janeiro 24, 2006

AMORPHIS - CRÍTICA

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«Eclipse» CD
Nuclear Blast/Recital

Algures no seu caminho meteórico para a constelação das grandes bandas de metal/rock de todos os tempos, os finlandeses Amorphis tropeçaram e quase cairam do pedestal. O passo atrás que o último «Far From The Sun» representou na sonoridade da banda deixou sequelas e uma vítima: Pasi Koskinen deixou de ser a voz de Amorphis. O novo homem do leme chama-se Tomi Joutsen, tem no seu passado os Sinisthra e trouxe de volta à banda finlandesa, com o novo «Eclipse», vocalizações brutais. Por isso – e também porque o grupo prossegue o seu caminho de regresso às raízes – o novo disco de Amorphis é uma espécie de cruzamento entre «Tales Of A Thousand Lakes» e «Elegy», com as influências folk quase totalmente apagadas e a parte gótica da banda bem acesa. Também por isso, «Eclipse» é um disco que seria muito bom se não estivéssemos a falar de Amorphis e se não faltassem nas suas dez faixas o brilhantismo e experimentalismo a que a banda do país dos mil lagos tem habituado os seus fãs. Ainda assim, regressemos às influências mais góticas deste trabalho para elogiarmos qualquer coisa: a atmosfera triste e fria de Amorphis está definitivamente presente no disco e o novo vocalista sabe com certeza manter as coisas bastante dinâmicas alternando vocalizações limpas com linhas mais guturais. As estruturas são irreprensíveis – tão acessíveis quanto ‘limpas’ de comercialismos baratos - e os pormenores de guitarra, tanto a nível de riffs comos de solos, fazem juz ao nome do grupo. Ainda assim, repito-o, é de Amorphis que estamos a falar aqui, e se «Eclipse» é ‘apenas’ um bom álbum, tal deve-se ao facto da banda teimar em regressar a umas raízes que já nos deram o que tinham a dar: discos como « Tales Of A Thousand Lakes» deviam ser irrepetíveis – e são-no. Por isso mesmo, e devido a esta fuga para o lado, os Amorphis passam ao lado daquele que poderia ser um dos regressos do ano. (7/10)

Publicado por BillLaswell em janeiro 24, 2006 12:09 AM | TrackBack
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