma entrevista a Nosferatu e várias novas críticas. Visitem a página aqui.
A banda finlandesa de grindcore Rotten Sound vai cumprir uma digressão europeia, chamada Grind Your Face Off Tour 2006, durante o próximo mês de Janeiro. A digressão visa promover a reedição de «Murderworks» (produzido pelo desaparecido Mieszko Talarcyzk) e visitará países como Finlândia, Suécia, Alemanha, República Checa, Áustria, Suíça, Itália, França, Inglaterra, Bélgica e Holanda. Na estrada com os Rotten Sound andarão os Sayyadina, banda que conta com Jon Lindqvuist, de Nasum.
Os portugueses Bizarra Locomotiva foram a banda escolhida para fazer as primeiras partes dos concertos de Young Gods no Porto (4 de Novembro, Hard Club) e Lisboa (6 de Novembro, Aula Magna).
Os ingleses Beecher gravaram recentemente cinco faixas ao vivo - todas retiradas do seu último álbum, «This Elegy, His Autopsy» - para o Rock Show, da Radio 1 inglesa. A gravação, que foi captada nos Maida Vale Studios, da BBC, pode ser ouvida aqui.

O projecto Ambition, liderado por dois dos mais emblemáticos vocalistas da cena AOR - Joe Vana (Mecca) e Thom Griffin (Trillion) - vai ter o seu álbum de homónimo de estreia editado pela Frontiers Records no dia 27 de Janeiro de 2006. O duo conta ainda com a ajuda de Jean Michael Byron (ex-vocalista de Toto) num par de temas. Escutem samples do disco aqui, aqui e aqui.
No sábado, dia 5 de Novembro, os Opus Draconis e os SkyEyes actuam ao vivo no Ritmus Bar, em Corroios (junto à Renault de Vale Milhaços), a partir das 22.00h. A entrada custará Eur 3,50 com direito a uma imperial.
- Jarboe ao vivo na Casa das Artes, em Vila Nova de Famalicão

«Forever Endeavour» CD
Massacre Records/Recital
O regresso dos noruegueses Highland Glory para o segundo álbum de originais (o quarto disco, se contarmos os dois lançados como Phoenix Rising antes do recrutamento do novo vocalista) não desperta grande interesse junto das franjas de público mais apreciadoras de power metal. Isso deve ter, provavelmente, alguma coisa a ver com o facto do grupo nunca ter realmente convencido em nenhum dos seus álbuns, nem quando apresentou conjuntos de temas mais conservadores em termos de power metal, nem quando abriu o seu espectro de influências, no último «From The Cradle To The Brave», a sonoridades mais celtas. É previsível também que os Highland Glory não dêm o salto como «Forever Endeavour», especialmente porque o repentino interesse da banda pelas influências mais old-school do power metal, nomeadamente o NWOBHM não chega para tornar as músicas do álbum suficientemente interessantes para nos fazer esquecer que os Highland Glory andam apenas à procura de mais público. A receita musical do quinteto não tem nada de errado – guitarra, secção rítmica, teclados e voz cumprem bem a sua missão – mas as melodias nunca passam do que já foi ouvido vezes sem conta no power metal e o peso, os riffs ou os solos da guitarra não constituem nada de transcendental. Existe alguma coesão na música do grupo – notável quando se ‘atiram’ a temas de outras bandas no fim do álbum, como são os casos de «Wild Child» (W.A.S.P.), «Love Gun» (Kiss) ou «The Trooper» (Iron Maiden), mas em termos de composição há ainda um longo caminho a percorrer para os Highland Glory. (5/10)
O promo-CD «Domesticantion Of Human Race», dos portugueses Undersave, está disponível para download na net. Saquem-no aqui ou aqui.
Os UFO vão lançar um duplo-DVD e duplo-CD ao vivo, chamado «Showtime», no próximo dia 14 de Novembro, através da SPV. Vejam um trailer do lançamento aqui.

Os finlandeses Endstand assinaram um contrato discográfico pela Lifeforce Records. O quinteto ganhou fama devido à explosiva mistura de hardcore (old and new-school), punk e rock'n'roll que pratica. A banda tem três álbuns e vários MCDs e 7" EPs editados em cerca de 10 anos de carreira, estando neste momento a preparar o seu próximo disco, ainda sem título provisório, que a Lifeforce prevê lançar em Março de 2006. Entretanto, e já a partir de dia 7 de Novembro, os Endstand iniciam uma digressão europeia por países como Alemanha, Itália, Áustria, Suíça, Croácia, Polónia, República Checa, Hungria, França, Espanha e Suécia.
É já a partir de dia 6 de Janeiro de 2006, e até13 do mesmo mês, que os Deadsoul Tribe vão fazer a sua digressão europeia de promoção ao novo álbum, «The Dead Word». Como convidados especiais da digressão, os Deadsoul Tribe levam os alemães Sieges Even, que recentemente protagonizaram um regreso apoteótico à cena progressiva com o álbum «The Art Of Navigating By The Stars». Os países que vão ser contemplados com um concerto das duas bandas são: Holanda, Bélgica, França, Suíça e Alemanha.
Os portugueses Eleven actuam ao vivo no Kamarro Klub, no Barreiro, na próxima sexta-feira, dia 4 de Novembro.
Os finlandeses Deep Insight vão aproveitar a deslocação a Portugal, para fazer as primeiras partes do concertos de The Rasmus, no final desta semana, para cumprir algumas outras datas ao vivo. Aqui fica o programa completo das festas.
04.11 - Showcase acústico na Fnac do Colombo - 16.00h
04.11 - Ao vivo com The Rasmus no Paradise Garage - 22.00h
05.11 - Ao vivo com The Rasmus no Hard Club - 22.00h
05.11 - Ao vivo no Club Lagars (Porto) - 02.00h
06.11 - Showcase acústico na Fnac Gaiashopping - 17.00h
07.11 - Ao vivo na Semana do Caloiro de Vila Nova de Famalicão - 23.50h
- Epica e Oceans Of Sadness ao vivo no Hard Club (Gaia) - 20.30h
- Jarboe ao vivo no Teatro Miguel Franco, em Leiria - 22.00h
- Edição de «As Long As It Flows...», de Talamyus
- Edição de «Zeroland», de Antigmata
- Edição de «Sedimente», de Wojczech
- Edição de «Dimension 303», de Catheter
Eis a lista de temas completa que vai fazer parte do novo álbum de banda de death metal brutal holandesa Severe Torture, chamado «Fall Of The Despised»: «Endless Strain of Cadavers», «Sawn off», «Unconditional Annihilation», «Consuming the Dying», «Impulsive Mutilation», «Dead From the Waiste Up», «Decree of Darkness», «Enshrined in Madness», «End of Christ» e «Fall of the Despised». O disco é lançado no próximo dia 7 de Novembro através da Earache Records. Há uma entrevista com a banda no site da editora. Leiam-na aqui.
Eis a programação para esta semana do Clube TocSin, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa.
02.11 - Another Lighter Way - Gótico/80's/Alternativom, com DJs No DJ e Roff
03.11 - Noite Vanguarda - Gótico/80's New Wave, com DJ Dark Venus
04.11 - Noite Metal/Death Metal/Hard Rock/Heavy, com DJs Psycho e Conqueror
05.11 - The Graveyard X-Press - Gothic Rock/DeathRock/Post-Punk/Coldwave, com DJs Stygmata e Treccine
Como forma de celebrar o 30.º aniversário de carreira, os suecos Kaipa vão lançar uma caixa de cinco CDs chamada «The Decca Years 1975-1978». Esta caixa contém todo o material que a banda liderada por Hans Lundin gravou nos seus primeiros anos de actividade. Isto significa os três primeiros álbuns de Kaipa, «Kaipa» (1975), «Ingett nytt uner solen» (1976) e «Solo» (1978) totalmente remasterizados e com material bónus. Para além disso, a caixa vai conter dois discos de material até aqui inédito no formato de CD: «Kaipa Live» conta com 11 títulos gravados ao vivo na Dinamarca e Suécia e «1974 Unedited Master Demo Recording» recolhe 11 faixas de demos de temas até aqui parcialmente desconhecidos. A caixa «The Decca Years 1975-1978» vai ter uma edição limitada a 3.000 cópias.