
«Majestic» CD
Mayan Records/Edel
Poucas bandas de power metal têm a identidade e sonoridade tão definida como os Gamma Ray. Kay Hansen e companhia têm vindo a construir uma carreira sólida e consistente, baseada em grandes discos de power metal que melhoram cada vez mais nas últimas propostas, casos de «No World Order» e «Powerplant». «Majestic» não é excepção. «My Temple», o tema de abertura, não deixa dúvidas que, quer em termos de poder, quer a nível de qualidade de som e composição, os Gamma Ray não baixaram a fasquia de qualidade. Nem todas as músicas do disco têm a qualidade e o poder de empolgar do tema de abertura, mas as 10 faixas de «Majestic» nunca desiludem os fãs, e é principalmente isso que se pretende de um novo disco de Gamma Ray. Obviamente a banda não vai mudar agora, a meio da sua segunda década de carreira – e muito menos o seu power metal actual vai convencer quem não se deixou convencer pelos discos anteriores do grupo. No entanto, «Majestic» tem tudo a ver com os riffs pesados de duas guitarras bem altas, solos épicos, secção rítimica certinha, melodias de teclados pomposas e majestosas – embora subjugadas às guitarras – e aquela voz mítica de Kai Hansen que nos faz sonhar com os melhores – e mais pesados – tempos de Helloween. Em «Majestic» salva-se o power metal pelo que ele tem de melhor – o seu lado clássico – e consegue-se apelar ao saudosismo de um estilo sem recorrer a piroseiras ou receitas musicais gastas e baças. Não existem muitas bandas capazes de o fazer assim, hoje em dia, como os Gamma Ray. E, aqui, convém voltar a ler a primeira frase desta crítica. (7/10)