novembro 25, 2005

CANCER - CRÍTICA

Cancer.jpg
«Spirit In Flames» CD
Copro Records/Recital

Mais um regresso da terra dos mortos. Desta vez são os Cancer, banda que está de volta depois de se ter separado em 1994, numa altura em que o death e o thrash metal ainda podiam ser tocados num mesmo estilo sem se falar em “Suécia”. Este regresso parte precisamente do ponto onde os Cancer deixaram a cena – depois de «Black Faith» - e soa, necessariamente, um pouco datado, embora seja mais lógico serem os Cancer a fazerem esta sonoridade hoje em dia do que um grupo de putos que começou a ouvir os discos destes mesmos britânicos há meia-dúzia de dias. Como nos bons velhos tempos, «Spirit In Flames» tem a sua base em riffs de guitarra extremamente infecciosos e que normalmente respiram bem nos ritmos balançados e nunca rápidos – por vezes até morbidamente lentos – das músicas deste disco. A voz de John Walker (querem melhor nome para um vocalista?) permanece tão indefinida quanto antes, não sendo gritada nem gutural surgindo, em vez disso, num registo meio podre que retira alguma força à música de Cancer. O principal argumento do death/thrash metal da banda é o groove que a secção rítmica e os riffs conseguem, juntos, criar nos melhores momentos do disco – momentos que fazem lembrar a época dourada do metal extremo britânico de que só restavam os Bolt Thrower até este regresso de Cancer. «Spirit In Flames» não é o disco ‘no ponto’ que os Cancer fariam se tivessem continuado a tocar juntos nos últimos 11 anos, mas é um bom regresso à sonoridade antiga, embora este acréscimo de zero a essa sonoridade possa fazer os fãs perguntarem porque raio não se cingiu a banda aos quatro álbuns que gravou na sua primeira encarnação. (7/10)

Publicado por BillLaswell em novembro 25, 2005 12:33 AM | TrackBack
Comentários
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?