
«Malevolent Rapture» CD
Massacre Records/Recital
De volta com uma nova denominação devido a motivos legais que se prendem com antigas editoras da banda, os holandeses Occult parecem mais enfurecidos e energéticos que nunca, mudando pouco na sua sonoridade mas atancando o seu thrash/death metal com uma energia inabalável. Se, por um lado, Legion Of The Damned tem o pesado legado de Occult nas suas costas, por outro lado os quatro músicos holandeses tinham aqui liberdade quase total para encetarem as tais mudanças na sua sonoridade que os mais críticos lhes vinham recomendando há uns anos. Precisamente por isso, «Malevolent Rapture» é quase um tributo ao mais extremo e coeso thrash/death que a banda holandesa usa como imagem de marca, gravando a sangue mais 10 temas de puro ódio, rapidez e execução técnica irrepreensível na sua carreira, e começando com chave de ouro a discografia dos ‘novos’ Legion Of The Damned. Com a factura de criatividade quase em branco neste disco – mas socorrendo-se de uma sonoridade própria que criaram há mais de uma década, os músicos de Legion Of The Damned concentram-se pura e simplesmente em tornar os 10 temas de «Malevolent Rapture» uma experiência marcante em termos de audição de metal extremo, e conseguem-no. Praticamente não existem pontos fracos no disco, que goza também da produção certa para a sonoridade da banda – clara, não sendo plástica – e de uma motivação quase sem precedentes por parte dos músicos. Por tudo isso, «Malevolent Rapture» seria o melhor disco da mais recente carreira dos Occult, pleno de ritmos demolidores, grooves irresistíveis e blast-beats devastadores, com riffs que vão bem com o death/thrash assassino da banda e vocalizações milimetricamente colocadas entre os dois estilos de metal. Assim sendo, e ainda que seja injusto chamar a isto a estreia de uma nova banda, temos que considerar «Malevolent Rapture» uma das primeiras grandes surpresas do ano. (8/10)
A banda de metal progressivo francesa Venturia prepara-se para lançar o seu aguardado álbum de estreia, chamado «A New Kingdom», via Lion Music, ainda durante a próxima Primavera.
«House Of Sleep», o primeiro single retirado do novo álbum de Amorphis «Eclipse», entrou no top finlandês de singles - que nem uma flecha - directamente para primeiro lugar, na tabela correspondente às vendas da segunda semana de Janeiro. Entretanto, o vídeo-clip gravado para o single já está disponível na página do grupo.
Os Coiratos Violentos preparam mais uma série de concertos para as próximas semanas. No dia 10 de Fevereiro a banda actua no Algarve, enquanto que no dia 12 do mesmo mês fazem parte do cartaz do Family Ties, no Culto Bar, em Cacilhas (Almada). Para dia 18 de Fevereiro, fica a actuação no Ribas Rock, em Torres Novas. Depois disso, os Coiratos Violentos começam a gravar o seu novo álbum, que tem o título provisório de «Punk Boémio».
Os nortenhos Angriff estão neste momento à procura de um segundo guitarrista. Os cadidatos devem morar na área de Viseu e ter material próprio. Se o lugar vos interessa e preenchem os requisitos contactem o José Rocha para o telemóvel 96 429 07 17.
O.S.I. (Office Of Strategic Influence, por extenso), o super-projecto de Jim Matheos (Fates Warning), Kevin Moore (ex-Dream Theater, Chroma Key) e Mike Portnoy (Dream Theater) tem regresso marcado aos álbuns já para Março deste ano. O disco homónimo de estreia do grupo, lançado há três anos, foi o acontecimento de rock/metal progressivo do ano.
Os suecos Falconer estão já a preparar activamente o seu próximo álbum, que começa a ser gravado no próximo mês. A segunda parte das gravações, bem como a mistura, está prevista para o Verão, pelo que o lançamento do álbum deverá acontecer apenas em Setembro ou Outubro. A banda promete regressar aos elementos folk em força neste novo trabalho, e anunciou uma edição limitada do álbum com quatro faixas-extra... inteiramente tradicionais.
Os norte-americanos Ephemeral Sun encontram-se neste momento em plena fase de gravações do seu segundo álbum, que irá suceder a «Broken Door». O disco está a ser gravado no estúdio caseiro do grupo, enquanto que a produção está a cargo do teclista John Battema.
Os Yakuza divulgaram finalmente o trabalho gráfico do seu próximo álbum, que vai chamar-se «Samsara». Vejam-no aqui. Todo o conceito, fotografia e design do trabalho gráfico do disco esteve a cargo de James Staffel, percussionista e teclista do grupo. «Samsara» tem data de lançamento prevista para dia 21 de Março, via Prosthetic Records.
- Edição de «Till Death Unite Us», de Norther

«Carpathia» CD
Prophecy Productions/Equilibrium
No seu segundo trabalho de The Vision Bleak os elementos de filmes de terror são abandonados e a genialidade é interpretada por novas figuras ensombradas, criadas pela banda. O enredo desloca este poema dramático pelos mais escuros cenários de Carpathia, onde um viajante se vai deparando com diversas surpresas. A música em si está mais pesada e as guitarras graves e distorcidas ecoam um teatro ambulante que se mantém perfeito da sedução tenebrosa. Aqui e ali há toques stoner, também evocações quase ‘arcturianas’ são vislumbradas, havendo ainda espaço para passagens mais melancólicas, catapultadas depois para um apocalipse bem pesado. A voz é limpa, grave e dramática, havendo aqui e ali sotaque transilvanico. A coadjuvar há também a voz feminina lírica. Em suma, um álbum muito mais pesado e que substituiu o mote Horror-Metal por Drama-Metal, mas que não cativa como o primeiro disco da banda. (8/10)
João Matos
O tema «5 Seconds», de Shortie, é um dos escolhidos para a banda sonora do filme Hostel, realizado por Eli (Cabin Fever) Roth e produzido por Quentin (Kill Bill) Tarantino. A música está também a passar juntamente com os trailers de apreentação do filme.
Os norte-americanos Phoenix Mourning assinaram um contrato discográfico com a Metal Blade. O disco de estreia da jovem banda de screamo/hardcore chama-se «When Excuses Become Antiques» e foi já gravado - no Morrisound Studio, na Florida, com o produtor Tom Morris - tendo lançamento previsto para dia 24 de Abril. É possível ouvir já um sampler aqui.
A banda americo-dinamarquesa Pyramaze lança no dia 22 de Fevereiro o seu segundo álbum. Entretanto, o grupo tem confirmado a sua presença nos principais festivais de metal de Verão em França, na Dinamarca e em Inglaterra. O festival americano ProgPower também está nos planos dos Pyramaze.
Os alemães Rage anunciaram a lista de temas que vai fazer parte do seu próximo álbum, «Speak Of The Dead». Ela é: «Mortituri Salutant», «Prelude of Souls», «Innocent», «Depression», «No Regrets», «Confusion», «Black», «Bauty», «No Fear», «Soul Survivor», «Full Moon», «Kill Your Gods», «Turn My World Around», «Be With Me or Be Gone» e «Speak of the Dead». O trabalho gráfico do disco pode também ser visto aqui.
Eis a programação para esta semana do Clube TocSin, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa.
25.01 - Neuroactive Euphoria (Electro/Industrial/EBM), com DJs Suspirya e [Tori] Galas
26.01 - Noite vanguarda (Gótico/80's/New-wave), com DJ Dark Venus
27.01 - Noite Metal/Death Metal/Hard rock/Heavy, com DJ Psycho
28.01 - Gótico/Electro/New Wave/80's, com DJ Pedro Morcego
Na próxima sexta-feira, dia 27, os Rejects United actuam ao vivo no Bar Porto Rio, no Porto. Entretanto, a banda está já em fase final de promoção do seu EP de estreia, «Rebound Aftermath». Depois deste concerto os Rejects United voltam aos palcos no dia 10 de Fevereiro, no Santiago Alquimista, para participarem numa das eliminatórias do concurso Equalizador 06. Depois disso é tempo de gravação do primeiro disco.
A fanzine nacional Arauto Metálico tem agora disponíveis uma página na internet e um blog como ferramentas adicionais para a divulgação de bandas nacionais.
Há mais alterações a reportar no Mangualde Hard-Metal Fest deste ano, que decorre entre 14 e 16 de Abril: os ingleses Extreme Noise Terror estão confirmados como cabeças de cartaz do primeiro dia, em substituição de GBH.
Beyond Fear, novo grupo de Tim 'Ripper' Owens (Iced Earth, ex-Judas Priest), tem o seu disco homónimo de estreia agendado para o dia 8 de Maio deste ano. A banda, composta pelo mítico vocalista, pelos guitarristas John Comprix e Dwane Bihary, pelo baixista Dennis Hayes e pelo baterista Eric Elkins, gravou o álbum no Morrisound Studios, em Tampa (Florida, EUA), com produção de Jim Morris. Ripper promete uma extensiva digressão europeia para o Verão para apoiar este disco.
Os Purified In Blood levaram a melhor na categoria de "Banda ao vivo" nos Norwegian Alarm Awards deste ano, batendo pelo caminho concorrentes de peso como Turbonegro e Kaizer's Orchestra, entre outros. O novo disco da banda norueguesa chega aos escaparates nesta Primavera.
Ainda antes de termos oportunidade de ouvir o próximo ábum de Evergrey, «Monday Morning Apocalypse», com saída prevista para Março, já há boas notícias para a banda de Tom. S. Englund. O grupo foi nomeado, com o seu DVD «A Night To Remember», para um Grammy sueco. Resta esperar pelo dia 7 de Fevereiro para sabermos se os Evergrey poderão cantar vitória, numa cerimónia que contará com os também nomeados Opeth, Meshuggah, Candlemass e Hammerfall.

«The Adversary», o aguardado álbum a solo que marca o regresso do ex-Emperor Ihsahn ao mundo do metal, tem data de lançamento fixada para dia 10 de Abril, via Mnemosyne Productions. Ihsahn compôs e gravou todo o material do disco, à excepção da bateria, que foi executada por Asgeir Mickelson (Borknagar, Spiral Architect).

«Eclipse» CD
Nuclear Blast/Recital
Algures no seu caminho meteórico para a constelação das grandes bandas de metal/rock de todos os tempos, os finlandeses Amorphis tropeçaram e quase cairam do pedestal. O passo atrás que o último «Far From The Sun» representou na sonoridade da banda deixou sequelas e uma vítima: Pasi Koskinen deixou de ser a voz de Amorphis. O novo homem do leme chama-se Tomi Joutsen, tem no seu passado os Sinisthra e trouxe de volta à banda finlandesa, com o novo «Eclipse», vocalizações brutais. Por isso – e também porque o grupo prossegue o seu caminho de regresso às raízes – o novo disco de Amorphis é uma espécie de cruzamento entre «Tales Of A Thousand Lakes» e «Elegy», com as influências folk quase totalmente apagadas e a parte gótica da banda bem acesa. Também por isso, «Eclipse» é um disco que seria muito bom se não estivéssemos a falar de Amorphis e se não faltassem nas suas dez faixas o brilhantismo e experimentalismo a que a banda do país dos mil lagos tem habituado os seus fãs. Ainda assim, regressemos às influências mais góticas deste trabalho para elogiarmos qualquer coisa: a atmosfera triste e fria de Amorphis está definitivamente presente no disco e o novo vocalista sabe com certeza manter as coisas bastante dinâmicas alternando vocalizações limpas com linhas mais guturais. As estruturas são irreprensíveis – tão acessíveis quanto ‘limpas’ de comercialismos baratos - e os pormenores de guitarra, tanto a nível de riffs comos de solos, fazem juz ao nome do grupo. Ainda assim, repito-o, é de Amorphis que estamos a falar aqui, e se «Eclipse» é ‘apenas’ um bom álbum, tal deve-se ao facto da banda teimar em regressar a umas raízes que já nos deram o que tinham a dar: discos como « Tales Of A Thousand Lakes» deviam ser irrepetíveis – e são-no. Por isso mesmo, e devido a esta fuga para o lado, os Amorphis passam ao lado daquele que poderia ser um dos regressos do ano. (7/10)
Os holandeses Severe Torture colocaram online o vídeo-clip que filmaram para o tema «Decree of Darkness», retirado do seu último álbum, «Fall Of The Despised». Esperem nada menos do que gore, horror e death metal por parte de uma das mais brutais bandas da cena holandesa actual. Vejam o vídeo aqui.

O ex-guitarrista de The Crown Marko Tervonen terminou finalmente as gravações do disco do seu projecto a solo, chamado Angel Blake. O álbum homónimo de estreia do projecto vai ser lançado pela Metal Blade no dia 13 de Março. Entretanto, é possível ver um diário de estúdio aqui.
Os Moonlight Agony separaram-se do seu vocalista Chity Somapala, que não conseguia trabalhar de uma forma regular com a enorme distância que o separava do resto da banda - recorde-se que os Moonlight Agony estão baseados na Suécia e Chity vive na Alemanha. O jovem sueco David Akesson é, por isso, o novo vocalista do grupo. A banda encontra-se neste momento em composição e a gravar demos para o seu segundo álbum, cujas gravações devem decorrer no Verão.
Foi esta semana disponibilizado online o vídeo-clip do tema «Take This Life», retirado do mais recente álbum dos suecos In Flames, chamado «Come Clarity». O vídeo foi filmado em Outubro na Suécia, com o realizador Patric Ullaeus, cujos créditos incluem Dimmu Borgir e inúmeras outras bandas. Vejam o vídeo aqui.
A Metal Bus Tour está a organizar uma excursão de Lisboa para o concerto de Edguy e Dragonforce no Hard Club (em Gaia) no dia 10 de Fevereiro. A partida é feita do Colégio Militar às 15.00h e o preço são Eur 25,00 (sem bilhete incluído).
O baixista Stefan abandonou os Deadsoil devido a motivos pessoais. O amigo íntimo da banda Andreas Schüssler - que já tinha aparecido em palco com o grupo em algumas ocasiões especiais, como músico convidado - é agora o novo baixista de Deadsoil.

Os dinamarqueses Iron Fire assinaram um contrato discográfico com a Napalm Records. O próximo álbum do grupo, chamado «Revenge», tem data de lançamento marcada para dia 24 de Março. A produção do disco esteve a cargo de Tommy Hansen (Helloween, TNT, Hatesphere) e a capa foi desenhada por Eric Philippe (Rhapsody, Luca Turilli).
- Edição de «Kamikaze Love Reducer», de Psychopunch
- Edição de «Burdens», de Ava Inferi
- Edição de «Kheros», de Furia
- Edição do DVD «When London Burns», de Deicide

«Their Rock Is Not Our Rock» CD
Century Media/Recital
Solidamente agarrados a um conceito de rock clássico que inclui um peso velado de duas guitarras afinadas bem em baixo, uma secção rítimica com grandes tomates e uma vocalização mais próxima de Ozzy Osbourne (sem gritos) do que seria de esperar, os norte-americanos Fireball Ministry prosseguem a sua carreira de um modo imperturbável. «Their Rock Is Not Our Rock» é já o quarto disco do grupo de Los Angeles e não traz qualquer mudança à sua sonoridade ou abordagem musical. Antes, o grupo concentrou-se em compôr temas mais coesos e fortes, resultando o processo num conjunto de músicas com poucos pontos fracos e temas que viciam rapida e implacavelmente qualquer fã de hard-rock mais old-school tocado com o peso certo. Com temas como «Under the Thunder» e «Save the Saved» é fácil perceber porque se apaixonou Dave Grohl pelos Fireball Ministry. O quarteto representa, na sua essência, tudo o que o rock americano tem de especial para oferecer ao mundo: uma produção porosa e granulada, um peso velado e uma espécie de fúria contida e transformada em melodias quase melancólicas. Tudo regado a Jack Daniels. Nesse universo, «Their Rock Is ot Their Rock» não falha e pode ser considerado um dos mais coesos e definitivos álbuns de rock da história americana dos últimos anos, não tendo problemas em afirmar-se como a melhor proposta de Fireball Ministry até ao momento. A questão que se coloca é: seria mesmo preciso? Ouvidos, assimilados e conhecidos discos como «Bark At The Moon» de Ozzy Osbourne, «Spectres» de Blue Oyster Cult e (escolham um qualquer vocês mesmos) de Motörhead, os Fireball Ministry deixam de ter a relevância que se lhes impunha e passam a ser quase uma banda de tributo ao rock americano. Mas será que o rock americano precisa de uma banda assim? (7/10)
Os canadianos Neuraxis anunciaram o abandono do seu guitarrista e membro-fundador, Steven Henry. A separação prende-se com "diferenças musicais e pessoais". A banda vai manter-se no formato de quarteto com um guitarrista contratado para os concertos. Entretanto, os Neuraxis vão passar boa parte do mês de Março em digressão pelo Japão, juntamente com Misery Index. Antes disso, em Fevereiro, cumprem uma digressão pelos Estados Unidos com Kill The Client e Strong Intention.
Terminada a digressão europeia com Madball, os Since The Flood encontram-se neste momento em fase de composição para o seu próximo disco, que ainda não tem título provisório ou data de lançamento prevista.
Os dinamarqueses Manticora dispensaram os serviços do guitarrista Stefan Johansson. O antigo membro do grupo Martin Arendal está, entretanto, de volta à banda. Os Manticora entram em estúdio - no Jailhouse Studio - no dia 7 de Abril para gravar o seu quinto álbum de originais, provisoriamente intitulado «The Black Circus - Part 1». Tommy Hansen será, mais uma vez, o produtor de serviço. O lançamento está previsto para o fim do Verão ou início do Outono.

«Wake Pig» CD
Metal Blade/Recital
De vez em quando – muito de vez em quando – o metal surpreende os seus seguidores com bandas que não têm que passar por um longo e árduo processo evolutivo. Bandas que não precisam de desenvolver a sua sonoridade para se tornarem geniais – nascem, pura e simplesmente, geniais. Esse é claramente o caso de 3, quinteto que cresceu com os vapores hippies do festival do seu Woodstock-natal e começou, desde o seu primeiro disco, a dar nas vistas pelo carácter original e emotivo da sua música. Ao terceiro álbum - «Wake Pig» - a pequena editora da banda, Planet Noise Records, deixou de ser suficiente para conter toda a genialidade, e ei-los agora reeditados pela Metal Blade para bem de um mundo que precisa de um grupo assim. A sonoridade dos 3 é um desafio para qualquer crítico que se preze: mistura de estruturas polirítmicas complexas com um baixo irrequieto e riffs certeiros com uma vocalização que invoca Led Zepellin e algo mais – pode ser o «Alien Angel» ou o «Monster» das duas primeiras faixas do disco – para dentro do vocalista e guitarrista Joey Eppard. O resultado final é um mesclado ecléctico e coeso que, em discos bem conseguidos como «Wake Pig», pode encher os olhos de fãs de metal bem tocado e vanguardista de lágrimas, tal a abordagem artística que a banda aplica. No disco existem meia-dúzia de momentos que apenas os grupos de músicos mais iluminados são capazes de congregar nas suas obras, e eles incluem «Alien Angel», «Trust», «Dreggs», «Soul to Sell» e «Circus Without Clowns» - todos momentos de brilhantismo ofuscante, capazes de ultrapassar a barreira do metal enquanto estilo, incomparáveis com o som de alguma outra banda conhecida e consideravelmente mais progressivos do que tudo o que tem sido ouvido ultimamente. Uma espécie de Tool, Pain Of Salvation e Led Zepellin metidos dentro de um shaker, bem agitados e misturados e depois com um molho de um sabor desconhecido, suave e agridoce por cima. «Wake Pig» é daqueles discos que não deve – não pode – passar ao lado. Decorem este nome: 3. (9/10)
Já é conhecido o título do próximo álbum dos norte-americanos Deicide. «The Stench Of Redeption» é como se vai chamar o disco, que vai ser o primeiro a contar com os novos guitarristas Jack Owen (ex-Cannibal Corpse) e Ralph Santolla (ex-Death e Iced Earth), que fazem parte da banda desde o abandono dos irmãos Hoffman em 2005. Os 10 temas que farão parte de «The Stench Of Redemption» vão ser produzidos por Jim Morris no Morrisound Studio nas próximas semanas. Entretanto, já amanhã é editado o DVD «When London Burns», que mostra o concerto dos Deicide gravado no The Mean Fiddler, em Londres, no dia 29 de Novembro de 2004, e que contém como bónus um documentário de 30 minutos chamado Behind the Scars.
Cumprida que foi a digressão de três semanas na Florida, os norte-americanos Cellador estão de volta ao estúdio, onde prosseguem a gravação do seu disco de estreia «Enter Deception», sob supervisão do produtor Erik Rutan. A banda promete um disco de power metal americano "sem a habitual produção europeia". O lançamento de «Enter Deception» está, neste momento, apontado para a Primavera.
A banda de prog-metal sueca Loch Vostok anunciou o recrutamento de um novo teclista, chamado Fredrik Klingwall. Em Abril o grupo cumprirá uma digressão escandinava de 10 datas, com King Diamond.
- Y?, In Kairos e Drama ao vivo no Caludas Bar, no Porto - 16.00h

«Synchestra» CD
InsideOut Music/Recital
O regresso de Devin Townsend ao seu projecto a solo dá-se sempre, ultimamente, depois de um disco de Strapping Young Lad – a sua outra banda. E normalmente de um modo proporcionalmente inverso, em temos de melodia, ao que Strapping Young Lad acabou de fazer. Por isso, «Synchestra» começa, tal como «Terria» havia começado em 2001, quase como se fosse uma canção de embalar. Temos em «Let it Roll», o tema de abertura deste disco, o Devin Townsend mais calmo e harmonioso que é possível ouvir. A distorção chega a meio da segunda música - «Hypergeek» - e, com ela, todos os pormenores musicais e exageros de génio que um disco a solo de Devin Townsend comporta. A coisa em «Synchestra» chega a atingir níveis de equilíbrio – ‘equilíbrio’, para Devin Townsend, é algo MUITO extremo e depois MUITO melódico – que já não se via num disco do canadiano desde «The Physicist», em 2000. O músico acaba por recuperar para algumas das músicas o seu velho conceito de pop-metal, que lhe permite usar uma estrutura e melodia muito comercial numa determinada faixa e, ao mesmo tempo, injectá-la com níveis de ritmos, distorção de guitarra e partes vocais que, de tão extremos, chegam a ser quase insuportáveis. Devin e a banda que o serve fazem-no pelo menos três vezes neste disco – em «Triump», «Vampira» e no tema escondido. O resto de «Synchestra» é passado com momentos de serenidade quase emocionante e intensidade extrema, com tudo o que isso implica: desde samples étnicos a voz feminina, passando por riffs quase irresistíveis e refrões extremamente atractivos, está tudo neste disco, em doses muito bem equilibradas que não desiludirão quem gosta de música a três dimensões. (8/10)

O guitarrista Stefan van Neerven já não faz parte de Born From Pain. O motivo da saída de Neerven foi pessoal e fê-lo recusar o pedido da banda para reconsiderar a decisão. Dominik Stammen (que sai, assim de Zero Mentality) já foi anunciado como o seu substituto. Ambos os guitarristas vão participar nos últimos concertos que as suas bandas actuais têm planeados para o mês de Fevereiro.
Jeff Scott Soto e Marcel Jacob estão neste momento em estúdio a gravar o próximo álbum de Talisman, que tem o título provisório de «Bar». As gravações estão a decorrer nos XTC Studios, em Estocolmo, com os músicos Fredrik Akesson (guitarra) e Jaime Borger (bateria). O lançamento está previsto para o Verão, via Frontiers Records.
O novo álbum - o quarto - de Astral Doors, chamado «Astralism» tem lançamento previsto para o próximo mês de Março.
A Loud Like Devil Productions, responsável pela produção das noites Metal Underworld que normalmente decorrem na sede da Embra (na Marinha Grande), tem agora uma página no myspace. Acedam-lhe aqui.
A nova edição da Underworld - Entulho Informativo já está disponível para visualização no site da publicação. Este novo número, que contém entrevistas a Mécanosphère, Lightning Bolt, God Is An Astronaut, Bolt Thrower, If Lucy Fell, The Toasters e Fields Of The Nephilim entre outros, pode assim ser visto em formato PDF seguindo este link.
No dia 3 de Fevereiro os Perfeito Defeito, os Probation e os D Potion actuam ao vivo no bar Satori, em Loulé, a partir das 23.00h.
No dia 18 de Fevereiro celebra-se o 20.º aniversário do programa de rádio Purgatório Metálico e decorre no Ex Br, na Covilhã, mais uma sessão de warm-up do SWR Barroselas Metalfest deste ano. Resultado: os Encephalon e os Grimlet actuam ao vivo nessa noite.
Depois do mais recente disco, «Available For Propaganda», ter gozado de uma estadia longa e confortável no top oficial de vendas de Itália, os Linea 77 preparam-se agora para reeditar o seu primeiro álbum oficial, «Too Much Happiness Makes Kids Paranoid». Originalmente editado em Novembro de 1998 através da Collapse Records, «Too Much Happiness Makes Kids Paranoid» começou a construir para os Linea 77 a base de fãs que levou o mais recente disco ao 10.º lugar de top e valeu aos Linea 77 um contrato com a Earache Records. A reedição sai no dia 27 de Março de 2006, com os temas remasterizados, com novo trabalho gráfico e duas faixas-bónus: uma versão de «Walk Like An Egiptian», de Bangles e uma versão ao vivo do tema «Touch».
- Inquisition ao vivo no Cine-Teatro de Corroios - 20.00h
- Metal Underworld: Sannedrin e Assemblent ao vivo na Sede da Embra (S. C. Marinhense), na Marinha Grande - 22.30h
- Defying Control, R.J.A. e Piss ao vivo na Discoteca Clube Kapa, no Cartaxo - 23.30
- Dismember, The Ransack e Angriff ao vivo na discoteca Day After, em Viseu
- Deep Odium, Hematoma e Distopia ao vivo no Satori, em Loulé
Hordes Of Yore e Arte Sacra ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada)
- Litoral em Protesto: Mata-Ratos, Acromaníacos, Ingrowing Nail, Dr. Bifes E Os Psicopatas e Abandalhados ao vivo no Salão de Festas Clube Galp Energia, em Vila Nova de Santo André
- The Vicious Five ao vivo no Clube Mercado, no Bairro Alto (Lisboa)
- Young Guns ao vivo no Lótus Bar, em Cascais - 22.30h
- Motornoise e Fading Comission ao vivo no Bar Porto Rio, no Porto - 23.00h
- Rejects United, Enday e Coiratos Violentos ao vivo no Ritmus Bar, em Corroios
- Dismember, Shadowsphere, The Ransack e Theriomorphic ao vivo no Cine-Teatro de Corroios
- Stormzone: Goth'n'Roll Party 3, com DJs Zé Pedro e Carlos Matos, no Sushi Dance Club, em Leiria - 00.00h
- Edição de «Paradise In Flames», de Azzis
- Edição de «Live», de Ritual
- Edição de «The Wait Of Glory», de Proto-Kaw
- Edição de «Rocket Ride», de Edguy
- Edição do DVD «Live Is Underrated», de Pain
- Reedição de «Fuel To The Fire», de Victory

«Escape Into The Sun» CD
Frontiers Records/Recital
A coisa que menos me apetecia ouvir para criticar esta semana era um álbum de hard rock – muito menos um disco a solo do ex-vocalista de Praying Mantis e Sweet. A primeira audição de «Escape Into The Sun» mostrou-me duas coisas: que o mago sueco Magnus Karlsson – de Last Tribe e Starbreaker, também responsável pelo sucesso do disco de Allen/Lande - é o autor e executante de TODA a música deste disco e que Tony O’Hora não tem a voz lamechas que pensava que me lembrava de Praying Mantis. Ainda assim, a primeira audição não me impressionou por aí além. Foi em tentativas subsequentes de voltar ao disco que «Escape Into The Sun» se revelou um álbum especial de hard rock. Primeiro porque começa a perceber-se que Magnus Karlsson não faz nada mediano e que é o verdadeiro ‘abono de família’ da Frontiers, trabalhando com os mais consagrados vocalistas em álbuns ‘a solo’ e adaptando a sua composição à voz de cada um. Depois porque Tony O’Hora tem versatibilidade – e qualidade – suficiente para encaixar a sua voz no hard rock sofisticado, pejado de melodias sedutoras, solos brilhantes e riffs poderosos que Karlsson compôs para este disco – capaz de agradar até aos menos ortodoxos fãs de heavy metal. O resultado está quase ao nível do que Last Tribe fez no seu último disco, com um pouco menos de dinâmica mas com mais melancolia hard rock. Assim sendo, mesmo com baladas enfiadas à lei do piano lá pelo meio, «Escape Into The Sun» é um dos mais fortes discos de hard rock editados nos últimos tempos, com pouquíssimos pontos francos e um enorme talento musical que não é desperdiçado pela voz de serviço. Saiu, pois, a sorte grande a Tony O’Hora quando teve oportunidade de trabalhar com o Magnus sueco, já que «Escape Into The Sun» vai ser, provavelmente, a grande pérola da sua discografia por muitos e bons anos. (8/10)
Os House Of Lords iniciaram o processo de composição para um novo álbum de originais com uma formação renovada. Ao vocalista James Christian e a Gregg Giuffria juntam-se assim o guitarrista Jimi Bell (ex-Waine, Mike Vescera, Thunderhead), o baterista B.J. Zampa (ex-Malmsteen, Driver, Wayne, Thunerhead) e o baixista Jeff Kent.

Os Naera estão neste momento em estúdio, na Dinamarca, a proceder às gravações do seu próximo disco, «Let The Tempest Come». O produtor que está a trabalhar com o grupo alemão de metalcore é Jacob Hansen, conhecido pelo seu trabalho com bandas como Fear My Thoughts, Hatesphere, Raunchy, Soul Demise e Illdisposed e recentemente recrutado como vocalista de Hanubis Gate. Existem alguns vocalistas convidados a visitar o estúdio durante as gravações, mas os Naera mantêm segredo em relação aos nomes... «Let The Tempest Come» tem data de lançamento marcada para 10 de Abril, via Metal Blade.
Os Dr. Zilch têm três datas ao vivo agendadas para as próximas semanas, a saber:
28.01 - Lótus Bar (Cascais), com Hunting Cross - 22.00h
11.02 - Ritmus Bar (Corroios) - 23.00h
18.03 - Culto Bar (Cacilhas, Almada), com Hunting Cross - 22.00h
Eis as datas e os locais dos próximos concertos dos portugueses The Vicious Five:
21.01 - Clube Mercado (Lisboa)
03.02 - Clinic (Alcobaça)
04.02 - Maus Hábitos (Porto)
10.02 - Associação Músicos (Faro)
11.02 - Casa da Cultura (Loulé)
11.03 - Sede do Sport Clube Marrazes (Marrazes, Leiria)
É já no dia 27 de Janeiro que os finlandeses Silentium editam o seu quinto álbum de originais, chamado «Seducia», através da Dynamic Arts Records.
Para além do cancelamento de GBH, há mais alterações a reportar no Mangualde Metalfest deste ano: no dia 16 de Abril os cabeças de cartaz não serão, afinal, os Decapitated. Para substituir a banda polaca a organização assegurou a prestação dos norte-americanos Monstrosity.
Torben Askholm foi forçado a abandonar a posição de vocalista de Anubis Gate devido a problemas de saúde. O vocalista de Invocator Jacob Hansen foi imediatamente recrutado como substituto, uma vez que a banda dinamarquesa tem estado a gravar o seu próximo álbum nos estúdios de Hansen.
Os húngaros Without Face procederam recentemente a mais duas mudanças na sua formação, substituindo a vocalista Dina por Nori (ex-Mithril) e o baixista Sanya por Gergo (ex-Stainless Steel). Enquanto esta nova formação trabalha arduamente num novo trabalho de originais - o terceiro - sabe-se que os Without Face vão tocar alguns concertos na Hungria e Inglaterra nesta e na próxima semana. Em preparação está também a digressão europeia Attack of the Huns, com Without Face, Sear Bliss, Gutted e Ektomorf. A coisa promete.
Há actualizações recentes no blog da SounD(/)ZonE, nomeadamente três entrevistas: Khold, Sencirow e Gine Alache, responsável pelo site peruano Rockumweb.
Os norte-americanos Byzantine disponibilizaram no seu site o vídeo-clip que gravaram para o tema «Jeremiad», retirado do mais recente álbum, «...And They Shall Take Up Serpents». O clip foi realizado por Donnie Searls.
Na próxima sexta-feira, dia 27, os Mécanosphère - projecto de Adolfo Luxúria Canibal e Benjamim Brejon - actuam no Culto Bar, em Cacilhas (Almada) a partir das 22.00h. A entrada custa Eur 5,00.
- Children Of Bodom, Ektomorf e One Man Army And The Undead Quartet ao vivo no Hard Club, em Gaia - 20.00h

«Ghost Reveries» CD
Roadrunner/Universal
O mais recente trabalho da banda sueca Opeth é talvez o melhor álbum do ano transacto. O grupo que nos tem vindo a habituar ao lançamento de obra prima atrás de obra prima conseguiu desta vez o equilíbrio perfeito, tendo ‘pegado’ em «Deliverence» para misturá-lo com algumas das mais brilhantes ‘peças’ de «Damnation». No novo trabalho, cada tema oscila entre um genial progressivo, catchy, com voz gutural para de repente surgir a catarse da guitarra acústica e da voz limpa, a revelar angustias constantes. Refrões inspirados não escondem a idolatria a uns Dream Theater, por exemplo, mas nada neste trabalho retira o mérito a Opeth. Porque conseguiram, no seu álbum mais progressivo até à data, inserir todos os elementos que os caracterizam: brutalidade agressiva, anseios existencialistas, dualidade vocal e diversidade de instrumentos. A contraposição técnica/melodia é também encarada de forma natural e no cômputo geral esta obra agradará a todos, já que traduz reminiscências de todo o historial da banda, iludindo ter sido ‘ontem’ que saiu um «My Arms, Your Hearse» ou um «Blackwater Park». (10/10)
João Matos
Antes de começar a digressão na Grã-Bretanha que visa promover o lançamento do seu mais recente disco, «Spirit Of Man», Bob Catley efectuou algumas alterações na banda que o acompanha, com o recrutamento para a referida digressão do teclista Oliver Wakeman (filho do lendário teclista de Yes) e do baixista Gavin Cooper (de Statetrooper), que se juntam aos já habituais guitarrista (Vince O'Regan) e baterista (Jamie Little).
No dia 4 de Fevereiro os Perfeito Defeito, Probation, Rebel, Poison e Impacto Profundo actuam ao vivo na Associação de Músicos de Faro, a partir das 20.00h. A entrada custa Eur 5,00.
JMT Music é o nome de uma nova editora finlandesa formada por várias pessoas com muitos anos de experiência na cena e com um catálogo de bandas que inclui nomes como Hamka (com Elisa C. Martin, ex-Dark Moor), In Ruins (anteriormente na Metal Blade), Enter My Silence (anteriormente na Mighty Music), Masterstroke, 21 Lucifers e Hateframe (com ex-membros de To/Die/For). O primeiro lançamento da JMT Music vai ser o segundo álbum dos finlandeses Enter My Silence, chamado «Coordinate Disaster», que sai no dia 27 de Fevereiro.
Os brasileiros Melancholic Art estão neste momento em estúdio - no Evil Imperium Studio - a gravar o seu segundo disco, que sucederá a «Força Black Metal Pampeano».

No sábado, dia 21, a Discoteca Clube Kapa, no Cartaxo recebe em concerto os Defying Control, R.J.A. e Piss, a partir das 23.30. A entrada custará Eur 3,00.
Eis as datas e locais dos próximos concertos dos portugueses The Traumatics:
27.01 - Chemistry Bar (Covilhã), com Cirrose
28.01 - In Loco Bar (Celorico da Beira)
03.02 - S. Marcos Bar (Teixoso)
04.02 - Teatro "Aquilo" (Guarda), com Alison Bentley
22.02 - Pecado do Rei Bar (Guarda)

Na próxima sexta-feira, dia 20, os Motornoise e os Fading Comission actuam ao vivo no Bar Porto Rio, no Porto, a partir das 23.00h. A entrada custa Eur 5.00.
Já são conhecidas as principais bandas que vão fazer parte do cartaz deste ano do SWR Barroselas Metalfest, que decorre entre 28 e 30 de Abril. Elas são: Bolt Thrower (Ing), Carpathian Forest (Nor), Keep Of Kalessin (Nor), Ingrowing (Che), Yattering (Pol), Isacaarum (Che), Obtest (Lit), Suhrin (Bel), Loits (Est), Prejudice (Bel), Amoral (Fin), Hell-Born (Pol), Estuary (EUA), Bloody Sign (Fra), Supreme Lord (Pol) e os portugueses Lux Ferre, Theriomorphic e Flagellum Dei. Faltam anunciar cerca de 10 bandas para o cartaz ficar completo. Entretanto, também já são conhecidas as datas e cartazes das warm-up sessions. Aqui estão elas:
04.02 - Karseron, Decrepidemic e Vittrah (Alambik Club, Carvoeiro, Viana do Castelo). Entrada: Eur 5,00 com direito a bebida
10.02 - Zubrowska, E.A.K., The Ladder e Men Eater (Lótus Bar, Cascais)
11.02 - Projecto 103, Skyeyes e The Ladder (Fnac AlgarveShopping). Entrada gratuita
11.02 - Zubrowska, Mistweaver, Unreal Overflows e Labianca (Bar Anoeta, Vigo, Espanha)
24.02 - Cartaz a anunciar no Colinas Bar (Branca, Albergaria-a-Velha)
25.02 - Dethmor, Fetal Incest e Arte Sacra (Sede da Embra, Marinha Grande)
25.02 - Crushing Sun, Labianca e Daemongorgon (Marc-Burger Bar, Vila Real)

O mítico álbum «Altars Of Madness», de Morbid Angel, vai ser reeditado pela Earache Records no formato DualDisc no próximo dia 13 de Março. Considerado por muitos a obra-prima por excelência do death metal, «Altars Of Madness» foi originalmente editado em 1989 e é até hoje considerado uma referência do estilo. A reedição em causa conterá o álbum, na íntegra, de um dos lados do disco, enquanto que o outro lado conterá, em formato DVD, o concerto que os Morbid Angel tocaram em Novembro de 1989 no Nottingham Rock City, na sua primeira digressão europeia. Esta reedição vai ser limitada a 5.000 cópias.

Depois de quase 10 anos de carreira, os doomsters americanos Yob colocaram um ponto final na sua actividade. Travis Foster e Isamu Satu terão abandonado o grupo em Julho, e Mike passou seis meses de indecisão até perceber que não iria continuar com outra formação. Age, a sua nova banda, parece pegar onde os Yob ficaram, embora tenha alguns 'twists', de acordo com o músico.

«One» CD
Metal Blade/Recital
Apesar de tentarem passar a mensagem de que pretendem apenas praticar thrash metal old-school do modo mais poderoso e pesado que conseguirem, os americanos Demiricous não se escapam assim tão facilmente do espectro do metalcore. É que quase TODAS as bandas de metalcore dizem que andam apenas a praticar thrash. É certo que existem solos em «One», o álbum de estreia dos Demiricous, que nos transportam automaticamente para os anos 80 e também é consensual que o grupo de Indianapolis consegue actualizar a força o potência dos riffs das bandas míticas do speed-thrash. Agora, a voz de Nate Olp, apesar de tentar aproximar-se do que Angela faz nos Arch Enemy, acaba por não disfaraçar um ataque às linhas vocais comuns com a maioria das bandas mais pesaditas de metalcore, assim como a secção rítimica de Demiricous. Metalcore ou não metalcore, a verdade é que «One» acaba por resultar num conjunto de temas muito coeso, pesado e rápido, que deixa pouco tempo e espaço para pensarmos no estilo do que estamos a ouvir. Ainda assim, falta uma grande fatia de originalidade ao quarteto, que nem a energética prestação captada por Zeuss no Planet-Z Studio consegue disfarçar por completo. É em temas como «Repentagram» e «Heathen Up» que os Demiricous estão mais próximos dos seus intentos, soando nessas alturas como se os Slayer estivessem metidos numa sala de ensaios sueca, pisando bem fundo no acelarador do seu speed-thrash. No entanto, nem todos os momentos em «One» são assim tão inspirados e o disco acaba por prometer mais ao início do que concretiza depois de ouvido. Ainda assim, note-se a estreia de uma banda que, não fugindo ao espectro do nu-metal, lhe acrescenta uma valente componente de thrash old-school na parte ‘metal’. (7/10)

Na sexta-feira, dia 20, os Rejects United, Enday e Coiratos Violentos actuam ao vivo no Ritmus Bar, em Corroios, a partir das 22.30h, com a entrada a valer Eur 3,50.
Já há um trailer de previsão do novo CD/DVD ao vivo dos norte-americanos Agnostic Front, que vai chamar-se «Live At CBGB». Vejam-no aqui.
A Old Temple acabou de editar o split-CD «In Shadows Of The Damned We Reign», dos polacos Soulless (death metal satânico) e Pandemic Genocide (death metal satânico) e dos holandeses Arminus (death metal). A edição é limitada a 1.000 cópias numeradas à mão e está disponível por Eur 10,00 mais portes.
Os norte-americanos Ill Niño preparam-se para regressar aos palcos portugueses no próximo dia 13 de Fevereiro, data em que actuam no Incrível Almadense, mítica sala de Almada. A primeira parte estará a cargo dos TwentyInchBurial. O início do concerto está previsto para as 21.00h, com as portas a abrirem às 20.00h. Os bilhetes custam Eur 20,00 e estão já à venda nos locais habituais.
Os Fragments Of Unbecoming terminaram a gravação, mistura e masterização do seu próximo álbum, «Sterling Black Icon». Eis a lista dos temas que vão fazer parte do disco: «Carmine Preface», «Sterling Black Icon», «Weave Their Barren Path», «Breath in the Black to See», «Ride For a Fall», «A Faint Illumination», «Live for the Moment, Stay 'Till the End», «Scythe if Scarecrow», «Onward to the Finger of God», «Stand the Tempest» e «Chambre Noir». «Sterling Black Icon» é editado no dia 27 de Março, via Metal Blade.
Os australianos Alarum vão gravar um vídeo-clip para o tema «Velocity», retirado do seu novo álbum «Eventuality».
Numa altura de super-projectos, é tempo de conhecermos mais um. III (Three) é o nome do projecto que junta o teclista Andre Anderson (de Royal Hunt) a Paul Laine (antigo vocalista de Danger Danger) e David Readman (vocalista de Pink Cream 69). O resultado final é algo próximo do hard rock melódico tradicional, num álbum que tem edição prevista - via Frontiers Records - para 24 de Março. Já há samples para escutar aqui, aqui, aqui e aqui.
Os polacos Herman Rarebell - que contam na sua formação com elementos de Third Degree e Antigmata - terminaram as gravações do seu EP de estreia «Too Late For Piece», que vai ser lançado no formato de CD de 3" através da Selfmade Records em Março deste ano. «Too Late For Piece» contém 18 minutos do intenso grind/crust old-school praticado pelos Herman Rarebell, num total de 15 faixas que incluem três versões: «Rags to Rich's» de Doom, bem como «Multinational Corporations» e «Instinct of Survival» de Napalm Death. O EP foi gravado no Studio X, em Olsztyn, na Polónia, com produção de Szymon Czech (Nyia, Third Degree). É já possível ouvir um sample do EP aqui.
Foi criado uma nova entidade na blogoesfera nacional que junta, com sucesso, humor e metal. Trata-se do Laughbanging, um blog desenvolvido por dois amantes do metal que também se dedicam à stand-up comedy. Vejam o resultado aqui.
Os Death Before Disco estão já em composição para o sucessor de «Partybullet», que vai chamar-se «Barricades». Segundo o grupo, o material já composto está numa onda próxima de Thrice, Coheed & Cambria e Deftones.
Eis a programação para esta semana do clube TocSin, situado no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa.
18.01 - Mundos paralelos (synthpop, electro, industrial, EBM), com DJ [Makina]
19.01 - The panic room (gótico, psycho, punk, post-punk, MMP), com DJ Blitz
20.01 - Noite metal/death metal/hard rock/heavy, com DJ Conqueror
21.01 - Gótico, electro, new wave, 80's, com Dead DJ
O blog do SounD(/)ZonE foi recentemente actualizado, com uma crítica ao novo álbum de Sevendust e uma entrevista aos açorianos Resposta Simples. Vejam-no aqui.
Já é conhecida uma das Warm-Ups do SWR Barroselas Metalfest deste ano: no dia 25 de Fevereiro os Crushing Sun, Labianca e Daemongorgon actuam ao vivo no Marc-Burger Bar, em Vila Real, a partir das 22.30h.
No próximo domingo, dia 22, os Y?, In Kairos e Drama actuam ao vivo no Caludas Bar, no Porto, a partir das 16.00h.
Os Young Guns - banda de tributo a Guns'n'Roses - actuam ao vivo na próxima sexta-feira, dia 20 de Janeiro no Lótus Bar, em Cascais, a partir das 22.30h. A entrada custa Eur 5,00.
Os alemães Die Apokalyptischen Reiter vão lançar o seu sexto álbum de originais, chamado «Riders On The Storm», em Agosto deste ano. O sucessor de «Samurai», editado em 2004, vai ser gravado em Fevereiro e Março próximos. Em Setembro haverá digressão europeia.
Depois da recente separação da Earache Records da sua sub-editora Ellitist, os franceses Carnival In Coal ficaram sem contrato discográfico, assinando subsequentemente, no final da semana passada, pela Equilibre Music. O duo francês mostrou-se, num comunicado que colocou no seu site, triste com a situação, uma vez que aparentemente nada lhes terá sido dito directamente e que a informação segundo a qual já não faziam parte do catálogo da Earache terá sido vista no website da editora. Entretanto, os Carnival In Coal planeiam passar todo este ano a trabalhar no seu quinto álbum, a ser editado em 2007. Entretanto, os discos «Fear Not Carnival In Coal» e «French CanCan» vão ser reeditados pela Equilibre Music num digipack especial ainda esta Primavera. Mas as notícias não se ficam por aqui: no dia 15 de Abril os Carnival In Coal vão actuar ao vivo pela primeira vez na sua carreira, sendo cabeças de cartaz, juntamente com Entombed, da quinta edição do Killer Fest, que decorre em Chaulnes, França. A formação do dueto para este concerto deve ser complementada por Frédéric Leclercq (Maladaptive) e El Worm (Wormfood) nas guitarras e coros, Timmy Zecevic (Wormfood) nas teclas e Aexis Damien (Wormfood) na bateria. Mais datas ao vivo dos Carnival In Coal serão anunciadas nos próximos tempos.
Depois de quase cinco anos de existência, os britânicos Beecher anunciaram o final das suas actividades enquanto banda e preparam-se para tocar o seu último espectáculo ao vivo na sua cidade-natal de Manchester no próximo dia 1 de Fevereiro. O motivo para a separação é aparentemente pessoal e faz com que o grupo já não faça parte da anunciada digressão com os companheiros de editora Municipal Waste e Linea 77.
- Edição de «Wake Pig», de 3
- Edição de «Another Life», de Shining Fury

Os Deadsoil entram em estúdio - no Principal Studio - no próximo dia 26 de Janeiro para gravarem o seu novo trabalho de originais. Ainda antes de terminarem as gravações, os Deadsoil vão fazer as primeira partes da digressão inglesa de The Black Dahlia Murder, entre 6 e 11 de Fevereiro.
O baterista Marcus Sköld abandonou os suecos Dreamland para se poder dedicar a uma carreira como vocalista. O seu substituto já é conhecido: trata-se de Jesse Lindskog, também baterista de Dragonland e Nostradameus.
- Guimarães Metal Fest: Stuprum Dei, Decrepidemic, Frozen Cruelty, Thee Orakle, Shattered Dreams e Scraps ao vivo no Clube de Ténis de Guimarães (em frente à entrada principal do Estádio D. Afonso Henriques) - 15.00h
- Dr. Salazar e Ode Odium ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada) - 22.00h
- Under Punk Party IV: Front Door, Tiny Tuned e Os Gatos Leprosos ao vivo no Lótus Bar, em Cascais - 22.00h
- RockAr: Perfect Sin e Moe's Implosion ao vivo na sede da Embra, na Marinha Grande - 22.30h
- Aphelion Aphrodites, Invisible Flame e Light Into A Ghost Planet ao vivo no Marc-Burger, em Vila Real
Os brasileiros Krisium vão lançar o seu primeiro DVD oficial no próximo dia 7 de Março, através da editora polaca Metal Mind Productions. «Live Armageddon» contém duas horas de concerto da banda, cuja maioria das filmagens é retirada do concerto que o grupo deu no Metalmania Festival, na Polónia. O restante material inclui um concerto de 45 minutos em São Paulo, um bootleg filmado no Wacken Open Air e um studio report de «Works Of Carnage». Os bónus incluem o vídeo-clip de «Murderer», bem como a biografia da banda, a discografia e galeria de fotos.
Os portugueses The SymphOnyx tocam ao vivo no próximo dia 4 de Fevereiro, a partir das 22.00h, no Teatro Oficina, em Guimarães.

No dia 20 deste mês acontece mais uma Stormzone Goth'n'Roll Party - a terceira - no Sushi Dance Club, em Leiria. Em gestão do ambiente musical estarão os DJs Zé Pedro (Xutos e Pontapés) e Carlos Matos (Goths Are Dangerous), o que garante uma boa selecção de temas dancepunk, rock, gótico, batcave, synthpop, electro, darkwave e indie. A coisa começa às 00.00h e promete estender-se até às 08.00h da manhã. A entrada custa Eur 5,00.

Os Morte Incandescente actuam ao vivo no próximo dia 18 de Fevereiro, no Culto Bar, em Cacilhas (Almada) a partir das 23.00h. A abrir a noite estarão os D.O.R. e os Flagellum Dei. A entrada custa Eur 5,00 e dá direito a uma bebida.
Prestes a lançar o novo álbum, «The Bloody Path Of God» (sai no dia 20 de Fevereiro, via Dockyard 1), os alemães Mystic Circle criaram a sua própria página no myspace, onde é possível ouvir algumas das suas músicas antigas e, em breve, algumas das faixas do novo álbum também. Vejam-na aqui.
- Festa de lançamento do disco de Ethereal, com actuações de WinterMoon e Heavenly Bride, no In Live Caffe, na Moita - 22.30h.
- Freedoom e Resposta Simples ao vivo no Hard Club (Gaia) - 22.00h
- Edição de «Towers Of Isolation», de Ethereal
- Edição de «21st Century Killing Machine», de One Man Army & The Undead Quartet
- Edição do split-CD de Leviathan e Xasthur
2006 é o ano em que os Peste & Sida celebram 20 anos de vida e, para comemorá-lo, a banda de Lisboa está a preparar a edição de um novo álbum de originais, bem como um DVD.
A quarta edição do Gouveia Art Rock, que se realiza nos próximos dias 8 e 9 de Abril, já começa a dar notícias. As primeiras revelam a presença dos belgas Present, do compositor americano Matthew Parmenter e dos franceses Tall no palco do festival. Aguardemos mais surpresas...
No dia 28 de Janeiro os Switchtense, W.A.K.O. e SideEffects actuam ao vivo, a partir das 22.30h, no Bar Van Gogh, em Almeirim (junto ao campo de futebol). A entrada é livre.

Os alemães Fall Of Serenity entram em estúdio - Rape Of Harmonies Studios - hoje para gravar o primeiro disco a lançar pela nova editora Lifeforce Records, que vai chamar-se «Bloodred Salvation». A equipa constituída por Patrick W. Engel e Ralf Mueller (responsável pelo som de trabalhos de Heaven Shall Burn, Narziss e Impending Doom) vai tomar conta da produção do álbum. A mistura e masterização vai ser feita por Jacob Hansen no seu Hansen Studio (Communic, Raunchy, Fear My Thoughts). A edição está prevista para esta Primavera. Já a partir de hoje, e até dia 23, é possível espreitarmos as gravações no site oficial do estúdio.
A anunciada presença dos britânicos GBH no 12.º Mangualde Metal Fest, no dia 14 de Abril, foi cancelada. Aparentemente o cancelamento tem a ver com problemas de saúde de um familiar de um dos elementos da banda.

Pain, o projecto a solo de Peter Tägtgren (de Hypocrisy) vai ter o seu primeiro DVD oficial ao vivo editado no dia 20 de Janeiro via Metal Mind Productions. O DVD chama-se «Live Is Overrated» e contém dois concertos, tocados no Metalmania 2005 e no Cracow TV Studio, que contam com músicas de toda a discografia de Pain mais uma versão do tema «Eleanor Rigby», de The Beatles. Os bónus incluem uma bootleg filmada no Tavastia Club, em Helsínquia, sete vídeo-clips, uma entrevista com Tägtgren, biografia, discografia, galeria de fotos, protectores de ecrã, links, etc. A edição é em, digipack.
No dia 4 de Março os Encephalon e os Grimlet actuam ao vivo na sede do Sporting Clube Marinhense, em Embra (Marinha Grande), a partir das 22.30h.

Na sexta-feira, 13 de Janeiro, O Lado Negro Bar, em Almada, recebe uma festa especial com música (gótica, metal, 80's, EBM, etc) a cargo de DJ Darkvenus e promoções especiais como são os casos de shots a Eur 1,50 e oferta de um brinde a quem beber uma vodka.
A editora britânica Conquer Records está a preparar o segundo volume do seu CD-compilação e, por isso, à procura de bandas que queiram ter a sua música no disco, que terá distribuição gratuita na Europa e Estados Unidos. Quem tiver interesse deve contactar este e-mail.
Os norte-americanos Yakuza preparam-se para editar o seu novo disco, «Samsara», no dia 21 de Março, via Prosthetic Records. Depois de «Way Of The Dead» ter saído em 2002, a banda de Chicago regressa assim com um álbum de 10 novas músicas, produzido por Matt Bayles (Isis, Botch, Pearl Jam) e conta com covidados como o pianista Jim Baker, o violoncelista Fred Lonberg-Holm, Sanford Parker e Troy Sanders de Mastodon. É já possível ouvir a faixa de abertura do disco, «Cancer of Industry», na página do myspace dos Yakuza.
Os portugueses Skewer abriram uma página no myspace, onde é possível ouvir os temas da demo anterior e já alguns do novo MCD «I Need Something Stronger» em formato mp3, Vejam-na aqui.
Eis a programação desta semana do Clube TocSin, que fina no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa:
12.01 - Noite Gótica com DJ Pedro Morcego
13.01 - Noite Metal/Death Metal/Hard Rock/Heavy, com DJ Conqueror
14.01 - Evil Soundzzz (Gótico/Electro/New Wave, 80's), com DJs Leathership e Dlock
Richard Gulczynski é o nome do novo baixista que os polacos Decapitated vão levar para a digressão americana que vão realizar entre 12 de Janeiro e 12 de Fevereiro, juntamente com Nile, Soilent Green, Hypocrisy, Raging Speedhorn e With Passion. O novo álbum de Decapitated, chamado «Organic Hallucinosis» tem saída prevista, via Earache Records, para 13 de Fevereiro.
A banda de doom metal melódico nacional WinterMoon actua ao vivo na sexta-feira, dia 13 de Janeiro, na festa de lançamento do novo disco de Ethereal, no In Live Caffe (Moita), a partir das 00.00h, num evento que também contará com a actuação de Hevenly Bride. No dia 28 de Janeiro é a vez dos WinterMoon tocarem no Centro Cultural e Juvenil de Sto. Amaro, no Laranjeiro (Almada), a partir das 21.00h, juntamente com os Tearful.

É já este sábado, 14 de Janeiro, que acontece a 3.ª edição do RockAr - Mostra de Música Moderna Portuguesa, na sede da Embra, na Marinha Grande, a partir das 22.30h. As bandas que participam nesta sessão são os Perfect Sin e os Moe's Implosion. A imperial custará, ao longo da noite, apenas Eur 0,70.
A Candlelight Records anunciou um contrato discográfico com To-Mera, a banda formada por Julie Kiss (ex-Without Face) e Lee Barrett (ex-Extreme Noise Terror, Disgust). O álbum de estreia vai ser gravado no próximo mês de Maio em Veszprem (Hungria) e em Londres para um lançamento que deverá ocorrer no final do ano. Entretanto, ainda é possível ouvir na página do myspace da banda a demo que o grupo gravou em Julho do ano passado nos The Peel rehearsal rooms, em Inglaterra.

Os portugueses This Is Mafia têm duas datas ao vivo agendadas para as próximas semanas. No dia 29 de Janeiro a banda actua no Caludas Bar, no Porto, juntamente com Schematta, Slowmotionbeerwalk e Hatetrigger, a partir das 16.00h, com a entrada a valer Eur 3,00. No dia 25 de Fevereiro é a vez dos This Is Mafia tocarem na Casa do Povo de Vinhas da Rainha, em Soure, juntamente com My Cubic Emotion, a partir das 23.00h, com entrada livre.
2006 traz alterações ao seio dos Mata-Ratos: Nuno Loureiro, o mesmo de Painstruck, deixa de ser guitarrista do grupo, regressando à banda de punk-rock mais antiga de Portugal o ex-membro Arlock Dias. O grupo actua agora, com esta formação renovada, no dia 21 de Janeiro, no Litoral em Protesto, que decorre no Salão de Festas Clube Galp Energia, em Vila Nova de Santo André, juntamente com Acromaníacos, Ingrowing Nail, Dr. Bifes E Os Psicopatas e Abandalhados.
O Lótus Bar, de Cascais, criou o seu próprio blog com vista a divulgar e informar os seus frequentadores sobre os concertos agendados. Visitem-no aqui.
Os brasileiros Blackmass têm um novo site oficial, feito para ajudar a promover o recentemente lançado álbum «Gloria Diaboli». Vejam-no aqui. Entretanto, a distribuição do disco foi entregue à Black Frot Webstore. Para o encomendarem usem este e-mail.

Rute Fevereiro, de Enchantya e Black Widows, vai ter uma participação especial no próximo álbum dos belgas Ancient Rites, a editar em Maio pela Season Of Mist e que ainda não tem título provisório. Rute deslocou-se este mês ao Spacelab Studio, em Düsseldorf (Alemanha), onde gravou a sua prestação vocal para quatro das faixas do disco, sob orientação do produtor Oliver Philipps, de Everon).
Um fã de Leather Strip, visto a escrever no seu diário as palavras "suicide bomber" (título do novo EP da banda de Claus Larsen) durante um voo interno nos Estados Unidos, foi detido para interrogatório pelo FBI à chegada a San Jose, na California, no passado dia 4 de Janeiro. Depois de explicada a situação em várias horas de interrogatório, o indivíduo foi colocado em liberdade. Esta é a segunda vez que a editora Alfa Matrix vê o nome de uma banda sua envolvido com problemas policiais, depois de, em 2001, a alfândega americana ter apreendido centenas de cópias do disco de estreia de Mnemonic devido ao facto da edição limitada conter uma agulha, situação apenas resolvida depois da intervenção da embaixada belga nos Estados Unidos.
«Gothic Dream», o álbum de estreia da banda de rock gótico Seduced By Suicide, está disponível para encomendas a partir de hoje. Entretanto, é também já possível ouvir alguns dos temas do disco no site oficial da banda brasileira.
Os Abgott estão neste momento a gravar o seu novo álbum, «Artefact Of Madness», no Alpha & Omega Studio, em Como (Itália), com o produtor Alex Azzali (Symphony X, Ancient, Mortuary Drape, Blaze). O disco contará com Aphazel, de Ancient, como convidado especial. O lançamento vai ser feito pela Conquer Records ainda no primeiro terço deste ano.
«Act Of Faith» é o nome do novo disco de Chris Jagger's Atcha, a banda de rock liderada pelo irmão de Mick Jagger (sim, esse mesmo). Este terceiro disco da banda britânica conta com a participação de alguns convidados especiais, como são os casos de David Gilmour (Pink Floyd), Billy Jenkins e Mick Jagger. Aliás, o dueto dos irmãos Jagger no tema «DJ Blues» é o grande momento do disco, já que é a primeira vez que junta Chris e Mick Jagger na mesma música.
Os britânicos Akercocke foram convidados para uma gravação ao vivo no Maida Vale Studios, da BBC, para ser transmitida na Radio 1 Rock Show. Quem tiver acesso ao programa, pode ouvir a actuação dos Akercocke esta madrugada, de dia 10 para 11, entre as 1.00h e as 3.00h. Vai existir uma versão gravada na internet, que pode ser acedida aqui.

Os italianos Lacuna Coil firmaram a data de 3 de Abril para o lançamento do seu próximo álbum, «Karmacode». O sucessor de «Comalies» vai ser editado pela Century Media e foi co-produzido pela própria banda e por Waldemar Sorychta na Alemanha e em Itália, sendo depois misturado por Ronald Prent (Rammstein, H.I.M., Iron Maiden) e masterizado por Darcy Proper (Steely Dan, Porcupine Tree, R.E.M.) no Galaxy Studios, na Bélgica. O primeiro single do álbum vai chamar-se «Our Truth» e vai ter um vídeo-clip de promoção. O clip foi já produzido, em Los Angeles, com o realizador Fort Awesome, responsável por clips de bandas como Queens Of The Stone Age, Linkin Park, Disturbed, Chevelle, Atreyu e Shadows Fall.
Os Urban Tales actuam ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada) no dia 11 de Março a partir das 23.00h. As entradas valem Eur 3,50.
- Edição de «Inhuman Rampage», de Dragonforce

Passando estranhamente despercebidos no nosso país, não escaparam à aclamada revista Gothic Beauty, que despertou para o seu talento e rapidamente os nomeou como Banda do Ano 2003. A Feedback não os deixou escapar ilesos e ficou surpreendida com a banda, que está agora em destaque a propósito do lançamento do seu primeiro DVD, que conterá o nono concerto de Collide, filmado especialmente para esta edição no El Rey Theater, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Para falar sobre o seu ultimo álbum «Vortex» (2004) e sobre o seu galardoado antecedente «Some Kind Of Strange», estivemos à conversa com os dois prestáveis membros da banda, kaRIN e Statik.
Uma vez comentaste “O Statik e eu somos completamente o oposto tentando no entanto encontrarmo-nos no mesmo sítio, combinando as energias femininas e masculinas, o cognitivo e o subliminal, a força e o mistério”. Na vossa opinião, é isto que torna o vosso som tão único?
kaRIN: Sim, essa é definitivamente uma das razões, ambos tentamos abordar a música de perspectivas opostas. Outra grande razão é que nós não fazemos música com instrumentos tradicionais. O Statik é um sound designer que pega em camadas de sons que acha interessantes e torna-as numa escultura de som. Podemos é adicionar sons mais tradicionais posteriormente para completá-la. A música não começa de um sítio habitual.
Statik: Eu penso que ambos temos as nossas valências, mas a maior parte não se sobrepõem, por isso, aquilo em que eu não sou bom a kaRIN passa para primeiro plano e provavelmente o mesmo farei por ela. Temos muitos gostos em comum na música, mas tratamos dela diferentemente, por isso algumas vezes eu pergunto-me como é que irá ser o resultado final.
Não podemos escapar de falar do vosso último álbum de originais: «Some Kind Of Strange». Por esse trabalho, a revista altamente conceituada Gothic Beauty nomeou-vos como Banda do ano 2003. Como se sentiram sobre isto?
kaRIN: Dirigir a nossa própria editora e fazer com que a nossa música tenha saída é um desafio. Nós estamos EXTREMAMENTE gratos por qualquer reconhecimento que tenhamos... por isso é claro que estamos felizes.
Statik: Eu apenas tento fazer música que eu goste. Logo, saber que outras pessoas apreciam também significa realmente algo de especial para nós.
”Para mim tudo na vida é estranho é a vida é aquilo que nós fazemos dela”. Podias ser mais específica e explicitar-nos este teu comentário feito acerca das letras do «Some Kind Of Strange»?
kaRIN: Sentes que quando a tua vida é estranha, poderia ser um filme. Por vezes eu apenas sinto que a vida é estranha... se pensarmos sobre ela. Eu acho o que facto de nós existirmos já é um milagre. A Natureza é tão incrível e perfeitamente desenhada... fascina-me.
Dizes que a arte é sempre o teu escape na vida. Fala-nos mais sobre como expressas esse ‘escape’ na vossa música.
kaRIN: Eu gostava de ir para um espaço surreal, ou a caminho de lá, onde podemos criar tudo aquilo que queremos.. esse é o meu escape. Através da criação, eu posso controlar o meu Mundo. Eu posso largar ou desenvolver as minhas emoções. Eu vejo a vida do interior e do exterior e concluo as minhas ideias.
Statik, disseste em tempos que “Eu suponho que tenha sempre sido levado a fazer música que queira ouvir. Se estiver a trabalhar para outras pessoas, eu apenas tento em ajudar elevar as suas músicas a outro nível, enquanto adiciono o meu próprio som. Com os Collide parece mais difícil porque nós é que tomamos todas as decisões, e há uma tela em branco para pintar, e primeiro que uma música esteja acabada, a sua imagem pode mudar uma dúzia de vezes”. Posso concluir desta tua citação que fazer música para os Collide não é uma tarefa fácil para ti?
Statik: (risos) Sim, é mais ou menos isso. O que eu me pergunto é porque é que me é tão satisfatório ao mesmo tempo. Eu gosto de um bom desafio, embora não encare escrever música como um, mas...na maioria das ocasiões... torna-se realmente um desafio para nós... por isso quando somos capazes de acabar uma música e podemos apenas relaxar e ouvi-la, é bom para nós. É como escalar uma montanha e descê-la sem muitos danos sofridos.
kaRIN: Escrever seja o que for é fácil, agora escrever algo com que ambos fiquemos satisfeitos é um processo... não dizemos que é fácil... somos os dois muito difíceis de agradar. Isso provavelmente torna o processo aparentemente mais difícil para nós porque gastamos muito do nosso tempo tentando trazer as coisas a um patamar seguinte, e isso leva tempo. Quando tudo isto funciona, parece magia.

Nos vossos álbuns tiveram a ajuda preciosa de cEvin Key dos Skinny Puppy assim como a de Danny Carey de Tool. Poderiam revelar-nos como é que estas contribuições vos ajudaram a crescer como banda?
Statik: Eu não sei se nos ajudou a crescer como banda, mas é sempre óptimo trabalhar com músicos com tanto talento. E adoro quando outras pessoas chegam aqui e atiram as suas próprias ideias a uma das nossas músicas. Dá-nos ainda mais tinta para a tela.
E a situação inversa? A kaRIN emprestou a sua voz aos Frontline Assembly assim como aos Plateau, enquanto o Statik envolveu-se em projectos como Powerman 5000, Skinny Puppy, Tool e Prince. De que maneira acham que enriqueceram estes músicos?
kaRIN: Para mim, qualquer colaboração, seja de qualquer género, é sempre interessante. Toda a gente com quem trabalhas dá-te algo novo e soma algo de diferente à criação. Ficaria muito aborrecida se fizesse música só para mim.
Statik: A sério, não sei, terias de perguntar-lhes. Como já disse anteriormente, eu apenas tento levar as suas músicas a outro nível, acrescentando o meu próprio som. Eu não acho que algum deles tenha necessariamente mudado por terem trabalhado comigo. Excepto, se calhar, o Prince... ultimamente ouvi-o a trabalhar em programações e computadores. Realmente tem piada, porque ele estava a usar todo o tipo de maquinaria desde o início. Ele ia dizendo que o seu último álbum não envolvia computadores ou algo parecido... até parece que usar computadores ou outras máquinas de repente fariam a música menos correcta. Até me fez rir.
Mais uma vez o vosso último álbum, «Vortex», é lançado por vós próprios. Falem-nos sobre a vossa Noiseplus Music e porque é que escolheram trabalhar desta forma.
kaRIN: Permite-nos todo o controlo e domínio das nossas próprias criações. Acreditamos que isto é uma coisa muito importante. Se alguém nos abordasse e quisesse dar-nos uma proposta justa sem quererem a posse e o controlo da nossa música, aí teríamos de considerar. Até agora isso não aconteceu. Tivemos a sorte de aprender algumas lições sobre a indústria musical aquando os nossos primeiros dois CDs - os quais já não possuímos.
Statik: Eu acho que nós não temos muita experiência tendo a nossa música lançada por outras editoras, mas a experiência que temos tido não foi lá muito boa. Eu também tive de trabalhar com muitas outras bandas de diferentes editoras, por isso já vi o que acontece a muitas bandas e a muitas editoras. Eu não sei… não estou a dizer que seja mau, mas já vi muitas bandas saírem prejudicadas pelas editoras… tanto que isso acontece que acaba por destruir a banda. Isso faz-me não ir por aí além ao mercado das editoras. Editarmos os nossos próprios CDs sem dúvida que não é fácil, mas é muito reconfortante.
«Vortex» é o quinto álbum de synth-goth industrial e é um duplo-CD de remisturas e versões. Porquê um álbum deste género neste ponto da vossa carreira?
kaRIN: Porque não? Um trabalho completamente novo demora-nos muito tempo e normalmente quando acabamos um ainda não estamos prontos para outro por um tempo. A ideia para uma remistura surgiu claramente nas nossas mentes quando fizemos outra remistura para um amigo e gostámos tanto dela que nos estimulou a fazer este CD.
Statik: Eu sempre gostei de remisturar e de versões diferentes de músicas que goste. Nunca fizemos nada para o «Chasing For The Ghost», por isso eu pensei que seria uma boa altura para fazer remisturas tanto para esse álbum como para o «Some Kind Of Strange». Nós tivemos igualmente a oportunidade para fazer mais algumas versões, o que é uma espécie de alteração de passo na escrita de música regular.
Vocês usaram o talento de génios de remisturas como Clouser (Nine Inch Nails), Mark Walk (Skinny Puppy, Ruby), e Rhys Fulber (Delerium, Frontline Assembly), entre outros. Foram benéficas estas colaborações para o resultado final?
kaRIN: Claro que foram. Cada contribuição e cada colaboração envolvida foi de facto benéfica para o resultado final.
Statik: Para mim é sempre um grande anseio ouvir o que outros talentosos podem fazer a uma música em termos de remistura. A melhor coisa de uma remistura é que é a canção original, mas ao mesmo tempo não o é. É o que já lá estava, e muito mais. Todas as remixes do Vortex correram bem, acho eu. O que será, afinal de contas, uma boa remistura? É como mascarar uma música, dando-lhe ênfase e um pouco de cirurgia plástica.

As versões que fizeram são muito curiosas, na minha opinião. Trataram-se simplesmente de músicas que gostavam e remisturaram ou estavam a tentar impressionar a old school enquanto as adaptavam ao som frenético de hoje em dia?
kaRIN: Nós apenas escolheríamos músicas que tivessem para nós algum significado e que pensássemos que podíamos adicionar algo ao nosso som. Para mim, tenho de me relacionar com as letras, de alguma maneira. As letras são muito importantes para mim.
Statik: Eu só faria uma música que gostasse, e acontece que por acaso gosto muito de músicas de finais de anos 80.
Já tinham lançado um álbum de remisturas, «Distort». Qual é a diferença de um álbum para outro?
kaRIN: «Distort» foi feito pela nossa editora anterior, por isso não temos nada a dizer sobre o que se fez nele. Uma das melhores coisas do «Vortex» foi ter uma sessão de remistura aberta e deixar qualquer um que quisesse fazer uma remix que tentasse. Tivemos muitas respostas em retorno, por isso fomos capazes de escolher as remisturas que realmente captaram algo.
Statik: Para o «Distort», eu acho que nem escolhemos nenhum dos artistas por nós: a maior parte foi do género... aqui têm, eis as pessoas que vão fazer remisturas das vossas músicas. Eu suponho que ainda menos pessoas nos conheciam nessa altura, por isso também teria sido difícil de encontrar interessados, de qualquer maneira. Apenas acho que temos muito mais experiência agora e eu sabia as melhores maneiras para chamar a atenção das pessoas e o que exigir delas, etc. Escolher quais as canções a lançar e quem vai trabalhar qual canção é também importante. Acabámos por trabalhar tanto no «Vortex» quanto nos outros álbuns.
Tenho de confessar que vocês trabalham com bons fotógrafos que representam Collide nas fotografias de imprensa. Ultimamente trabalharam com Mathew Cooke... como é que a vossa colaboração começou e decorreu?
kaRIN: Como qualquer outra colaboração, é sempre bom trabalhar com novos artistas para ver que ideias são estimuladas. Todos trazemos algo novo para o trabalho final. Eu adoro ver como fotógrafos diferentes trabalham e que tipo de abordagem têm. O Mathew foi impecável, com ele fizemos sessões com fogo e eu tinha medo que fossemos pegar fogo à sua casa! Ele é louco nesse aspecto... podemos dizer que é possuído pela sua arte... eu gosto disso nas pessoas... as pessoas que precisam de criar... são guiadas.
Statik: Sim, basicamente eu acho que somos atraídos a pessoas talentosas mas um tanto malucas.
kaRIN: Sim, isso resume tudo.
Vamos agora passar para uma conversa mais casual: Quais as nossas principais influências a nível musical?
kaRIN: A vida em geral. Musicalmente, as influências que me tocaram mais numa altura que eu era muito impressionável foram Kate Bush, David Bowie e Pink Floyd.
Statik: Qualquer boa canção, mas muitas dos álbuns electrónicos e industriais dos anos 80 e início dos anos 90... «Twitch» de Ministry marcou-me muito quando era novo. Também gostava de Kate Bush, Cocteau Twins, Peter Gabriel e Queen, que apesar de não serem electrónicos fizeram alguns dos melhores álbuns de sempre.
Como qualificam a cena goth/industrial onde vivem?
kaRIN: Não tenho a certeza daquilo que queres dizer com qualificar... mas estou feliz que haja uma cena por aqui. A minha única queixa é que essa cena explora o passado e eu exploro o futuro. Eu não sou assim tão nostálgica para ouvir coisas antigas que já ouvi tanta vez... sinto-me muito mais inspirada por coisas novas.
Statik: Eu dou 7.5 em 10. Tem espaço para melhorias mas é bastante bom. Suponho até que seja bem melhor que em muitas outras pequenas cidades.

Iniciaram-se agora apenas nos espectáculos ao vivo, estando retratado neste novo DVD o vosso nono concerto. Se de futuro realizarem espectáculos fora do vosso país, tentarão vir tocar a Portugal?
kaRIN: Se de todo possível, claro que sim.
Statik: Claro... podemos ficar em tua casa e arranjas-nos lugar bom para comer?
Continuam ainda incapazes de “catalogar” o vosso género musical?
kaRIN: Sim, e estou muito satisfeita com isso. Eu odiaria caber nalguma dessas categorias.
Statik: Eu continuo a chamar-nos electrónico à maioria que pergunta, e isso faz efeito. Dá a perceber que não somos alguma banda de punk ou metal, e é disso que eles só querem saber.
Finalmente deixo-vos em paz... mas poderiam acabar dizendo algo de especial aos nossos leitores?
kaRIN: Gostaríamos de agradecer o vosso interesse...
Statik: Obrigado a todos por nos terem contactado e ajudado a fazer esta arte que amamos.
Mariana Matos
- Punkomchouriço III: 3,75 Pastorinhos, Rolls Rockers, Alison Bentley, Gratos Leprosos e Diana Jones & Vietnam Whiskey Dancers ao vivo no Pavilhão dos Recreios Desportivos do Algueirão - 19.00h
- Gatos Pingados e The Pinheads ao vivo no Ritmus Bar, em Corroios - 21.30h
- Projecto 103 ao vivo no Laboratório de Actividades Criativas (antiga cadeia) de Lagos - 21.30h
- Metal Underworld: Lvpercalia e Underneath ao vivo no Sporting Clube Marinhense, em Embra (Marinha Grande) - 22.00h
- Theriomorphic, Hematoma e Distopia ao vivo no Lótus Bar (Cascais) - 22.00h

«The Dead Word» CD
InsideOut Music/Recital
Depois do poder negro e melancólico de «The January Tree» seria muito difícil a Devon Graves voltar a surpreender os seus fãs com este novo trabalho de Deadsoul Tribe. «The Dead Word» é já o quarto disco de Deadsoul Tribe, o projecto a solo quando composto (banda quando gravado e apresentado ao vivo) do ex-vocalista de Psychotic Waltz e destaca-se dos dois últimos álbuns pelo facto de não tentar, de uma forma tão chapada, imular os ritmos complexos e quase tribais de Tool. Quem conhece «The January Tree» ou «A Murder Of Crows» sabe, no entanto, que Deadsoul Tribe é uma banda diferente de Tool – apenas aplica as estruturas rítmicas do grupo americano para adensar a tridimensionalidade do seu metal/rock progressivo, negro e melancólico. Pois bem, não cedendo em nada na secção rítmica – Adel Moustafa volta a estar excelente, quer na bateria-lead, quer nas percussões acústicas - «The Dead Word» carrega na tecla da melancolia e apresenta um cuidado redobrado nos arranjos vocais, tentando injectar uma dose-extra de negridão e ambiente nas músicas. Em termos de qualidade de som, a coisa fica um passo atrás daquilo que os Deadsoul Tribe fizeram no passado, mas é possível experimentarmos algumas novidades no universo Devon Graves, nomeadamente em termos de coros ou mesmo em algumas faixas mais rápidas e pesadas. No entanto, «The Dead Word» é sobretudo um disco de Deadsoul Tribe, e isso significa obrigatoriamente passagens rítmicas deslumbrantes, com riffs de guitarra hipnóticos e uma melodia elegante e cheia de classe na voz, com a ocasional e habitual ajuda de piano e flauta. Não se trata de um disco com a originalidade de «The January Tree» ou «A Murder Of Crows», mas tem a vantagem de nos mostrar outros lados do encantador mundo de Deadsoul Tribe. Não sendo já uma mistura de Opeth e Tool, pode perfeitamente continuar a agradar a fãs das duas bandas. (8/10)
A Rastilho Records prepara-se para editar o CD «Discografia», com os melhores temas da mítica banda punk nacional do início dos anos 90 Inkisição, juntamente com alguns inéditos, num total de 30 faixas.
Os With Passion sofreram recentemente algumas alterações na sua formação, com o recrutamento de três elementos de Conductiong From The Grave, nomeadamente Greg, Jeff e John. A nova formação tem composto alguma música nova e ensaiado para a Annihilation of the Wicked Tour, com Nile, Hypocrisy, Soilent Green, Decapitated e Raging Speedhorn.
Já são conhecidos os finalistas do concurso de jovens bandas promovido pela editora alemã Nuclear Blast. Eles são: Winterborn (Fin), Dead Means Nothing (Esp), The Showguns (Sue), Repulsed (Ale), Eddie Buzzard (EUA), Forever Never (Ing), Ammotrack (Sue), Dominik Marx (Ale), From Almost The End (Ing), Agonizer (Fin), Earshot 7 (Ale) e uma banda-mistério. Os finalistas foram escolhidos entre as cerca de 1.500 participações. Os vencedores do concurso serão conhecidos dentro de poucas semanas.
No dia 8 de Abril os Holocausto Canibal e os Thee Orakle actuam ao vivo no Marc-Burger Bar, em Vila Real, a partir das 22.30h.

Na próxima sexta-feira, dia 13, os Freedom e os Resposta Simples apresentam-se ao vivo no Hard Club, de Gaia, a partir das 22.00h. A entrada custará Eur 2,00.
- Loud!er Sound: If Lucy Fell, Men Eater e On Equal ao vivo no Bar Porto Rio, no Porto - 23.00h
- Ad Aeternum Doom/Goth Metal Fest: Insaniae e Heavenly Bride ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada)
- Edição de «Perception Of Fear», de Sencirow
- Edição do DVD «Live And Raw... You Get What You Give», de Ektomorf
Os Renegados do Diabo

Sobre esta sua segunda obra, que serve de sequela a Casa dos 1000 Cadáveres, Rob Zombie diz “Se o meu primeiro filme foi uma homenagem a Texas Chainsaw Massacre, o Devils’ deve a sua existência a um Dirty Harry ou Bonnie and Clyde”. Esta afirmação do realizador já muito diz sobre a sua nova experiência de longa-metragem. É que em Os Renegados do Diabo, Rob passou do seu cliché de horror, com montagem estilo MTV, para um ‘road-movie’, já com alguns traços de identidade própria.

A evolução está patente tanto na escrita como na realização, mas o ex-libris de Devils’ é uma fotografia que imita fielmente a imagem dos seriados policiais dos anos setenta... Uma solução estética que resultou na perfeição. Quanto ao som, a escolha recaiu numa alusão directa à década mencionada, com um rock-folk muito americanizado (por vezes woostockiano) a fornecer ambiente às violentas sequências de carnificina ‘tarantiniana’ cuja imagem mais emblemática é o grande final em câmara lenta... uma cena violentíssima envolta no brilhantismo nostálgico de uns inspirados Lynyrd Skynyrd em «Free Bird». Também de registar a repetida utlização de repertório de Allman Brothers, que em «Midnight Rider» nunca soaram mais gore, ehhehe!

Mas passando ao enredo propriamente dito, a estória dá-se num - tipicamente enquadrado - inóspito deserto, onde a mesma família de Casa dos 1000 Cadáveres, encabeçada pelo Captain Spaulding (Sid Haig) se diverte a fazer a justiça luciferiana... não enjeitando ‘rasgar’ todos os que lhes passam pela frente. Como road-movie que é, a acção dá-se na evasão de três dos elementos da família, liderados pelo “Capitão”, personagem vinda da imaginação da lenda americana Groucho Marx. O realismo dá-se com diversos apontamentos como por exemplo o rapto de uma família de músicos country, um valente soco numa grávida ou o mais decadente bordel às moscas, com a devida actriz, vinda de um beco XXX, a revelar-se propositadamente má actriz.
Quem também não nasceu para a interpretação é a actriz secundária Sheri Moon Zombie, que faz o papel de Baby. A sua performance é até repleta de momentos de protagonismo mas nunca pela sua veia teatral. Para além de ser a mulher do realizador, esta moça ostenta uma beldade quase prevista pelo código civil, tal a desconcertação que provoca, principalmente em cenas em que se insinua em provocantes danças. No mínimo, impróprio para cardíacos. Vale a pena fazer uma busca na net sobre “Sheri Moon Zombie”, já que é das últimas beldades de filmes série B que não enveredou por uma ‘javardosa’ imagem de silicone. Quem suscitou um – cândido - entusiasmo perante um público mais fundamentalista do género foi Bill Mosley, que no papel de Otis tem já uma campanha a decorrer online para ganhar uma nomeação para os Oscars, ahah! Vão até lá e subscrevam! No papel de imperturbável cherife está o famoso actor William Forsythe, conhecido de Dick Tracy ou do filme Paradise Lost. Uma interpretação que, de tão exagerada, quase cai no forçado e ridículo.
Em suma, o filme tem momentos enfadonhos e, apesar de copiar muito directamente as fontes já mencionadas, e o ambiente ‘seventies’, consegue até gerir uma identidade própria dos horizontes de Rob Zombie. À atracção do realismo pela carnificina ou pela personagem do palhaço mais asqueroso do mundo (Captain Spaulding), junta-se uma imagem que quase nos leva a pensar que Os Renegados do Diabo é o melhor filme, nunca feito, da década de 70. Processos como as inserções de grão nas filmagens à própria TV que existe em cada ‘divisão’ da acção, ou à imagem parada no acto de extremo horror, são momentos enriquecedores e que anulam as passagens mais cliché, ou as interpretações série-B de alguns actores. Já que outros, diga-se em abono da verdade, estão a um nível bem alto - caso de Sid Haig e Geoffrey Lewis (no papel de cantor country), actor conhecido da série Dallas ou do filme Joshua Tree.
Texto: João Matos

Frase do filme em destaque:
"Boy, the next word that comes out of your mouth better be some brilliant fuckin' Mark Twain shit. 'Cause it's definitely getting chiseled on your tombstone."
Blood Safari é o nome da nova banda de Victor Torpedo e Pedro Xau, mentores dos extintos Parkinsons e que, tal como a sua banda anterior, opera a partir de Londres. A novidade é que o EP de estreia do grupo é editado este ano, através da Rastilho.
Foi criado um fotolog exclusivamente dedicado à mítica (e extinta) banda de Benfica que marcou de forma indelével os primeiros tempos do punk-rock nacional: os Corrosão Caótica. Todo o historial da banda - de 1988 a 1995 - vai estar coberto neste fotolog, em que as imagens vão ser acompanhadas de pequenos textos alusivos à época de cada uma delas. Vejam-no aqui.
A Selfmadegod Records assinou um contrato discográfico com a banda de death metal Incarnated. O grupo tinha já gravado o seu novo álbum, «Pleasure Of Consumption», desde Janeiro de 2005. O disco vai agora ser lançado, em Fevereiro ou Março, pela editora polaca, com três temas-bónus inéditos.
Já estão abertas as inscrições para o IX Festival de Música Moderna Corroios'2006. Vejam o regulamento aqui.
Os alemães Bloodflowerz entram em estúdio ainda este mês, para proceder às gravações do seu novo álbum, que vai chamar-se «Dark Love Poems». O disco tem edição prevista para o Verão, via Silverdust Records.
Os Projecto 103 actuam ao vivo amanhã, sábado, no Laboratório de Actividades Criativas (antiga cadeia), em Lagos, a partir das 21.30h. A entrada é livre.

No sábado, dia 7 de Janeiro, os Gatos Pingados e os The Pinheads actuam ao vivo no Ritmus Bar, em Corroios, a partir das 21.30h. A entrada custará Eur 3,50.
Em jeito de previsão do novo álbum «Death Pop Romance», com edição marcada para dia 20 de Fevereiro, os dinamarqueses Raunchy têm agora disponível online um e-card, com o qual é possível ouvir quatro temas retirados do disco. Vejam-no aqui.
No dia 14 deste mês realiza-se no Lótus Bar, em Cascais, a quarta edição da Under Punk Party, com actuações de Front Door, Tiny Tuned e Os Gatos Leprosos. O resto da noite terá a presença do DJ Billy, do Billy News. O início das festividades está marcado para as 22.00h.

«The Masquerade» CD
Sound Riot/Massacre Records/Recital
Na super-desenvolvida cena metal norueguesa é praticamente impossível surgir uma nova banda que não tenha elementos conhecidos de outros grupos. Os Chain Collector, no entanto, aproximam-se mais da figura de super-banda: membros de Carpathian Forest, Blood Red Throne, Opus Forgotten e Neon God e o deus-vocalista Kjetil Nordhus (Green Carnation e Trail Of Tears) a dividir as despesas vocais com Svenn Aksel Henriksen. Com músicos de espectros tão diferentes dentro do metal, Chain Collector poderia soar a qualquer coisa, mas o death/thrash metal carregado de melodia parece arriscar bem menos do que seria de esperar de uma banda com tamanha experiência acumulada. Ainda assim, projecto onde Kjetil Nordhus ponha o dedo não pode fazer nada de realmente mau, e «The Masquerade» não é excepção. O tom vocal único – melódico e épico – do senhor contrasta, nos temas deste trabalho, com a abordagem mais pesada e rasteira do death/thrash típicamente nórdico do resto da banda (o outro vocalista incluído). Ainda assim, são notórias as influências suecas no facto dos Chain Collector darem muito ar às suas músicas, não abusando nos blasts nem nas partes rápidas da sua música e intercalando partes pesadas com riffs orelhudos. Depois, o grupo preocupa-se em variar a sua receita musical, resultando numas vezes melhor que noutras – a paisagem sonora negra e lenta de «Crucifixion» compensa bem o tiro ligeiramente ao lado de «Tapping the Vein» - mas deixando bem claro que os Chain Collector são banda para arriscar, e não para ficar sentados em cima dos louros dos nomes da banda. «The Masquerade» resulta, assim, num álbum pleno de energia e dinâmica, com a originalidade toda colocada do lado do seu vocalista de voz limpa, mas sem comprometer um milímetro de integridade no seu todo. (7/10)
Os húngaros Ektomorf preparam-se para editar um DVD ao vivo, chamado «Live And Raw... You Get What You Give», já amanhã. O DVD incluirá filmagens da actuação da banda no festival Summer Breeze do ano passado, bem como todos os vídeo-clips e ainda um CD-bónus com uma nova versão do tema «Kalyi Jag», editado originalmente em 2000.
No dia 14 de Janeiro os Dr. Salazar e os Ode Odium actuam ao vivo no Culto Bar, em Cacilhas (Almada) a partir das 22.00h.
No dia 9 de Abril realiza-se a terceira edição do Rastilho Fest, que este ano conta com a presença dos britânicos Deadline, bem como com os portugueses Assacínicos, Albert Fish e If Lucy Fell. O local do festival é, como habitualmente, o Grupo Desportivo de Martingança, em Leiria.
Os portugueses Assemblent assinaram um contrato discográfico com a Nemesis Música, válido por dois álbuns. O primeiro desses discos chama-se «Equilibrium», conta com Fernando Ribeiro como convidado num dos temas, e vai ser editado em Março.
Eis a programação desta semana do TocSin, que fica no número 172 da Rua da Atalaia, no Bairro Alto, em Lisboa:
05.01 - Dos anos 40 aos 80 (Rock&Roll, Psychobilly, 80's, Rock português), com DJs Lu & Mia
06.01 - Noite Metal/Death Metal/Hard Rock/Heavy, com DJ Psycho
07.01 - The Graveyard Express (Gothic Rock, Deathrock, Post-punk, Coldwave), com DJs Stygmata & Trecinne
Os Anti-Clockwise terminaram finalmente as gravações do novo álbum, que tem o título provisório de «Beauty Paranoia». Durante este mês serão feitas as misturas no Crossover Studio, por Sarrufo e pela própria banda, sendo que a masterização ficará a cargo de Bravo. Em Fevereiro os Anti-Clockwise deverão estar em condições de anunciar a data de lançamento do disco, bem como a data do concerto de apresentação, que decorrerá na Academia de Linda-a-Velha. Entretanto, já nos dias 13 e 14 deste mês, o grupo dá um salto às Asturias para dois concertos com os espanhóis Dogfight.

Os portugueses For The Glory estão neste momento em fase de composição para o seu álbum de estreia, que sucederá ao MCD «Drown In Blood», editado pela Raging Planet. Enquanto o disco não chega, o grupo disponibilizou três novos temas, em versão 'rough',na sua página do myspace. Em outras notícias, os For The Glory estão neste momento à procura de um novo vocalista. Quem estiver interessado no lugar deve escrever para este e-mail.

A Peaceville Records assinou um contrato discográfico com o trio feminino japonês Gallhammer. O primeiro lançamento da banda na nova editora será uma compilação dos trabalhos anteriores, que será lançado juntamente com um DVD de uma actuação em Tóquio e que permitirá aos mais incautos tomar o primeiro contacto com esta fabulosa banda de crustcore, conhecida pelos fãs como "The Queens of Crust Age". Na Primavera as Gallhammer entram em estúdio para gravar o novo álbum de originais.
Este sábado, dia 7, o Heavens Gothic Bar, que fica no número 120 da Rua Fernão de Magalhães, no Porto, recebe a visita do DJ Sérgio P para uma noite de metal, rock, gótico, industrial e EBM. Depois disso, é às quintas que o DJ Sérgio P passa música no Heavens Gothic, com a seguinte programação:
06.01 - Especial punk-rock
12.01 - Especial anos 80
19.01 - Especial músicas a pedido
26.02 - Especial metal
- Edição do single «House Of Sleep», de Amorphis

«Ruder Forms Survive» CD
Rise Above Records/Recital
Formados por elementos anteriormente envolvidos em Iron Monkey, Orange Goblin, Bridge & Tunnel e The Dukes Of Nothing, os Capricorns parecem ser a grande sensação da cena britânica actual. Porquê? Imaginem uma espécie de stoner/sludge gingão... sem voz. É precisamente isso que os Capricorns praticaram no EP homónimo de estreia do ano passado, e que voltam a propôr com «Ruder Forms Survive». A coisa varia entre o mais viciante e quase científico «1969: A Predator Among Us», com a melodia da guitarra a atazanar-nos a cabeça e a pôr-nos a paciência auditiva em água (elogio) e o avassalador poder ríffico de «1066: Born on the Bayeux», que começa de mansinho e acaba em cima de nós. Pelo meio os Capricorns ainda têm tempo de destilar um tema com voz, chamado «The First Broken Promise», em que o vocalista de Oxbow, Eugene Rodinson, dá uma mãozinha. Nada em «Ruder Forms Survive» é deixado ao acaso, funcionando tudo para instalar um ambiente fumarento e distorcido, cheio de riffs com pêlos e ritmos demolidores. Podem chamar o que quiserem à música de Capricorns – mistura de Amebix com Pink Floyd, filha bastarda do southern-sludge e do stoner rock, metal-rock psicotrópico... o que conta, no final, é que os ingleses conseguem conjurar para a sua música o santo ‘The Riff’ (como eles gostam de lhe chamar) e não soam a nada que tenha vindo antes deles. Aliás, uma tarde com um disco como «Ruder forms Survive» pode dar ao ouvinte uma vontade avassaladora de fazer uma banda assim. É destes que reza a história. (8/10)
A nova música de Carlos Santana, chamada «Just Feel Better», que conta com Steven Tyler de Aerosmith como vocalista convidado, foi composta por Damon Johnson, de Brother Cain. Para além de compôr músicas para Santana nas suas horas vagas, Johnson faz também parte da super-banda Slave To The System, que conta com o seu companheiro de Brother Cain Roman Glic, com Scott Rockenfield e Kelly Gray (Queensryche) e Scotty Heard (Sweaty Niples). O álbum de estreia de Slave To The System, «All That I Am» é editado no dia 6 de Fevereiro.
O ex-vocalista de Toto, Joseph Williams, está neste momento em plena fase de gravação do novo álbum do seu projecto Vertigo. O disco vai contar com os préstimos do virtuoso baterista Virgil Donati (Soul Sirkus, Ring Of Fire) e do guitarrista Alex Masi, enquanto que Fabrizio Grossi vai, de novo, tomar conta do baixo e do trabalho de produção. O lançamento está previsto para meados do ano, via Frontiers Records.
«Fly!» vai ser o título do aguardado próximo single dos alemães Blind Guardian, que antecede o lançamento do novo trabalho de originais. «Fly!» vai conter três faixas: o tema-título, uma versão acústica de «Skalds And Shadows» e «In A Gadda Da Vida», uma versão de Iron Butterfly.
Prestes a lançar o novo disco, chamado «Revocation», os suecos The Legion anunciaram algumas mudanças na formação da banda. A primeira é o recrutamento de um novo vocalista, que é nada mais nada menos do que Kjetil Hektoen, de Crest Of Darkness e Enthral. Depois, o baixista Lars Martinsson abandonou o grupo com o objectivo de continuar os seus estudos, sendo substituído por Kristoffer Andersson (de Sargatanas Reign) numa base temporária.

«Nightmare Inc.» CD
Dockyard 1/Recital
Não estou certo se podemos continuar a chamar ‘metal moderno’ ao metalcore quando este é praticado sem a mínima intenção de inovação, mas a verdade é que essa é a expressão usada pelos alemães A Traitor Like Judas para descrever a sua própria sonoridade. A banda conheceu uma ascensão meteórica na ‘cena core’ europeia nos últimos quatro anos, com dois discos, um EP, um split com Under Siege e centenas de concertos ao vivo um pouco por toda a Europa. Caminho que nos leva a este novo trabalho, chamado «Nightmare Inc.», que deixa perceber desde os primeiros minutos porque é esta uma das mais respeitadas bandas de metalcore da cena alemã actual. Existe muito pouco espaço nos riffs de guitarra – muito ‘thrashy’ - da música dos A Traitor Like Judas, enquanto que o lado hardcore é principalmente mantido por uma vocalização gritada muito agressiva e por ritmos nervosos e irrequietos que parecem perigosamente imprevisíveis. Ainda assim, o grupo alemão encontra espaço entre os 10 temas do disco para incluir partes de um peso verdadeiramente metálico e também algumas melodias com sabor sueco, pelo que se sai da audição de «Nightmare Inc.» com a sensação de que estes A Traitor Like Judas poderiam perfeitamente ter sido uma das bandas mais importantes da primeira vaga de metalcore europeu se não tivessem surgido demasiado tarde para isso. Ficamos, assim, com um disco de qualidade e intensidade muito aceitável que, no entanto, já não surpreende ninguém devido a uma repetição nada saudável do que bandas como Heaven Shall Burn e Caliban fizeram na parte mais primitiva da sua linha evolutiva. (7/10)
Os Sepultura e os In Flames vão partilhar uma digressão europeia entre 12 de Março e 13 de Abril. Portugal não está incluído na lista de países por onde a digressão vai passar, sendo que Espanha conta com TRÊS datas.
A próxima edição da Loud!er Sound realiza-se já no dia 6 - sexta-feira - no Bar Porto Rio, no Porto, a partir das 23.00h. Contará com a actuação de If Lucy Fell, Men Eater e On Equal, bem como com DJ-sets de vários elementos da equipa da revista. A entrada custará Eur 5,00.
A faixa «Two Moons», retirada do novo álbum dos finlandeses Amorphis, chamado «Eclipse», está disponível para download na secção 'pre-listening specials' da página da Nuclear Blast, tendo os utilizadores que desembolsar a módica quantia de Eur 0,99 para a sacarem. Façam-no aqui. «Two Moons» é a música de abertura de «Eclipse», que é editado no dia 17 de Fevereiro. Já amanhã sai o single de avanço, «House of Sleep».

Hreidmarr, até aqui vocalista dos franceses Anorexia Nervosa, abandonou a banda. A necessidade de tomar um novo rumo musical foi apontada como o principal motivo para o abandono, sendo que os Anorexia Nervosa estão neste momento à procura de um novo homem para o microfone. Quem estiver interessado no lugar pode contactar este e-mail.
A Purodium Rekords lançou, no passado dia 25 de Dezembro, a demo-tape «Barbaro Maniacus», do projecto nacional de black metal Infernüs. A edição é limitada a 100 cópias e está disponível para encomendas através deste e-mail.
Kelly Keagy, baterista e vocalista de Night Ranger, está neste momento em plena fase de composição para o seu novo trabalho a solo. A ajudá-lo a escrever as músicas, Keagy conta com Jim Peterik (ex-Survivor, Pride Of Lions). Para já, sabe-se que o companheiro de Kelly Keagy na banda The Mob, Reb Beach, vai também estar envolvido nas gravações do álbum e também que será Kip Winger a ficar encarregue da mistura do disco.
Já é conhecida a primeira sessão de Março do Metal Underworld: no dia 4 os Grimlet e os Encephalon actuam ao vivo na sede do Sporting Clube Marinhense, em Embra (Marinha Grande) a partir das 22.30h.
Os suecos Persuader estão já em estúdio a gravar o novo álbum de originais, que irá suceder a «Evolution Purgatory», editado em 2004. O novo trabalho tem o título de «When Eden Burns» e está a ser captado no Powerhouse Studio, em Hamburgo (Alemanha) com o produtor Piet Sielk, de Iron Savior. O lançamento está previsto para Maio, via Dockyard 1. Para já, há um diário de estúdio na página dos Persuader.
Já são conhecidas as datas e locais da mini-digressão europeia dos Manegarm. A tour decorre entre 2 e 11 de Março e vai passar por... Holanda, Bélgica e Alemanha. Para já não são conhecidas mais datas ou países, mas é possível que ainda sejam acrescentados alguns concertos à lista, sendo que é, ainda assim, pouco provável que Portugal faça parte dessa lista. Juntamente com os Manegarm, esta mini-digressão contará também com Goddess Of Desire e Skyforger.
10.12.2005, Teatro Miguel Franco - Leiria

Depois de testemunharmos a surpreendente Jarboe, foi com expectativa que regressámos ao confortável Teatro Miguel Franco, desta feita para presenciar os Qntal, banda alemã que há mais de dez anos traçou como linha orientadora uma original mistura entre loops e caminhos electrónicos, misturados com essência medieval garantida em palco por ráplicas de instrumentos da épioca. Tendo começado como projecto paralelo, os Qntal - que é como quem diz ‘backyard’ em açoriano - são formados por elementos de Estampie e Deine Lakaien.
Em Leiria, fomos surpreendidos pela carismática melancolia de certas passagens, excepcionalmente protagonizadas pela forte presença de Syrah. De forma estóica, a experiente vocalista não destoou em qualquer momento, conseguindo uma concentração incrível, tornando o seu desempenho numa acção quase indutora de catarse. Também inacreditável é a performance de Michael Popp: de tema para tema não se intimida em mudar de instrumento e, à predominância da sua guitarra eléctrica – sintetizada - tangia com grande à vontade a cítara, o banjo barroco, a bandurra, ou o violão-francês. Um dinamismo muito apreciado, especialmente em temas mais mexidos. É que se a taciturnidade contemplada mexe com cada um dos presentes, os temas rápidos e dançáveis quase arrancavam das poltronas a maioria dos 213 espectadores presentes.

Do lado esquerdo do palco estava o maestro Phillip Groth. Por detrás do sintetizador comandava as operações, sendo responsável pelo rumo tomado em cada tema, servindo-se das trilhas gravadas como bússola daquilo que depois em palco era acrescentado a cada música. A efusão e o fervor da maioria dos presentes realizava todos os quatros músicos da banda e, no final de cada tema, a reacção leiriense a Qntal fazia com que Phillip e Syrah esboçassem sempre um sorriso de alegria.

Quem também se mostrava tão entusiasmado quanto carismático era o baterista convidado. Já na casa dos quarenta e com o seu rabicho de cavalo grisalho, este músico contagiou também quem assistia com a sua interpretação; dispunha de percussão acústica, mas também de ‘pads’ digitais, e todo o seu kit estava disposto de forma a poder ser tocado em pé. Para além da energia revelado, algo que prendia o olho era a forma gingona como se dava ao luxo de tocar, sendo não apenas virtuoso como um dançarino de primeira. Cativante!

No fim, os encores sucederam-se e a banda recebeu várias levas de merecidas ‘standing ovations’, acabando sempre por regressar a palco para mais um tema. Até que disseram “...É que já não temos mais temas…”.
Mais um dia de Fade In em Leiria e, como é costume, transformado numa ocasião de festa para recordar durante vários anos.
Texto: João Matos
Fotos: Eva Matos

Os norte-americanos Into The Moat estão neste momento à procura de um novo baixista. A banda aconselha todos os interessados a sacar as pautas de duas músicas que estão disponíveis no site, aprendê-las e depois contactar a banda e esperar uma chamada para a audição. O grupo avisa também que quem ficar com o lugar deve viver na parte sul da Florida ou mudar-se para lá, sendo que terá que arranjar um segundo emprego (uma vez que o dinheiro ganho com a banda ainda não é suficiente para sustentar niguém) e estar preparado para digressões intermináveis.
Os hard-rockers Hardline terminaram no mês passado as gravações do seu novo disco, «Just Add Water». A renovada formação da banda inclui Johnny Gioeli na voz, Josh Ramos na guitarra, Michael T. Ross nos teclados, Jamie Brown no baixo e Atma Anur na bateria. O lançamento de «Just Add Water» está previsto para a Primavera de 2006, via Frontiers Records.
Os VS777 e os Insaniae são as bandas convidadas para mais uma sessão do Metal Underworld, que decorre no dia 18 de Fevereiro na sede do Sporting Clube Marinhense, em Embra (Marinha Grande).
Os australianos Vanishing Point anunciaram o nome do novo baixista, que vai substituir Joe. Chama-se Steve Cox, é australiano, e bateu toda a concorrência que se candidatou ao lugar - inclusivamente baixistas europeus e americanos. Noutras notícias, os Vanishing Point viram o seu último ábum «Embrace The Silence» ser considerado o melhor do ano para a revista australiana Blastwave.
Já são conhecidas as primeiras edições da Displeased Records para o ano de 2006. No dia 28 de Fevereiro é editado o aguardado novo ábum de Agathocles, chamado «Mincer». Para 28 de Março ficam «Eternal Conflagration» de Abominator e «Manifest Blasphemy» de Surrender Of Divinity.
http://www.displeasedrecords.com/
A Blood & Iron Records está a preparar uma compilação de tributo a Buffalo, chamada «Volcanic Volume»,, que conta já com participações confirmadas de Dawnrider, The No-Counts D.O.M., Testosterone Thunder, Ogre e Earthflight. Em preparação está também uma reedição da banda-culto da cena portuguesa dos anos 70 Beatniks.
A webzine brasileira Psychosis Death foi recentemente acualizada, com novas entrevistas a Bestial Devastation e Disgrace And Terror, bem como novas críticas. Vejam-na aqui.