novembro 29, 2005

KLAUS SCHULZE - CRÍTICA

Klaus Schulze.jpg
«Moonlake» CD
Synthetic Symphony/Recital

Admirado nas mesmas esferas da música experimental que elevaram Jean-Michel Jarre a herói e depois o fizeram cair em desgraça, Klaus Schulze conheceu algum protagonismo na cena rock/metal actual devido às reedições do seu fundo de catálogo recentemente lançadas pela Revisited Records que, por acaso, é uma sub-editora da InsideOut Music (‘casa’ de nomes como Symphony X, Devin Townsend, TOC ou Pain Of Salvation). No entanto, não se deixem enganar pelas associações: Klaus Schulze é um mestre sim senhor – mas da música electrónica experimental. Para os ‘sobreviventes’ que ainda querem saber mais sobre o senhor, fica a informação de que «Moonlake», o novo álbum de Kalus Schulze, é composto por quatro faixas (cujos tempos de duração variam entre os 10 e os 30 minutos) cuja base é precisamente o ritmo electrónico, mas que encorpam numa espécie de experimentalismo devido ao carácter progressivo do músico. Usando um mini-moog com distorção wah-wah, Klaus Schulze vai incluindo sons por cima de ritmos hipnóticos electrónicos criando o efeito que pretende. Nos dois temas gravados em estúdio destacam-se as influências étnicas de «Playmate in Paradise», que poderiam colocar a música num qualquer catálogo de música étnica/electrónica como a Blue Flame. Na outra ponta do álbum temos duas músicas gravadas ao vivo na Polónia em Novembro de 2003, num concerto para um gigantesco espectáculo de luzes, em que Klaus Schulze mostra o seu lado mais ‘jarresco’ em termos de teclados e, também, o mais chatinho. «Moonlake» trata-se de uma experiência sem dúvida diferente para os mais vanguardistas fãs de música experimental que por aí há. No entanto, nem por isso é interessante. Antes, reflecte o carácter introspectivo de um músico que procura mais a sua satisfação pessoal do que a de quem ouve a sua música – neste caso, para mal de quem está do outro lado do processo criativo. «Moonlake» não é um álbum desafiador. Será, quanto muito, um trabalho com algum interesse académico para quem não conhece experiências mais ousadas em termos de fusão de música experimental ambiental com influências electrónicas e/ou étnicas. (4/10)

Publicado por BillLaswell em novembro 29, 2005 12:47 AM | TrackBack
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